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Director: Júlio Manjate

A Secretária do Estado (SE) de Sofala, Stella Zeca, prometeu ontem às vítimas das inundações, acomodadas no Instituto de Formação em Administração Pública (IFAPA) na cidade da Beira, que vai trabalhar com o sector da Educação desta província para assegurar a realização de matrícula e o material para as crianças que se encontram naquele local.

A dirigente fez esta promessa em resposta a um pedido feito pela população durante uma visita que efectuou ao local, acompanhada pelo governador da província Lourenço Bulha.

A visita dos dois dirigentes coincidiu com o anúncio oficial da desactivação daquele centro de acomodação que albergava 115 famílias vítimas das últimas enxurradas, que desalojaram mais de 250 pessoas na cidade da Beira, dentre elas 140 crianças.

A governante explicou ainda que a visita se destinava a interagir com a população de modo a perceber se deseja deixar o local ou não, visto que a situação já está normalizada.

Por sua vez, Lourenço Bulha afirmou que o seu Executivo está preocupado com a população, razão pela qual, após tomada de posse, decidiu visitar o centro para se inteirar de como as famílias estão a viver. 

Entretanto, na interacção com os dirigentes, a população mostrou-se disponível a regressar às suas zonas de origem, visto que a água baixou.

Sobre a questão, a representante do delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Ana Correia, revelou que foram preparados para cada família 30 quilogramas de cereais, 15 de arroz e farinha, feijão enlatado, 20 latas de sardinhas, nove litros de água, um quilograma de açúcar e sal,  além de um litro e meio de óleo.

“Vamos entregar ainda para cada família kits de abrigo contendo martelo, prego, serrote, catana, entre outros materiais oferecido pela Organização Internacional de Migrações (OIM), além de uma lona”, garantiu.

Ana Paula afirmou que o “kit” garante que cada família possa ter refeições para um mínimo de 15 dias, assim que regressar à sua residência. Revelou igualmente que estavam a ser feitos esforços junto dos parceiros para que até ao final do dia de ontem fossem distribuídos cobertores.

“Nhangau” acolhe abertura do ano lectivo

A EscolaSecundária de Nhangau, nos arredores da cidade da Beira, acolhe hoje a cerimónia oficial de abertura do ano lectivo a nível da província de Sofala, segundo deu a conhecer o director provincial da Educação, Manuel Chicamisse.

Para tal, Chicamisse assegurou que está tudo a postos para o evento, no qual se espera a participação da comunidade daquele posto administrativo localizado há cerca de 30 quilómetros do centro da cidade.

O governante explicou ainda que a escolha da zona de Nhangau se deveu ao facto de ter sido construída, naquele posto administrativo, uma escola secundária de raiz.

“Este é um  ganho para o distrito da Beira, principalmente para a comunidade”, defendeu.

Revelou que foram construídas 10 salas de aula, um bloco administrativo, balneários, um furo de água, uma sala de informática nova e uma biblioteca apetrechada.

Recordou que a Secundária de Nhangau leccionava apenas da 8.ª à 10.ª classe, mas agora vai passar a ministrar também a 11.ª e 12.ª classes. Com a introdução do ensino médio, os alunos não precisarão de se deslocar para  outras comunidades para dar continuidade aos seus estudos.

 

O aumento de níveis escolares vai  também resultar no incremento do número de alunos de 3000 para 5000.

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Várias famílias que se encontravam fora das suas casas devido às enxurradas que se abateram sobre grande parte dos bairros da cidade da Beira já estão a regressar paulatinamente às suas residências.

O administrador da Beira, João Oliveira, confirmou o facto ao nosso Jornal, explicando que algumas famílias, por iniciativa própria, estão a abandonar os centros de acomodação para recomeçarem as suas vida nas respetivas zonas de residência.

No entanto, Oliveira assegurou que apesar de as pessoas estarem a sair dos centros de acomodação o Governo continuará a prestar a assistência na área da saúde e saneamento do meio.

“Mesmo com este regresso continuamos a lançar apelos no sentido de as famílias tomarem cuidados para evitar afogamentos. Temos conhecimento de que apesar de a água ter baixado há enormes crateras que ainda possuem água, pelo que há necessidade de as crianças e adultos tomarem certas precauções. Vamos igualmente seguir as instruções das nossas autoridades sanitárias para nos precavermos das doenças de origem hídrica”, afirmou o administrador da Beira.  

As chuvas afectaram mais de cinco mil pessoas, tendo algumas sido acolhidas nos centros de acomodação instalados no âmbito da resposta de emergência causada pelas inundações.

