A RECONSTRUÇÃO das infra-estruturas destruídas pelos ciclones Idai e Kenneth no Centro e Norte do país, respectivamente, vai custar 3.2 biliões de dólares americanos, segundo projecção anunciada ontem pelo Governo. A necessidade será com a comunidade doadora, na conferência internacional a ter lugar nos dias 31 de Maio e 1 de Junho, na cidade da Beira.

Daquele montante, perto de três biliões destinam-se a custear a reposição dos danos causados pelo ciclone Idai, que em meados de Março atingiu as províncias de Sofala, Manica, Zambézia, Tete e norte de Inhambane.

A porta-voz da 16ª sessão do Conselho de Ministros, realizada ontem em Maputo, explica que o valor está inscrito no relatório de avaliação das necessidades pós-ciclones, também designado de PDNA Moçambique 2019, aprovado no encontro. Segundo Ana Comoana, o documento apresenta um diagnóstico detalhado das principais ocorrências, seus impactos e a resposta dada.

O documento avalia igualmente os danos, perdas e apresenta as necessidades para a reconstrução, sendo que os 3.2 biliões servirão para reactivar os sectores social, produtivo e a área de infra-estruturas, severamente afectada.

Tratando-se de um evento extremo e não previsto, o Governo não possui nenhuma verba para a reconstrução das áreas afectadas, segundo clarificou a fonte, razão porque se está a organizar a conferência da cidade da Beira, para a mobilização dos fundos necessários para a reconstrução.

Acrescentou que o relatório, que servirá de base para a conferência de doadores, foi elaborado em coordenação com parceiros de cooperação como a União Europeia, Nações Unidas, entre outros.

Perto de 700 participantes oriundos de organizações internacionais, doadores, personalidades do sector privado e da sociedade civil são esperados no evento, que constitui uma das grandes esperanças dos moçambicanos para a reconstrução das províncias destruídas pelos ventos, chuvas intensas e inundações subsequentes.

A fonte clarificou que anualmente serão aprovados um plano de trabalho e respectivo orçamento até que os trabalhos previstos sejam cobertos.

Ainda ontem, o Governo apreciou informações que dão conta da redução do número de centros de acomodação ainda a funcionar, sendo 12 em Sofala e oito em Cabo Delgado e Nampula, como resultado dos projectos de reassentamento em curso.

Face ao cenário, o Executivo desactivou o alerta vermelho que vigorava no Norte do país desde meados de Abril, altura em que a zona foi atingida pelo “Kenneth”, e levantou a situação de emergência decretada logo depois do fenómeno “Idai”.

Contudo, continua-se a prestar apoio e assistência às vítimas das calamidades até que a sua vida volte à normalidade.

Ainda na 16ª sessão, o Conselho de Ministros actualizou a legislação sobre os projectos de gás natural na Bacia do Rovuma e apreciou a reforma em curso na administração pública e outros assuntos de interesse nacional.

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