Director: Júlio Manjate

Entulhos de saibro e pedras para a construção de algumas obras de particulares estão a obstruir passeios de algumas das principais vias da cidade da Beira, o que chega a condicionar  o trânsito e a colocar em risco de atropelamento aos transeuntes.

A nossa Reportagem constatou que artérias como a EN6,  Rua  Kruss Gomes, entre outras estão cheias de entulho que, inclusive, já estiveram na origem de acidentes de viação do tipo atropelamento, embate contra entulhos e despistes, conforme atestam alguns boletins de ocorrências da Polícia de Trânsito a que o nosso Jornal teve acesso.

Sobre o assunto, as autoridades municipais reconheceram que o seu código de postura está a ser sistematicamente violado.

Há excessos na utilização de espaços públicos

MORADORES dos bairros da Munhava, Matacuane e Chota, zonas onde ocorrem com frequência as ocupações de espaços públicos para a depósito de areia e pedras, acusaram alguns munícipes de estarem a exagerar na utilização de espaços, pois obstruem por completo as vias de acesso.

Lázaro Capece, do bairro de Manga-Mascarenhas, disse que os cidadãos  se aproveitam da falta de fiscalização para transgredirem a postura camarária.

“Sabemos que há problemas de acessos em algumas zonas por causa de inundações,que muitos vezes é devido a construções desordenadas. Na minha zona uma vez tive problemas para tirar a minha viatura porque um vizinho decidiu baldear areia no meio de estrada. Tivemos que obrigá-lo a remover o entulho numa operação que durou quase cinco dias e prejudicou muita gente”, lamentou.

O nosso entrevistado sugeriu que a Polícia Municipal deve fiscalizar para a acabar com este tipo de acções.

 Mariana Jordão, moradora da Munhava, contou-nos, por sua vez, que na nova rua que parte da Maraza até ao bairro de Macurungo, estão depositados vários entulhos ao longo da estrada.

“Isso acontece porque há um silêncio cúmplice das  autoridades responsáveis por pôr cobro a tais atropelos”, afirmou.  

Construções desordenadas origenam “atropelos”

ALGUNS cidadãos por nós interpelados depois de terem depositado a sua areia e obstruído o passeio, justificaram a sua acção pela dificuldade de acesso ao local da obra. Entretanto, minimizam a situação afirmando que os entulhos não levam muito tempo nas estradas.

“Não é meu desejo despejar a areia aqui na estrada. É o único sítio onde provisoriamente posso acumular e depois arranjar pessoas para irem depositar na minha obra. Isso está a acontecer devido às construções desordenadas”, explicou.

Um outro cidadão disse que, normalmente, o material não permanece  nas bermas das estradas por mais de 24 horas na estrada sob o risco de ser roubado.

“Estou a construir um pouco mais para o interior onde as viaturas não chegam. No entanto, os meus entulhos não levam muito tempo e acredito que outras pessoas também não  deixam o seu material muito tempo na rua sob o risco do mesmo ser roubado.  Há crianças que roubam para vender em outras obras”, salientou.

Questionado sobre se não tinha receio de ser autuado pelas autoridades, respondeu que município devia primeiro criar condições de acesso aos bairros, o que, segundo ele, não é um trabalho de hoje para amanhã.

“O município tem de ponderar bastante antes de começar a multar as pessoas porque isso está acontecer não por mera indisciplina. É mesmo por necessidade”, disse.

Envolvimento de varredores e crianças

Entretanto, entre o grupo de pessoas que obstruem as vias com entulhos  estão mulheres e crianças que acumulam  a areia nas estradas para posterior venda aos construtores.

A nossa Reportagem conseguiu falar com alguns menores envolvidos na venda de areia os quais justificaram que o fazem como forma de obter dinheiro para  comprar uniforme escolar e brinquedos, mesmo tendo consciência do risco de serem atropelados.

Uma cidadã que reside no bairro de Matacuane, concretamente na zona de quartel, contou-nos que com a areia que retira da estrada consegue sustentar os seus filhos.

Contactado o Conselho municipal, na pessoa do vereador de Construção e Urbanização, Albano Carige, afirmou que a edilidade tem estado a chamar atenção aos proprietários dos entulhos colocados na via pública.

