Director: Júlio Manjate

Cenas de violência protagonizadas pelos adeptos do George Dimitrov voltaram a manchar a final do Bebec, na tarde de sábado, no campo municipal do bairro do Aeroporto.

 Depois de Mafalala empatar nos últimos minutos do tempo regulamentar, a falange de apoio do George Dimitrov, visivelmente embriagada invadiu o campo e começou a agredir o árbitro e o primeiro assistente, em cenas bastante vergonhosas e repudiáveis. A Polícia, manifestamente impotente, e com um efectivo bastante reduzido para aquele tipo de eventos, não pôde fazer nada. Os adeptos justificaram a sua acção pelo facto de o empate ter surgido alegadamente fora do tempo.

Na verdade, o segundo golo de Mafalala surgiu faltando um minuto para os 25 da etapa complementar, mais alguns de compensação, pelo que a atitude irreflectida daqueles adeptos não tem qualquer cabimento. Aliás, nada justifica a violência, havendo ou não erros de arbitragem.

A cena manchou de tal maneira a final, com os representantes dos patrocinadores, nomeadamente a ENGEN, Água da Namaacha e Exxon Mobile a se retirarem do recinto desportivo antes do jogo terminar, deixando os membros do Governo da cidade, sozinhos na tribuna e envergonhados.

Refira-se que há quatro anos a final teve mesmo de ser suspensa por actos semelhantes protagonizados pelos adeptos do Polana-Caniço que viria a ser castigado, ficando duas edições fora da competição.

Há necessidade de se reforçar os efectivos policiais nas finais de Bebec, pois adultos estragam sonhos de crianças por atitudes vergonhosas como a que se viu na tarde de sábado, no bairro do Aeroporto.

DAVID MANDLATE, COMISSÃO ORGANIZADORA

Teremos de agir

contra esta vergonha

O RESPONSÁVEL da comissão organizadora do Bebec, David Mandlate, era um homem notavelmente agastado com a atitude dos adeptos da equipa do George Dimitrov e prometeu mão dura contra aquele tipo de cenas.

“Organizámos as coisas muito bem e depois vêm adultos bêbados e drogados nos embaraçarem. Estragam um evento que fazemos com todo o amor e carinho e sem nada em troca. Não ganhámos nada com a organização do Bebec, mas ficamos feliz quando vemos as nossas crianças a jogarem e a passarem férias condignamente. A Comissão técnica vai se reunir para tomar decisão, temos de ser duros contra este tipo de vergonha. À semelhança de Polana-Caniço que foi punido com pena de dois anos de suspensão, o George Dimitrov pode também ser castigado”, avisou Mandlate, que para ele, o ideal seria alocação de efectivos da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) para a segurança nos jogos do Bebec, sobretudo as finais.

“Com a Polícia de Protecção fica difícil, vimos isso hoje (sábado). Sou de opinião que é melhor termos Força de Intervenção Rápida para estancar isto”, assinalou.

Entretanto, Mandlate faz um balanço positivo da edição 2019/20, na qual, segundo ele, participaram cerca de 10 mil crianças, desde a fase do bairro, passando pela distrital, até a da cidade. Todos os distritos participaram, à excepção da KaNyaka por razões logísticas.

“Apesar de dificuldades, o balanço é muito positivo. Fizemos todas as fases e em termos técnicos, o evento foi uma maravilha. Despontaram muitos talentos que esperamos que sejam bem aproveitados”, assinalou.

Mafalala, em masculinos, e Nsalene, em femininos, foram os vencedores da 32.ª edição do BEBC.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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