Director: Júlio Manjate

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola informou sábado que está em tramitação um processo-crime contra a ex-ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto, por suspeita de apropriação indevida de valores monetários do Estado angolano e namibiano.

Em comunicado de imprensa, a que a agência Lusa teve ontem acesso, a PGR refere que os valores supostamente locupletados são resultantes da comercialização de pescado na zona costeira conjunta, ocorrido no período em que Vitória de Barros Neto era ministra das Pescas de Angola.

A PGR angolana acrescenta que tem colaborado com as autoridades judiciárias namibianas, em cuja jurisdição também tramita um processo-crime sobre os mesmos factos, envolvendo empresas e cidadãos daquele país vizinho de Angola.

O nome de Vitória de Barros Neto e do seu filho, João de Barros, foi citado por um consórcio de jornalistas de investigação como tendo beneficiado de proveitos ilegais decorrentes do acordo de pescado entre Angola e a Namíbia.

“A antiga ministra das Pescas Vitória de Barros Neto e o seu filho, João de Barros, também são nomeados nos documentos que mostram o esquema, o Presidente de Angola despediu Neto das Pescas em Janeiro deste ano, e não é claro se a saída estava relacionada com o esquema de pescas namibiano”, publicou, em Novembro, o The Namibian, o maior jornal diário da Namíbia, na sua edição online.

De acordo com os documentos citados no artigo, em parceria com a Wikileaks, a televisão pública da Islândia, a Al Jazeera e o diário islandês Studin, a empresa Namgomar recebia as quotas de pescas cedidas pelo Governo da Namíbia a Angola, e vendia-as ao gigante alimentar islandês Samherji HF muito abaixo do preço de mercado.

“Em troca, a Samherji alegadamente pagava ‘luvas’ aos criadores da ideia, que fizeram o acordo acontecer através de lóbi e da concepção do esquema”, acrescenta-se no texto.

No princípio de Outubro foi anunciado que as autoridades anticorrupção da Namíbia estavam a investigar um acordo de doação de quotas de pesca da Namíbia a Angola no valor de 150 milhões de dólares namibianos , alegadamente capturadas por políticos namibianos e angolanos.

Comments

O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, condenou ontem o ataque contra um acampamento militar no Níger e lamentou a falta de solidariedade do resto do continente com os países confrontados com o terrorismo.

“Condeno firmemente os ataques terroristas perpetrados a 10 de Dezembro contra as forças armadas do Níger em Inates”, escreveu o responsável da UA na sua conta na rede social Twitter, expressando condolências às famílias dos soldados e ao povo do Níger.

Moussa Faki Mahamat, que na quarta-feira, participou na abertura do Fórum de Assuão para a Paz e o Desenvolvimento Sustentável, no Egipto, lamentou, numa outra publicação, a falta de solidariedade do resto do continente com as regiões africanas afectadas pelo terrorismo.

“Não é normal que enquanto as regiões do Sahel e da Bacia do Lago Chade estão a arder, o resto do continente não faça prova de uma maior solidariedade com os países confrontados com o terrorismo”, disse.

Pelo menos 70 soldados nigerinos morreram em conflitos iniciados na noite de terça-feira e que se prolongaram até à manhã de quarta-feira no Níger, após o ataque de um grupo armado contra um acampamento militar.

De acordo com fontes militares, citadas pela agência espanhola Efe, os confrontos provocaram também a morte a 50 dos atacantes, cuja filiação ainda não é conhecida.

Os ataques ocorreram perto de Inates, a cerca de 100 quilómetros da capital, Niamey, e os responsáveis terão chegado ao país vindos do Mali.

Numa violenta ofensiva, os atacantes acabaram por destruir o acampamento militar, tentando levar várias armas.

Este é o segundo ataque na região ocidental do Níger em três dias, contrariando a tendência que até aqui se verificava e em que os principais ataques se concentravam no sudeste nigerino, em particular na região de Diffa, junto à fronteira com a Nigéria.

 

 

Comments

O Primeiro-Ministro britânico, Boris Johnson, agradeceu ao povo do Reino Unido por ter saído a votar nas eleições de ontem quinta-feira (12), que segundo as projecções o Partido Conservador ganhou com maioria absoluta, e prometeu que “o trabalho começa hoje”.

“Parece que ao Governo Conservador foi outorgado um novo e poderoso mandato para a fazer o ‘Brexit’, e não só fazer o ‘Brexit’ mas para unir o país, levá-lo para a frente e focar nas prioridades do país”, disse Boris Johnson ao discursar na circunscrição de Uxbridge and South Ruisli, na qual era candidato, após o anúncio da sua reeleição.

Após repetir a promessa de contratar mais 50.000 enfermeiros, 6.000 médicos e construir 40 hospitais – “um dos quais será aqui em Huxbridge” – o primeiro-ministro agradeceu aos eleitores daquele círculo eleitoral por lhe darem “o privilégio” de trabalhar para eles.

Boris Johnson acabou o discurso a agradecer ao povo do país “por aparecer para votar numa eleição Dezembro (…) que se tornou histórica” e dá ao Governo “a oportunidade de respeitar a vontade democrática do povo britânico, mudar para melhorar e libertar o potencial de todo o povo”.

“E é isso que faremos se tivermos a sorte de ser reeleitos, como parece que vai acontecer. Esse trabalho começa hoje”, concluiu.

Com 440 dos 650 círculos eleitorais apurados, os Conservadores conquistaram 227 círculos eleitorais, os Trabalhistas 154, o Partido Nacionalista Escocês 36, os Liberais Democratas sete, os Unionistas da Irlanda do Norte cinco, havendo ainda 11 outros deputados eleitos.

