Director: Lázaro Manhiça

OS países africanos registaram, nas últimas 24 horas, mais 722 mortes por covid-19, para um total de 79.633, e 22.208 novos casos de infecção, segundo os últimos dados oficiais da pandemia.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (Africa CDC), o cumulativo de infectados é de 3.284.451 e o de recuperados nos 55 Estados-membros da organização nas últimas 24 horas foi de 29.018, para um total de 2.705.914 desde o início da pandemia.

A África Austral continua como a região mais afectada, registando 1.542.022 infectados e passou ontem os 40 mil mortos (40.656). Só a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.346.936 casos e 37.449 mortes.

O Norte de África é a segunda zona mais afectada pela pandemia, com 1.029.380 infectados e 27.310 vítimas mortais. A África Oriental contabiliza 344.465 infecções e 6.435 mortos, enquanto na África Ocidental o número de infecções é de 286.151 e o de mortes ascende a 3.682. Na África Central, estão contabilizados 82.433 casos e 1.550 óbitos.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Angola regista 439 óbitos e 18.926 casos de infecção, seguindo-se Moçambique (253 mortos e 28.270 casos), Cabo Verde (120 mortos e 13.046 casos), Guiné Equatorial (86 óbitos e 5.365 casos), Guiné-Bissau (45 mortos e 2.478 casos) e São Tomé e Príncipe (17 mortos e 1.142 casos).

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto, em 14 de Fevereiro, e a Nigéria foi o primeiro país da África Subsahariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.

Comments

HOJE é o início de mudanças nos Estado Unidos. O democrata Joe Biden toma posse como o 46º Presidente do país, pondo fim a um desastroso mandato do republicano Donald Trump. Devido aos incidentes registados há cerca de duas semanas no Capitólio, por incitamento do Presidente cessante, Biden será empossado numa cerimónia com pompa, mas sem público, rodeado por um destacamento de Forças de segurança sem precedentes.

O Presidente-eleito dos EUA, Joe Biden, chega hoje à Casa Branca com uma ambiciosa agenda de reformas, que iniciará através de decretos presidenciais, para apressar a sua aplicação.

Biden está preocupado com a possibilidade de o Congresso retardara aprovação de algumas das suas propostas políticas, devido aos atrasos provocados pelo processo de destituição do Presidente cessante, Donald Trump, que vai ser julgado no Senado por acusações de “incitação à insurreição”, no episódio do ataque ao Capitólio.

CORRIGINDOERROS DE TRUMP

Assim, os conselheiros da Casa Branca anunciaram esta semana que o novo Presidente vai socorrer-se de decretos presidenciais para agilizar a implementação das reformas mais urgentes.

O regresso dos EUA ao Acordo de Paris foi uma das bandeiras de campanha de Biden e está agora na lista de prioridades para os primeiros dias de mandato do Presidente democrata, depois de Trump ter abandonado este tratado climático, em 2017.

Biden também se comprometeu a cancelar, logo nos primeiros dias, o emblemático decreto de migrações, que proíbe a entrada em território norte-americano de pessoas de diversos países de maioria muçulmana, que o Presidente democrata considera ser uma medida islamofóbica.

Também esta semana, vários senadores democratas apelaram a Biden para revogar os acordos migratórios assinados por Trump, com países da América Central (El Salvador, Guatemala e Honduras), em 2019, para conter a migração ilegal.

Estes decretos presidenciais serão revogados com uma simples assinatura, ao abrigo dos poderes presidenciais, disse, no sábado, o futuro chefe de gabinete de Biden, Ron Klain.

Biden acrescentará a estas medidas, nos primeiros 10 dias de mandato, uma série de  decretos que o Presidente espera que sejam capazes de dar um impulso seguro ao início da sua governação.

ESTÍMULOS ECONÓMICOS

Mas se Joe Biden pode dispensar o Congresso para iniciar algumas das suas reformas, ele terá que se submeter ao calendário parlamentar para confirmar os membros doseu Governo, cada um deles sujeito a uma votação no Senado.

