Director: Lazaro Manhiça

O extremo internacional moçambicano, Luís Miquissone, deixa a União Desportiva do Songo e junta-se aos tanzanianos de Simba Sport Club. Miquissone chegou sexta-feira a Tanzânia para assinar o contrato e ser apresentado como reforço do Simba nos próximos dois anos, num negócio em que a equipa de Tete deverá repartir os dividendos com os sul-africanos de Mamelodi Sundowns, que detém 60% por cento do passe do internacional moçambicano.

Pesou para a contratação de Miquissone pelos tanzanianos a boa exibição que este jogador teve na eliminatória com o Simba em Agosto de 2019, pontuável para o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Em Dar-Es-Salaam, Luís Miquisosne foi um autêntico diabo à solta, sendo que perante quase 60 mil pessoas arrancou uma falta à entrada da área tanzaniana que resultou num livre que cobrou de forma irrepreensível, fazendo o 1-0 no jogo e na eliminatória que terminaria empatada (1-1), com vantagem para a equipa moçambicana pelo golo marcado fora de portas.

 Rendidos ao prodígio de Angónia, os tanzanianos avançaram para a contratação, tendo fechado o negócio nas vésperas da viragem do ano. Miquissone é de resto o primeiro jogador moçambicano a ingressar ao futebol da Tanzânia pelo menos de forma oficial.

Miquissone deixa o país pela segunda vez, sendo que na primeira experiência (2017 e 2018) não se deu bem no futebol sul-africano.

 Em 2019 regressou ao país e ao Songo, tendo marcado 30 golos, 19 no Moçambola, nove na Taça de Moçambique, um pelos “Mambas” e outro nas competições africanas contra… o Simba.

Entretanto, Moçambique já teve vários jogadores tanzanianos em seus clubes, sendo de destacar o guarda-redes Muhammad, que defendeu para o Ferroviário de Maputo em 2008 e 2009, sagrando-se bicampeão e Melhor Guarda-Redes do Moçambola em 2008.

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O ANO 2019, que ontem chegou ao fim, teve muitos acontecimentos desportivos marcantes, sendo que os que merecem maior destaque são a conquista africana do Ferroviário de Maputo em basquetebol sénior feminino, a conquista do Moçambola pelo Costa do Sol, a queda do Maxaquene, a nomeação de Aníbal Manave como presidente da FIBA-África, o sucesso de voleibol de praia, as medalhas do boxe nos Jogos Africanos de Rabat e o descalabro dos “Mambas”, em Bissau, onde a turma nacional falhou o CAN do Egipto de forma dramática e traumática. Em jeito de balanço, o “Notícias” faz uma retrospectiva de um ano globalmente bem-sucedido para o nosso desporto, também marcado pelas eleições nas federações desportivas, dentre elas as duas principais; a de futebol e a de basquetebol.

“Locomotivas” rainhas da mãe-África

O MAIOR destaque do ano desportivo-2019 é, sem dúvidas, a conquista do Campeonato Africano de Clubes (Afrobasket), que teve lugar no mês passado, no Egipto, pela equipa sénior feminina do Ferroviário de Maputo.

A equipa nacional sagrou-se pela segunda vez (consecutiva) campeã africana de clubes e por coincidência nas duas finais venceu o mesmo adversário, o InterClube de Luanda, numa prova em que teve duas jogadoras na equipa ideal, Odélia Mafanela e Ingvild Mucauro (MVP).

Ganhar o Afrobasket é sempre uma façanha, e quando são duas vezes consecutivas o feito roça ao extraordinário, atendendo e considerando que nesta prova perfilam gigantes angolanos, senegaleses, camaroneses ou malianos, potências do basquetebol continental.

No Egipto, o percurso do Ferroviário foi tudo menos fácil, sobretudo na segunda fase. Na primeira, o percurso das “locomotivas” foi 100% vitorioso, tendo começado com o triunfo sobre as FAP do Ruanda, por 48-40. A seguir a vítima foi o CNNS do Sudão, por 89-57, antes de bater o Al Ahly do Egipto, por 84-73, no último jogo da fase de grupos.

Na segunda fase, as “locomotivas” bateram o Electricity Basket Club do Benin, por 104-40, sendo que nas “meias” derrotaram o Sporting BC da Argélia, por 86-70. Na grande final, o Ferroviário bateu o Inter de Luanda, por 91-90, na noite de 14 de Dezembro, que será para sempre inesquecível para o desporto nacional.

Em 2018, o Ferroviário venceu esta prova no pavilhão do Maxaquene, juntando-se a Maxaquene (1991), Académica (2001), Desportivo (2007 e 2008), a Liga Desportiva de Maputo (2012) no lote das equipas moçambicanos com Afrobasket conquistado.

 O Ferroviário tornou-se na quinta equipa moçambicana a sagrar-se campeã africana, a segunda a ganhar bicampeonato, depois do Desportivo. No cômputo geral, Moçambique tem sete títulos de Afrobasket.

EQUIPA MASCULINA NA LIGA AFRICANA DE BASQUETEBOL

Os feitos do Ferroviário não se cingem a seniores femininos. Em masculinos também há um trabalho palpável. Os “locomotivas” são campeões nacionais e têm vindo a dominar o basquetebol no país nos últimos anos. Este ano, a equipa sénior masculina do Ferroviário apurou-se para a fase da Liga Africana de Basquetebol, nova prova organizada pela FIBA-África, com o patrocínio da NBA. É uma prova milionária na qual para os “locomotivas” atingirem a fase final tiveram que passar em duas fases de qualificação. A primeira teve lugar em Outubro, em Joanesburgo, e a segunda em Dezembro, em Kigali, capital do Ruanda. Kigali será igualmente palco da fase final em Março.

MANAVE: PRIMEIRO MOÇAMBICANO A DIRIGIR FIBA-ÁFRICA

Aníbal Manave foi eleito a 24 de Junho de 2019, presidente da FIBA-África para quinquénio 2019-2023, no decurso da assembleia-geral da agremiação realizada em Bamako, capital do Mali, tornando-se no primeiro moçambicano a ascender ao tão importante cargo. É, sem dúvidas, um marco para Moçambique, atendendo e considerando que cargos como estes têm sido dominado por figuras de países africanos de língua oficial francesa.

Manave, que sucede ao maliano Hamane Nang, era até à sua indicação presidente da FIBA-África ao nível da Zona VI. Ainda no ano passado, o moçambicano fora indicado presidente do Conselho da África (BAL), designação da nova liga profissional que começa este mês, com uma grelha de doze clubes, um deles o Ferroviário de Maputo.

A Africa Basketball League (BAL), a nova designação da competição, é uma parceria entre a FIBA e a NBA, cujas receitas são repartidas em 50 por cento para cada uma das instituições.

A estrutura terá um Bureau Central e uma Comissão Executiva. O Bureau Central será integrado por oito membros e liderado pela FIBA, que indica quatro, cabendo igual número a NBA.

Manave, antigo jogador, treinador e comissário, foi presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), de 1997 a 2005, tendo em 2017 sido eleito presidente do Comité Olímpico de Moçambique (COM).

“Mambas” falham CAN de forma dramática

NO que ao futebol diz respeito, o ano foi repleto de acontecimentos, alguns bons e outros nem tanto. O ano (2019) inicia com o país futebolístico a ser dominado pelo jogo Guiné-Moçambique, em Bissau, pontuável para a última jornada do Grupo “K” de acesso ao CAN-2019 que viria a decorrer entre Junho e Julho no Egipto. Em Bissau, Moçambique era obrigado a vencer para se qualificar, dado que somava sete pontos, menos um que a Namíbia (e com vantagem no confronto directo) e menos dois que a Guiné-Bissau, que liderava o grupo.

Naquela tarde de 23 de Março em Bissau, os “Mambas” sob o comando de Abel Xavier fizeram uma grande exibição, como quem diz que deixaram a pele em campo. A primeira parte termina com desvantagem de 0-1, que viria a ser anulada no início da etapa complementar por Ratifo. O empate, no entanto, não bastava. Moçambique tinha mesmo que vencer e perto do fim (87 minutos), os “Mambas” chegaram ao 2-1 e a euforia tomou conta dos moçambicanos, só que foi sol de pouca dura; no último minuto das compensações os guineenses chegariam ao empate (2-2), num lance de bola parada. Desilusão total para os “Mambas” e moçambicanos. A euforia deu lugar a lágrimas em Bissau. Todos estavam incrédulos com o que acabava de acontecer. Moçambique falhava a oportunidade de estar num CAN nove anos depois.

Aliás, mesmo goleado na Zâmbia, a Namíbia acompanhou os guineenses ao CAN dada a vantagem no confronto directo com os “Mambas”.

Esse descalabro de Bissau deixou marcas; descredibilizou o projecto de Abel Xavier nos “Mambas”, tendo dirigido os jogos seguintes da Seleccão Nacional sob forte pressão e sem o mesmo fulgor. Notou-se isso no Torneio da COSAFA, em Maio, e pouco depois Xavier foi despedido, tendo sido substituído interinamente por Victor Matine.

 Matine não deu conta de recado, falhou o CHAN perante Madagáscar e regressou imediatamente às selecções de formação.

 Mais tarde, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) acertou o contrato com Luís Gonçalves, um dos ex-adjuntos de Xavier. Gonçalves chegou, viu e venceu. Chegou nas vésperas da eliminatória com as Maurícias para o “Mundial”-2022, tendo ganho os dois jogos. Seguiu-se um amigável com o Quénia, em Nairobi, também ganho. Em Novembro começaram as eliminatórias e os “Mambas” venceram o primeiro jogo frente ao Ruanda, tendo de seguida empatado a duas bolas em Cabo Verde.

São quatro vitórias e um empate na era Gonçalves. Uma obra!

O REGRESSO DE FEIZAL À FMF

O ano foi igualmente marcado por eleições nalgumas federações e associações desportivas, a destacar as de basquetebol (FMB) e futebol (FMF). No basquetebol foi eleito Roque Sebastião com apoio do presidente-cessante, Francisco Mabjaia. Já no futebol a luta foi titânica, com Feizal Sidat a ganhar o escrutínio, derrotando Alberto Simango Jr., que vinha dirigindo este órgão nos últimos quatro anos. Feizal conseguiu seis votos, contra dois de Simango e outros dois de Tico-Tico. Ainda houve um voto nulo por ordens da mandatária da FIFA.

Eleito a 14 de Dezembro, dois dias depois Feizal Sidat tomava posse e nomeava um novo secretário-geral, ainda que interinamente, Hilário Madeira, para o lugar de Filipe Johane.

O futebol foi fértil em eleições no ano que terminou ontem. Para além da FMF, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) foi a eleições com Ananias Couana a ser naturalmente reconduzido. Teve como concorrente António “Tony” Gravata, mas este não mostrou argumentos bastantes para contrariar o favoritismo de Couana, que ganhou, por 14-2!

Songo “chumba” nas Afrotaças

A União Desportiva do Songo foi a única equipa moçambicana envolvida nas competições africanas. Primeiro esteve nas eliminatórias de acesso à Liga dos Campeões 2018/19, tendo sido eliminado por NKana da Zâmbia. Falhado o acesso à fase de grupos dessa edição ad-hoc no âmbito da mudança do calendário das competições africanas, o Songo, na altura campeão nacional, foi depois para o acesso à Liga dos Campeões 2019/20, tendo eliminado o Simba Sport da Tanzania. Nulo na Beira e depois empate a uma bola em Dar-Es-Salaam.

Seguiu-se o Platinum do Zimbabwe. Os “hidroelétricos” perderam 0-1 em Harare, e voltaram a perder na Beira desta feita, por 2-4.

 E porque depois de eliminar o Simba, o Songo tinha direito a participar no play-off de acesso à fase de grupos da Taça CAF, a equipa moçambicana caiu nessa competição, tendo encontrado o Bidvest Wits da África do Sul. Perdeu no Zimpeto 1-2, antes de ser goleado em Joanesburgo, por 0-6. Assim terminava o percurso do Songo sem glória.

Entretanto, internamente o Songo continua a fazer história. A 11 de Dezembro conquistou a segunda Taça de Moçambique da sua história, ao bater o Ferroviário de Maputo, por 2-0.

Foi o quarto troféu ganho pelos “hidroelétricos” nos últimos quatro anos, o que confirma o estatuto de clube em ascensão no panorama futebolístico nacional. O Songo participou, por outro lado, pela quarta vez das competições africanas.

Costa do Sol campeão 12 anos depois

MAIS de uma década sem títulos do Moçambola, eis que em 2019 o Costa do Sol consegue, finalmente, quebrar o enguiço. Os “canarinhos” sagraram-se campeões nacionais 12 anos depois. A última conquista tinha sido em 2007, por isso nenhum dos jogadores que festejou há 12 anos ainda faz parte do plantel do clube de Matchki-Tchiki e são poucos que ainda jogam futebol daquela fabulosa equipa de 2007.

Jogadores como Eva Nga (Melhor marcador e jogador do Moçambola), Isac, Chawa, Stephen, entre outros são apontados como sendo os principais obreiros da façanha “canarinha”. O treinador responsável pelo regresso ao trono é o português Horácio Gonçalves. Bruno Morgado é o presidente que devolveu a grandeza ao Costa do Sol.

 Com ele o clube conquistara a Taça de Moçambique em 2018, a Supertaça em 2019, sendo que o Campeonato foi a cereja no topo do bolo.

Foi o 10º título para o Costa do Sol, o que torna este clube o mais glorioso do futebol nacional. Outra equipa com 10 campeonatos é o Ferroviário de Maputo, o maior rival dos “canarinhos”. Mas no cômputo geral o Costa do Sol tem mais conquistas a nível nacional. Tem mais Taças de Moçambique e Supertaças que qualquer outro emblema.

