Director: Júlio Manjate

O GOVERNO moçambicano e os seus parceiros estão a projectar o Aeroporto Internacional de Nacala para servir as empresas que se dedicam à indústria de petróleo e do gás, no norte do país. Leia mais

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As reservas de Moçambique em moeda estrangeira terminam 2019 em “níveis confortáveis”, anunciou ontem o banco central após a última reunião do ano do seu Comité de Política Monetária (CPMO).

“As reservas internacionais do país continuam em níveis confortáveis”, anunciou o órgão em comunicado.

“Na primeira semana de Dezembro, as reservas internacionais brutas situaram-se em 3.661 milhões de dólares, suficientes para cobrir mais de seis meses de importações, excluindo os grandes projectos”, acrescentou.

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 12,75%, devido a riscos inflacionários, como o agravamento da “instabilidade militar”.

Ainda assim, diz manterem-se as previsões de recuperação do crescimento económico em 2020, mesmo que “abaixo do seu potencial”.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2% no terceiro trimestre deste ano face ao período homólogo, o que significa que a economia nacional desacelerou pelo terceiro trimestre consecutivo, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Banco de Moçambique anunciou ontem que a dívida pública interna diminuiu ligeiramente desde a última reunião do CPMO, em 31 de Outubro.

A dívida pública interna, contraída com recurso a Bilhetes do Tesouro, Obrigações do Tesouro e adiantamentos do Banco de Moçambique, reduziu-se de 140.610 para 140.073 milhões de meticais.

A redução reflecte “a amortização de Obrigações de Tesouro em cerca de 567 milhões de meticais” e não tomam em consideração outros valores da dívida pública interna, tais como contratos de mútuo e de locação financeira, assim como responsabilidades em mora.

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O BANCO de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 12,75 por cento. Reunida em mais uma sessão do Comité de Política Monetária (CPMO), o Banco Central decidiu, igualmente, manter as taxas da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC), em 9,75 por cento e 15,75 por cento, respectivamente, bem assim os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 13,0 por cento e 36,0 por cento, respectivamente. Leia mais

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A empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, CFM, está a construir um Porto seco em Ressano Garcia, província do Maputo, com vista a fazer face ao aumento do trânsito de camiões na EN4, no sentido África do Sul-Ressano Garcia-Porto de Maputo, segundo um comunicado oficial a que o Notícias Online teve hoje acesso.

Será a partir daquela infra-estrutura, a ser concluída em Março de 2020, que os camiões poderão descarregar e, de lá, as cargas serem colocadas nos vagões com destino aos portos de Maputo e/ou Matola.

“A Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique EP tem estado a notar com preocupação a situação do aumento do trânsito de camiões na EN4, sentido África do Sul - Ressano Garcia-Porto de Maputo, facto que tem causado grandes transtornos na circulação rodoviária. Efectivamente, a situação resulta de problemas operacionais no sistema ferroviário sul-africano, onde, segundo consta, bruscamente, elevou-se a procura deste meio de transporte por parte dos clientes baseados naquele país. Como alternativa, estão sendo forçados a optar pelo escoamento das suas cargas por via rodoviária”, lê-se no documento.

Os CFM asseguram ainda estarem preparados para transportar as cargas que transitarem para o território moçambicano até ao Porto de Maputo e/ou Matola a partir de Komatipoort, “ tanto é que, no âmbito do plano estratégico da empresa, para reforçar a capacidade de reboque, a empresa acaba de adquirir 300 vagões para o transporte de cargas, grande parte dos quais a caminho de Maputo, destinados exclusivamente para a linha de Ressano Garcia”.

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O empresariado nacional aponta os ataques armados nas regiões centro e norte do país como sendo responsáveis pela redução do fluxo de negócio dos transportadores de passageiros e carga, o que traz graves prejuízos económicos.
O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, disse ontem, em Maputo, que a redução do fluxo agrava o deficiente abastecimento em produtos básicos aos mercados do centro, que dependem, na sua maioria, de mercadorias idas do sul do país.
“Como consequência da mesma situação, o fluxo de transportadores de passageiros tem vindo a reduzir face a pouca aderência dos utentes que temem pela insegurança”, afirmou Vuma, durante o seu discurso por ocasião do Natal e fim de ano.
Segundo Vuma, durante o ano em curso, foram registados 15 ataques, tendo 11 sido direccionados a transportadores de passageiros, resultando em mortes e feridos, bem como destruição de bens.
As autoridades acusam a auto - proclamada Junta Militar da Renamo, o maior partido da oposição no país, dirigida pelo general Mariano Nyongo, como sendo responsável pelos ataques no centro do país.
No entanto, Vuma fez igualmente referência aos ataques dos insurgentes em Cabo Delgado, como “outra ameaça não apenas à estabilidade do país mas, também, ao ambiente de negócios”.
Segundo Vuma, citado pela AIM, ambas situações constituem um “verdadeiro risco para as perspectivas que se traçam para 2020”.
Por isso, o empresariado apela ao Governo a usar toda sua capacidade para solucionar os focos de violência que afectam sobretudo os negócios.
Apelou igualmente a necessidade de flexibilizar a implementação dos “principais instrumentos de planificação”.
Sobre as perspectivas para 2020, Vuma prevê que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) atinja 5,5 por cento, contra 2,1 por cento projectado para o ano em curso.
Suporta a previsão, os esforços de reconstrução pós-ciclones Idai e Kenneth que assolaram as regiões centro e norte, respectivamente, no primeiro semestre de 2019.
“As perspectivas para 2020 são de forte recuperação da actividade económica e baixa inflação”, disse, acrescentado que o sector agrário poderá recuperar o que vai estimular a economia a partir de uma flexibilização gradual das condições monetárias e da compensação dos pagamentos domésticos em atraso aos fornecedores.
Sobre os atraso no pagamento da dívida aos fornecedores divididos em três grupos, Vuma fez saber que actualmente o Governo está a pagar o grupo dois da dívida validada mas sem visto do Tribunal Administrativo (TA).
Para este grupo, abrangendo cerca de três mil empresas, maioritariamente pequenas e médias empresas, a dívida está avaliada em 5,3 mil milhões de meticais.
E, o grupo três, da dívida não validada por diversas razões, sendo uma delas não se ter conseguido comprovar que, de facto, o bem ou o serviço foi fornecido ao Estado, Vuma disse que continuará a “desenvolver esforços para encontrar saídas”.
A dívida do grupo três está estimada em 5,7 mil milhões de meticais.
O grupo um, da dívida validada com visto do TA, estimada em 8,1 mil milhões de meticais, está na fase final de pagamento.
O Estado deve a fornecedores um total de 19 mil milhões de meticais, cobrindo o período de 2007 a 2017.

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