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Director: Júlio Manjate

UMA linha de produção de álcool em gel está a ser desenvolvida no laboratório do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande (ISCTAC), na cidade da Beira, com vista a contribuir para  responder à  procura deste produto medicinal para a prevenção do novo coronavírus no país.

Para concretizar a iniciativa, segundo o vice-reitor daquela instituição de ensino superior, Júlio Taimira,  o ISCTAC conta com três especialistas doutorados em Química e dois  técnicos  de  laboratório  que, numa primeira fase, pretendem produzir cerca de mil frascos de 50 mililitros em 15 dias.

A fonte revelou ainda que os primeiros lotes a serem produzidos serão disponibilizados ao Governo porque o foco da instituição não é propriamente a comercialização, mas sim a responsabilidade social junto das comunidades.

Neste sentido, o ISCTAC propõe-se a entregar a determinadas  unidades sanitárias carenciadas, como o Centro de Saúde da Munhava e o Hospital Rural do Búzi, tendo em conta o contexto em que funcionam depois de terem sofrido com o ciclone Idai no ano passado.

“Pretendemos ajudar o Governo em mecanismos de prevenção desta pandemia”, sublinhou o vice-reitor, assegurando que o álcool a ser produzido está dentro dos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por outro lado, Taimira deu a conhecer que o ISCTAC vai partilhar a sua experiência com outras instituições de ensino superior no país, como contributo que poderá ser usado por todos no combate à Covid-19.

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PERTO de 300 famílias viram-se forçadas a abandonar as suas residências ao princípio da noite de quarta-feira última, na Praia Nova, cidade da Beira, devido a mais uma invasão das águas do mar.

Na circunstância, as famílias refugiaram-se nos corredores dos prédios vizinhos, levando consigo alguns dos seus pertences.

Já na manhã de ontem, a nossa Reportagem esteve no local onde testemunhou que as águas estavam a reduzir, propiciando que as pessoas começassem a regressar aos seusaposentos.

“Quando a água começou a entrar eu estava no mercado grande a vender. Ninguém me informou e assim perdi a farinha que tinha em casa. Os meus vizinhos conseguiram salvar parte dos seus bens porque estavam próximos”, contou-nos uma moradora que se identificou como Fátima.

A zona da Praia Nova é das mais vulneráveis aos efeitos das marés altas na cidade da Beira. Por essa razão, as autoridades, repetidas vezes, aconselharam as pessoas a retirarem-se, mas estas não acatam sob alegação de que só ali podem encontrar o seu sustento.

No ano passado, na sequência do ciclone Idai, foram retomados os apelos para os moradores saírem definitivamente, mas, de novo,sem sucesso.

O autarca Daviz Simango apareceu publicamente a dizer que em caso de choques ambientais como inundações nenhum apoio seria canalizado às vítimas, pois já foram convidadas a abandonar a área. No entanto, as pessoas voltaram a ignorar as recomendações e mantêm-se nesta zona de alto risco.

Sobre esta nova situação, Daviz Simango reafirmou que o problema da invasão das águas do mar só poderá cessar caso haja um trabalho profundo de protecção costeira.

Voltou a afirmar que, do ponto de vista social, os moradores daquele bairro devem ser transferidos por não haver condições de habitabilidade na Praia Nova.

Os moradores, por seu turno, justificam a sua estadia naquele bairro por estar próximo do centro da cidade,onde os seus negócios podem fluir com mais facilidade.

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O COMITÉ Operativo de Emergência de Saúde Pública, em Sofala, reúne-se segunda-feira, na cidade da Beira, para, de entre outros pontos, debater a estratégia de materialização e monitoria do Decreto Presidencial número 11/2020 de 30 de Março, que institui o Estado de Emergência no país.

Um comunicado do comité chegado fim-de-semana à nossa Redacção, Delegação na Beira, indica que o encontro será orientado pela Secretária de Estado da província, Stella Zeca, devendo igualmente, avaliar o grau de cumprimento das decisões da última sessão, havida semana passada, e o ponto de situação da Covid-19 neste ponto do país.

Na sua primeira sessão realizada no passado dia 27 último, o órgão debruçou-se sobre os casos de quebra do regime de quarentena por parte de algumas pessoas que chegaram à província de Sofala vindas da África do Sul, tendo decidido que os visados deviam ser forçados a regressar imediatamente aos seus domicílios.

Na ocasião, a directora provincial de Saúde, Priscila Filimone, reconheceu que estas situações estavam a ocorrer com alguma frequência nacidade da Beira, tendo levado à intervenção conjunta das autoridades da Saúde, Policia de Protecção e Migração.

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Osw sete indiciados de desvio de 9.791.111 meticais no dia 4 de Dezembro do ano passado, no Hospital Central da Beira (HCB), acabam de ser suspensos das suas funções, tendo-lhes sido instaurados os respectivos processos disciplinares.

O facto foi revelado sexta-feira ao “Notícias” pelo inspector-chefe na Direcção Provincial de Saúde em Sofala, Duarte Comissário. Segundo a fonte, a suspensão dos suspeitos é em resposta à orientação deixada nesse sentido pela secretária de Estado, Stella Zeca, na sua visita de trabalho, a primeira ao sector, realizada em finais de Fevereiro último.

Conforme apurou o “Notícias”, entre os suspeitos ora suspensos de todas as actividades consta o administrador do Hospital Central da Beira, Abú Júlio.

Comissário revelou que já está em curso, nesta unidade hospitalar, a audição dos funcionários visados.

Na sequência do processo disciplinar, uma equipa do Ministério da Saúde esteve recentemente na Beira, com o objectivo de recolher mais informações sobre o assunto, numa altura em que também decorre uma sindicância da Inspecção Geral das Finanças, através da sua delegação regional, visando determinar o envolvimento de cada um dos suspeitos.

