O Governo moçambicano considera estarem criadas condições para a exportação de gás para as Seychelles, logo que iniciar a exploração daquele hidrocarboneto, em grande escala, nos campos de produção em desenvolvimento na região norte do país.

De acordo com o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, a área de energia é um campo fértil para uma cooperação bilateral entre os dois países, tendo em conta o potencial de geração que Moçambique tem.

Nas conversações mantidas ontem entre as duas delegações, no quadro da visita de dois dias que o Presidente das Seychelles, Danny Faure, efectua a Moçambique, o Governo das Seychelles manifestou interesse em comprar gás moçambicano para diversificar a sua matriz energética.

“Desde já, estão criadas condições para quando iniciar a exploração de gás em grande escala uma quota ser exportada para as Seychelles”, disse Pacheco.

Sobre este assunto, o Ministro das Finanças, Comércio, Investimento e Planificação Económica das Seychelles, Maurice Loustau-Lalande, disse que o seu país tem um projecto de transitar da energia fóssil para o LNG.

“Este é um programa que queremos terminar em dois anos e se encaixa muito bem com a produção de gás natural de Moçambique. Do ponto de vista de custos, poderemos comprar a preços mais baixos do que estamos a comprar actualmente”, disse.

Neste contexto, e no final das conversações encabeçadas pelos Presidentes Filipe Nyusi eDanny Faure, os dois países assinaram um acordo geral de cooperação que vai nortear as relações entre ambos Estados.

Os dois países identificaram potenciais áreas de cooperação e de promoção de negócios. Destaque vai para a área de política e diplomacia, defesa, segurança e ordem pública, transportes e comunicações, energia e pescas.

Foram assinados acordos nas áreas de política e diplomacia, defesa, segurança e ordem pública e transporte aéreo, especificamente um acordo de serviços aéreos, tendo em vista explorar as oportunidades que existem entre os dois países.

Maurice Lalande disse ainda que a visitaacentua o compromisso conjunto para elevar as relações bilaterais para novos patamares. As conversações entre o Presidente Danny Faure e Filipe Nyusi foram, segundo Lalande, frutíferas e produtivas.

Seychelles e Moçambique têm uma série de coisas em comum, entre as quais está o interesse compartilhado pela economia azul.

“O oceano não é somente vasto em tamanho, também é vasto em oportunidades. Estamos continuamente a lutar para assegurar que o conceito de economia azul receba cobertura e exposição máxima”, explicou.

Nas conversações, os dois países discutiram igualmente meios e formas para alinhar as suas iniciativas de economia azul e sincronizá-las com as da região.

Actualmente, as trocas comerciais entre Moçambique e Seychelles são incipientes. Das Seycheles para Moçambique são quase nulas. De Moçambique para as Seychelles rondam anualmente os dois milhões de dólares.

O Presidente das Seychelles reuniu-se ainda ontem com a Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo-Ndlovu, visitou o Porto de Maputo e o Museu das Pescas e foi agraciado com um banquete oferecido pelo Presidente Filipe Nyusi.

Hoje visitará o Museu da História Natural, a Central Eléctrica de ciclo combinado de Maputo e a Reserva de Maputo.

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