Director: Lázaro Manhiça

OS utentes do Centro de Saúde de Mauhala-Expansão, no bairro do mesmo nome, uma das unidades de referência da cidade de Nampula, correm graves riscos de saúde devido às péssimas condições de higiene em que se encontram neste momento as casas de banho.

Segundo constatou a nossa Reportagem, as sanitas das casas de banho encontram-se entupidas e a transbordarem de dejectos e urina borrando todo o chão,exalando um cheiro nauseabundo.

Alguns utentes disseram que a chocante e perigosa situação se arrasta há bastante tempo, sem que quem de direito faça algo para a sua solução, não obstante as reclamações que foram apresentadas à direcção do centro e até aos Serviços de Saúde da cidade.

Segundo os nossos interlocutores, mesmo antes de a cidade de Nampula ter sido afectada pela crise gritante de água, que até agora prevalece, as casas de banho daquele centro já eram imundas.

“É extremamente constrangedor ver doentes defecarem ao ar livre porque as casas de banho estão cheiasde fezes a ponto de não funcionarem. É um risco para a saúde, tendo em conta que as fezes podem ser fonte de doenças”, lamentou a utente Ana Maurício.

Adirectora docentro, Fátima Ambasse, reconheceu as péssimas condições de higiene em que se encontram as casas de banho do estabelecimento sanitário que dirige, porém, alegou que tal se deve particularmente à falta de água que se faz sentir na cidade de Nampula.

A fonte acusou também os vendedores informais que exercem a sua actividade nas proximidades do centro de serem responsáveis pela situação, por supostamente serem eles que defecam ao ar livre no recinto hospitalar, já que não há, de facto, condições nas casas de banho, principalmente as destinadas aos doentes de consultas externas.

“Contudo, já desencadeamos o programa de limpeza das casas de banho, pois já temos água para o efeito, que era o grande problema, e esperamos que nos próximos tempos a situação esteja melhor”, garantiu Fátima Ambasse, quenão permitiu a captação de imagens das casas de banhos em causa.

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OSvendedores informaisestão de forma tímida a retomar a via pública, de onde foram compulsivamente retirados no ano passado.

O regresso dos vendedores é visível principalmente nas avenidas da “Independência”, nas imediações do chamado prédio branco, “Eduardo Mondlane”, parte que circunda o Museu Nacional de Etnologia, Escola Primária Completa 25 de Junho e “Samuel Kamkhomba”, junto ao Mercado Central,onde expõem os seus artigos nos passeios, retirando-os, porém,em debandada,  quando se aproxima uma patrulha de fiscalização da Polícia Municipal.

As autoridades municipais retiraram,em meados do ano passado, os vendedores informais das ruas e avenidas, visto que obstruíam as vias,dificultando a movimentação de peões que eram obrigados a disputar as faixas de rodagem com veículos, pondo em risco as suas vidas.

Segundo os vendedores, esta reocupação dos passeiosé devido à falta de locais para exercerem assuas actividades.

Para os vendedores, os locais indicados pelo Conselho Municipal  não favorecem o tipo de negócio que praticam, em termos de rendimento, alegadamente se situarem fora do centro urbano, onde, segundo eles, estão os clientes.

Os praticantes do comércio informal lamentam o facto de “Shop do Povo”, onde estãoinstaladas asobras que já iniciaram há bastante tempo, não estar ainda concluído, embora o município prometa a sua inauguração para breve. Leia mais

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O LAR do Instituto Industrial e Comercial 3 de Fevereiro, na cidade de Nampula, que se encontra em estado avançado de degradação, depois de ter sido encerrado em 2018 por falta de condições para o seu uso por decisão do sector da Educação e Desenvolvimento Humano, foi entregue à Universidade Rovuma (UniRovuma), que em breve vai iniciar a sua reabilitação.

O reitor da UniRovuma, Mário Brito, disse à nossa Reportagem que depois da conclusão das obras o edifício vai albergar serviços de administração de um dos sectores da reitoria daquela instituição do Ensino Superior.

Esta informação vem dissipar rumores postos a circular na cidade de Nampula dando conta que mais um imóvel, no caso o lar dos estudantes, património do Estado, teria sido vendido a privados numa acção pouco transparente, depois que a Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano encerrou o lar por alegada falta de fundos para a sua restauração.

“Esperamos que as obras de reabilitação terminem no tempo previsto, tendo em conta que temos dificuldades de infra-estruturas para o funcionamento de alguns sectores da nossa universidade, na cidade de Nampula”, observou o reitor.

Pelo facto de estar votada ao abandono, a infra-estrutura tinha virado centro de depósito de lixo e de imoralidade, além de servir de esconderijo dos malfeitores, factos reclamados pelos moradores das redondezas.

Tais moradores da área circunvizinha do lar mostram-se satisfeitos com o desencadeamento das obras de reabilitação do edifício, na expectativa de mudar definitivamente o cenário actual. “Estávamos cansados de assistir a coisas obscenas, tentativas de agressão física por marginais que viviam aqui e o cheiro nauseabundo que exalava do local, sobretudo de excrementos humanos”, disse Manuel Joaninho.

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A CIDADE de Nampula está a viver desde os finais de Outubro, com um agravamento sem precedentes nos últimos sete dias, uma das suas piores crises de água, que afecta praticamente toda a população, com a excepção daqueles que possuem poços ou furos privadose que não dependem por isso da rede pública.

Quando nos finais de Outubro foi anunciado que os níveis de encaixe da barragem que fornece agua à cidade,estavam em cerca de 33 por cento e que se iria reduzir a distribuição diária dos habituais 40 mil metros cúbicos para cerca de metade, tudo foi suavizado com a expectativa de que até Dezembro a chuva iria cair regularmente e a solução estava à vista.

Contudo, cerca de três meses depois, a chuva não está a cair e ao longo da semana passada a ARA (Centro-Norte) e o FIPAGchamaram a imprensa para mostrar o quão dramático é o cenário na barragem e as dificuldades para prover água aos mais de 740 mil habitantes da maior cidade do Norte do país. (RAHAIA JAMAL)

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DOIS furos para a captação de águas subterrâneas foram abertos recentemente em Namiteca e no bairro de Muhaivire, na cidade de Nampula, para incrementar o abastecimento de água à urbe apartir de próximo domingo (10).

Com a abertura dos furos, vai melhorar a disponibilidade do líquido, com o incremento de 18 mil a 20 mil metros cúbicos/dia, contra os actuais oito mil, segundo projecção do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG).

A revelação é do director dos Serviços Centrais de Operações do FIPAG, Ilídio Khossa, em declarações à imprensa, no campo de furos de Namiteca, no bairro de Muhaivire.

A falta de chuva provocou uma diminuição drástica do nível na barragem sobre o rio Monapo, que abastece a cidade, abrindo uma crise no fornecimento de água sem precedentes nos últimos dez anos.

“Para aumentar o nível de produção, o FIPAG abriu um furo no campo de Namiteca, para abastecer os camiões cisternas, numa primeira fase, e está a instalar oito tomas. Em paralelo, estamos a construir 31 fontanários adicionais. São acções que, pelo menos, até o próximo domingo, poderão incrementar o nível de produção para entre 18 a 20 mil metros cúbicos/dia e assim minimizar o problema”, disse.

Para Ilídio Khossa, oproblema de abastecimento de água à cidade de Nampula requer uma acção mais segura e duradoura.

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