Director: Lázaro Manhiça

Duas empresas sediadas na cidade de Nampula encerraram as suas portas e outras duas de Nacala-Porto ameaçam rescindir contratos com seus trabalhadores devido à crise gerada pelo novo coronavírus.

O secretário executivo provincial da Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-Central Sindical) de Nampula, Celestino Silvério, que deu a informação sem avançar detalhes, anunciou hoje que a empresa FDC, de venda de vidros e alumínio, na cidade de Nampula, encerrou as portas e dispensou os trabalhadores, mas salvaguardando o pagamento dos seus salários.

Em Nacala-Porto, a empresa Farinal ameaça rescindir contratos com os seus trabalhadores, o que está a constituir preocupação para a OTM.

O dirigente sindical falava hoje na Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade de Nampula, momentos após depor uma coroa de flores pela passagem do Dia Internacional dos Trabalhadores, efeméride que este ano se celebra sob o lema “Sindicatos juntos na luta pelo bem-estar social, paz e progresso”.

Por conta da crise que se vive nestas empresas, a fonte assegurou que os sindicatos estão a desdobrar-se para se inteirar das reais motivações por detrás das dispensas e ameaças na rescisão de contratos com trabalhadores.

“Esta empresa que fechou e dispensou os trabalhadores efectuou o pagamento dos salários nos meses de Março e Abril, mas não sabemos o que vai acontecer daqui para frente”, disse Silvério.

Às empresas que declararem falência e suspenderem seus colaboradores, Silvério exortou a que sigam todas as normas para salvaguardar os direitos dos trabalhadores.

“Até porque a lei está bem clara. No primeiro mês a empresa paga 75 por cento, no segundo 50 e no terceiro mês, se a situação prevalecer, a empresa deve pagar 25 por cento e, daí para diante, são outros procedimentos”, observou.

O secretário da OTM de Nampula exortou a massa laboral da província a celebrar a festa mantendo-se nas respectivas residências e observando todas as medidas prevenção impostas pelo estado de emergência em vigor no país, para a contenção da propagação da pandemia do novo coronavírus.

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A SECRETÁRIA de Estado da província de Sofala, Stella Zeca, defendeu esta semana que as investigações em torno do rombo financeiro de mais de nove milhões de meticais das contas do Hospital Central da Beira (HCB) devem continuar, de forma a garantir a sua maior clarificação.

A posição foi tomada poucos dias depois da detenção de um pirata informático indiciado de ter sido o autor do furto afastando, deste modo, a participação de três quadros seniores daquela instituição detidos em Dezembro do ano passado.

Respondendo a uma questão colocada por jornalistas à margem da reunião do Comité Operativo de Emergência de Saúde no âmbito da Covid-19, a governante referiu ainda ser prematuro tirar ilações de um processo que corre os seus trâmites legais no sector de administração da justiça.

“A investigação deve continuar para uma maior clarificação. Houve muitos desenvolvimentos no processo, o que resultou na detenção de funcionários que nunca tiveram acesso a computadores. As investigações que propomos visam aferir se realmente a pessoa detida teve participação ou não de alguém do Hospital Central da Beira”, elucidou.

A dirigente apelou ainda para que não haja relaxamento perante um caso criminal como este, sobretudo quando se trata de desvio de fundos do Estado.

Recorde-se que o desfalque foi detectado em Novembro do ano passado naquela unidade sanitária.

Há dias, o Ministério Público em Sofala, através do seu porta-voz, Joaquim Tomo, assegurou ao “Notícias” que pelo curso do processo, os três funcionários que se encontram em liberdade provisória poderão ver-se livres das acusações que pesam sobre si.

Trata-se do administrador, chefes de contabilidade e de segurança, nomeadamente Abú Júlio, Paulo Sozinho e Ribeiro Mouzinho, respectivamente.

Recorde-se que em finais de Fevereiro, Stella Zeca que anunciou que cerca de quatro milhões de meticais dos mais de nove milhões de meticais desviados tinham sido recuperados.