Caso se prove, os visados serão demitidos ou expulsos do Estado, conforme as penas previstas no Estatuto Geral de Funcionários e Agentes do Estado.

Enquanto o caso criminal está sob alçada das autoridades da administração da justiça, a Inspecção e o Departamento dos Recursos Humanos da Direcção Provincial de Saúde têm feito o acompanhamento e monitoria dos procedimentos e prazos do processo disciplinar em curso.

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O Hospital Central da Beira (HCB) vai cancelar, a partir de segunda-feira, as visitas diárias aos doentes internados nesta unidade sanitária no período entre as 16 e as 18 horas, como medida preventiva contra a pandemia do COVID-19.

A informação foi tornada pública ontem na cidade da Beira pela directora clínica do HCB, Ana Tambo, ressalvando que só será permitida a entrega de refeições apenas por uma pessoa no período da manhã, às 7.30 horas, e à tarde, às 13.30 horas.

Serão igualmente canceladas as consultas de rotina, mas haverá o serviço de urgências e cirurgias electivas. Neste caso, não será permitida a entrada dos acompanhantes de doentes que consigam caminhar e se comunicar sem qualquer ajuda.

Ana Tambo explicou que os acompanhantes manter-se-ão fora do recinto hospitalar, em observância das medidas recomendadas pelo sector da Saúde que, neste caso, têm a ver com a distância mínima de um metro entre as pessoas.

Criado Comité Científico

O HCB acaba de criar um Comité Científico de Prevenção e Controlo do coronavírus que vai assessorar a direcção desta unidade sanitária na monitoria da doença.

Segundo o presidente do Comité Científico de Prevenção e Controlo do coronavírus, Leonel Andela, a sua equipa de trabalho é formada por 10 profissionais. 

Andela reconheceu que existem vários desafios, um dos quais relativo às consultas externas porque muitas delas já estavam marcadas.

Aproveitou a ocasião para apelar à população a seguir as medidas de higiene individual e colectiva porque esta doença é uma realidade.  

Situação continua controlada

As autoridades sanitárias consideram que a situação da doença ainda está sob controlo na cidade da Beira, onde há observância das medidas de prevenção, rastreio e testagem dos suspeitos.

O director distrital da Saúde, Género e Acção Social, Fino Massalambane, que deu esta informação na conferência de imprensa, referiu que todas as 20 unidades sanitárias já estão em prontidão.

Disse que cada Centro de Saúde conta com um gabinete criado para o atendimento aos pacientes com sintomas de gripe que são submetidos ao rastreio e testagem.

Neste sentido, revelou que já foram rastreadas 383 pessoas das quais quatro amostras foram submetidas a análises no Instituto Nacional de Saúde (INS), em Maputo, cujos resultados laboratoriais foram negativos.

Entre os rastreados, constam indivíduos provenientes de países vizinhos sobretudo daqueles em que foi notificada a ocorrência da pandemia, sobretudo o Zimbabwe.

Fora isso, a fonte indicou que equipas compostas por técnicos do sector e estudantes finalistas do curso de Medicina nas Universidades Jean Piaget e Católica de Moçambique e do Instituto Superior de Ciências Tecnologias Alberto Chipande, todas sediadas na Beira, estão a reforçar as acções de sensibilização nas comunidades para se evitar estar em locais de aglomeração de pessoas como nas praias, discotecas, praças, mercados, paragens, estabelecimentos comerciais, entre outros.

Neste contexto, atenção especial vai para os periféricos bairros de Chaimite, Praia-Nova, Maquinino, Ponta-Gêa, Macuti, Estoril e Matacuane.

O dirigente reafirmou, entretanto, a necessidade de todos os rastreados cumprirem com as orientações sobre a quarentena.

“Queremos que as pessoas nos compreendam, porque rastrear 383 pessoas não é uma tarefa fácil. Neste momento, a cidade da Beira está bem, mas todo o cuidado é pouco. Se houver qualquer caso positivo, nós seremos os primeiros a anunciar publicamente”, garantiu.

Sublinhou que nas unidades industriais, instituições públicas e privadas, terminais de autocarros e de transportes semicolectivo de passageiros se observa escrupulosamente a lavagem das mãos com sabão.

Todavia, condenou o uso abusivo das luvas e máscaras por parte de pessoas sem sinais da patologia, pois, segundo disse, estes, quando mal aplicados, podem ser fontes da transmissão da doença.

Apelos contra desinformação

Na manhã de ontem, circulou, nas redes sociais, um áudio indicando que um cidadão de nacionalidade malawiana com sintomas de coronavírus ter-se-á posto em fuga, depois de dar entrada no Centro de Saúde Urbano da Ponta-Gêa.

O director distrital da Saúde, Género e Acção Social, Fino Massalambane, desmentiu a informação, afirmando que não corresponde à verdade. Porém, referiu que deu entrada no Centro Urbano da Ponta-Gêa um motorista moçambicano, de 30 anos de idade, que estudou na Zâmbia e no Malawi e com residência no bairro de Nhaconjo, arredores da cidade da Beira.

Acrescentou que o paciente em alusão foi submetido ao rastreio no gabinete de atendimento das gripes mas depois seguiu o seu destino.

“Alguém viu-o a ser conduzido para um local específico, por causa da gripe, e concluiu erradamente que se tratava de uma pessoa com coronavírus. E não se pôs em fuga, como se propala”, esclareceu Massalambane.

Por isso, apelou a todos no sentido de combaterem a desinformação que pode deitar abaixo todos esforços para a prevenção.

“O sector da Saúde está totalmente aberto para qualquer informação ou esclarecimento”, disse.

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