Director: Lázaro Manhiça

O NOSSO país caiu vertiginosamente no “ranking” da FIFA, actualização de Abril tornado público na noite de quarta-feira, ao sair do 106º lugar, em Março, para 117 posto, ou seja, quedou-se 11 degraus.

Moçambique conta agora com 1161.55 pontos, contra 1185 que apresentava em Março. A queda de 11 lugares é recorde na actualização de Abril, visto que nenhuma outra selecção caiu tanto.

Pesou para esta nova classificação de Moçambique as derrotas frente ao Ruanda e a Cabo-Verde nas eliminatórias para o CAN-2021, que viria a falhar e como se não bastasse quedando para o último lugar do seu grupo, com quatro pontos.

Desde 2019 que o nosso país não caía tanto neste “ranking”. Na altura, o nosso país caiu 10 lugares, situação forçada pelas duas derrotas consecutivas frente à Namíbia na fase de qualificação para o CAN-2019.

Entretanto, o “ranking” continua a ser liderado pela Bélgica com 1783.38 pontos, seguido da França e Brasil que ocupam o segundo e terceiro lugares, respectivamente. Portugal está em quinto lugar. A nível da Confederação Africana de Futebol (CAF), Senegal é o país melhor colocado na FIFA (22º lugar) com 1542.45 pontos.

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O TÉCNICO moçambicano Chiquinho Conde disputa a vaga de seleccionador nacional com o português Luís Maria “Norton de Matos”, de 67 anos de idade.

Conde, ex-capitão dos Mambas, antigo jogador do Ferroviário da Beira, Palmeiras da Beira, Maxaquene, Belenenses, Sporting de Braga, Sporting de Portugal, Vitória de Setúbal, Tamba Bay (EUA).

Chiquinho orientou a Selecção Nacional por uma vez, num amigável com a selecção portuguesa, antes do Mundial de 2010, e já foi campeão nacional pelo Ferroviário de Maputo e a União Desportiva do Songo, tendo treinado o Maxaquene e Desportivo, Vilanculos FC, e V. Setúbal B, em Portugal, estando neste momento sem clube.

Por seu turno, Norton de Matos treinou várias equipas secundárias portuguesas como o Atlético CP, Barreirense, Sporting de Espinho, Lusitana, na década de ‘90, mais adiante o Salgueiros e Vitória de Guimarães. Consta do seu curriculum ter treinado a equipa B do Benfica de Portugal, até 2013, Chaves, como a selecção da Guiné-Bissau, em 2012, assim como as selecções da Índia de sub-17 e sub-19, de 1997 a 1999. Foi director do futebol profissional do Sporting Clube de Portugal. Como futebolista, Norton representou o Belenenses, Académica, Atlético, Standard Liége, Portimonense, terminando a carreira no Estrela de Amadora, em 1987.

Também consta da lista dos candidatos a seleccionador o português José “Rui Águas”, ex-jogador do Benfica de Portugal, Sporting de Braga, Marítimo, Estoril e selecção de Portugal, e como treinador foi adjunto no Benfica e no Santos (Brasil) e também foi seleccionador de Cabo Verde. O outro português indicado que se candidata ao cargo de seleccionador nacional é Rogério Gonçalves, que em Moçambique já treinou o Ferroviário de Nampula e Ferroviário da Beira.

 

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) ainda não se pronunciou quanto à data do anúncio do técnico que vai estar à frente da Selecção Nacional, em substituição de Luís Gonçalves, mas tudo indica que será antes do final deste mês, de forma que o escolhido possa reunir os primeiros elementos de reconhecimento ao terreno para saber como abordar os primeiros jogos da fase de grupos de apuramento ao “Mundial” do Qatar.

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A FEDERAÇÃO Moçambicana de Voleibol (FMV) é ouvida esta manhã pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo sobre o caso da eleição dos órgãos sociais daquele organismo desportivo, pleito que foi, entretanto, suspenso sábado último por decisão judicial.

