Director: Júlio Manjate

O Presidente da República anunciou para Março próximo o início das obras de reconstrução da ponte sobre o rio Montepuez, destruída há cerca de um mês na sequência das chuvas, isolando nove distritos da província de Cabo Delgado.

Enquanto isso, deverá estar operacional ao longo desta semana a via alternativa em construção no local para permitir a circulação de veículos de até 10 toneladas.

No último fim-de-semana Filipe Nyusi esteve em Cabo Delgado para tomar pulso dos danos causados pelas chuvas intensas que fustigam a região norte do país desde Dezembro último, tendo na circunstância visitado a ponte desabada na localidade de Nivico

Segundo informação prestada ao Chefe do Estado, a construção desta via alternativa já está em fase de conclusão, acreditando-se que dentro de poucos dias as viaturas possam voltar a cruzar o rio de uma margem para outra.

Graças ao trabalho já realizado os peões já podem atravessar o rio, dispensando-se o uso de embarcações que até então vinham sendo o único meio de travessia.

Falando aos presentes na ocasião, Nyusi disse que o objectivo da sua visita era inteirar-se dos trabalhos de emergência em curso visando a reposição da transitabilidade e manifestar a sua solidariedade com a população de Cabo Delgado, que ficou prejudicada com o corte daquela rodovia devido à queda da ponte.

O colapso da ponte sobre o rio Montepuez originou uma alta do custo de vida nos distritos isolados, devido à carência de produtos da primeira necessidade. Para aliviar a situação o Governo Provincial solicitou apoio das multinacionais que operam na área de hidrocarbonetos, que alocaram duas embarcações para o transporte de mercadorias para abastecimento do mercado em bens essenciais.

Filipe Nyusi visitou outros locais severamente afectadas pelas chuvas, tendo sobrevoado a bacia do rio Messalo, na localidade de Miangaleua, onde registou-se mais um corte na mesma rodovia. Ainda nesta localidade, as chuvas provocaram inundações em áreas agrícolas, afectando muitos camponeses, que perderam culturas.

Ainda na bacia do rio Messalo as chuvas provocaram a queda de uma torre da linha de transporte de energia eléctrica em alta tensão, deixando os distritos de Muidumbe, Mueda, Nangade, Palma e Mocímboa da Praia às escuras, situação que entretanto foi ultrapassada há dias.

Tratou-se da primeira visita de Filipe Nyusi desde que tomou posse para o seu segundo mandato como Chefe do Estado. Integraram a delegação do Presidente o Ministro das Obras Públicas e Recursos Hídricos, João Osvaldo Machatine, e o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael.

O Fundo Global vai alocar cerca de 751 milhões de dólares norte-americanos para apoiar a agenda nacional de combate ao HIV & Sida, tuberculose e malária nos próximos três anos.

O montante representa um aumento de 47 por cento do valor disponibilizado no triénio anterior, em que foram alocados 523 milhões de dólares.

Segundo Francisco Mbofana, presidente do Mecanismo de Coordenação no país (MCP), o reforço resulta do trabalho realizado pelo sector da Saúde e organizações de base comunitária no controlo destas doenças.

Além da alocação destes fundos, o organização vai disponibilizar 22.4 milhões de dólares para programas especiais nas áreas de adolescência e rapariga, retenção no tratamento da tuberculose, programação do preservativo e auto-teste do HIV.

“O auto-teste dá a possibilidade de o indivíduo realizar a testagem do HIV na companhia de uma pessoa de confiança e ir à unidade sanitária para confirmação ou seguimento. Isto é importante, na medida em que vai permitir aos que vivem com a doença conhecerem o seu estado de saúde”, acrescentou.

A fonte defendeu a necessidade de o processo de mobilização de recursos ser inclusivo, envolvendo os afectados pelo HIV & SIDA, TB e malária, os que determinam as políticas bem como os implementadores dos serviços de controlo de doenças.

“Nós sabemos que o HIV & SIDA e a tuberculose têm alguma questão relativa aos direitos humanos, como as barreiras de acesso aos serviços. Então precisamos assegurar que as pessoas afectadas por estas duas doenças tenham acesso aos serviços e participem na planificação”, afirmou.

A CIRCULAÇÃO rodoviária está a condicionada desde semana passada na ponte sobre o rio Limpopo, na Estrada Nacional Número Um (EN1), à entrada da cidade de Xai-Xai, devido a intervenções em curso nas faixas de rodagem, que deverão ser concluídas até ao dia 28 de Fevereiro próximo, segundo garantia dada ao “Notícias” pelo Delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE), em Gaza, Jorge Govanhica.

À excepção dos finais de semana, enquanto durarem os trabalhos de reabilitação do piso, a circulação sobre a ponte é feita apenas numa faixa, solução encontrada pela ANE para não interditar por completo a via.

Neste momento decorre a substituição de chapas metálicas na parte superior da ponte, depois que terminaram as primeiras intervenções por baixo da infra-estrutura, que consistiram na reabilitação do tabuleiro em betão armado.

“Estamos a tentar maximizar esta altura em que o empreiteiro está a substituir as chapas, com a execução de todas as actividades que devem decorrer do lado em obras e com a circulação condicionada. Trata-se de trabalhos nas duas torres (uma do lado de Xai-Xai e outra do lado do Limpopo), que suportam os cabos que sustentam a própria ponte”, explica o delegado da ANE.

Paralelamente a estes trabalhos está sendo feita a verificação e reparação dos pontos de ancoragem da ponte, que são bastante sensíveis, ao mesmo tempo que se procede à substituição dos aparelhos de apoio.

“Tratando-se de uma operação delicada que poderá concorrer para restrição total para os utentes, por algumas horas. Por isso a recomendação que passámos ao empreiteiro é que reforce as equipas de trabalho e equipamento de modo que a operação seja feita no mais curto espaço de tempo, para não constranger os utentes”, disse Govanhica.

Esta é a primeira grande intervenção nesta ponte, depois que foi reconstruidanos princípios da década de 90, após ter desabado, levando a que a travessia do rio Limpopo fosse feita com recurso a batelão para carros de pequeno e médio porte, enquanto os de elevada tonelagem eram obrigados a cumprir o desvio a partir de Chissano, passando por Chibuto, até reentrar na EN1, na zona de Chongoene, e vice-versa.

Pela ponte de Xai-Xai, com uma portagem que cobra apenas para as viaturas que fazem o sentido norte-sul, passa em média por dia pouco mais de quatro mil carros de todas as classes.

A obra é orçada em pouco mais de 272 milhões de meticais, disponibilizados pelo Governo de Moçambique, e nela estão envolvidos mais de 20 operários.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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