O AUMENTO de casosde criminalidade na cidade de Nampula está a deixar apreensivas as autoridades da autarquia,que pedem coordenação de esforços para pôr cobro à situação. O presidente do municípiode Nampula, Paulo Vahanle, manifestou a apreensão num recente encontro com as polícias da República de Moçambique (PRM) e Municipal, segurança privada e a comunidade, que serviu para a definição de estratégias para combate conjunto à criminalidade na urbe. Leia mais

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A UNIVERSIDADE Católica de Moçambique (UCM), em Nampula, graduou, sábado, 558 estudantes de diversos cursos nos níveis de licenciatura, mestrado e doutoramento. Dos 492 licenciados, 57 mestres e novedoutores,destaque vai para o grupo de doutoramento, por ser o primeiro que é graduado desde que esta instituição do ensino superior se instalou em Nampula, comas Faculdades de Educação e Comunicação, de Direito e do Instituto de Ensino à Distância (ISCED). Leia mais

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Representantes da população residente ao longo do Corredor Logístico de Nacala, na província de Nampula, exigem uma comunicação mais profícua com as empresas que operam aquela infra-estrutura. 
As empresas em questão são o Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), concessionária do sistema da linha férrea do norte e do Porto de Nacala, e o Corredor Logístico Integrado de Nacala (CLN), que se dedica ao transporte de passageiros e carga geral e do carvão extraído em Moatize, na província de Tete, tendo como terminal o Porto de Nacala-à-Velha, em Nampula.
O governador da província de Nampula, Víctor Borges, quer também que as empresas não se limitem a executar a sua tarefa principal, mas que tenham como questão fulcral a “licença social”, salvaguardando os interesses das comunidades.
Estas são algumas ilações tiradas, quinta-feira última, num encontro realizado na cidade de Nampula, organizado pela direcção de Relacionamento com a Comunidade da CLN/CDN, evento que contou com a presença de mais de duas centenas de líderes comunitários, tradicionais e religiosos, governos locais e sociedade civil.
Os participantes apontam falhas na comunicação com as comunidades, o que provocou, por exemplo, desencontro nas actividades agrícolas, com técnicos que desconhecem a matéria e que induziram os camponeses a realizar sementeiras fora da época, e ainda o uso de semente inadequada fornecida por empresas escolhidas e pagas pela CLN/CDN que, entretanto, se revelaram sem qualquer qualidade nem poder germinativo.
“Por exemplo, a CLN/CDN traz-nos semente comprada em empresas que se dizem especialistas na matéria, mas não o são. Também trazem semente sem qualidade, misturada com grão e o resultado é que não germina, acaba por não render. E aí quem paga o prejuízo do camponês?”, questionou um extensionista do distrito de Malema, local onde está implantada uma das mais importantes estações da linha ferroviária norte.
Um líder da zona de Mutuáli, também no distrito de Malema, reclama a pouca atenção que a CLN/CDN presta na comunicação com as lideranças e, por isso, não aproveita, cabalmente, a sua influência na comunidade.
“Devem prestar-nos mais atenção, não queremos tratar de novos assuntos, enquanto os do passado ainda não estão resolvidos. Por exemplo, continuamos a falar de muitos apeadeiros que foram encerrados, em 2016. A população os quer de volta, como o de Tui, pois é onde muitos camponeses vendem a sua produção. Agora, muitos têm de caminhar vários quilómetros até ao apeadeiro mais próximo”, disse, segundo a AIM.
Citando mais um exemplo de falha de comunicação, um líder da zona de Anchilo, distrito de Rapale, contou que tem conhecimento de locais onde há água em abundância. 
“Em Anchilo o terreno rochoso não facilita a procura de lençóis freáticos, mas nós na comunidade conhecemos sítios e podemos mostrar um antigo furo com capacidade até para que seja montado um sistema de fornecimento. Pedimos que se faça uma verificação”, afirmou. 
O gerente de Relacionamento com a Comunidade da CLN/CDN, Pedro Muendane, tem uma opinião diferente e considera que as questões apresentadas não mostram ausência de comunicação, antes pelo contrário, pois o que se apresentou foram detalhes específicos e não de grande vulto.
“Aqui ouvimos questões pequenas e não os grandes problemas, que são os que, efectivamente, impactam nas nossas comunidades. Reconhecemos que as preocupações do dia-a-dia são importantes. Mas não me parece que haja graves problemas. Temos variados fóruns e as pessoas têm oportunidade de apresentar o que as aflige de forma aberta”, explicou.
Muendane diz que outros fóruns, que decorrem ao longo do ano, regionais e distritais, são momentos em que as empresas e as comunidades partilham os problemas e as soluções encontradas.
“Agora faremos o levantamento de todas as preocupações e elaborar o nosso plano de acção. Por exemplo, o assunto dos apeadeiros está em análise e, brevemente, iremos dar uma resposta”, prometeu. 
O governador provincial, Víctor Borges, enfatizou que a 'licença social' é uma condição essencial e as empresas devem dar-lhe o devido valor para que as suas actividades sejam bem vistas pelas comunidades. 

“Dizemos que um empreendimento desta envergadura pode ser desenvolvido, mas não lhe basta capital, trabalho ou licença de impacto ambiental, precisa de ter também 'licença social'”, alvitrou.
Dados oficiais disponibilizados pelo Corredor de Nacala referem que aquela infra-estrutura transporta uma média de 500 mil pessoas e 550 mil toneladas de carga geral, por ano, entre as cidades de Nampula e Cuamba e Lichinga, e região de Entre-Lagos, na província do Niassa.

 

   

 

 

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RESIDENTES da zona de Saua-Saua, no bairro de Namicopo, o mais populoso da cidade de Nampula, vivem momentos difíceis derivados da falta de água potável.

Face à esta situação, os residentes são obrigados a percorrer longas distâncias à procura do precioso líquido, um processo que começa logo às primeiras horas da manhã. 

Outra grande preocupação reside no facto de o consumo de água imprópria tirada dos poços tradicionais ou caseiros estar a expo-los a riscos de contaminação de doenças, como diarreias e cólera.

“A água que consumimos é turva. Tirámo-la de um rio em que as pessoas se aproveitam dele para o banho, lavagem de roupa e outras utilidades. É muito triste o que passamos na zona. O pior de tudo é que não temos purificadores e não há quem olhe por nós”, lamentou Consolada Domingos.

A munícipe lançou um apelo no sentido de que face ao dilema que se vive naquele povoado o Conselho Municipal de Nampula e o governo do distrital encontrarem, o mais rapidamente possível, alternativas para solucionar o problema. A construção de fontanários seria a medida mais acertada” .

Para José Sabonete, o problema da falta de água torna-se crítico no verão, pelo facto de os poucos poços caseiros  secarem.

Referiu que a crise de água naquela área tem a ver também com a demanda de consumidores, que apenas dependem dos poucos poços tradicionais que existem.

Os residentes de Saua-saua queixam-se também da degradação acentuada das vias de acesso, pois constitui motivo que os operadores dos transportes semi-colectivos alegam para não chegarem lá, temendo provocar danos nas suas viaturas.

Presentemente, para chegar à zona de Saua-Saua, só é possível através de moto-táxis, onde o uso deste tipo de meio envolve custos financeiros que  variam de 30 a 40 meticais,  contra os 10 meticais cobrados pelos “chapeiros”, da cidade de Nampula.

“As pessoas que não têm dinheiro são obrigadas a andar a pé até à zona de Namiepe, no mesmo bairro, onde nalgumas vezes tem havido “chapas”, mas caso não haja são obrigadas a caminharaté a cidade” lamentou Janete Carlos.

Contudo, os mesmos pedem ao Conselho Autárquicopara intervir na reabilitação da estrada que dá acesso a Saua-Saua, no sentido de incentivar os transportadores a explorarema rota.

Na opinião de Costa António, a estrada é de grande importância e não merece estar naquelas condições, sabendo-se que a mesma dá igualmente acesso à escola primária local, que,com os os problemas que apresenta, os funcionários têm dificuldades em chegar a tempo e horas. 

Entretanto, o chefe do gabinete de comunicação e imagem do Conselho Autárquico de Nampula, Nelson Carvalho, disse recentemente, falando ao “Notícias”, que a autarquia está a fazer um levantamento dos vários problemas que todos os bairros residenciais da cidade estão a enfrentar, no sentido de resolvê-los.

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A INVASÃO de áreas de reserva, no município de Nampula, está a inviabilizar a alocação de serviços públicos nesta urbe por parte da edilidade. O presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula, Paulo Vahanle, disse estar preocupado com o aumento, nos últimos anos, de casos de invasão de espaços reservados pela autarquia para a construção de infra-estruturas sociais, protagonizada, na sua maioria por jovens. Leia mais

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