Os jovens do distrito de Marracuene, província de Maputo, reclamam a falta de oportunidade de emprego e acesso aos projectos de habitação, apesar da entrada em funcionamento de novas empresas.

A preocupação foi apresentada, ontem, ao governador da província de Maputo, Raimundo Diomba, num encontro que teve com os jovens, na vila sede do distrito de Marracuene, no término da visita de trabalho de dois dias àquela parcela do país.

A juventude disse ao Diomba que Marracuene está a registar uma demanda satisfatória de ocupação da terra por parte dos operadores económicos, bem como a abertura de novos empreendimentos.

Jasfe Mutambe um dos participantes na reunião, acusou o governo local de não desenvolver iniciativas em prol da promoção do emprego para os jovens.

Explicou que no distrito de Marracuene nota-se o aumento do número de consumidores de drogas, em alguns casos, como resultado de frustração por falta de emprego.

Mutambe referiu que uma das soluções é condicionar os agentes económicos que pretendem explorar no distrito, para que disponibilizem uma percentagem de vagas para os residentes.

Quanto à habitação sugeriu que a distribuição de terrenos aos jovens devia constar no plano e ordenamento territorial, defendeu, ainda que em cada projecto de parcelamento, uma parte dos terrenos devia destinar-se à juventude.

Diomba, por seu turno, assegurou que a solução destes problemas envolve a participação activa dos próprios jovens, nos programas do Governo, concernente ao Plano Económico e Social.

Clarificou que a juventude tem um papel muito importante, na fiscalização dos projectos do governo, nos quais constam aqueles que são direccionados para promoção do emprego e habitação aos jovens.

Relativamente aos consumidores de droga como refúgio por parte dos desempregados, o governador comentou dizendo que a desculpa não constitui verdade.

“ Para consumir droga é preciso dinheiro para comprar o produto, enquanto para ter dinheiro é preciso trabalhar. Neste sentido quem consome estupefaciente deve ter dinheiro, consequentemente proveniente do trabalho”- explicou.

 

POR: SAMUEL UAMUSSE

 

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Três activistas moçambicanos intervêm hoje no parlamento britânico contra o papel dos bancos britânicos no escândalo da dívida oculta de Moçambique, anunciou ontem o Comité para o Jubileu da Dívida (CJD).

“Os bancos sedeados em Londres têm de ser responsabilizados pelo seu papel neste escândalo; os empréstimos causaram uma crise económica em Moçambique, aumentando os preços dos produtos básicos, e uma descida na despesa pública”, disse Denise Namburete, do Fórum de Monitorização do Orçamento, numa nota do CJD enviada à Lusa.

“Estamos apavorados pelo facto de as autoridades britânicas não terem tomado qualquer acção contra o Credit Suisse ou o banco VTB, e estamos a ir para o Reino Unido para exigir que o façam”, acrescentou a activista.

Denise Namburete e mais dois elementos do Fórum chegaram ontem a Londres, estando prevista uma intervenção no Parlamento britânico, hoje, juntamente com a deputada conservadora Caroline Spelman e o deputado e porta-voz Trabalhista para as Questões da Cooperação Internacional, Dan Carden, o ministro sombra do Desenvolvimento Internacional, além da presidente do CJD, Sarah-Jayne Clifton.

“O povo de Moçambique não teve nada a dizer sobre estes empréstimos e não beneficiou deles; nós não devíamos pagar um cêntimo, são os indivíduos e as empresas dentro e fora de Moçambique que beneficiaram, que deviam ser obrigadas a pagar”, defendeu.

O ex-ministro das Finanças moçambicano, Manuel Chang, três ex-banqueiros do Credit Suisse e um mediador da Privinvest foram detidos em Dezembro, a pedido da justiça norte-americana.

A investigação alega que a operação de financiamento de 2,2 mil milhões de dólares para criar as empresas públicas moçambicanas EMATUM, ProIndicus e MAM durante o mandato do presidente Armando Guebuza, é um vasto caso de corrupção e branqueamento de capitais.

