Director: Júlio Manjate

A fraca afluência de clientes que marca o dia-a-dia do mercado do Maquinino, o mais procurado na baixa da cidade da Beira, há escassos dias da quadra festiva, está inquietar os vendedores, apesar da estabilidade de preços.

A Reportagem do “Notícias” escalou esta semana aquele centro comercial que, além de abastecer diariamente muitos munícipes, fornece produtos a diversos mercados espalhados por outros bairros e zonas da urbe.

O vendedor de batatas e cebola, Domingos Manuel,  manifestou-se preocupado pelo fraco movimento de clientes a esta altura do ano, sobretudo quando os preços continuam estáveis.

“Pode ser que as pessoas não estejam a entrar no mercado porque ainda não começaram a receber salários mas nos outros anos não tem sido assim. Bastava chegar  o mês de Dezembro era altura de muita agitação”, recordou.

Por conseguinte, Manuel queixou-se de estar a registar quebras no seu negócio e de estar a perder muitos produtos que estão a deteriorar-se sem que consiga vende-los.

Por sua vez, a vendedeira Katia Barpare contou-nos que há dias teve que deitar alguns produtos fora como tomate, feijão-verde e cenoura, por também não ter conseguido vender a tempo pela fraca presença de clientes.

Acrescentou que, às vezes tem preferido baixar os preços dos seus produtos para não correr o risco de deitá-los fora.

“Sabemos que dias melhores virão mas nesse momento estamos a ter muita quebra e isso contribui para não comprarmos quantidades elevadas com os fornecedores com medo de o prejuízo ser ainda maior”, considerou.

Outra vendedeira, identificada como Tucha Chombe, revelou que os fornecedores também estão a ter prejuízos avultados uma vez que não conseguem vender muitos produtos.

Num outro desenvolvimento, lamentou que as mudanças de temperatura têm igualmente vindo a prejudicar os seus negócios porque quando chove ou faz sol os produtos estragam-se.

A uma pergunta sobre se os preços continuarão estáveis respondeu que caso se agravem a responsabilidade será dos fornecedores.

“Os clientes pensam que gostamos de aumentar os preços quando chega a quadra festiva mas esquecem-se que nós compramos esses produtos com os fornecedores e eles por vezes aumentam os preços e nós também obviamente só podemos aumentar para termos lucros”, justificou.

 

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O Hospital Central da Beira (HCB) acaba de reactivar os exames das doenças de fórum craniano e cerebral na base de imagens através do aparelho denominado Tomografia Axial Computarizada (TAC) instalado nos serviços de imagiologia.

Com capacidade de examinar entre 15 e 20 doentes por dia, a aquisição do aparelho  resulta de uma parceria com uma organização humanitária internacional que actua nesta componente.

Tal acontece aproximadamente um ano depois da avaria de equipamento então disponível sendo que os exames de Serviços de Imagiologia naquele hospital eram limitados ao aparelho de “Raio-X” para visualizar patologias internas exclusivamente do esqueleto.

De acordo com a directora clínica daquela unidade sanitária, Ana Tambo, espera-se assim que as vítimas dos acidentes de viação, por exemplo, que venham a padecer de traumas do cérebro e crânio cefálico, beneficiem de um melhor atendimento.

O referido equipamento também vai permitir detectar tumores localizados em qualquer parte do organismo humano.

Por outro lado, o bloco de Imagiologia do HCB acaba de beneficiar, numa primeira fase, de obras de reabilitação pós-ciclone Idai que, em Março deste ano teve como o  epicentro aquela cidade.

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Uma brigada móvel do Banco de Sangue do Hospital Central da Beira (HCB) está, desde ontem segunda-feira (16), numa campanha de sensibilização de novos dadores de sangue em locais de grande aglomeração populacional.

A actividade pretende sensibilizar e recrutar mais dadores de forma a aumentar as reservas do líquido precioso, de forma a responder à demanda que poderá acontecer durante a quadra festiva que se aproxima.

Segundo explicou o mobilizador e recrutador de dadores de sangue do HCB, Ano Sumba, a iniciativa visa sensibilizar as pessoas a doarem sangue para salvar vidas.

“A quantidade de sangue no HCB está estável mas, cientes de que as escolas já encerraram e há probabilidade de o “stock” baixar, decidimos desencadear esta campanha nos grandes aglomerados de pessoas e também nas igrejas e empresas para melhorarmos as nossas reservas”, explicou Sumba.

A Reportagem do “Notícias” deparou com esta brigada esta segunda-feira precisamente no edifício onde funciona o Serviço Provincial de Identificação Civil (SPIC) onde, normalmente, se concentram muitos cidadãos procurando tratar dos seus bilhetes de identidade.

“Achamos que tínhamos de escalar este local porque há sempre uma grande concentração de pessoas e a aderência está sendo boa”, considerou.

A fonte recordou que todos os anos o Banco de Sangue do HCB organiza campanhas de colheita de sangue porque os alunos a essas alturas encontram-se de férias e o Banco de Sangue não pode estar parado à espera que as pessoas apareçam.

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A quantidade de lixo espalhado na cidade da Beira aumentou consideravelmente nos últimos tempos, de tal forma que em diferentes bairros chega a invadir as ruas, afectando a transitabilidade. LEIA MAIS

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Teve início, esta terça-feira, as obras de construção do primeiro lote das 25 mil casas destinadas aos jovens no bairro de Maraza, na cidade da Beira, província de Sofala.

O presidente do Conselho Municipal da Cidade da Beira, Daviz Simango, que dirigiu a  cerimónia do lançamento da primeira pedra revelou que numa primeira fase serão erguidas 100 casas.

Trata-se do segundo projecto desta natureza, sendo o primeiro denominado “Casa Real” e já está em execução no bairro de Inhamizua, uma actividade dirigida por uma organização parceira do município.

O projecto de 25 mil casas, conforme explicou Daviz Simango, será implantado numa área de 400 hectares que parte da zona do Aeroporto até Maraza, no bairro da Munhava.

Simango referiu que a empreitada será precedida por aterros, pois a zona onde as casas serão implantadas é pantanosa. Para tal, está confirmada a disponibilidade de 200 mil euros financiados pelo governo holandês.

Refira-se que os 400 camponeses que desenvolviam as suas actividades agrárias naquele espaço, receberam valores monetários de acordo com a extensão da sua parcela para poderem recomeçarsuas vidas em outros locais.

 

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