Director: Júlio Manjate

O economista-chefe da consultora IHS Markit para África considerou ontem, à Lusa, que o crescimento da África Subsahariana deve abrandar para 2,8% devido à redução do crescimento das três maiores economias da região, incluindo Angola.

“O crescimento deve abrandar para 2,8% este ano, reflectindo as fracas condições nas maiores economias da região”, disse Bryan Plamondon à Lusa, antecipando um crescimento limitado de 1,8% na Nigéria e de 0,5% na África do Sul.

“Angola deverá estar em recessão este ano pelo quarto ano consecutivo e deverá regressar ao crescimento positivo, embora modesto, no próximo ano, de 1%”, apontou o economista-chefe para África.

Sobre a região, Bryan Plamondon disse que “as perspectivas vão continuar a enfrentar contrariedades, quer regional, quer globalmente”.

A nível regional, “os desafios associados com os desequilíbrios externo e orçamental, reformas e problemas de segurança vão prejudicar a actividade económica, ao passo que o abrandamento da economia mundial devido às tensões comerciais continua a exercer pressão nos preços do petróleo e das matérias-primas e a reduzir o apoio externo às economias da região e a outros mercados emergentes”.

Na África Subsahariana, o crescimento previsto para 2020 é desigual, mas há bolsas de economias aceleradas em países como Etiópia, Gana, Costa do Marfim, Ruanda e Senegal, apontou o economista, destacando as expansões de 7,4% na Etiópia e de 6,9% no Senegal.

 

 

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A empresa mineira Savannah anunciou ontem, em comunicado, ter recebido, em consórcio com a Rio Tinto, uma terceira licença do Governo para explorar alguns dos maiores depósitos de areias pesadas do mundo.

“A terceira concessão de mineração à Mutamba Minerals Sands, SA, conclui o contrato de locação do projecto Mutamba em Jangamo e Inharrime, representando uma conquista significativa para a Savannah na 'joint venture' com a Rio Tinto”, refere David Archer, presidente da empresa.

A terceira concessão, de 11 800 hectares, situa-se ao lado das outras duas, de 28 000 hectares, recebidas pelo consórcio em Setembro, "elevando a área total das concessões de mineração para 39 881 hectares", acrescenta o comunicado.

As prospecções apontam para a existência de 4,4 mil milhões de toneladas de recursos com um grau de minerais pesados a rondar os 3,9%, pelo que o projecto de mineração Mutamba "abrange um dos maiores depósitos de areia mineral pesada por explorar no mundo", refere o consórcio.

As concessões têm validade de 25 anos (até 2044), com possibilidade de extensão por igual período.

A Savannah tem actualmente 20% de participação no consórcio com a Rio Tinto, do qual é operadora, sendo que a fatia que detém pode aumentar para 35% após a entrega do estudo de viabilidade preliminar, em andamento, e, finalmente, até 51% após a entrega do estudo de viabilidade final, conclui o comunicado da empresa.

As areias pesadas são o quinto principal produto de exportação de Moçambique, tendo representado 286 milhões de dólares em 2018, segundo o anuário do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os minerais a que usualmente se faz referência com a expressão "areias pesadas" - por serem minúsculos cristais extraídos de areia -, são usados em aplicações industriais, tais como pigmentação de tintas, sistemas de abrasão e isolamento ou produção de materiais com propriedades específicas.

 

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Os Emirados Árabes Unidos estão abertos e disponíveis para investir em Moçambique, dentro do quadro de prioridades definidas pelo Governo, segundo garantia dada ao Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que esta semana participou, em Dubai, no Fórum Global de Negócios em África, em representação do Presidente da República, Filipe Nyusi. Leia mais

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Moçambique e os Emirados Árabes Unidos (EAU) concordaram ontem no reforço da cooperação em vários domínios, com destaque para a agricultura, com a perspectiva de contribuir para a produção de mais alimentos e geração de emprego para os moçambicanos. Salomão Muiambo, em Dubai

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Moçambique está representado no V Fórum Global de Negócios em África, que decorre hoje e amanhã em Dubai, Emirados Árabes Unidos, tendo como mote facilitar o estabelecimento e desenvolvimento de parcerias económicas entre África e o Médio Oriente.

A delegação moçambicana é chefiada pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, em representação do Presidente da República, Filipe Nyusi, e integra os vice-ministros dos Recursos Minerais e Energia, Augusto Sousa Fernando, e da Indústria e Comércio, Júlio Pio, além de quadros de diversas instituições do Estado, incluindo a Agência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX).

Em declarações a jornalistas que integram a comitiva moçambicana, Augusto Fernando destacou a importância da participação de Moçambique no evento, afirmando que o objectivo principal é promover o país perante o empresariado dos Emirados Árabes Unidos e de outras nações africanas presentes na reunião.

“Moçambique vai mostrar as suas potencialidades nas áreas da agricultura, turismo, infra-estruturas e energia, e vai também aproveitar a ocasião para se inteirar do grau de preparação da Expo 20/20, a realizar-se em Dubai, sabido que o país terá aqui um pavilhão. Vamos, naturalmente, apresentar as grandes vantagens de investir em Mocambique”, explicou, referindo-se às potencialidades do país na área do gás e outros hidrocarbonetos.

“Vamos cooperar e competir para o bem do país”, sublinhou Augusto Fernando.

Do que é a agenda oficial do Primeiro-Ministro nos EAU, consta um encontro com o Sheik Mohammad Bin Rashid Al Maktoum, Vice-Presidente e Primeiro-Ministro dos Emirados Árabes Unidos e Emir de Dubai e também com o Sultan Ahamed Bin Sulayem, executivo da DP World, gestora do Porto de Maputo.

Carlos Agostinho do Rosário deverá ainda reunir-se com Majid Al Ghueair, Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Dubai, e participar de uma mesa-redonda com empresários locais.

O fórum realiza-se de dois em dois anos, sob os auspícios da Câmara da Indústria e Comércio de Dubai. A presente edição acontece sob o signo “a importância do desenvolvimento sustentável como motor e catalisador do progresso económico e social de África – as principais tendências que impulsionam a próxima fase do crescimento do continente, empreendedorismo, tecnologia e inovação.”

A V edição do Fórum Global de Negócios conta com a participação de líderes governamentais e empresariais africanos e dos EAU, na perspectiva de explorar os caminhos da cooperação económica entre as partes e facilitar os fluxos bilaterais de comércio e investimento.

Hamad Buamim, presidente e director executivo da Câmara de Comércio de Dubai, explica que o fórum é uma oportunidade singular para a exploração de oportunidades de investimento no continente africano e criação de novas parcerias orientadas para benefícios mútuos.

Salomão Muiambo, em Dubai

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