Director: Júlio Manjate

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou a aprovação de um empréstimo de 400 milhões de dólares ao projecto da Área Um de Gás Natural Liquefeito (LNG, sigla em inglês), desenvolvido em Cabo Delgado.
Actualmente, a Área Um é liderada pela empresa francesa Total, que prevê a instalação de usinas de liquefacção de GNL em terra, com uma capacidade de produção inicial de 12,88 milhões de toneladas por ano (MTPA), com base nas descobertas de enormes reservas de gás natural na Bacia do Rovuma.
Os outros parceiros do consórcio Área Um são a Mitsui, do Japão, a PTT Exploration, da Tailândia, a Oil, OVL e Bharat Petroleum, de capitais indianos, e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), de Moçambique.
Os membros do consórcio tomaram a Decisão Final de Investimento (FID, sigla em inglês) em Junho último, em Maputo.
Um comunicado do BAD enviado ontem à AIM coloca o eventual investimento total no projecto em 25,4 biliões de dólares, e acrescenta que, até ao momento, foram assinados oito contratos de compra de longo prazo com empresas como Shell, Tokyo Gas, Centrica, Tohuku e EDF.
O comunicado diz que o BAD se junta a “um sindicato global de bancos comerciais, instituições de financiamento de desenvolvimento e agências de crédito à exportação, para fornecer em conjunto 14 biliões de dólares em financiamento de dívida sénior. O encerramento financeiro está previsto para o primeiro semestre de 2020”.
”Através da sua participação, o Banco Africano de Desenvolvimento demonstra novamente o seu papel de liderança no apoio à transformação de África”, disse o presidente do BAD, Akinwumi Adesina, citado no comunicado.
Adesina vincou que “o efeito catalítico provocado pelo Banco destina-se estrategicamente a ajudar a transformar Moçambique, de nação em desenvolvimento para uma nação desenvolvida”.
“Trabalhando em estreita colaboração com o governo de Moçambique podemos garantir que a população local colha os benefícios da sua nascente cadeia de valor do gás natural, criando ao mesmo tempo oportunidades de crescimento e industrialização generalizada, ao mesmo tempo em que acelera a integração regional na África Austral”, acrescentou.

 

   

 

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A LAM teve o seu Certificado IOSA - IATA Operational Safety Audit - renovado para o período de 26 de Outubro de 2019 a 26 de Outubro de 2021, na sequência dos bons resultados obtidos na auditoria, realizada de 27 a 31 de Maio do ano em curso.

A auditoria em referência avaliou a conformidade de mais de 900 requisitos da IOSA, distribuídos por oito secções, nomeadamente: ORG – Organização e Gestão; FLT – Operações de Voo; DSP – Controlo Operacional e Despacho de Voo; MNT – Engenharia e Manutenção de Aeronaves; CAB – Operações de Cabine; GRH – Operações de Terra; CGO – Operações de Carga, e SEC – Gestão de Segurança.

A renovação do certificado é prova de que a LAM tem documentado nos seus manuais operacionais e devidamente implementados os requisitos aplicáveis constantes do ISM – IOSA Standards Manual, 12ª edição.

A LAM foi certificada pela primeira vez em 2007, tendo sido recertificada sucessivamente, em 2009, 2011, 2013, 2015 e 2017.

 

 

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O Governador da província de Nampula, Victor Borges, desafiou a Direcção Provincial da Indústria e Comércio e suas subunidades de tutela a redobrar esforços para reduzir o tempo de espera para obtenção de licenças e informação  requeridas pelos investidores para a actividade industrial.

Victor Borges fez este desafio falando, esta segunda-feira, na cidade de Nampula, durante a abertura do V Conselho Coordenador da Direcção Provincial da Indústria e Comércio, este ano realizado sob o lema “Dinamizando o Comércio e a Indústria, como Pilares do Desenvolvimento Económico”.

O governador assegura que com a redução do tempo estará completamente acautelado um ambiente de negócio condigno entre o governo e os investidores das áreas de comercialização, no agroprocesamento e industrialização, permitindo o desenvolvimento da actividade industrial e comercial, de forma mais moderna e eficaz.

