Director: Júlio Manjate

 

O afastamento de alguns membros da Cooperativa dos Transportadores de Malhazine (COOTRAZIMA) e os critérios usados na alocação de autocarros entregues pelo Governo está a criar agitação entre os integrantes desta agremiação, que funciona desde 2017, após a recepção de 18 viaturas.

 

 

Aquando da sua constituição a agremiação era composta por cerca de 33 membros, mas depois 25 destes foram afastados, restando apenas oito integrantes.

 

 

Magid Ismael, representante dos “afastados” da cooperativa, explicou que os 18 autocarros estão a beneficiar apenas sete pessoas, uma vez que o respectivo presidente, Humberto Xavier, está ausente.

 

 

Explicou que quando o Governo lançou, em 2017, um concurso público para a atribuição de rotas, os operadores locais organizam-se e constituíram a cooperativa.

 

 

Foi neste contexto que a cooperativa conseguiu 18 autocarros que, no entanto, foram distribuídos sem que houvesse consenso entre os membros fundadores e os restantes.

 

 

“Para nós, o Governo devia tirar as viaturas da COOTRAZIMA e entregar a outras cooperativas sérias e comprometidas com o trabalho. São bens do Estado, quase cerca de 120 milhões de dólares por unidade, que estão nas mãos de irresponsáveis. Não faz sentido”, disse.

 

 

Ismael acrescentou que neste momento a cooperativa tem uma gestão danosa, não dispõe de escritório, os trabalhadores não têm contratos de trabalho e não canalizam os descontos que fazem aos trabalhadores para o INSS.

 

 

Contaram que quando recentemente a Agência Metropolitana dos Transportes (AMT) foi visitar a COOTRAZIMA tiveram de pedir emprestado alguns computadores e improvisaram um escritório só para aquele dia, suspeitando-se que tivessem recebido a informação atempadamente.

 

 

A fonte afirmou que apercebendo-se da desorganização da direcção da cooperativa as tripulações fazem desmandos no exercício das suas actividades, como encurtamento e desvio dos autocarros para zonas de difícil acesso, como Boquiço, entre outras.

 

 

Shanir Assani, actual presidente da COOTRAZINA, disse que os “queixosos” não são elegíveis a membros porque não dispõem de veículos de transporte de passageiros e nem têm licenças em dia.

 

 

Aliás, segundo Assani, algumas destas pessoas pertencem a outras cooperativas, onde desenvolvem actividade similar. À partida, tal como explicou, não podem ser membros de outras cooperativas.

 

 

Reconhece que os membros que foram afastados contribuíram para a criação da COOTRAZIMA, mas um trabalho minucioso feito à posterior permitiu se chegar à conclusão de que estes não podiam fazer parte da agremiação.

 

 

“Neste momento a cooperativa funciona num escritório precário no bairro 25 de Junho porque a promessa de construirmos um escritório onde parqueássemos os nossos autocarros não colheu consensos”, disse.

 

 

Contactado a propósito, António Matos, Presidente do Conselho de Administração da AMT, disse ter informação de que a COOTRAZIMA está desorganizada e que o seu presidente está foragido, tendo sido orientada no sentido de convocação de eleições visando a sua reorganização.

 

 

“Nesta última distribuição de autocarros esta cooperativa não beneficiou porque percebemos que havia problemas. Como agência, estamos a trabalhar para reorganizar todas as cooperativas, porque interessa que sejam saudáveis”, disse.

 

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O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, conferiu posse, hoje,  a cinco novos directores de serviços municipais e dois directores adjuntos de serviços municipais.

Segundo um comunicado a que o Notícias Online teve hoje acesso, trata-se de  Salazar Picardo, nomeado director do Serviço Municipal de Desporto; Jeremias Manussa, para Cultura e Turismo; Saturnino Diogo Lopes Chembeze, Serviço de Infra-estruturas; Rogério Lourenço Buvubga, para o Ordenamento Territorial e Construção; Ana Luísa Vilanculos Massingue, Serviço Municipal de Descentralização e Boa Governação; Mohamed Riaz Abdul Vahid, director-adjunto do Serviço Municipal de Infra-estruturas e Teresa António Chissequere, nomeada directora-adjunta do Serviço Municipal de Ambiente e Salubridade. Mais detalhes nas próximas horas.

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A cidade de Maputo poderá testemunhar, ao longo das próximas semanas, o arranque da fase piloto de distribuição de gás natural canalizado que terá um impacto positivo na qualidade de vida dos cidadãos, bem como na economia do país. O gás canalizado também significa o fim de um tormento a que estavam sujeitos os cidadãos quando a botija ficasse vazia, sobretudo nos períodos de escassez. LEIA MAIS
Elias Samo Gudo, da AIM

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O PRESIDENTE do Conselho Autárquico da Matola, Calisto Cossa, instou os munícipes a regularizarem a situação dos seus terrenos, de modo a evitar casos de usurpação e disputa de terra.

O apelo foi feito, quarta-feira, durante a auscultação aos cidadãos junto à sede da edilidade. A maior parte dos problemas colocados pelos munícipes estão relacionados com conflitos de terra.

Laurinda Simbine é uma das munícipes que há anos busca resposta para recuperar o terreno que herdou da mãe.

“Há cinco anos, o município atribuiu o terreno, herança da minha mãe, a outras pessoas que hoje ergueram residências. Eu e meus irmãos queremos que as autoridades competentes indiquem-nos um local para continuarmos a praticar a agricultura”, disse.

Por sua vez, Amélia Matola está a tentar regularizar a situação de um espaço há  quase uma década. Enquanto não lhe é atribuída a documentação vê a terra a ser ocupada por outras famílias. 

Entretanto, perante estas preocupações, o edil da Matola apontou que as mesmas persistem devido ao desconhecimento das instâncias legais para submeter os pedidos de regularização definitiva de terra do título de propriedade.

“Alguns destes dilemas duram anos e ocorrem porque muitos munícipes desconhecem as normas de gestão urbana ou por não regularizarem a situação dos seus terrenos para obterem o título de uso e aproveitamento de terra definitivo”, explicou.

Referiu que certos casos teriam resolução imediata, enquanto outros, dada a sua complexidade, precisavam de um estudo para se encontrar um meio termo, no sentido de não lesar ainda mais as partes envolvidas.

Calisto Cossa apontou que a edilidade vai continuar a privilegiar o contacto com os cidadãos, não só na sede do município, mas em todos os bairros da Matola.

De lembrar que o Conselho Autárquico da Matola promoveu, recentemente, uma campanha de atribuição massiva de DUAT com um desconto de 30 por cento, como forma de garantir segurança jurídica aos munícipes.

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A cidade de Maputo acolhe amanhã a 2.ª edição da palestra “As Mulheres Deste Milénio”.

O evento visa promover debates sobre experiências, na primeira pessoa, em volta do papel da Mulher na sociedade moçambicana, suas histórias, seu percurso de vida, dificuldades e desafios, que encontraram para atingirem o sucesso.

A palestra é alusiva ao mês da mulher e terá como oradoras mulheres moçambicanas firmadas em diversas áreas de actividade.

 

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