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Director: Júlio Manjate

EM Julho de 2019 a Índia decidiu agravar a sobretaxa de importação da amêndoa de caju moçambicano, de 45 para 70 por cento, para proteger o seu mercado doméstico. A medida teve impacto em Moçambique, cuja indústria de processamento enfrenta hoje dificuldades devido à falta de mercado.

Moçambique ocupa o nono lugar no ranking mundial de produção do caju e o quinto lugar entre os países que processam a castanha a nível global.A castanha de caju é importante fonte de arrecadação de divisas para o país, sendo exportada como matéria-prima e como produto acabado (amêndoa). A título de exemplo, de 2017-2019 foram exportadas cumulativamente mais de 80 mil toneladas de castanha bruta, gerando receitas na ordem dos 116 milhões de dólares norte-americanos.

Em conversa com o “Notícias”, a chefe da Repartição de Análise Económica e Indústria no Instituto de Fomento do Caju (Incaju), Lúcia António, desenvolve este e outros temas do seu sector, numa entrevista que pode ser lida no suplemento de economia e negócios que integra a presente edição.

Disponível está na versão digital deste matutino em www.jornalnoticias.co.mz

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A introdução, este ano, da selagem electrónica de mercadorias em trânsito poderá contribuir para o reforço do controlo da evasão fiscal no processo de comercialização dos combustíveis em Moçambique.

A garantia é de Berta Macamo, coordenadora nacional da Unidade de Marcação de Combustíveis na Autoridade Tributária (AT), para quem a implementação deste programa tem estado a contribuir nos últimos anos para a melhoria não só da qualidade dos derivados do petróleo comercializado no país como também as receitas cobradas pelo Estado.

Em declarações ao nosso Jornal, Macamo explicou que cerca de 65 por cento do total de combustível importado nas terminais oceânicas do país destina-se aos países da região, nomeadamente África do Sul, Malawi, Zâmbia e Zimbabwe, ficando em Moçambique apenas 35 por cento.

Detalhou que antes da implementação do programa de marcação de combustíveis havia queixas dando conta que o combustível vendido em Moçambique não tinha qualidade. No entanto, com a marcação de combustíveis veio a provar-se que alguns proprietários dos postos de abastecimento misturavam diesel com o petróleo.

Sustentou que ao nível da Autoridade Tributária havia outra preocupação que era a simulação do combustível em trânsito mas que era depois comercializado no mercado moçambicano.

“Havia ainda a comercialização de combustível destinado a sectores como Agricultura, Pesca e megaprojectos, que goza de subsídios, e isso distorcia o mercado”, apontou Berta Macamo.

A coordenadora da Unidade de Marcação de Combustíveis explicou que com o programa de marcação, iniciado em Agosto de 2018, registou-se uma redução drástica do consumo de petróleo de iluminação, ao mesmo tempo que o combustível em trânsito também registou uma ligeira descida.

Berta Macamo acredita que com as medidas que estão a ser levadas a cabo pela sua instituição em coordenação com o Ministério dos Recursos Minerais, incluindo a SICPA - empresa contratada para o programa de marcação de combustíveis no país, os resultados possam melhorar ainda mais no decurso do tempo.

Reconheceu que no início o programa enfrentou desafios, primeiro, porque era necessário formar técnicos nas diferentes instituições envolvidas, para além de que foi preciso conceber cinco marcadores de combustíveis, contrariamente ao que sucede em outros países, onde só existem dois ou três marcadores.

No geral as receitas do combustível no país representam cerca de 10 por cento do total cobrado pela Autoridade Tributária, pelo que este ano a meta é alcançar cerca de 24 biliões de meticais, números que no entender da nossa fonte podem ser impulsionados com a selagem electrónica de mercadorias.

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A CONFEDERAÇÃO das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defende que um reajuste em baixa do preço dos combustíveis iria ajudar a minimizar os custos operacionais das empresas, principalmente para o sector dos transportes. Leia mais

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A consultora Oxford Economics reviu hoje ligeiramente em alta a previsão de inflação para Moçambique, antecipando agora uma subida dos preços na ordem dos 2,9%, puxados pela escassez de produtos devido às perturbações nas cadeias de abastecimento.

"Moçambique é um importador líquido da maioria dos bens de consumo e, consequentemente, uma moeda mais fraca está fortemente associada com preços mais altos para o consumidor", escrevem os analistas numa nota sobre a previsão da evolução dos preços.

Na análise, enviada aos clientes e a que a Lusa teve acesso, a Oxford Economics escreve que ""as perturbações na cadeia de abastecimento e a consequente escassez de produtos devido ao impacto da pandemia do novo coronavírus vai puxar os preços de alguns bens de consumo para cima".

A Oxford Economics prevê, assim, no seguimento da depreciação do metical em 6% desde o início do ano, uma ligeira subida de 2,8% para 2,9%, apontando que "apesar de uma procura interna mais fraca e os preços do petróleo bastante menores este ano vão conter o aumento da inflação, o principal risco desta previsão é de uma subida nos preços acima do estimado".

De acordo com os últimos valores disponíveis, a inflação média a 12 meses em Moçambique desceu ligeiramente em Março, ao fixar-se em 2,69%, face a 2,75% em Fevereiro, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou um agravamento de 0,22% no terceiro mês do ano, contribuindo para uma inflação homóloga de 3,09% - também ligeiramente abaixo dos 3,55% em registados em Fevereiro.

A alimentação e bebidas não alcoólicas foram os produtos que mais contribuíram para a inflação registada em Março, segundo o boletim do IPC.

Os valores do IPC são calculados a partir das variações de preço de um cabaz de bens e serviços, com dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.

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A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique disse sexta-feira que 76 empresas nacionais estão interessadas na importação e produção de material de protecção da covid-19.

“Fizemos o mapeamento e temos uma lista de 76 empresas a nível de todo o país, que estão não só interessadas em importar, mas também converter as suas capacidades de produção”, declarou o director-executivo da CTA, Eduardo Sengo, em conferência de imprensa.

Citado pela Lusa, Sengo adiantou que já há empresas a produzir viseiras e máscaras, no âmbito da prevenção da pandemia da covid-19.

O país, prosseguiu, tem também capacidade para a produção de álcool usado na desinfecção.

As empresas estão igualmente preparadas para converter a sua tecnologia para a produção de materiais de protecção do novo coronavírus, continuou.

O director-executivo da CTA avançou que a criação de capacidade de produção de materiais necessários para a prevenção da Covid-19 iria ajudar a aliviar as pressões cambiais decorrentes da procura de moeda externa para suportar as importações.

Nesse sentido, continuou, o Executivo deve flexibilizar a disponibilização de uma linha de financiamento de 500 milhões de dólares que aprovou para o apoio às empresas que podem actuar no combate à Covid-19.

O número de mortos provocados pela covid-19 em África subiu para 1.298 nas últimas horas, com 27.427 casos registados da doença em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 200 mil mortos e infectou mais de 2,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

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