Director: Júlio Manjate

Com a entrega ontem, de mais duas casas, passa para 27 o número de moradias melhoradas já disponibilizadas pela Comunidade Sant'Egidio, na Beira e igual número de famílias vulneráveis no âmbito da reconstrução pós-ciclone Idai. A informação foi tornada pública pelo representante daquela organização da Igreja Católica em Sofala, Nelson Moda, durante a cerimónia de entrega das novas residências  tipo-1 ao grupo-alvo, nos bairros de Munhava e Vaz. (Horácio João) LEIA MAIS

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O Ministro da Saúde, Armindo Tiago, defendeu este fim-de-semana, na Beira, que as obras realizadas no bloco operatório do Hospital Central da Beira (HCB) precisam de ser melhoradas de forma que, o sector não volte a enfrentar dificuldades de funcionamento dentro de pouco tempo.

No seu primeiro acto público após assumir o cargo e à margem da sua estadia na capital de Sofala, como mandatário do Presidente da República para a cerimónia de transmissão de poderes para o novo governador, Tiago visitou o HCB e outras unidades sanitárias a fim de inteirar-se do decurso da empreitada.

Falando depois a jornalistas, o governante começou por afirmar que em teoria e apesar dos desafios que se colocam, a estrutura do hospital estava a reerguer-se depois do ciclone Idai.

Nesse sentido, prometeu que o sector vai garantir que esse esforço de ressurgimento se associe à melhoria progressiva dos serviços, fazendo com que além do apoio externo, o Governo possa injectar recursos para que o HCB atinja os padrões de um hospital central.

Questionado sobre as suas constatações durante a visita, Tiago reconheceu que em algumas áreas, a reabilitação está a ser feita com a devida qualidade, mas nas outras não.

Sobre as áreas onde a qualidade ainda não é a desejada o ministro afirmou que tudo será feito para responsabilizar as empresas envolvidas de modo a assegurarem um trabalho de melhor qualidade.

“Por exemplo, no bloco operatório central achamos que a qualidade ainda não está lá e vamos conversar sobre isso porque queremos aproveitar a questão do ciclone para que a reabilitação seja mais resiliente. Não podemos reabilitar para daqui a dois meses voltarmos a fazer o mesmo. Particularmente no bloco operatório achamos que teremos que fazer um serviço melhor”, afirmou o ministro.

Relativamente aos outros locais, disse que não se podia concluir ainda porque as obras continuam e só depois de terminadas o sector poderá avaliar o nível de qualidade.

O ministro referiu-se igualmente aos sectores do HCB não abrangidos pelo financiamento e assegurou que ia levar a mensagem ao Governo central de forma que possam ser mobilizados recursos para que sejam contemplados.

Fraca observância às regras de segurança no trabalho

ENTRETANTO, o ministro da Saúde mostrou-se preocupado com a insuficiência de equipamento de protecção e segurança para os trabalhadores afectos às obras de reconstrução do Hospital Geral da Beira (HGB), no bairro da Manga-Mungassa. 

Na visita que efectuou na manhã de domingo, o governante deparou-se com trabalhadores em actividade sem botas, luvas, máscaras entre outros equipamentos indispensáveis numa obra daquela envergadura.

“Estamos a construir aqui um hospital. Nós temos que ser o exemplo da observância de medidas de higiene e segurança no trabalho”, começou por dizer, acrescentando  que “não podemos permitir que as nossas obras ou em outras, os trabalhadores estejam expostos a tanto risco”, deplorou.

Armindo Tiago lembrou ainda que as doenças de fórum ocupacional muitas vezes não se manifestam de forma imediata.

“Queremos que os trabalhadores afectos a esta obra terminem a sua actividade com saúde e não venham a desenvolver doenças na sequência desta exposição”, realçou o ministro.

Confrontado com esta situação, o empreiteiro comprometeu-se a corrigir a situação num prazo máximo de dois dias. 

Sobre o decurso das obras, o governante manifestou-se satisfeito com o cumprimento do cronograma das actividades tendo-se mostrado optimista quanto à observância   dos prazos para a entrega da obra. 

Em relação às perspectivas do futuro hospital, o ministro da Saúde manifestou o desejo de que seja cedido ao seu sector o espaço ao lado, actualmente usado para a criação de gado bovino.

O governante entende que com mais espaço haverá maior possibilidade de serem acomodados futuros projectos da unidade sanitária, além de se evitar que ao lado do hospital sejam desenvolvidas actividades incompatíveis com o ambiente à volta de um local onde são oferecidos cuidados médicos a seres humanos. 