Durante o encontro, que vai manter com alguns dirigentes da FMV, o Tribunal irá procurar perceber com mais detalhes o que terá realmente acontecido para que a candidatura de João Saltiel fosse reprovada pela Mesa da Assembleia Geral da FMV. Saltiel, através da Associação Provincial de Voleibol de Nampula (APVN), agremiação que suporta a sua candidatura, avançou com uma providência cautelar, tendo assegurado que a candidatura foi submetida a 19 de Fevereiro, data-limite para os candidatos darem entradas os documentos. A lista de Saltiel desmente, com efeito, a acusação da Mesa da Assembleia Geral segundo a qual a candidatura terá dado entrada fora do prazo.

Aliás, em conferência de Imprensa realizada a 10 de Março passado, presidente da MAG, Maurício Xerinda, afiançou ter recebido apenas a candidatura de Mahomed Valá , tendo esta sido a única a ser aprovada.

Refira-se que devido a suspensão do acto eleitoral, Maurício Xerinda decidiu mesmo suspender a Assembleia-Geral até que todo este imbróglio esteja resolvido.

“A Mesa da Assembleia da Federação Moçambicana de Voleibol achou melhor adiar esta Assembleia-Geral para que se resolva cabalmente a matéria constante da providência cautelar. A Federação foi convocada para uma audiência no dia 1 de Abril (hoje) e após a resolução de todos os casos poderá tomar-se a decisão de realizar a Assembleia-Geral, isto com base na decisão que for tomada. Daqui em diante o que esperamos de facto é aquilo que será a decisão da providência cautelar e só depois a Mesa da Assembleia-Geral vai avançar para a convocação da uma nova Assembleia-Geral”, esclareceu.

Kalid Cassam é o actual presidente da FMV, mas está em fim de mandato após oito anos à frente dos destinos do voleibol no país.

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O técnico português Luís Gonçalves e sua equipa técnica deixaram hoje (31) de dirigir a selecção nacional de futebol A, Mambas, devido ao fim do contrato de trabalho com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF).

De acordo com um comunicado da Federaçao Moçambicana de Futebol, a decisão surge numa reunião de emergência que teve lugar hoje na cidade Maputo, na qual fez-se a rescisão contratual de Luís Gonçalves (treinador) e respectiva equipa técnica constituída por Tiago Capaz, Joao Pereira, Nasser Carimo, Florencio Tembe e Manuel Valói.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) rescindiu com o técnico de 49 anos na sequência do incumprimento de um dos principais objectivos plasmados no contrato de Luís Gonçalves que passava por qualificar os “Mambas”para o CAN-2021, o que não aconteceu, sendo que a derrota da noite de terça-feira frente a Cabo Verde foi a gota que fez transbordar o copo.

A FMF explica que não se trata do rompimento mas sim de não renovação do contrato que, segundo as cláusulas, só se estenderia em caso de qualificação para o CAN ora falhado.

Não há nenhuma indicação sobre o substituto de Luís Gonçalves nem para efeitos provisórios, mas o “Notícias” sabe que a FMF está em conversações com os antigos internacionais moçambicanos Chiquinho Conde e Dário Monteiro para assumirem o cargo. Aliás, na derrota frente a Cabo Verde, na terça-feira, ambos os ex-capitães dos “Mambas” foram vistos com dirigentes federativos no Estádio Nacional do Zimpeto.

Entretanto, questionado sobre a possibilidade de Chiquinho assumir o comando técnico dos “Mambas”, o vice-presidente da FMF para Selecções Nacionais, Martinho “Paito” Mucuana, não confirmou e nem desmentiu. Já o presidente da FMF, Feizal Sidat, disse que “neste momento ainda não há nomes na calha para substituir Luís Gonçalves”.

Luís Gonçalves deixa a Selecção Nacional pouco mais de um ano e meio depois no cargo para o qual substituira o compatriota Abel Xavier.

