Director: Júlio Manjate

UM grupo de pescadores foi recentemente neutralizado na Praia Nova, na cidade da Beira, quando tentava levar consigo uma quantidadenão especificada de camarão e peixe, em desrespeito do período de veda em vigor até Abril.

De acordo com o chefe daFiscalização na Direcção Provincial do Mar, Águas Interior e Pescas de Sofala, César Mapossa, a neutralização foi possível graças ao trabalho da equipa de fiscalização,que tem estado a apertar o cerco aos furtivos.

Mapossa revelou ao “Notícias” que os pescadores foram multados e o produto confiscado e oferecido à Cadeia Central da Beira para o consumo dos reclusos.

“Estamos a intensificar a fiscalização em todos os pontos para que os furtivos não tenham campo de acção. Por exemplo, este camarão confiscado é ainda miúdo, indicando claramente que precisava de crescer”, explicou.

O responsável pela fiscalização no sector das pescas aproveitou a ocasião para voltar a apelar aos pescadores no sentido de contribuírem para proteger os recursos marinhos, evitando fazer-se ao mar neste período de interdição.

“Os pescadores devem saber que este recurso é de todos e visa a renda da comunidade, em geral. Vamos aguardar até à abertura,que será no mês de Abril”, recomendou o interlocutor.

A fiscalização está a ser efectuada conjuntamente com o sector do Mar e Pescas e a Polícia Costeira Lacustre e Fluvial.

Recorde-se que neste processoas autoridades contam com o reforço de duas embarcações.

Recorde-se que a neutralização de furtivos nestas alturas tem sido recorrente. No mesmo período do ano passado, por exemplo, a fiscalização do sector das Pescas desmantelou alguns furtivos ao longo da costa do distrito da Beira, após serem surpreendidos com camarão na calada da noite.

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Reprodução de camarãoem risco

CITANDOum estudo recentemente realizado pela Investigação Pesqueira, que aponta a redução da quantidade do camarão, o director do Mar, Águas Interior e Pescas, Carlos Sendela, afirmou há dias que a situação de escassez tende a se agudizar, razão pela qual toda a sociedade é convidada a ser fiscal.

De acordo com o mesmo estudo, o camarão tende a atingir o que se considera “linha vermelha”.

A fonte revelou na altura que foi precisamente este problema que precipitou a antecipação do período de veda. Mas defendeu que se for respeitado e não se fizer qualquer arrastoo camarão voltará a ser abundante nesta região.

“A outra nossa luta é impedir que as pessoas destruam os mangais,porque é lá onde o camarão e o peixe se reproduzem”.

O camarão e outros tipos de mariscos desovam nos mangais e a costa da cidade da Beira é considerada um dos importantes “ninhos”para a sua reprodução, processo após o qual o camarão e o peixe ainda miúdo avançam em direcção ao mar.

“É neste ciclo que se deve ter muito cuidado e não usar as redes de arrasto”, reiterou. 

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A batata-reno tornou-se um produto escasso no Mercado do Maquinino, um dos maiores da cidade da Beira, porque os fornecedores não têm estado a abastecer com frequência desde a quadra festiva. Os vendedores apontam como principais razões do problema os ataques armados nas estradas nacionais número um e seis,e ainda as férias colectivas nas farmas da África do Sul, o maior fornecedor deste produto na urbe e não só. LEIA MAIS

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O “frente-a-frente” havido segunda-feira última entre os vendedores do Bazar Filipe e a direcção do Conselho Autárquico da Beira  (CAB)  visando a aproximação de posições na sequência da demolição de mais de 10 barracas naquele mercado localizado ao longo da Estrada Nacional número seis não alcançou os consensos esperados.

Com efeito, a edilidade defende que os afectados não serão ressarcidos sob a justificação de terem edificado as suas barracas precisamente no acesso às antigas instalações da fábrica de processamento de castanha de caju e nas bermas da estrada.

Por seu turno, os vendedores ameaçam levar o caso à justiça com a alegação de que o tempo que lhes foi dado para retirarem-se do espaço foi pouco.  

 As barracas foram demolidas numa madrugada da semana da quadra festiva uma decisão que criou um ambiente de revolta por parte dos moradores e vendedores que assim decidiram pedir um encontro com o edil Daviz Simango, mas este delegou os seus vereadores.

 

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VÃO arrancar, brevemente, as obras de construção de um novo centro distribuidor de água na zona de Estoril, arredores da cidade da Beira, no contexto do Projecto do Abastecimento de Água e Apoio Institucional, denominado WASIS-2. LEIA MAIS

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A zona da Praia-Nova deixará, brevemente, de ser residencial epassará a ser usada exclusivamente para actividades turísticas e piscatórias, segundo perspectivam as autoridades municipais da Beira.

O presidente do município, Daviz Simango, fundamentou que esta zona costeira não reúne condições de habitabilidade humana, razão por que os seus moradores devem abandonar imediatamente este espaço.

Simango sublinhou que, depois da construção das 25 mil casas resilientes no bairro da Maraza, cujo projecto arrancou com um aterro, todas as pessoas que vivem nos assentamentos informais na Praia-Novadeverão abandonar esta áreade risco para os pontos onde serão reassentadas.

Sobre a edificação de casas de alvenaria que continua a ocorrer na Praia-Nova, Simango considerou que elas serão demolidas proximamente.

No passado, mesmo depois da independência nacional, a zona da Praia-Nova foi usada como entreposto comercial pelos pescadores artesanais e, mais tarde, aproveitada como ponto de partida e terminal do transporte marítimo de passageiros e carga ligando a capital provincial e as regiões insulares dos distritos de Búzi e Machanga,por embarcações de pequena dimensão, localmente conhecidas por “chatas”.

A partir da década de 90, as poucas embarcações de transporte de passageiros que operavam a partir do Cais Manarte, no Porto da Beira, foram, paulatinamente, deixando de fazer a ligação entre a cidade da Beira e zonas como vila do Búzi, Nova Sofala, Machanga, Divinhe, Nova Mahonga, Chiloane, Nova Mambone (Inhambane), entre outras, por alegada falta de rentabilidade devido à concorrência desleal das chamadas “chatas”, que passaram a operar este serviço.

Nos últimos 10 anos, a autarquia atribuiu talhões para habitações, maioritariamente de construção precária.

Porém, ao longo do tempo foram surgindo casas melhoradas, armazéns, barracas e quiosques de venda de produtos, incluindo de bebidas, casas de pasto, entre outros.

Foi assim que a Praia-Nova virou um bairro residencial, onde a actividade comercial é feita com dinâmica e durante 24 horas.

Com a pressão da população, que ia crescendo, assistiu-se a práticas como abate de mangal para diferentes usos, como construção de casas e combustível lenhoso para a confeccção de alimentos, o que agravou a erosão.

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