“Espero que o Senado encontre uma maneira de cumprir as suas responsabilidades constitucionais em relação ao julgamento de ‘impeachment’, ao mesmo tempo que conduz os assuntos urgentes da nação”, disse Biden, quando soube do processo de destituição de Trump.

Biden sugeriu que o Senado, que ficará sob controlo democrata, divida o seu tempo entre o julgamento e as audiências de confirmação, que se iniciaram ontem.

O Presidente-eleito anunciou também um ambicioso plano de estímulo de quase dois biliões de euros (181 biliões de meticais) para responder à crise económica provocada pela pandemia, tendo prometido para os primeiros dias do seu mandato enviar cheques de pouco mais de mil euros (90,8 mil meticais) a cada pessoa, para além de duplicar o salário mínimo e da distribuição de ajudas para organizações sociais.

A continuação da moratória sobre despejos de casas alugadas e de execuções hipotecárias até ao final de Setembro, bem como novos pacotes de ajuda alimentar, estão incluídas nesse plano do novo governo.

COVID-19

Este plano de ajuda de emergência será seguido, nas próximas semanas, por um programa de investimento para reavivar a economia, com Biden a prometer milhões de novos empregos “bem pagos”, para responder à crise.

O Presidente-eleito também quer acelerar a campanha de vacinação contra a Covid-19 em massa dos norte-americanos, no momento em que o país continua a bater recordes de mortes diárias devido à pandemia, ultrapassando a marca de 400 mil, logo que o novo governo entre em funções.

O plano de Biden é, também aqui, ambicioso: aplicar 100 milhões de doses devacina nos primeiros dias do cargo, com a multiplicação de postos de vacinação, num processo de cooperação entre o Governo federal e os governos estaduais. - (LUSA)

Comments

O PRESIDENTE de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, testou positivo para o novo coronavírus foi anunciado na segunda-feira (11).

“Tendo o Presidente da República testado negativo no domingo (10), e apesar do teste antigénio de segunda-feira (11) ser também negativo,  soube-se às 21h40, que o teste PCR deu positivo”, lê-se numa nota publicada no site da Presidência da Repúblicaportuguesa.

O comunicado indica que Rebelo de Sousa reportou o resultado do diagnóstico ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, ao primeiro-ministro, António Costa, e à ministra da Saúde, Marta Temido.

“Encontrando-se a trabalhar em Belém, aí ficou e ficará em isolamento profilático na zona residencial, aguardando o inquérito epidemiológico”, refere ainda a nota da Presidência.

Marcelo Rebelo de Sousa é recandidato ao cargo nas eleições Presidenciais do próximo dia 24 de Janeiro, porém “cancelou toda a agenda para os próximos dias”, incluindo a audição dos partidos políticos prevista para esta terça-feira(12).

Comments

O PRESIDENTE do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, apelou quinta-feira ao levantamento das sanções alargadas no ano passado pelo homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, citando preocupações com a democracia no país após a invasão ao Capitólio.

“No ano passado, o Presidente Trump alargou as dolorosas sanções económicas aplicadas ao Zimbabwe, citando preocupações com a democracia do Zimbabwe. Os eventos de ontem (quarta-feira) mostraram que os EUA não têm moral para punir outros países sob o pretexto de defender a democracia”, escreveu Mnangagwa, na plataforma social Twitter.

“Estas sanções têm de acabar”, acrescentou.

Em Março de 2020, Washington prorrogou as sanções contra o Zimbabwe por mais um ano devido a “execuções e violações extrajudiciais” cometidas pelas suas forças de segurança.

Na ocasião, numa mensagem ao Congresso norte-americano, Trump afirmou que o Zimbabwe “tem tido muitas oportunidades de adoptar medidas para colocar o país num caminho construtivo” e de “maior cooperação com os Estados Unidos” desde o afastamento de Robert Mugabe, em 2017, mas que Mnangagwa “provavelmente acelerou a opressão das vozes críticas e a má gestão económica”.

Os EUA mantêm, há quase 20 anos, sanções contra cerca de 100 pessoas e instituições do Zimbabwe, entre as quais o actual Presidente, supostamente aplicadas devido à repressão de opositores.- (LUSA)

Comments

MAIS de 600 jornalistas morreram de Covid-19 em 59 países durante o ano 2020, segundo a organização não-governamental Press Emblem Campaign (PEC), baseada em Genebra, Suíça.

