Director: Júlio Manjate

No âmbito do cumprimento das recomendações das autoridades, visando prevenir a propagação do COVID-19, o Corredor de Nacala anunciou, em comunicado, o cancelamento do comboio que circula no troço Cuamba-Entre Lagos.

Foram suspensas as viagens realizadas as quintas e sextas-feiras e reduzida a lotação de passageiros nas carruagens executivas, de 56 para 28 pessoas, e nas económicas, de 90 para 40 passageiros.

Os gestores das empresas que lidam com as actividades do Corredor de Nacala também envolveram-se no reforço das medidas de prevenção da pandemia do coronavírus para evitar a sua propagação no seio dos passageiros de comboio, colaboradores e até das tripulações de navios que atracam no Porto Multiuso de Nacala-à-Velha e dos fornecedores.

A instituição disponibiliza água, sabão e outros desinfectantes, nas estações, para os passageiros lavarem as mãos antes e no fim da viagem.

Os funcionários em regime administrativo foram dispensados para realizarem as suas actividades a partir de casa e aos colaboradores dos navios distribuídos materiais de protecção e instituída a obrigatoriedade de manterem uma distância de um metro e meio com as tripulações de navios que atracam no porto de Nacala-à-Velha.

O documento refere que foi estabelecido o controlo rigoroso das tripulações dos navios, com informação antecedida sobre os últimos 10 portos escalados e o tempo de trânsito.

O colectivo de direcção cancelou a sua sessão habitual, na sequência das reuniões presenciais com os fornecedores. Todas as medidas são reforçadas, na tentativa de evitar a propagação do novo coronavírus, segundo a fonte.

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Um professor do ensino primário, identificado por João Amido, da Escola Primária e Completa de Lili II, localizada no bairro de Mathapué, na cidade de Nacala-porto, na província de Nampula, é indiciado de ter casado uma menor de 13 anos de idade, acto que se consumou alegadamente em conivência dos pais e dos líderes religiosos, que celebraram o casamento.

Informações em poder do “Notícias” indicam que o professor lecciona a 3ª classe, turma A, do terceiro turno e a 5ª classe, turma D, no primeiro turno. A adolescente com quem contraiu matrimónio chama-se Joaquina Agostinho, de 13 anos de idade, aluna da 7ª classe, turma B.

Para lograr os seus objectivos, o professor aliciou os pais da menina com promessas de melhores condições para a rapariga e os seus progenitores, tendo, de seguida, solicitado os líderes da mesquita local para celebrar o casamento.

A direcção da escola diz que quando se apercebeu da situação tratou de comunicar a direcção dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia, como forma de se distanciar do crime e para que fossem dados passos subsequentes por quem de direito.

Instado a pronunciar-se sobre o caso, o director distrital da Educação, Juventude e Tecnologia de Nacala-porto, Alexandre Nacotua, disse que o sector que dirige fez a participação junto das autoridades da justiça para efeitos de responsabilização criminal, enquanto decorrem diligências para a responsabilização administrativa.

Referiu que a rapariga foi recuperada e voltou a estudar, porém foi transferida para outra escola para evitar a desistência.

Segundo Nacotua, neste momento, decorrem igualmente contactos com os líderes da mesquita para desfazer o casamento civil.

“Participamos o caso para procedimentos criminais e administrativos em função das normas que regem esse tipo de situações. O professor continua a exercer as suas funções, porque o primeiro passo foi de desfazer o casamento”, disse a nossa fonte.

Nacotua acrescentou que porque o casamento já aconteceu, é necessária a presença de um chehe (líder muçulmano) para desfazê-lo definitivamente, mas em termos de convivência a rapariga já não está com o professor desde a semana passada.

Entretanto, a Lei de Prevenção e Combate às Uniões Prematuras proíbe, previne e mitiga as uniões prematuras, para além de que penaliza os seus autores e os respectivos cúmplices e o facto de desconhecer a existência desse documento legal não evita a responsabilização quando for comprovado o envolvimento.

