Director: Júlio Manjate

FISCAIS do Conselho Autárquico da Beira (CAB) demoliram pelo menos dez barracas, alegadamente por estarem construídas em lugar errado, no movimentado Bazar Filipe, localizado no Bairro de Ndunda, arredores da urbe.

A acção está a gerar conflito entre as autoridades municipais e os proprietários das bancas, algumas das quais construídas com base em material convencional.

Artur Alimo, um dos vendedores afectados pela medida do Conselho Municipal, disse a Reportagem do “Notícias” que as autoridades autárquicas, ao demolir apenas 10 barracas das centenas existentes, agiu de má fé.

“As nossas barracas foram demolidas sem que houvesse pelo menos um pré aviso. Como é que as pessoas decidem tomar este tipo de acção? Aqui nós alimentamos vidas. É o nosso emprego que foi directamente afectado, com implicações na economia da familia”, lamentou

O interlocutor disse que o grupo de vendedores que viu as suas barracas demolidas recorreu ao presidente do municipio, Daviz Simango.

“Porque vimos que a acção dos fiscais foi injusta, marcamos audiência com o presidente Daviz Simango. Já houve encontro com os seus assessores e tudo indica que hoje, sexta-feira, o presidente nos receba para se tomar uma decisão sobre o nosso futuro após as destruições”, explicou

Uma outra vendedeira, que falou na condição de anonimato, disse que as autoridades municipais precipitaram-se em destruir as barracas sem no entanto primeiro buscar consenso com os donos.

“Estamos a desenvolver as nossas actividades há muito tempo. Fixamo-nos neste mercado antes deste governo municipal tomar o poder. Penso que seria bom conversar connosco primeiro antes de fazerem estas coisas”, disse.

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JUIZES em exercício na cidade da Beira aderiram esta semana à campanha de doação de sangue desencadeada pelo Hospital Central desta urbe neste período da quadra festiva em que as necessidades do liquido vital são maiores para salvar vidas.

O delegado da Associação dos Juízes em Sofala, Hélio Colaço, explicou ao nosso Jornal que a sua agremiação não podia ficar alheia aos apelos que têm vindo a ser lançados pelas autoridades hospitalares.

“Estamos aqui no âmbito de solidariedade humana sobre a necessidade de doarmos  sangue. A Associação dos juízes mobilizou os seus membros que responderam à causa. Por isso que estamos aqui e atendendo a época em que estamos”, elucidou  Colaço.

Além dos juízes, alguns funcionários dos Tribunais Judiciais aderiram ao apelo lançado pelos magistrados.

Reagindo à iniciativa, a substituta do director do HCB, Ana Tambo, considerou o gesto dos magistrados como uma mais vai certamente contribuir para salvar vidas na maior unidade sanitária da região centro do país.

 

 

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