Maxaquene desce de divisão!

Outro acontecimento de 2019 que fica assinalado pelo negativismo é a queda do Maxaquene para a divisão secundária. Maxaquene que é um dos maiores clubes do país caiu pela primeira vez na sua história, no ano que completa 100 anos vai jogar aos “quarteirões”.

São cinco títulos de campeão nacional, nove Taças de Moçambique e várias Supertaças que fazem dos “tricolores’’ um dos emblemas mais respeitados do país. Crises directivas e financeiras ditaram a queda de um embondeiro do futebol nacional.

Tudo começou em 2018 quando um grupo de sócios “invadiu” o clube alegando que queria melhorar o quotidiano daquele emblema. Houve eleições e esse grupo encabeçado por Arlindo Mapande venceu a Nuro Americano, apoiado pelas empresas integradoras do clube, As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e Aeroportos de Moçambique (ADM).

 Com a vitória de Mapande, estas duas empresas cortaram apoio ao Maxaquene e o clube entrou numa crise sem precedentes, ao ponto de não conseguir pagar salários aos trabalhadores e jogadores.

Fala-se de mais de 10 meses de salários em atraso, para além doutro tipo de passivo. No meio da época, Mapande e seu elenco colocaram o lugar à disposição e uma comissão de gestão foi constituída, mas no Moçambola havia pouco por fazer, o Maxaquene acumulava maus resultados, tendo acabo por cair, com estrondo.

Desportivo de Nacala, Chibuto, Baía de Pemba e Têxtil do Púnguè foram outras equipas a descerem num Moçambola em que caíram cinco devido à crise financeira que leva a LMF a reduzir, a partir deste ano, de 16 para 14 o número de participantes.

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A VITÓRIA da equipa sénior feminina do Ferroviário de Maputo no Campeonato Africano de Clubes (Afrobasket), que teve lugar este mês no Egipto, foi eleita, pela nossa Redacção, o acontecimento desportivo nacional do ano.

O Ferroviário de Maputo sagrou-se pela segunda vez (consecutiva) campeão africano de clubes e por coincidência nas duas finais venceu o mesmo adversário, o InterClube de Luanda (Angola).

Trata-se de uma conquista continental, esse feito mereceu voto em massa dos jornalistas do “Noticias” como maior acontecimento desportivo do ano que hoje termina. A equipa “locomotiva” foi eleita por 26 votos, contra apenas dois do acontecimento concorrente que é as eleições nas diversas federações desportivas.

Conquistar o Afrobasket por dois anos consecutivas, sendo clube de um país com competições pouco regulares, ou bastante curtos é de per si, uma obra, pelo que há todo o mérito para o Ferroviário de Maputo, especialmente ao seu operante departamento de basquetebol. Aliás para além do título continental, as “locomotivas” são pentacampeãs da cidade de Maputo e nacionais.

No Egipto, o percurso do Ferroviário foi tudo menos fácil, sobretudo na segunda fase. Na primeira, o percurso das “locomotivas” foi 100% vitorioso, tendo começado com o triunfo sobre as FAP do Ruanda, por 48-40. A seguir a vítima foi o CNNS do Sudão, por 89-57, antes de bater o Al Ahly do Egipto, por 84-73, no último jogo da fase de grupos.

Na segunda fase, as “locomotivas” bateram o Electricity Basket Club do Benin, por 104-40, sendo que nas “meias” derrotou o Sporting BC da Argélia, por 86-70. Na grande final, o Ferroviário bateu o Inter de Luanda, por 91-90, na noite de 14 de Dezembro que ficará gravado de forma indelével nos anais do desporto nacional.

 

Para além do título, a equipa “locomotiva” teve duas jogadoras no “cinco” ideal da competição, nomeadamente Odélia Mafanela e Ingvild Mucauro, esta última a jogadora mais-valiosa (MVP) da competição.

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PETRO de Luanda (Angola), Zamalek (Egipto), Union Monastir (Tunísia), Patriots do Ruanda e GNBC do Madagáscar serão os adversários do Ferroviário de Maputo na fase de grupos da 1.ª edição da Liga Africana de Basquetebol, prova que terá assistência técnica da NBA, numa co-organização com a FIBA África. Leia mais

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O FERROVIÁRIO de Maputo perdeu ontem na terceira e última jornada da fase de grupos de acesso à Liga Africana de Basquetebol (LAB) por 79-67, frente aos quenianos da KPA, interrompendo a série de  resultados positivos que vinha registando. Leia mais

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