Director: Júlio Manjate

A zona da Praia-Nova deixará, brevemente, de ser residencial epassará a ser usada exclusivamente para actividades turísticas e piscatórias, segundo perspectivam as autoridades municipais da Beira.

O presidente do município, Daviz Simango, fundamentou que esta zona costeira não reúne condições de habitabilidade humana, razão por que os seus moradores devem abandonar imediatamente este espaço.

Simango sublinhou que, depois da construção das 25 mil casas resilientes no bairro da Maraza, cujo projecto arrancou com um aterro, todas as pessoas que vivem nos assentamentos informais na Praia-Novadeverão abandonar esta áreade risco para os pontos onde serão reassentadas.

Sobre a edificação de casas de alvenaria que continua a ocorrer na Praia-Nova, Simango considerou que elas serão demolidas proximamente.

No passado, mesmo depois da independência nacional, a zona da Praia-Nova foi usada como entreposto comercial pelos pescadores artesanais e, mais tarde, aproveitada como ponto de partida e terminal do transporte marítimo de passageiros e carga ligando a capital provincial e as regiões insulares dos distritos de Búzi e Machanga,por embarcações de pequena dimensão, localmente conhecidas por “chatas”.

A partir da década de 90, as poucas embarcações de transporte de passageiros que operavam a partir do Cais Manarte, no Porto da Beira, foram, paulatinamente, deixando de fazer a ligação entre a cidade da Beira e zonas como vila do Búzi, Nova Sofala, Machanga, Divinhe, Nova Mahonga, Chiloane, Nova Mambone (Inhambane), entre outras, por alegada falta de rentabilidade devido à concorrência desleal das chamadas “chatas”, que passaram a operar este serviço.

Nos últimos 10 anos, a autarquia atribuiu talhões para habitações, maioritariamente de construção precária.

Porém, ao longo do tempo foram surgindo casas melhoradas, armazéns, barracas e quiosques de venda de produtos, incluindo de bebidas, casas de pasto, entre outros.

Foi assim que a Praia-Nova virou um bairro residencial, onde a actividade comercial é feita com dinâmica e durante 24 horas.

Com a pressão da população, que ia crescendo, assistiu-se a práticas como abate de mangal para diferentes usos, como construção de casas e combustível lenhoso para a confeccção de alimentos, o que agravou a erosão.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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