Director: Lázaro Manhiça

A SELECÇÃO Nacional de futebol de sub-20 inicia amanhã em Maputo, a preparação para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2021) que terá lugar de 14 de Fevereiro a 4 de Março, na Mauritânia.

Numa primeira fase, os trabalhos dos “Mambinhas” terão lugar no campo da Académica, sendo que nas próximas semanas estão previstas viagens para Songo e Nampula, onde a equipa irá fazer alguns jogos de controlo antes de partir para Mauritânia.

Entretanto, o seleccionador nacional, Dário Monteiro, já anunciou a lista dos pré-convocados. Ao todo, são 35 os atletas chamados para esta empreitada, sendo que apenas 23 é que devem constar da convocatória final.

À semelhança do grupo que conquistou o COSAFA e se qualificou para o CAN, a pré-convocatória, é dominada pelos atletas da Black Bulls (13), seguido do Costa do Sol (quatro).

Em termos de novidades, o destaque vai para as convocatórias de Sheizel Ismael que actua no Desportivo de Caparica, Gianluca Lorenzoni, do Varzim, Geny Catamo e Raimundo Duarte, ambos do Sporting, todos de Portugal. No Valência de Espanha, Dário Monteiro, chamou Djuwa Manave. Deste lote, apenas Geny é que já jogou pelos “Mambinhas”, sendo, aliás, o capitão da equipa.ícias/LANCEMZ) 

 

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A UNIÃO Desportiva do Songo já está na cidade da Beira onde na próxima quarta-feira (6) recebe o NAPSA Stars FC da Zâmbia, para o jogo da segunda pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação Africana de Futebol, também denominada Taça Nelson Mandela.

A equipa de Nacir Armando treina desde ontem (2) no campo do Ferroviário da Manga, e hoje (3) volta a trabalhar no mesmo recinto e na segunda-feira (4) treinam no caldeirão do Chiveve, onde quarta-feira (6) acolhe o jogo diante dos representantes da Zâmbia nesta prova.

Os hidroeléctricos contam com todo plantel disponível para o jogo, incluindo o guarda-redes Guirrugo que esteve ausente da partida da primeira mão devido ao facto de ter testado positivo à Covid-19. Aliás, a formação do Songo já realizou o teste de despiste para saber a situação da equipa em relação ao novo coronavírus, aguardando pelos resultados, tal como manda o protocolo sanitário da CAF.

Recordar que na partida da primeira mão a União Desportiva do Songo arrancou um empate a zero na partida realizada em Lusaka, pelo que deverá evitar um empate com golos em território nacional, sendo que apenas uma vitória interessa para transitar para a fase seguinte. (Notícias/LANCEMZ) 

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CAIU ontem o pano sobre o ano 2020 e dele ficam amargas memórias por culpa da pandemia viral da Covid-19, que paralizou literalmente o desporto nacional. No meio das adversidades, destaque vai para o enorme vazio deixado pela ausência do Moçambola, antes da consolação geral da nação pelo feito da Selecção Nacional de Futebol Sub-20, vulgo  “Mambinhas”, que a 13 de Dezembro conquistaram o Torneio COSAFA e qualificaram-se para o CAN-2021 a ter lugar no próximo mês na Mauritânia.

Os “Mambinhas”, em meio a grandes adversidades, agravadas pelo vazio competitivo em todos escalões, foram a Port Elizabeth, na África do Sul, conquistar o primeiro título da história de Moçambique em eventos futebolísticos internacionais. Para apimentar, os rapazes treinados por Dário Monteiro garantiram a qualificação directa para o CAN-2021, algo que acontece pela segunda vez na história do país.

A glória dos “Mambinhas” surpreendeu meio-mundo e reanimou o país desportivo, sobretudo futebolístico, que andava algo desanimado pela falta de competições, mormente o Moçambola. Bastou um “improvisado” Torneio de Solidariedade para que os “Mambinhas” ganhassem tarimba suficiente para conquistarem a região austral do continente, com exibições sólidas, seguras e arrojadas.

Lesotho, Zimbabwe, África do Sul, Zâmbia e Namíbia fizeram o percurso vitorioso dos “Mambinhas” na terra de Nelson Mandela, de onde saíram sem qualquer golo sofrido. Algo raro! Kimiss Zavala, guarda-redes da Selecção Nacional, foi eleito o melhor do torneio, ele que fez defesas incríveis na competição.

Os “Mambinhas”, mais do que ganhar o Torneio COSAFA, mostraram a todos que com garra e determinação supera-se qualquer tipo de adversidade. Aliás, é que todas as delegações moçambicanas, de diferentes modalidades, sempre justificaram o fracasso nas competições internacionais com o vazio competitivo internamente por força da Covid-19. Em Port Elizabeth os “Mambinhas” não olharam muito para os meios, focaram-se nos objectivos e atingiram os fins, trazendo para Moçambique um inédito troféu. O desempenho dos “Mambinhas” deixou o Governo e sobretudo o Presidente da República rendido, ao ponto de mandar um voo charter para transportar a selecção de volta a Maputo.

Na capital, e não só, “choveram” homenagens. Não era para menos, depois de um ano em que quase tudo falhou desportivamente uma conquista desta dimensão reanima um país pouco bafejado por glórias. Leia mais

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A CONQUISTA do Torneio da COSAFA pela Selecção Nacional de Futebol de Sub-20, em Port Elizabeth, na vizinha África do Sul, foi eleita pelos jornalistas do “Notícias” o acontecimento desportivo nacional do ano.

Os “Mambinhas” conquistaram a prova com distinção, ou seja, sem qualquer derrota e sequer um golo sofrido, algo raro na história da competição regional. Ademais, a vitória dos “Mambinhas” aconteceu num contexto bastante complicado, dado que internamente não houve futebol no ano prestes a findar devido à propagação da pandemia da Covid-19, que parou literalmente a actividade desportiva no país. Para além da conquista do torneio, Moçambique qualificou-se automaticamente para o CAN-2021 de categoria a ter lugar na Mauritânia, em Fevereiro.

Portanto, a conquista dos “Mambinhas” na África do Sul foi essencialmente uma vitória de superação; sem muitos jogos nas pernas, mas imbuídos de auto-estima, disciplina, dedicação e garra lá conseguiram o que Moçambique nunca tinha alcançado em competições internacionais de futebol, que é erguer um troféu.

 O percurso na terra de Nelson Mandela foi feito com vitórias sobre o Lesotho (1-0), Zimbabwe (2-0), empates diante da África do Sul (0-0) e da Zâmbia (0-0 e depois vitória nos penaltes por 5-4) antes de se selar com chave de ouro a participação com um triunfo (1-0) sobre a Namíbia, que valeu o título.

A equipa nacional teve igualmente vários prémios individuais durante do torneio. O destaque vai para a eleição do guarda-redes Kimiss Zavala para melhor da prova.

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O FUTURO da carreira do capitão da Selecção Nacional de Futebol, Dominguez, pode passar por um clube moçambicano e que disputa o Moçambola, cujo início está marcado para 16 de Janeiro.

A possibilidade foi admitida ao nosso Jornal pelo próprio jogador, para quem, além de clubes moçambicanos, está a analisar propostas avançadas por clubes sul-africanos.

O capitão dos “Mambas” está sem clube desde Maio do ano passado, altura em que chegou ao fim o vínculo contratual que tinha com o Bidvest Wits FC, emblema da cidade de Pretória que, entretanto, foi comprado por um empresário sul-africano e mudou de nome para Tshakhuma Tsha Madzivhandila Football Club e de localização para a província de Limpopo. Nesse processo, Dominguez não prolongou o seu contrato com os novos donos do antigo clube e ficou um jogador livre.

Ontem, o atleta admitiu que o seu futuro pode passar tanto por um clube moçambicano quanto sul-africano sem, entretanto, dar nenhuma especificação.

“Acho que na próxima semana o meu futuro estará clarificado”, começou por dizer o atleta, de 37 anos de idade, que, em Moçambique, apenas jogou pelo Desportivo de Maputo.

“Tenho propostas de clubes moçambicanos e alguns sul-africanos. Até próxima semana, acho que tudo estará clarificado em relação ao meu futuro”, disse Dominguez.

Em Moçambique vários clubes aproximaram-se a Dominguez para o ter nos respectivos plantéis mas, ao que soubemos, nenhum acordo foi celebrado devido aos custos associados à sua possível contratação.

De fontes seguras soubemos que o Ferroviário de Maputo e o Costa do Sol terão perguntado sobre o jogador, mas sem acordo.

O Desportivo de Maputo, seu clube de sempre em Moçambique, é uma hipótese, mas numa operação que pode envolver parceiros do clube de modo a conseguir custear o elevado preço da contratação do jogador.

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