Em Fevereiro, foram detidas várias figuras públicas pela justiça moçambicana - entre as quais pessoas próximas do ex-chefe de Estado moçambicano - que tinha o caso aberto desde 2015, mas sem nenhuma detenção.

O país viu cortada a ajuda externa em 2016, depois de reveladas as dívidas.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país está à beira de crescer, com o início da exploração de gás natural ao largo da costa Norte (bacia do Rovuma), em 2022, e essas receitas têm sido apontadas como uma solução para pagar parte dos credores.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou ontem o co-fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e veterano da luta armada, Marcelino dos Santos, pelo seu nonagésimo aniversário, celebrado ontem, 20 de Maio.

Numa mensagem enviada à Redacção do “Notícias”, o Chefe do Estado exprime, em nome de todos os moçambicanos, palavras de louvor e de felicitação ao veterano, considerando-o uma personalidade incontornável na história de libertação de Moçambique.

“Queremos usar este momento singular para celebrar, com viva emoção, a vida e obra de um homem, mostrando, com muita sinceridade e solenidade, que bem merece o enorme impacto que o seu percurso representa para cada um de nó, e para a história desta nação que heroicamente se ergue com o seu inestimável contributo”, lê-se na mensagem.

Segundo o Presidente Nyusi, hoje, o país tem uma oportunidade ímpar para, a bom som, evocar a história deste homem, que, sem quaisquer reservas, deu tudo de si para construir esta nação que se chama Moçambique, cujo percurso se entrelaça com ele próprio.

“Camarada Marcelino, celebramos o teu aniversário com a sensação de que, depois destes 90 anos de uma vida de serviço e dedicação à causa nacional, qualquer palavra se torna insuficiente para os elogios que te são merecidos. A melhor retórica para o acompanhar nesta efeméride é, sem dúvida, o nosso abraço amigo, manifestando a fraternidade que as palavras omitem ou oprimem”.

O Estadista recordou ao aniversariante que o país com o qual sonhou junto de Mondlane e outros camaradas está a trilhar pelos caminhos da paz, desenvolvimento e prosperidade.

“As árvores que plantaste, os textos que escreveste, as lutas que travaste são, hoje, a razão da nossa força para continuarmos a lutar pela emancipação de um povo, cujo passado esteve sequestrado pelo colonialismo. Continuaremos na linha da frente para garantir que cada moçambicano viva os frutos da independência e desfrute do sonho de um Moçambique, onde todos partilhamos a nobreza da liberdade e o sabor do progresso”, diz ainda o Presidente da República.

Na mensagem, o mais alto magistrado da nação afirma que os camaradas que acompanharam Marcelino dos Santos na grande epopeia pela libertação desta pátria heróica, os seus filhos e outros milhões de moçambicanos juntam-se, hoje, à sua família para, de viva voz, felicitá-lo.

“Saudamos, a ti Kalungano, pelo teu aniversário, e à tua família que, ao longo deste percurso de vida, tem-no apoiado e amparado incondicionalmente. Parabéns por cada gota de suor e labor dedicado para que este povo, hoje, tivesse um lugar chamado nação. Hoje e sempre, Kalungano, nosso herói nacional, mereces muitas homenagens e carinho, deste povo, pelo qual lutaste e deste toda a tua inteligência e sempre mostraste prontidão”, refere ainda o Chefe do Estado.

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O SECRETÁRIO-GERAL da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), Mety Gondola, apelou aos jovens para se envolverem mais no processo eleitoral em curso, recenseando-se, primeiro antes do dia 30 de Maio, para poderem exercer o direito de votar e ser eleitos. LEIA MAIS

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O Estado moçambicano e a República de Seychelles rubricaram hoje três acordos de cooperação bilateral em vários domínios.

Os acordos vão viabilizar a cooperação entre os dois estados e acontece depois de conversações entre o Presidente Filipe Nyusi e o seu Homólogo, Dennis Faure, que se encontra no país desde ontem.

Os instrumentos de cooperação incluem as áreas de segurança e ordem pública, transportes e comunicações e noutro domínio entre os dois países.

Na tarde de hoje, a presidente da Assembleia da República, recebeu Dennis Faure e sua delegação.

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