O Hospital Geral da Beira terá capacidade de 290 camas e está a ser projectado para, entre outras valências, descongestionar o hospital central que recebe actualmente pacientes transferidos de Manica, Tete e da própria província de Sofala. 

As obras cuja duração é de 24 meses têm o seu término previsto para Novembro de 2021.  

Ainda na manhã deste domingo, o ministro da Saúde visitou os centros de Saúde de Macurungo, 24 de Julho e o Centro de Acomodação do IFAPA, onde se encontram alojadas algumas vitimas das inundações há dias registadas em alguns bairros da cidade. 

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UMA missão conjunta entre o Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER) e o Conselho Autárquico da Beira (CAB) vai unir esforços para combater o encurtamento de rotas no transporte semicolectivo de passageiros naquela urbe.

As acções a serem desencadeadas pela missão visam disciplinar os operadores que sistematicamente prejudicam os utentes dos chamados "Chapa-100" e deverão iniciar  ainda neste trimestre pretendendo-se, igualmente, proteger os alunos de oportunista, no arranque do presente ano lectivo.

Segundo garantias dadas neste sentido pelo chefe das Operações no Comando da Polícia Municipal da Beira, Manuel Gimo, tudo está devidamente acautelado com vista à implementação desta intenção que ainda se vai associar à aplicação de  pesadas multas aos infractores.

O facto, conforme apurámos, acontece numa altura em que, na autarquia da Beira, entrou em vigor o Decreto número 38/2019, de 10 de Maio, que determina a aplicação de multas contra o encurtamento de rotas.

Para a primeira infracção, a multa foi agravada de mil para 10 mil meticais;  a segunda  de dois mil para 18 mil e; finalmente, de três mil para seis mil meticais com a confiscação da respectiva licença de circulação e inibição do exercício desta actividade.

Fora disso, o motorista em causa deverá, igualmente, sofrer uma pesada sanção de ficar um ano sem conduzir.

Espera-se, com essa medida, que haja controlo de desmandos que lesam os utentes destes serviços.

Gimo aproveitou a ocasião para renovar o pedido de colaboração de todos na denúncia dos infractores para que possam ser exemplarmente punidos.

"As pessoas vivem esta situação negativa, infelizmente não têm coragem de denunciar  casos flagrantes de encurtamento de rotas", acusou.

Num passado recente, conforme recordar a nossa fonte, os motoristas aos quais eram apreendidas as cartas contactavam directamente o INATTER alegando que tinham sido alvos do furto do documento que lhes habilitava a conduzir viaturas, conseguindo assim obter uma carta emitida em segunda via.

Foi a pensar neste esquema fraudulento que a edilidade pretende fechar o circuito dos prevaricadores que contornam o pagamento das multas lesando os seus cofres e prejudicando também aos donos de "Chapa-100".

"Vamos assinar um memorando com o INATTER ainda neste trimestre para disciplinar os automobilistas. Pretendemos desencorajar a prática de encurtamento de rotas, porque a situação prevalece e precisamos de contar com a colaboração de todos"- sublinhou.

A cidade da Beira conta com 12 rotas de circulação do transporte semicolectivo de passageiros nas quais os encurtamentos são generalizados nomeadamente Munhava, Passagem de Nível, Macuti, Matacuane e Ponta-Gêa enquanto na via do Aeroporto a situação é considerada controlada.

Mesmo assim, Gimo sublinhou que as autoridades camarárias sempre reuniram-se com os proprietários sensibilizando-os a observar a lei,  mas como estão apenas preocupados com a obtenção de receitas nada fazem  e nem se preocupam com as condições de trabalho dos seus próprios motoristas.

A fonte exemplificou que não há contrato de trabalho com os motoristas e nem existe responsabilidades no exercício desta actividade, mas o encurtamento de rotas é feito pelos condutores  em proveito próprio.

(HORÁCIO JOÃO)

 

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Pelo menos 10 casos de diarreias e vómitos foram registados nas últimas horas nos bairros Macuti-Miquejo, Munhava, Chota e Vila-Massane, na cidade da Beira, na sequência das inundações que se registam nesta região do pais.

O facto foi revelado ontem à nossa Reportagem pela vereadora da área de Saúde do Conselho Autárquico da Beira (CAB), Atija Pililão, explicando que estes problemas de saúde estão a surgir devido à problemática do consumo de água não preparada por parte de algumas famílias.

Recorde-se que a cidade da Beira tem um histórico de diarreias e cólera sempre que ocorram desastres ambientais, tais como inundações e ciclones.

Atija Pililão revelou, entretanto, que a edilidade está a trabalhar com as autoridades da Saúde no sentido de minimizar a situação através de actuações na área de sensibilização e distribuição de produtos de purificação das águas.

“Estamos, desde sexta-feira passada, a distribuir cloro e purificador de água, vulgo certeza,e ainda a sensibilizar a população para se precaver de doenças de origem hídrica. Temos a dizer que dos 10 casos que estão nos nossos cadastros, nos bairros de Macúti, Munhava, Vila Massane foram registados três casos cada e,por último, o bairro da Chota com um caso”, explicou.

A nossa entrevistada admitiu que possam existir mais casos que não contabilizados, por isso, apelou à população parasedirigir aos centros sanitários mais próximos em caso de qualquer sintoma.

Para concretizar este trabalho, pelo menos 115 activistas se encontram distribuídos por todos os bairros, no sentido de instruir a população a precaver-se destas doenças diarreicas e outras.

“O nosso desejo  é que não sejam registados casos de cólera. Todos os bairros, sem qualquer excepção, são considerados zonas de risco, devido às inundações que abalam a urbe, pelo que a par dos nossos parceirso, nós também estamos atentos”, assegurou Atija Pililão.

Entretanto, inicia hoje na cidade da Beira o processo de pulverização, a ser executado, não só nas residenciais, mas também nas valas de drenagem, com vista a afastar o foco de mosquitos que é considerado vector da malária.

A actividade, de acordo com Atija Pilião,  vai decorrer, numa primeira fase, nos pontos considerados críticos, como os casos dos bairros mais afectados pelas enxurradas como Nduda, Mungassa, Matadouro, Macurungo, Munhava, Vaz, Chota,  Nazaré e Ngupa.

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Pelo menos 387 pessoas, entre as quais idosos e crianças, vítimas das enxurradas foram até ontem evacuadas dos bairros de Ndunda, Mungassa, Matadouro, Macurungo, Munhava, Nazaré e Ngupa, na cidade da Beira, para o centro de acomodação do IFAPA.

O facto foi dado a conhecer ainda ontem pelo delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) Teixeira Duarte, explicando que o resgate resultou de um trabalho executado por várias brigadas da Unidade de Protecção Civil (UNAPROC), que se encontram em diferentes bairros da urbe.

Teixeira Duarte recordou que a decisão de resgatar as pessoas foi tomada depois de activado o Centro Operativo de Emergência (COE), cujos técnicos constataram que havia muitos cidadãos em situação de risco.

A fonte revelou que 1929 pessoas encontravam-se sitiadas, depois das chuvas do início desta semana.

Sobre a assistência às pessoas, o delegado do INGC revelou que a UNAPROC distribuiu frascos de “Certeza” e cloro para purificação da água nos locais onde alguns citadinos permanecem.

As brigadas que prestam assistência aos necessitados incluem psicólogos e activistas da Saúde.   

Duarte considerou ainda que a nível da província de Sofala a situação da cidade da Beira era mais crítica, a avaliar pelo número de pessoas afectadas e pela quantidade de zonas atingidas.

Com efeito, do trabalho realizado constatou-se que muitos bairros estão alagados, tornando a situação dos moradores deplorável.

Voltou a apelar aos cidadãos para prestarem atenção, sobretudo às crianças que podem facilmente cair nos buracos abertos e alagados nos bairros.

Enquanto isso, subiu para quatro o número de óbitos em consequência das inundações na cidade da Beira, segundo deu a conhecer ontem o delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades em Sofala.

Entretanto, o administrador do distrito da Beira, João Oliveira, lamentou que no bairro do Vaz algumas famílias se recusem a sair para o centro do IFAPA, receando que os malfeitores possam invadir as suas residências para furtarem bens.

Enquanto isso, alguns moradores deste bairro que haviam abandonado as suas residências por se encontrarem submersas estão a regressar, visto que a água tem tendência a baixar.

A nossa Reportagem testemunhou ontem esse facto no Centro de Tratamento de Vítimas de Violência, na zona do Vaz, onde algumas famílias afectadas pelas enxurradas se haviam refugiado durante, pelo menos, três dias.

No local, uma funcionária da referido centro informou-nos que todas pessoas já haviam abandonado aquele recinto, de regresso às suas casas.

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