As Organizações da Sociedade Civil entendem que a luta contra os casamentos prematuros deve ser assumida por todas as forças vivas da sociedade, porquanto nenhuma questão cultural ou tradicional deve ser evocada como justificativa para promover o casamento prematuro.

Sérgio Fernando

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Um total de 1108 passageiros provenientes de voos internacionais, que desembarcou no aeroporto internacional de Nampula, foi submetido ao rastreio de coronavírus, desde que eclodiu a doença até ao passado fim-de-semana.

O rastreio dos referidos passageiros surge como um gesto de prevenção e precaução à propagação da doença na população residente, não só na cidade de Nampula, como do resto da província, por sinal a mais populosa do país.

O responsável de saúde pública na Direcção Provincial de Saúde em Nampula, Américo Barata, revelou que dezoito cidadãos de nacionalidade chinesa foram submetidos ao processo de quarentena domiciliária e durante este período foram assistidos pelas autoridades de saúde, para a monitoria da situação.

Assegurou que aqueles cidadãos, provenientes do país onde eclodiu o surto, depois do rastreio efectuado foi apurado que nenhum deles apresentava sintomas da doença. “Ficou provado que nenhum deles estava infectado”, disse Barata.

Entretanto, aquele responsável garante que o sector de Saúde continua em alerta e vigilante para os cidadãos que vêm de diferentes países, sobretudo aqueles de onde se confirma a eclosão da doença.

A cidade de Nampula tem voos internacionais que ligam directamente o Quénia e a África do Sul, este último que já tem a confirmação de vários casos de pessoas infectadas, daí que se exige o redobrar da vigilância.

Neste momento, Nampula tem oito cidadãos a cumprir o prazo de quarentena domiciliária, depois que os restantes cumpriram o período e voltaram ao convívio social por não apresentar evidências de contaminação.

(Rahaia Jamal)

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Doentes internados no Hospital Geral de Marrere, na cidade de Nampula, queixam-se da poluição sonora produzida a partir das barracas próximas da unidade sanitária.

A denúncia foi feita por acompanhantes dos doentes, que responsabilizamos comerciantes pelafalta de piedade esensibilidade em relação aos que padecem no leito hospitalar. O caso torna-se particularmente grave aos fins-de-semana, período durante o qual ficam lotadas de consumidores de bebidas alcoólicas e de outras substâncias psicotrópicas, os quais rodopiam ao som de música diversa em volume alto, numa intensidade de ferir os tímpanos, pondo em risco a saúde dos internados, sobretudo dos cardíacos.

Carlos José, de 39 anos de idade, afirmou que a poluição sonora prejudica os doentes pois não podem repousar, incluindo seus acompanhantes, pedindo a rápida intervenção de quem de direito para devolver a tranquilidade e sossego que precisam.

Alguns comerciantes nas redondezas negam as acusações e justificam que o barulho que se ouve durante os fins-de-semana é provocado pelos adeptos e jogadores que participam de torneios de futebol, cujas competições acontecem numa infra-estrutura desportiva próxima ao edifício hospitalar.

Elias Constantino, proprietário de uma das barracas, revelou que a Direcção daquela unidade sanitária terá alertado para a necessidade de se pautar por um ambiente de calma para permitir o repouso dos doentes internados.

“Desde essa altura respeitamos o apelo feito. Nós estamos cientes de que um dia ficaremos internados e precisaremos de repouso. Assim sendo, não gostaríamos de passar pela mesma situação”, defendeu-se.

Nelson Janeque, também proprietários de uma das barracas de venda de bebidas alcoólicas, fez saber que em Dezembro de 2019 houve nas imediações do hospital um espectáculo público com aparelhos de som de alta qualidade e que talvez tenha sido nessa ocasião que os acompanhantes dos doentes fizeram a tal denúncia.

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A ASSOCIAÇÃO dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA) denuncia a existência de mais de 100 transportadores de passageiros não licenciados, com os prejuízos daí decorrentes para a colectividade. O presidente da ASTRA, Luís Vasconcelos, fez tal denúncia falando a propósito da recente paralisação das actividades por parte dos transportadores de passageiros que fazem a rota entre a cidade de Nampula e os distritos de Ribaué e Malema. Leia mais

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