À sua chegada aos “Mambas”, Luís Gonçalves teve uma série recorde de jogos sem derrotas (seis), destacando-se a dupla vitória sobre as Maurícias para as eliminatórias do Mundial-2022, o triunfo sobre o Ruanda e empate em Cabo Verde na campanha do CAN-2021, ou o amigável ganho em Nairobi frente ao Quénia.

Depois disso veio o “tsunami”, duas derrotas em jogos de controlo em Portugal frente a Guiné-Bissau e Angola e quatro derrotas seguidas na campanha de qualificação ao CAN-2021, já perdido.

O português deixa os “Mambas”depois de ocupar o último lugar do Grupo “F”de acesso ao CAN-2021, com quatro pontos.

OS DESABAFOS NAS REDES SOCIAIS E DEPOIS DO JOGO

Nos últimos dias, o técnico vinha mostrando algum descontentamento. Muitas vezes usou as redes sociais para passar a sua mensagem.

Por exemplo, dias depois do “não” ao estágio pretendido chegou a escrever que “a vitória constrói-se, a vitória organiza-se, a vitória prepara-se”.

Já na terça-feira, sem entrar em detalhes, afirmou que muita coisa falhou nesta campanha. “Falharam várias coisas, mas em primeiro lugar dizer que sou o seleccionador nacional, sou responsável… não sou homem de fugir das responsabilidades, mas se formos realmente honestos, podemos ver que falharam várias coisas. Naturalmente que a Covid-19 nos afectou, mas isso não deve servir de desculpa. Vínhamos de uma sequência de resultados muito boa (quatro pontos e dois jogos) e depois as coisas complicaram-se, por várias razões”.

Eventualmente, poderia estar a se referir às questões logísticas como não ao estágio pretendido, bem como a antecipação por dois dias do jogo com o Ruanda para a quinta jornada do Grupo“F”d e apuramento ao CAN.

 

O seleccionador nacional destacou a juventude que começa a ganhar espaço na selecção como Kamo-Kamo, que, segundo este, “tão jovem, fez um grande jogo; Maestro fez o seu primeiro jogo, não correu tão bem; Bruno Langa fez um grande jogo; e há outros valores; Dominguez, tão jovem, apesar da idade, fez um extraordinário jogo. E há jogadores que vão aparecendo”, referiu.

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A SELECÇÃO Nacional de Futebol Moçambique perdeu na noite de ontem, por 0-1, diante da sua similar de Cabo Verde, no Estádio Nacional do Zimpeto, em desafio inserido na sexta e última jornada do Grupo “F” de qualificação ao Campeonato Africano das Nações (CAN) 2021, nos Camarões. O desfecho afasta os “Mambas” da competição africana a ter lugar próximo ano.

Moçambique terminou a fase de apuramento na última posição do grupo, com quatro pontos, conquistados nas primeiras duas jornadas (vitória sobre o Ruanda em Maputo e empate na Praia contra Cabo Verde). Perdeu os últimos quatro jogos, duas vezes frente aos Camarões, em casa e fora, uma perante Ruanda, em Kigali, e ontem diante de Cabo Verde, em Maputo.

No desafio de ontem, os “Mambas” subiram ao relvado obrigados a vencer e esperar que noutro jogo o Ruanda não vencesse os Camarões, em Douala. Esta partida terminou empatada sem golos, desfecho que apuraria Moçambique, em caso de vitória.

Pelo Grupo “F”, apuraram-se as selecções nacionais dos Camarões e Cabo Verde, sendo a sexta tentativa consecutiva falhada pelos “Mambas”, depois de 2012 (Gabão e Guiné Equatorial), 2013 (África do Sul), 2015 (Guiné Equatorial), 2017 (Gabão) e 2019 (Egipto).

Referir que no seu palmarés, Moçambique disputou apenas quatro edições do CAN, nomeadamente Egipto (1986), África do Sul (1996), Burkina Faso (1998) e Angola (2010).

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