Director: Júlio Manjate

O Distrito Municipal da KaTembe, na cidade de Maputo, vai arrancar o presente ano lectivo com o reforço de mais cinco salas de aula para o Ensino Secundário.

As mesmas foram cedidas pela Escola Metodista John Wesley, de modo a aliviar a falta de infra-estruturas para aquele subsistema de ensino nesta parcela do país.

O Distrito Municipal KaTembe conta com apenas uma escola secundária pública, com 10 salas de aula, contra nove estabelecimentos do Ensino Primário.

Estas salas serão usadas enquanto decorrem as obras de construção da Escola Secundária de Incassane, que contará com oito salas de aula e um bloco administrativo.

O chefe do Departamento de Estudos e Planificação na Direcção de Educação e Desenvolvimento Humano da Cidade de Maputo (DEDH), Samuel Menezes, apontou que as obras de Incassane deverão ser concluídas em Setembro.

Referiu que houve dificuldades no desembolso do valor das obras, pelo que estas acabaram atrasando.

“As oito salas de aulas já estão prontas. Entretanto, arrancou em Novembro a edificação do bloco administrativo da escola. Preferimos que a obra termine na totalidade para que não haja perturbação nem das aulas como do próprio trabalho, pelo que vamos inaugurar a ‘Secundária de Incassane’ no próximo ano lectivo”, indicou.

Menezes indicou que o sector da Educação está ciente de que KaTembe tem estado a registar um crescimento populacional, o que poderá aumentar a demanda por estabelecimentos de ensino.

“O sector da Educação tenciona construir mais escolas na KaTembe de modo a responder à demanda que poderá se verificar nos próximos tempos”, apontou.

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Escolas da cidade de Maputo estão a preparar o ano lectivo 2020 na perspectiva de que o mesmo decorra sem sobressaltos e seja um sucesso, envolvendo equipas nas várias frentes, nomeadamente nas matrículas, elaboração de listas, recuperação de mobiliário escolar e reabilitação das infra-estruturas escolares, sobretudo os urinóis. (WALTER MBENHANE) LEIA MAIS

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As cidades de Maputo e Matola acordaram ontem debaixo de chuva intensa, depois de vários dias de calor abrasador. Apesar de anunciada amplamente pelas autoridades de meteorologia, a precipitação criou desconforto para as dezenas de famílias,que tiveram que abandonar as suas residências, invadidas pelas águas pluviais, para além dos casos de deslizamento de terra, sobretudo nos bairros periféricos.

Muros de vedação derrubados, postes e árvores no chão, terras arrastadas, vias de acesso cortadas e dezenas de residências inundadas são algumas das situações que era possível ver na manhã de ontem.

A chuva condicionou também o trânsito nas avenidas da capital do país, sobretudo na baixa da cidade, que ficaram inundadas. Casos houve de avaria de automóveis, particularmente os de baixa suspensão.

A precipitação, que terá se iniciado pouco depois da meia noite, atingiu 76.2milímetros,medidos a partir da Estação do Aeroporto,e 72.1milímetros no Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), na Polana.

Aliás, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alertou para o cenário de inundações em 34 bairros da região metropolitana de Maputo, por sinal os com maiores problemas para escoar águas pluviais.

Na Mafalala, Maxaquene, Polana-Caniço, Chamanculo, Aeroporto e Mahotas, na capital, muitas famílias acordaram com as casas alagadas. Houve ainda agregados que não conseguiram dormir porque a fúria das águas era tal que entrava tanto pelo tecto como por baixo.

Algumas tentavam retirar as águas das suas residências com recurso a baldes, um trabalho debalde, uma vez que as ruas também estavam alagadas.

Entretanto, há moradores que se recusavam a sair das zonas de risco, alegadamente por receio de perder os seus bens.

“Com a previsão de continuação de chuvas, a situação vai se agravar ainda mais. Entretanto, há famílias que preferem continuar dentro das águas”, disse Dércio Cossa, ponto focal para a emergência do Distrito Municipal KaMaxakeni.

Este é o cenário que também se vive nalguns bairros da cidade da Matola,como é o caso do Fomento, Liberdade, Liqueleva, Nkobe e Machava Km 15. A situação é mais grave devido ao assoreamento das valas de drenagem, facto que obrigou as pessoas a se refugiarem em casasde amigos.

Os que não tiveram para onde ir foram obrigados a coabitar com a água nos quintais ou mesmo contratar serviços privados para o seu escoamento.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê um abrandamento das chuvas na cidade e províncias de Maputo e Gaza a partir da tarde de hoje, enquanto as temperaturas vão oscilar entre os 29 e 30 graus Celsius, contra os 35 a 38 que se registavam nos últimos dias.

Previa-se que o sistema frontal pudesse evoluir a partir do fim do dia de ontem para as regiões Centro e Norte, provocando chuvas acima de 50 milímetros.

“A Zona Norte regista chuvas abaixo de 25 milímetros. Mas prevemos que haja convergência do sistema frontal na região, o que concorrerápara o aumento da precipitação no nível de 50 milímetros nos próximos seis dias”, indicou Acácio Tembe.

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O MINISTÉRIO Público (MP) acusou a Bang Entretenimento, representada por Adelson Mourinho, de homicídio involuntário pela morte de cinco espectadores que estavam no recinto da Aqua Park, na cidade de Maputo, no dia 1 de Junho de 2019. LEIA MAIS

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AS províncias de Maputo e Gaza poderão registar, a partir de hoje, chuvas moderadas a fortes (30 a 50 milímetros em 24 horas) devido àpassagem de uma frente fria.

De acordo com uma nota do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), as chuvas, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, poderão ser localmente muito fortes (mais de 50 milímetros em 24 horas).

O mau tempo afectará todos os distritos da província de Maputo, nomeadamente Matutuíne, Boane, Namaacha, Marracuene, Moamba, Magude e Manhiça e Matola. O mesmo sistema deverá afectar a capital do país, onde há risco de inundações urbanas.

Em Gaza, as chuvas vão incidir sobre os distritos de Mabalane, Chibuto, Mandlakazi, Bilene, Massingir, Guijá e cidades de Xai-Xai e Chókwè.

Devido àpassagem deste sistema, o INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança face ao risco associado de chuvas, trovoadas e ventos com rajadas.

Espera-se que o mesmo sistema afecte progressivamente, a partir de amanhã, as províncias da região centro, com maior incidência para Sofala, Manica e Tete,com chuvas fortes (mais de 50 milímetros em 24 horas) acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas fortes.

Face à previsão do INAM, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) avisa que poderão ocorrer, nas próximas 48 horas, inundações de magnitude moderada nas cidades de Maputo e Matola e incremento dos níveis de água na bacia hidrográfica de Maputo.

Na cidade de Maputo, as inundações vão incidir sobre os bairros da Maxaquene, Luís Cabral, Chamanculo, Munhuana, Xipamanine, Aeroporto, Mafalala, Urbanização, Laulane, Costa do Sol, Hulene, Muntanhane e Magoanine.

Na Matola estão em riscoMachava, Nkobe, Tsalala, Ndlavela, São Dâmaso, Unidade D, Vale do Infulene, Singatela, Trevo, Patrice Lumumba, Matola, Fomento e Liberdade.

As inundações do rio Maputo poderão afectar áreas agrícolas em Salamanga, Massindla, Dunha, Nandloovo, bairros 4 e 6, no distrito de Matutuíne.

A DNGRH chama atenção àpopulação para evitar a travessia do leito do rio Maputo, afastar-se das zonas de risco e retirarbens das zonas ribeirinhas.

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