POPULAÇÃO ACATA MENSAGEM DAS AUTORIDADES

Enquanto isso, os activistas do sector da Saúde que se encontram em diversos bairros a sensibilizarem as pessoas contra doenças de origem hídrica estão a intensificar o seu trabalho.

Os activistas insistem na necessidade de purificação da água para consumo e encorajam as pessoas a dirigirem-se às unidades sanitárias em caso de sintomas de qualquer doença.

Os bairros abrangidos são Macurungo, Munhava, Manga, Ndunda e Mungassa, onde  várias famílias viveram momentos de desespero devido à concentração das águas pluviais, que inundaram por completo aquelas zonas.

Em contacto com a nossa Reportagem, alguns membros da equipa de activistas disseram que o trabalho está a decorrer sem sobressaltos e que a população já está a acatar as mensagens.

“Estamos satisfeitos porque a população está a colaborar. Muitos já aceitam tratar a água. Tivemos problemas com a população aquando da ocorrência do ciclone Idai e foi por isso que se assistiu ao alastramento de doenças diarreicas. Neste momento a população está a colaborar e estamos  satisfeitos”, afirmou Luciana João, activista da Saúde.

Por seu turno, Gregório Andela, outro activista, afirmou que o seu grupo está, entretanto, preocupado com a ocorrência de filária, pois algumas pessoas não se dirigem às unidades sanitárias alegando que a doença passa sem tratamento médico.

Recorde-se que o director da Saúde da Beira, Fino Massalambane, garantiu à nossa Reportagem a existência de fármacos nas unidades sanitárias para a cura da filária. Mas para tal apelou à população a dirigir-se aos postos médicos para o devido tratamento.

Tudo isso acontece numa altura em que algumas famílias estão a tentar reconstruir as suas casas com recurso a material local, tais como plásticos e outros materiais de baixo custo.

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O presidente do Conselho Municipal da Beira, defendeu que o país deve realizar neste primeiro trimestre, uma nova conferência de doadores para a reconstrução na sequência dos ciclones.

"O que nós queremos é chamar outra vez os parceiros internacionais, os doadores, e dizer-lhes que estamos neste estágio e que queremos chegar àquele que combinámos inicialmente. E, naturalmente, para vermos o que é que cada um vai continuar a desembolsar (...) e qual a contribuição de cada um", afirmou Daviz Simango em declarações à Lusa, em Lisboa.

O presidente do Conselho Municipal da Beira, defendeu que "é muito importante juntar sinergias" e perceber-se o ponto de situação actual, "para que aqueles que, eventualmente, têm mais apoio, a dar, saibam exactamente onde alocar esse apoio" e para se evitar duplicação de esforços.

Quanto à data em que se poderá realizar a segunda conferência de doadores, Daviz Simango considerou ser necessário acertar a iniciativa com a agenda do Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi.

"Nós gostaríamos que fosse no primeiro trimestre deste ano", avançou.

A primeira conferência internacional de doadores com o objectivo de angariar apoios para a reconstrução após a passagem dos ciclones Idai e Kanneth, que atingiram o centro e norte de Moçambique, realizou-se em 31 de Maio e 01 de Junho de 2019 na cidade da Beira.

O encontro, sob o lema "Por uma Reconstrução Rápida, Resiliente e Abrangente", serviu também para divulgar os resultados da avaliação das necessidades após os ciclones, além de mobilizar recursos para o processo.

A conferência foi organizada pelo Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone Idai, em parceria com Banco Mundial, União Europeia, Nações Unidas e Banco Africano de Desenvolvimento.

O ciclone Idai atingiu o centro do país em Março de 2019, provocando 604 mortos, tendo afectado cerca de 1,5 milhões de pessoas, na cidade da Beira, enquanto o ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em Abril, matou 45 pessoas e afectou 250.000 pessoas.

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Com a entrega ontem, de mais duas casas, passa para 27 o número de moradias melhoradas já disponibilizadas pela Comunidade Sant'Egidio, na Beira e igual número de famílias vulneráveis no âmbito da reconstrução pós-ciclone Idai. A informação foi tornada pública pelo representante daquela organização da Igreja Católica em Sofala, Nelson Moda, durante a cerimónia de entrega das novas residências  tipo-1 ao grupo-alvo, nos bairros de Munhava e Vaz. (Horácio João) LEIA MAIS

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O Ministro da Saúde, Armindo Tiago, defendeu este fim-de-semana, na Beira, que as obras realizadas no bloco operatório do Hospital Central da Beira (HCB) precisam de ser melhoradas de forma que, o sector não volte a enfrentar dificuldades de funcionamento dentro de pouco tempo.