“Com muita preocupação temos acompanhado estas situações. Recentemente chamamos atenção a alguns cidadãos no bairro da Manga, que obstruíram a via com o material de construção”, explicou Albano Carige.

A fonte reconheceu  que a situação pode  estar a ser causada pela problemática de construções não autorizadas.

“Neste momento o nosso apelo é que não barrem as estradas porque podem perigar a vida das outras pessoas correndo o risco de atropelamentos. Não gostaríamos de ser forçados a aplicar multas porque tudo isso que está a acontecer é contra o código de postura urbana”, recordou Carige.

O código municipal proíbe a utilização de espaço público para o depósito de materiais na execução de obras privadas.

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O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou esta quinta-feira, na Beira, que o seu país vai incrementar com cerca de 400 mil euros a ajuda financeira na segunda fase de reconstrução do Hospital Central da Beira (HCB), no período pós-ciclone Idai. (Horácio João) LEIA MAIS

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O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, escalou ontem a cidade da Beira, onde, entre outros assuntos, inteirou-se dos efeitos do ciclone Idai,que assolou esta urbe em Março do ano passado. LEIA MAIS

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AS chuvas que estão a cair na cidade da Beira começaram adeixaras casas alagadas e a provocar estragos como cortes de vias de acesso nos bairros periféricos da urbe. LEIA MAIS

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O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, visita hoje a cidade da Beira, a região mais afectada pelos ciclones de 2019, que classificou como “um ponto crucial” na sua deslocação a Moçambique.

O chefe de Estado, que se encontra em Moçambique desde segunda-feira, dedica o dia de hoje à cidade da Beira, “onde irá, tal como havia prometido, inteirar-se do processo de recuperação naquela região muito fustigada pelos ciclones que assolaram Moçambique em 2019", segundo uma nota da Presidência da República portuguesa.

"Tinha de ser um ponto crucial nesta presença em Moçambique", referiu Marcelo Rebelo de Sousa, quarta-feira, aos jornalistas em Maputo, onde assistiu à cerimónia de investidura de Filipe Nyusi para o segundo mandato presidencial.

O Presidente português encontra-se em Mocambique desde segunda-feira e regressa a Lisboa no sábado, com um programa centrado na tomada de posse de Filipe Nyusi, Presidente moçambicano, para um segundo mandato, cerimónia realizada ontem.

Marcelo recordou a mobilização solidária de Portugal para apoiar as vítimas dos ciclones em Moçambique ao justificar a deslocação à Beira.

A viagem será feita hoje de manhã, pelas 10:30 locais num avião C-130 da Força Aérea Portuguesa, entre Maputo e a Beira, com regresso à capital moçambicana já de noite.

A visita do chefe de Estado português acontece dez meses depois de o ciclone Idai atingir a urbe onde vive meio milhão de habitantes.

O Presidente vai visitar as obras de reconstrução do Hospital Central da Beira, unidade de referência no Centro do pais, onde os blocos cirúrgico, de imagiologia e o banco de sangue foram reconstruídos com apoios portugueses e moçambicanos e voltaram a funcionar em Novembro.

Até Abril deverão ficar concluídas as obras nos blocos de psiquiatria, centro ortopédico, direcção, banco de socorro e ginecologia.

Os trabalhos fazem parte de uma das cinco candidaturas de organizações não-governamentais (ONG) que na última semana foram escolhidas para receber 1,9 milhões de euros do Fundo de Apoio à Reconstrução e Desenvolvimento de Moçambique, criado pelo Governo português e que junta contribuições de diferentes origens: públicas, de câmaras municipais, associações, fundações e empresas.

Marcelo vai ainda reunir-se com a comunidade portuguesa residente na região e a cargo da qual estão vários negócios que sofreram diversos prejuízos.

Os ciclones Idai e Kenneth atingiram Moçambique em Março e Abril de 2019, respectivamente, e mataram quase 700 pessoas.

Foi a primeira vez que Moçambique foi atingido por dois ciclones de categoria extrema na mesma época das chuvas.

Na agenda do Presidente estão também previstas visitas ao consulado-geral de Portugal na Beira e à exposição “Futuros Presidentes” no Centro Cultural Português.

De volta a Maputo, Marcelo Rebelo de Sousa terá na sexta-feira um encontro com a equipa da cooperação técnico-militar em Maputo e um almoço com personalidades locais, no último dia da sua visita a Moçambique.

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