As mortes ocorreram num período de dez meses, o equivalente a 60 por mês, ou dois por dia em média, refere a organização.

“Dos 602 jornalistas que morreram de Covid-19 desde 1º de Março, 2020, mais da metade estava na América Latina, que lidera com 303 mortes. A Ásia vem em seguida com 145 mortes, à frente da Europa, com 94, América do Norte, 32, e África com 28 óbitos”, indica a PEC em comunicado de imprensa, emitido na última terça-feira(05), em Genebra.

Até ao momento, não foi reportada nenhuma morte no seio dos jornalistas em Moçambique devido a Covid-19, segundo escreve a AIM.

A PEC deplora as muitas mortes evitáveis e apoia, quando necessário, solicitações de assistência financeira para as famílias de jornalistas que morreram de Covid-19.

Também compartilha do argumento pelo qual trabalhadores dos ‘media’deveriam ter acesso prioritário à imunização quando solicitado.

“Devido a sua profissão, jornalistas que vão ao campo testemunhar os acontecimentos estão particularmente expostos ao vírus. Alguns deles, especialmente autónomos e fotógrafos, não podem trabalhar em casa remotamente”, afirmou o Secretário-Geral da PEC, Blaise Lempen, citado no comunicado.

O Perupermanece como o país com a mais alta letalidade, contando 93 profissionais mortos pelo novo coronavírus desde Março (de acordo com a Associação Nacional Peruana de Jornalistas). O Brasil é o segundo com 55 vítimas, à frente da Índia (53 mortos) e México (45 óbitos), seguem o Equador, com 42 mortos, e Bangladesh, com 41.

A Itália é o país europeu mais desolado, com 37 jornalistas mortos em decorrência da Covid-19.
Nos Estados Unidos foram contabilizadas 31 vítimas de Covid-19 no meio jornalístico. O Paquistão vem depois com 22 mortos, seguido pela Turquia, com 17, Reino Unido com 13 vítimas, Panamá com 11 e Bolívia com nove mortes.

Afeganistão, República Dominicana, Nigéria e Rússia tiveram oito vítimas cada, seguidos pela Argentina, Colómbia e Honduras com sete mortes em cada país. Nicarágua, Espanha e Venezuela perderam seis jornalistas cada. Na França foram anunciadas cinco mortes por Covid-19.

Três jornalistas morreram de Covid-19 em cada um dos seguintes países: Camarões, Egipto, Guatemala, Irão, Nepal, Salvador, África do Sul e Zimbabwe, enquanto a Argélia, Indonésia, Marrocos, Paraguai, Portugal e Suécia reportaram duas mortes em cada um dos países.

A PEC identificou pelomenos uma morte em cada um destes 21 países: Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bulgária, Canadá, Chile, República Democrática do Congo, Alemanha, Iraque (Curdistão), Israel, Japão, Cazaquistão, Quénia, Quirguistão, Líbano, Arábia Saudita, Suíça, Uganda, Tajiquistão, Togo e Uruguai.

Em Dezembro foram registadas no Brasil (+12 mortes em um mês) e México (+11).

“A diferença entre as 489 vítimas identificadas no fim de Novembro pela PEC e as 602 reconhecidas em 31 de Dezembro não significa que 113 jornalistas morreram por coronavírus em Dezembro. De fato, mortes ocorridas em semanas anteriores somente foram registadas em alguns países em Dezembro (como na Itália, Paquistão e Turquia) ”, explica o comunicado.

A PEC admite que o número real de vítimas é certamente mais alto, anotando que, por vezes, as causas de morte de jornalistas não são especificadas ou suas mortes não são anunciadas. “Em alguns países não há informação confiável.”

“Frequentemente é difícil determinar a origem do contágio e não é possível separar jornalistas que adoeceram por causa do trabalho de jornalistas e que contraíram a infecção em suas vidas privadas”, acrescenta.

A contagem da PEC é baseada em informações dos respectivos ‘medias’locais, associações nacionais de jornalistas e correspondentes regionais.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction