Director: Júlio Manjate

A província de Nampula registou nos primeiros três meses deste anoum total de 4.807 casos de desnutrição aguda, em crianças dos zero aos cinco anos de idade, das quais 21 resultaram em mortes.

Contudo, a cifra de mortes baixou em comparação com igual período do ano passado, em que morreram 23 crianças daquela faixa etária, num universo de 2.896 casos de desnutrição crónica diagnosticados.

O chefe do Programa de Desnutrição, na direcção provincial de Saúde em Nampula, Malverne Sualé, explicou que a subida dos casos de desnutrição crónica notificados no primeiro trimestre deste ano, se deve, sobretudo, ao aumento da capacidade de rastreio.

Referiu-se tambémao reforço de seguimento de casos, bem como o trabalho de supervisão que tem sido feito ao nível dos distritos, como sendo factores importantes que permitem a notificação de mais casos de desnutrição.

Na província de Nampula, o comportamento das comunidades em relação a alimentaçãoé apontado como estando a contribuir para os elevados índices de desnutrição crónica. Aliás, um estudo feito pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), em parceria com o governo e divulgado no passado, na cidade de Nampula, concluiu que ao nível das comunidades os alimentos ainda não são vistos do ponto de vista de saúde, mas sim, como fonte de renda e sobrevivência.

Nampula tinha, até o ano passado, um índice de desnutrição cónica de 55 por cento, o mais alto do país, apesar de a província ser rica em alimentos nutritivos e uma das maiores produtoras de Moçambique.

A aposta das autoridades governamentais em Nampula é de reduzir até o final deste ano de 55 para 35 por cento os níveis de desnutrição crónica.

Mouzinho de Albuquerque

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A falta de observância das medidas administrativas e sanitárias impostas pelo Governo face à pandemia da Covid-19 nos dois principais centros urbanos da província de Nampula está a preocupar as autoridades e grupos sociais como associações de transportadores.
Na cidade de Nampula, capital provincial, e em Nacala-Porto é notório o incumprimento das medidas decorrentes do estado de emergência, principalmente em lugares públicos como mercados formais e informais, lojas, exterior de agências bancárias e nos transportes públicos e semi-colectivos de passageiros, vulgo “chapas'.
O distanciamento e social não é observado, tão pouco o uso de máscaras nos “chapas” que continuam a circular superlotados, em desobediência flagrante às medidas decretadas a 1 de Abril por 30 dias.
O presidente da Associação de Transportadores de Nampula (ASTRA), Luís Vasconcelos, deplora esta situação e acredita que já é tempo de se passar da sensibilização para medidas mais drásticas a fim de se impor a ordem.
“Lamentar que em alguns postos de controlo deixam as pessoas passar sem máscara, particularmente as carrinhas de caixa aberta. Há também viaturas que nem sequer estão licenciadas, e não sabemos como, conseguem circular. Isso acontece nas rotas de Malema, Angoche e Moma. Algumas são viaturas pequenas com capacidade para cinco pessoas mas conseguem meter 15”, apontou.
Entretanto, segundo Vasconcelos, está em curso uma acção que poderá pôr fim a essa desordem.
“Agora estamos com as autoridades a levar a cabo campanhas de fiscalização, porque o tempo de sensibilizar já passou e não quiseram dar ouvidos, acreditamos que desta forma esta situação anormal mude”, anotou, segundo a AIM.
Neste momento, a ASTRA regista um total de 3.750 viaturas licenciadas para o transporte semi-colectivo que realizam ligação inter-distrital e inter-provincial.
“Por causa da reduzida procura por parte de passageiros, algumas empresas interromperam a sua actividade, outras até fecharam, mas muitas continuam na estrada porque dependem disso para a sua sobrevivência”, referiu Luís Vasconcelos.
Enquanto isso, o governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues, tem-se desdobrado em apelos para que os cidadãos cumpram as medidas administrativas e sanitárias decretadas pelo Governo, a fim de salvaguardar as suas vidas, numa altura em que há notícias de pessoas contaminadas na vizinha província de Cabo Delgado.
“Continuamos a apelar a toda população da província de Nampula a cumprir as medidas que estão a ser largamente divulgadas pelo governo e órgãos de comunicação social no sentido de que cada um assuma responsabilidade individual para não ser contaminado”, afirmou.
Rodrigues frisou que, dado o elevado grau de letalidade da Covid-19, o melhor é seguir as regras.
“A doença é mortífera e está a ceifar muitas vidas em todo o mundo, por isso, em locais públicos fazer uso da máscara, lavar as mãos, evitar estar em aglomerados de pessoas, pois quando menos nos expormos melhor será. Por isso, aconselhamos a que se fique em casa”, apelou.
Pelo facto de Nampula ser vizinha da província de Cabo Delgado, de onde se reportam casos confirmados pela Saúde, Manuel Rodrigues entende que é necessário ser rigoroso na prevenção.

 

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PELO menos 86 mil pessoas procuraram, de Janeiro a esta parte, os serviços de estomatologia que funcionam em diversas unidades sanitárias de Nampula, para consulta e tratamento de vários problemas relacionados com a saúde bucal. Leia mais

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OS resultados preliminares da investigação das causas do incêndio registado no Terminal Oceânico de Nacala, localizado no município de Nacala-Porto, província de Nampula, apontam para deficiência na efectivação do equilíbrio electrostático entre a estrutura de abastecimento – grua de enchimentos – e o camião que se encontrava a realizar o carregamento.
Supõe-se que igualmente tenha contribuído a presença de excesso de gases de gasolina num dos compartimentos da cisterna do camião, indica um comunicado emitido pela empresa Petróleos de Moçambique (Petromoc).
O documento explica que a grande quantidade de gases formados no interior do compartimento da cisterna, ao interagir com a faísca resultante do deficiente equilíbrio electrostático, resultou na explosão que desencadeou o incêndio.
Entretanto, continuam a decorrer trabalhos de investigação pela comissão de inquérito criada para o efeito, lê-se na nota assinada pelo presidente do Conselho de Administração da empresa, Hélder Chambisse.
Recorde-se que o incêndio deflagrou por volta das 11 horas do dia 16 de Abril corrente, tendo causado um morto, já no leito hospitalar, e avultados danos materiais.
A ocorrência que, se deu numa das gruas de enchimento de camiões-tanque, foi controlada pela equipa da empresa, com o auxílio de parceiros locais, a quem a Petromoc endereça sinceros agradecimentos e lamenta a morte do trabalhador.
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As autoridades governamentais de Nampula afirmam que já está garantido o abastecimento de combustível à zona norte, a partir da cidade portuária de Nacala, após o incêndio ocorrido na quinta-feira nas instalações da empresa Petróleos de Moçambique (Petromoc).
O secretário de Estado da província de Nampula, Mety Gondola, disse ontem à AIM que foram encontradas alternativas para o abastecimento dos camiões, referindo que o incidente resultou num morto e elevados danos materiais.
“Lamentamos profundamente a morte de uma pessoa que sofreu na altura do acidente, embora tenha sido socorrida. A empresa Petromoc vai providenciar todo o apoio necessário à família enlutada, a quem apresentamos as nossas condolências”, afirmou.
O governante também confirmou que está garantido o fornecimento de combustíveis à zona norte do país a partir do Porto de Nacala.
“Nada está condicionado, o fornecimento continuará normalmente, pois usaremos a linha que abastece a parte ferroviária para fazê-lo também nos camiões. Também temos repositórios na cidade de Nampula, quer de combustíveis para viaturas quer para a aviação civil, portanto, não está comprometido o abastecimento de uma maneira geral”, anotou.
Segundo Mety Gondola, os resultados do primeiro relatório preliminar sobre o incêndio serão conhecidos brevemente, mas as causas do acidente serão aprofundadas nos próximos dias para o apuramento de responsabilidades.
 
“Estivemos no local do incidente e fomos informados pela direcção da instituição, inclusivamente pelo presidente do seu Conselho de Administração, do sucedido. Realmente, os danos materiais são consideráveis: dois camiões, duas plataformas de abastecimento e parte das instalações administrativas. Contudo, esperamos o apuramento de responsabilidades de todos os operadores envolvidos”, avançou.
 
Gondola acrescentou que, graças à intervenção dos operacionais de combate a incêndios, os grandes reservatórios da Petromoc de Nacala-Porto não foram atingidos, o que resultaria em danos materiais muito elevados.
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