A falta de recolha e tratamento do lixo na cidade de Nampula atingiu níveis preocupantes, o que, na óptica dos munícipes, denuncia a incapacidade da edilidade de gerir os recursos disponíveis.

Esta situação acontece um ano depois de Paulo Vahanle, presidente do município de Nampula, ter lançado uma campanha de recolha e tratamento de lixo, com a promessa de que em menos de 90 dias iria deixar a cidade livre de resíduos sólidos.

Contrariamente, assiste-se ao agravamento do cenário, havendo zonas próximas dos locais de depósito onde os munícipes convivem com a imundície.

Os cidadãos não só denunciam como também reclamam que, nos últimos tempos, algumas ruas dos bairros periféricos da cidade estão a ser invadidos por lixo, dificultando a circulação de viaturas, pessoas e bens.

No centro urbano, os focos de lixo chegam a permanecer dois a três dias sem que sejam removidos, criando autênticos montes.

Afirmam que o problema está no facto de a edilidade usar meios impróprios e não se preocupar em reparar ou adquirir o equipamento de recolha do lixo.

“Desde que Paulo Vahanle entrou para a presidência do município, usa meios alugados. Imagine-se quanto dinheiro gasta neste processo”, questionou um munícipe identificado por Zainadine Jamal.

A fonte alegou não haver transparência no processo de aluguer dos meios, sobretudo os circulantes, por falta de um concurso público,e desafia as entidades fiscalizadoras a aferir a titularidade dos camiões que o Vahanleapresentou recentemente ao público.

“Não são do município, alguém comprou para alugar ao município em esquemas próprios para extorquir dinheiro dos impostos”, denunciou Jamal.

Numa ronda efectuada por alguns bairros da urbe,a exemplo de Muhala-Expansão e Namutequeliua, o “Notícias” constatou a existência de montes de lixo e águas negras estagnadas, facto que propicia a proliferação de ratos e mosquitos.

Felisberto Felismino, residente no bairro de Namutequeliua, reclamou que a limpeza da cidade não se deve circunscrever ao centro urbano, onde até existem mulheres que varrem as ruas e avenidas de madrugada.

“Antes não havia esta situação”, observou Felismino, que apela ao município pararedobrar esforços com vista a recolher, de forma regular, os resíduos sólidos nos bairros periféricos da cidade.

Bulquério Alberto, residente na zona da Memória, no bairro de Namutequeliua, afirmou que a autarquia não dispõe de meios suficientes para cobrir todos os 18 bairros da urbe, daí que haja “locais comautênticas lixeiras”. 

Observou que há locais em que para circular se deve tapar a boca e as narinas porque o cheiro nauseabundo é insuportável, devido ao lixo acumulado há vários meses.

“O presidente apresentou os dois camiões na semana passada, mas não são suficientes para uma cidade tão grande como Nampula”, disse Alberto.

Porém, Selemane Abdala, outro munícipe, residente no populoso bairro de Namicopo, disse que,apesar de haver fraca recolha de resíduos sólidos, a situação de limpeza melhorou um pouco no seu bairro.

“Por vezes, a viatura do município tem vindo tirar lixo. O problema é que não o faz regularmente. Numa semana podem passar duas vezes, mas também podem ficar um mês sem recolha”, explicou Abdala.

MIL E DUZENTOS METROS CÚBICOS DIÁRIOS

OConselho Autárquico de Nampula revelou que os 18 bairros que compõem a cidade produzem diariamente cerca de 1200 metros cúbicos de resíduos sólidos, quantidade que está muito acima da capacidade de recolha, já que neste momento se conta comapenas  três camiões, quatro tractores e um porta-contentor.

O director do Gabinete de Comunicação e Imagem do município, Nelson Carvalho, afirmou que o ideal para dar vazão ao lixo produzido diariamente na cidade era que a edilidade contasse com cerca de 20 viaturas de recolha de lixo, escusando-se a comentar sobre os meios alugados a privados.

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O FECALISMO a céu aberto, praticado por cidadãos que desconhecem ou ignoram as práticas de higiene individual comunitária, constitui um perigo para a saúde das comunidades na autarquia de Nampula. Leia mais.

 

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A IMPLEMENTAÇÃO do programa de educação inclusiva em Nampula está a resultar no aumento do efectivo escolar de crianças com necessidades educativas especiais.

A base de dados do sector da Educação indica que no ano lectivo de 2015 existiam 7611 alunos com deficiência a frequentar o ensino, mas já no ano em curso foram matriculadas 19.130 crianças.

Esta informação foi tornada pública há dias, na cidade de Nampula, durante a cerimónia de abertura da Semana da Educação Inclusiva, pelo chefe da Repartição de Necessidades Educativas Especiais, Armando Ichire, que destacou a redução dos casos de exclusão das crianças com deficiência do ensino como fruto da sensibilização das comunidades para uma mudança de atitude.

Aliás, Ichire afirmou que a sua instituição tem exortado a sociedade a manifestar a sua solidariedade e interajuda das crianças com e sem necessidades educativas especiais, através de acções conjuntas entre as instituições do Estado e os movimentos associativos que trabalham em prol das pessoas com deficiência.

O evento foi orientado pelo director do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do distrito de Nampula, Henriques José, em substituição da directora provincial do sector, que elogiou o esforço desenvolvido pelos professores e alunos por uma educação mais inclusiva e de qualidade.

“A educação é um direito humano. Todos devem aprender, independentemente da sua condição física. Estamos convencidos que a sociedade está a acatar as linhas de acção para a implementação da estratégia sobre a educação inclusiva”, disse.

Henriques José reiterou que o papel dos pais não termina no simples facto de permitir o ingresso da criança na escola, porquanto existem outras responsabilidades.

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O CONSELHO Autárquico de Nampula e a Casa de Moçambique em Portugal assinaram esta semana, nesta urbe, um memorando de entendimento para a viabilização de projectos de desenvolvimento na chamada capital do Norte. Leia mais.

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OS residentes da unidade comunal de Namiteca, bairro de Muahivire, arredores da cidade de Nampula, lamentam a falta de água canalizada, facto que lhes obriga a recorrer a fontes tradicionais para obter o recurso, que constitui risco para saúde, porque as mesmas são precárias e a possibilidade de contaminação é maior. Leia mais

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