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UM casal de jovens encontra-se desde a primeira quinzena do mês em curso à procura de apoio financeiro e material para sustentar os seus três filhos gémeos recém-nascidos no Hospital Central da Beira (HCB).

Trata-se de Nilsa da Graça e Plácido da Cruz, moradores do bairro da Manga, que no dia 16 do mês corrente foram presenteados com mais três filhos dos quais um do sexo feminino.

“Estamos num tempo difícil por conta do novo coronavírus e precisamos de apoio porque não contávamos com três crianças ao mesmo tempo”, rogou Plácido da Cruz.

Segundo o nosso entrevistado a direcção provincial de Género, Criança e Acção Social disponibilizou-se a apoiar os trigémeos com leite num período de dois anos.

Por seu turno, Nilsa da Graça explicou que durante a gravidez fez ecografia obstétrica por duas vezes e a informação que teve foi de que poderia nascer dois bebes e só no sétimo mês os médicos descobriram que estava à espera de trigémeos.

A fonte revelou que o parto foi à cesariana e correu sem sobressaltos. Os dois meninos nasceram com 1.500 gramas e a menina com 1.600. 

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O rombo financeiro ocorrido o ano passado, no Hospital Central da Beira, província de Sofala, num montante estimado em dez milhões de meticais, foi protagonizado por um pirata informático.

Esta é uma conclusão realizada pela Procuradoria Provincial de Sofala, que refere que o pirata informático acedeu às contas bancárias do Hospital e efectuou a transferência do valor.

O suspeito pelo roubo cibernético está detido e é um funcionário público afecto na direcção provincial do Instituto Nacional de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo.

O porta-voz da Procuradoria Provincial de Sofala, Joaquim Tomo, disse haver provas de que o crime foi praticado pelo detido, descrito como profundo conhecedor de informática.

“Não estamos habituados a forma como ele praticou o crime. Ele consegue aceder às contas do Hospital Central, ele não quis tirar tudo que lá viu, tirou só aquele valor que conta aí no processo, mas ele poderia ter tirado muito mais ou todo o dinheiro do Hospital Central da Beira. Portanto, é um indivíduo que percebe de informática, percebe como funcionam os bancos e realmente é um facto novo no nosso país, é algo um pouco estranho”, disse.

Assim sendo, segundo Joaquim Tomo, os seis arguidos do processo de desvio de fundos do Hospital Central da Beira, em prisão preventiva, poderão ser soltos a qualquer momento. - (Notícias/RM)

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Quatro ventiladores foram entregues na Beira ao Governo da província de Sofala pela Cornelder de Moçambique, como contributo nos cuidados intensivos a eventuais doentes graves da pandemia do coronavírus nesta região do país.
Na ocasião, o administrador-delegado da entidade gestora do Porto da Beira, Jan d'Vries, explicou  que o equipamento foi fabricado no Brasil e  importado via África do Sul.
A oferta inclui acessórios, máscaras e culminará com a instalação do sistema de oxigénio e ar comprimido no Hospital 24 de Julho. 
Por outro lado, a Cornelder de Moçambique celebrou com as autoridades governamentais na província de Sofala um memorando de entendimento para a reabilitação da enfermaria de epidemias dos Pioneiros, representando, na globalidade, um investimento de 12 milhões de meticais.
Na mesma circunstância, o Grupo da Ferragem Chiveve também ofereceu diverso material constituído por uma bomba pulverizadora, 50 baldes com torneiras e igual número de utensílios simples, além de 150 barras de sabão para a lavagem das mãos.
Reagindo aos dois gestos, a secretária de Estado da província de Sofala, Stella Zeca, agradeceu, recordando que os casos de coronavírus estão a aumentar, embora ainda não tenhamos registo na nossa província de Sofala e na cidade da Beira.
“Mesmo assim, não devemos relaxar. Hoje recebemos estas contribuições que esperamos que se estendam a outras entidades” - apelou.
Sublinhou que os primeiros quatro ventiladores para assistência aos doentes não devem reduzir a preocupação na observância das medidas de prevenção, que continuam a ser a melhor forma de combater a doença.
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