No seu primeiro acto público após assumir o cargo e à margem da sua estadia na capital de Sofala, como mandatário do Presidente da República para a cerimónia de transmissão de poderes para o novo governador, Tiago visitou o HCB e outras unidades sanitárias a fim de inteirar-se do decurso da empreitada.

Falando depois a jornalistas, o governante começou por afirmar que em teoria e apesar dos desafios que se colocam, a estrutura do hospital estava a reerguer-se depois do ciclone Idai.

Nesse sentido, prometeu que o sector vai garantir que esse esforço de ressurgimento se associe à melhoria progressiva dos serviços, fazendo com que além do apoio externo, o Governo possa injectar recursos para que o HCB atinja os padrões de um hospital central.

Questionado sobre as suas constatações durante a visita, Tiago reconheceu que em algumas áreas, a reabilitação está a ser feita com a devida qualidade, mas nas outras não.

Sobre as áreas onde a qualidade ainda não é a desejada o ministro afirmou que tudo será feito para responsabilizar as empresas envolvidas de modo a assegurarem um trabalho de melhor qualidade.

“Por exemplo, no bloco operatório central achamos que a qualidade ainda não está lá e vamos conversar sobre isso porque queremos aproveitar a questão do ciclone para que a reabilitação seja mais resiliente. Não podemos reabilitar para daqui a dois meses voltarmos a fazer o mesmo. Particularmente no bloco operatório achamos que teremos que fazer um serviço melhor”, afirmou o ministro.

Relativamente aos outros locais, disse que não se podia concluir ainda porque as obras continuam e só depois de terminadas o sector poderá avaliar o nível de qualidade.

O ministro referiu-se igualmente aos sectores do HCB não abrangidos pelo financiamento e assegurou que ia levar a mensagem ao Governo central de forma que possam ser mobilizados recursos para que sejam contemplados.

Fraca observância às regras de segurança no trabalho

ENTRETANTO, o ministro da Saúde mostrou-se preocupado com a insuficiência de equipamento de protecção e segurança para os trabalhadores afectos às obras de reconstrução do Hospital Geral da Beira (HGB), no bairro da Manga-Mungassa. 

Na visita que efectuou na manhã de domingo, o governante deparou-se com trabalhadores em actividade sem botas, luvas, máscaras entre outros equipamentos indispensáveis numa obra daquela envergadura.

“Estamos a construir aqui um hospital. Nós temos que ser o exemplo da observância de medidas de higiene e segurança no trabalho”, começou por dizer, acrescentando  que “não podemos permitir que as nossas obras ou em outras, os trabalhadores estejam expostos a tanto risco”, deplorou.

Armindo Tiago lembrou ainda que as doenças de fórum ocupacional muitas vezes não se manifestam de forma imediata.

“Queremos que os trabalhadores afectos a esta obra terminem a sua actividade com saúde e não venham a desenvolver doenças na sequência desta exposição”, realçou o ministro.

Confrontado com esta situação, o empreiteiro comprometeu-se a corrigir a situação num prazo máximo de dois dias. 

Sobre o decurso das obras, o governante manifestou-se satisfeito com o cumprimento do cronograma das actividades tendo-se mostrado optimista quanto à observância   dos prazos para a entrega da obra. 

Em relação às perspectivas do futuro hospital, o ministro da Saúde manifestou o desejo de que seja cedido ao seu sector o espaço ao lado, actualmente usado para a criação de gado bovino.

O governante entende que com mais espaço haverá maior possibilidade de serem acomodados futuros projectos da unidade sanitária, além de se evitar que ao lado do hospital sejam desenvolvidas actividades incompatíveis com o ambiente à volta de um local onde são oferecidos cuidados médicos a seres humanos. 

O Hospital Geral da Beira terá capacidade de 290 camas e está a ser projectado para, entre outras valências, descongestionar o hospital central que recebe actualmente pacientes transferidos de Manica, Tete e da própria província de Sofala. 

As obras cuja duração é de 24 meses têm o seu término previsto para Novembro de 2021.  

Ainda na manhã deste domingo, o ministro da Saúde visitou os centros de Saúde de Macurungo, 24 de Julho e o Centro de Acomodação do IFAPA, onde se encontram alojadas algumas vitimas das inundações há dias registadas em alguns bairros da cidade. 

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