“Compete ao governo criar este ambiente de negócio, onde o industrial e o comerciante que intervêm na comercialização encontrem facilidades através da nossa acção”, disse Borges.

Aliás, revelou que o sector da indústria e comércio de Nampula melhorou bastante ao longo do quinquénio 2015-2019 prestes a findar, na componente de obtenção de licenças e informação.

“Agora tudo isso  leva muito menos tempo, mas é preciso melhorar cada vez mais, porque os que precisam destes serviços exigem também mais. Temos que melhorar o nosso ranking a nível nacional e internacional”, orientou Borges.

Disse ainda ser pertinente que se caminhe para uma especialização dos distritos, na componente de produção, comercialização e agroprocesamento.

 

 

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Cerca de 118 mil novos empregos foram criados durante os últimos cinco anos na província de Tete, disse na última sexta-feira o Director Provincial do Trabalho, Emprego e Segurança Social de Tete, Manuel Machanguana, na abertura da Feira provincial de emprego e lançamento da Campanha Nacional ”Eu Estou no Portal”.

A fonte da RM sublinhou que a campanha nacional ”Eu Estou no portal” vai ajudar aos jovens a pesquisarem as oportunidades de emprego.

 

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O nosso país perde perto de 56 milhões de dólares norte-americanos, anualmente, devido à pesca ilegal ao longo da sua costa.

Este valor de fuga ao fisco foi revelado, recentemente, por Leonid Chimarizene, Director Nacional da Fiscalização no Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, no decurso das celebrações do Dia Mundial de Pesca, cujas cerimónias tiveram lugar no Centro Comunitário de Pesca de Machangulo, distrito de Matutuíne, província de Maputo.

Segundo Chimarizene, os 56 milhões de dólares em desfalque são referentes ao pagamento de licenças de exploração da actividade pesqueira, prestação de vários serviços nos portos nacionais, aquisição de combustíveis e outras despesas assumidas por empresas ou singulares legais.

A costa moçambicana, a segunda maior da África Oriental, depois da Somália, com 2600 quilómetros, segundo o director nacional, tem enormes desafios para a sua fiscalização.

“Temos tido casos de pesca ilegal, alguns praticados por pescadores licenciados, mas que no decurso das suas actividades violam as regras estabelecidas para aquilo que são autorizados a capturar.

A outra pesca ilegal é protagonizada pelos furtivos, de forma singular, grupo ou empresas, que exercem a actividade capturando variedades de pescados para as quais não estão licenciados.

Informou que o governo tem estado a desenvolver acções de combate à pesca ilegal, e,  para o efeito, explicou que as embarcações licenciadas em Moçambique, entre industriais e semi-industriais, têm um dispositivo de localização automática, denominado VMS, através do qual consegue-se localizar os barcos nas águas nacionais e rastrear o trabalho que realizam.

Referiu que o grande desafio é para aquelas que não estão licenciadas, que entram e pilham os recursos da nossa costa. Para este caso, Chimarizene disse que o executivo tem privilegiado a fiscalização regional, em colaboração com os países vizinhos, realizando patrulhas conjuntas ao longo da costa.

Na senda da fortificação da segurança, com vista a combater a pesca ilegal, foi aprovada a Lei do Mar, que condicionou a criação de um Centro de Coordenação das Operações Marítimas, agregando várias instituições com interesse no mar.

Sobre os recursos do mar, a fonte disse que Moçambique tem um grande potencial ao longo da costa e o aproveitamento é muito ínfimo, o que se explora não atinge 80 por cento.

“Exemplo na captura de atum, nós estamos a explorar abaixo de 80 por cento e convidamos as pessoas interessadas a abraçar a exploração desta espécie. Existem pescarias que estão fechadas, caso de camarão, e para kapenta, que ocorre na albufeira de Cahora Bassa, não se aceitam novas licenças”- informou.

Chimarizene lembrou, também, que no período de veda, o tempo destinado à reprodução das espécies protegidas, os pescadores podem explorar outros tipos de pescarias.

POR: SAMUEL UAMUSSE

 

 

 

 

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