Cerca de 46 milhões de britânicos votaram na quinta-feira nas eleições legislativas antecipadas no Reino Unido, as terceiras em menos de cinco anos, convocadas pelo governo para tentar desbloquear o impasse criado no parlamento pelo processo de saída do país da União Europeia (UE).

Os votos obtiveram os 650 assentos na Câmara dos Comuns, a câmara baixa do parlamento britânico, aos quais concorreram 3.322 candidatos, dos quais 1.124 mulheres, tendo os partidos Conservador (635), Trabalhista (631), Liberal Democrata (611), Verde (498) e Partido do Brexit (275) concorrido no maior número de circunscrições a nível nacional.

Comments

O Partido Conservador garantiu hoje uma maioria absoluta e venceu oficialmente as eleições legislativas britânicas, apesar de a contagem dos votos continuar em curso.

Para obter uma maioria absoluta, um partido precisa de vencer em 326 das 650 circunscrições eleitorais, mas, apuradas 613 circunscrições, o partido conquistou 337.

Liderado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, o partido conquistou até agora mais 43 assentos na Câmara dos Comuns do que nas eleições de 2017.

“Parece que ao Governo Conservador foi outorgado um novo e poderoso mandato para fazer o Brexit, e não só fazer o Brexit mas para unir o país, levá-lo para a frente e focar nas prioridades do país”, disse, ao discursar na circunscrição de Uxbridge and South Ruisli, na qual era candidato, após o anúncio da sua reeleição.

O Partido Trabalhista, o principal partido da oposição, pelo contrário, perdeu até agora 56 assentos e elegeu 200 deputados.

O líder, Jeremy Corbyn, admitiu hoje que a derrota é “muito decepcionante” e anunciou que pretende renunciar às funções, após conduzir um “processo de reflexão sobre este resultado e sobre as políticas que vai manter no futuro”.

A líder dos Liberais Democratas, Jo Swinson, falhou a reeleição como deputada na circunscrição escocesa de Dumbartonshire East por uma margem de 149 votos para Amy Callaghan, do Partido Nacionalista Escocês (SNP).

O SNP já elegeu 46 deputados, mais 13 do que em 2017, enquanto os Liberais Democratas só garantiram oito.

Cerca de 46 milhões de britânicos votaram na quinta-feira nas eleições legislativas antecipadas no Reino Unido, as terceiras em menos de cinco anos, convocadas pelo governo para tentar desbloquear o impasse criado no parlamento pelo processo de saída do país da União Europeia (UE).

Os votos estiveram os 650 assentos na Câmara dos Comuns, a câmara baixa do parlamento britânico, aos quais concorreram 3.322 candidatos.

Comments

Cerca de 46 milhões de britânicos vão hoje votar nas eleições legislativas antecipadas no Reino Unido, convocadas pelo Governo para tentar desbloquear o impasse criado no Parlamento, o processo de saída do país da União Europeia (UE).

O Partido Conservador, do Primeiro-ministro, Boris Johnson, vai tentar recuperar uma maioria absoluta, perdida devido a expulsões e deserções de deputados insatisfeitos com o rumo do “Brexit” e também devido ao desentendimento com o aliado Partido Democrata Unionista (DUP) da Irlanda do Norte.

No lado oposto, o Partido Trabalhista lidera a oposição na tentativa de travar o acordo negociado por Johnson com Bruxelas para completar o processo de saída da UE até 31 de Janeiro, prometendo renegociar os termos e submeter o resultado a referendo.

Desde 1923 que o Reino Unido não realizava eleições nacionais no mês de Dezembro, quando os dias são mais curtos, frios e húmidos devido ao Inverno.

Em Londres hoje o sol nasce às 7.57horas e põe-se às 15.51horas, mas no Norte do país o amanhecer é ainda mais tarde e o anoitecer mais cedo.

As mesas de voto vão funcionar entre as 7.00horas e 22.00horas para o voto presencial, mas também é possível votar por correspondência, cujos boletins já foram enviados há várias semanas.

Os eleitores que não se possam deslocar, seja por ausência justificada ou por razões de saúde, podem solicitar um voto por procuração.

Os votos vão os 650 assentos na Câmara dos Comuns, a Câmara baixa do parlamento britânico, concorrem 3322 candidatos, dos quais 1124 mulheres, tendo os partidos Conservador (635), Trabalhista (631), Liberal Democrata (611), Verde (498) e Partido do Brexit (275) concorrido no maior número de circunscrições a nível nacional.

Ao longo das últimas semanas sondagens mostraram consistentemente uma vantagem confortável do Partido Conservador sobre o Trabalhista, mas o sistema de eleição em círculos uninominais por maioria simples “First Past the Post” pode tornar o resultado imprevisível.

Em 2005, o Partido Trabalhista de Tony Blair garantiu uma maioria absoluta de 356 deputados com apenas 35,3% dos votos a nível nacional, apenas mais três pontos percentuais do que o Partido Conservador de Michael Howard, que se ficou pelos 198 deputados.

A redução da diferença entre os dois partidos nas últimas semanas aumentou a especulação sobre a possibilidade de um parlamento dividido.

Em 1992, as sondagens também sugeriram essa possibilidade, ou a de uma vitória do Partido Trabalhista de Neil Kinnock, mas no final John Major, sucessor de Margaret Thatcher, liderou o Partido Conservador numa quarta vitória com maioria absoluta consecutiva.

Uma sondagem feita à boca das urnas em comum para as três principais televisões britânicas BBC, ITV e Sky News será divulgada logo após às 22.00horas locais, quando o processo de contagem dos votos começar, mas os principais resultados só são esperados durante a madrugada de sexta-feira.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction