O director-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou, ontem, o estado de emergência internacional na República Democrática do Congo (RDCongo), depois da reunião do Comité de Emergência para avaliar a evolução da epidemia do ébola.

A notícia foi divulgada através da conta de Twitter da organização e aponta as preocupações com a expansão geográfica da doença como fundamento para esta decisão.

“É altura de a comunidade internacional se solidarizar com o povo da RDCongo, não de impor medidas punitivas e restrições contraproducentes que só servirão para isolar” o país, afirmou Tedros, após a reunião do Comité de Emergência, na qual foi declarada a Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional (ESPI).

O responsável da OMS elogiou a “transparência excepcional” do governo congolês na partilha de informação, diariamente, sublinhando que as autoridades da RDCongo estão “a fazer tudo o que podem” e que “precisam do apoio da comunidade internacional”, inclusivamente, a nível financeiro, sob pena de fragilizar a resposta ao vírus.

Tedros acrescentou que as restrições de viagens ou comerciais “não servirão qualquer propósito útil”, destacando que já foram feitos 75 milhões de despistes do ébola em cruzamentos fronteiriços.

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AS negociações ainda não terminaram no Sudão, mas as partes em conflito deram ontem mais um passo em frente para o fim da crise.  O Conselho Militar de Transição (CMT), no poder, e o movimento de contestação que pede uma liderança civil assinaram ontem, na capital do país, Cartum, uma “Declaração Política”, um documento que estabelece os contornos para um acordo de partilha de poder. Leia mais

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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, na terça-feira, uma moção na qual condena o Presidente Donald Trump pelos “comentários racistas” dirigidos a quatro mulheres congressistas, sugerindo-lhes, que “regressassem aos seus países de origem”.

A votação saldou-se pelo resultado de 240 votos contra 187 e foi feita depois de Trump e outros dirigentes republicanos de topo terem negado as acusações de racismo.

No texto da resolução escreveu-se que a Câmara dos Representantes “condena fortemente” os “comentários racistas [de Trump] que legitimaram e aumentaram os receios de ódio dirigidos aos novos americanos e às pessoas negras”.

Os republicanos dizem que os democratas estão a usar a indignação provocada pelas mensagens de Trump na rede social Twitter para marcar pontos políticos.

Mas os democratas contra-argumentam, que os comentários de Trump são revoltantes e precisam de ser condenados, sobretudo, porque foram realizados pelo Presidente.

Trump referia-se às quatro democratas recém-eleitas para a Câmara dos Representantes - Alexandria Ocasio-Cortez, eleita pelo estado de Nova Iorque, Ilhan Omar (Minnesota), Ayanna Pressley (Massachusetts) e Rashida Tlaib (Michigan) – que são das suas críticas mais fortes e apoiam a sua destituição.

O Presidente norte-americano acusou-as de “espalharem algumas das coisas mais vis, odiosas e repugnantes alguma vez ditas por um político”, para, depois, acrescentar: “Se vocês odeiam o vosso país, ou se não estão cá felizes, podem ir!”, ecoando argumentos usados contra dissidentes políticos mais do que a deputados da oposição.

Durante uma intervenção no debate, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, afirmou que as mensagens de Trump são “infamantes e repugnantes e os comentários são racistas”.

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CONFLITOS, mudança climática e déficit económico são as principais causas da falta de acesso a alimentosno mundo, apontam as Nações Unidas. Num relatório esta semana divulgado, identificam-secerca de 820 milhões depessoas passando fomeno mundo, sendo 96 milhões em perigo de vida. Leia mais

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Os principais dirigentes republicanos têm-se mantido silenciosos, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado, durante o fim-de-semana, que quatro congressistas democratas deveriam “regressar” aos seus países.

No domingo de manhã, Trump distribuiu uma mensagem na rede social Twitter, em que afirmava que “as congressistas democratas progressistas” deveriam “regressar” aos seus países “destruídos e infestados de crime” de onde vieram.

Trump referia-se às quatro democratas recém-eleitas para a Câmara dos Representantes, nomeadamente, Alexandria Ocasio-Cortez, eleita pelo Estado de Nova Iorque, Ilhan Omar (Minnesota), Ayanna Pressley (Massachusetts) e Rashida Tlaib (Michigan), que são as suas críticas mais fortes e apoiam a sua destituição.

O único senador republicano negro, Tim Scott, eleito pela Carolina do Sul, considerou os comentários de Trump “ataques pessoais inaceitáveis” e a linguagem usada “racialmente ofensiva”. 

A senadora Susan Collins, republicana eleita pelo Maine, que enfrenta uma reeleição difícil em 2020, considerou os comentários de Trump “no limite”. Acrescentou que, apesar de discordar “fortemente” com muitas das opiniões dos membros democratas de “extrema-esquerda” da Câmara dos Representantes, defende a remoção das mensagens que Trump divulgou através da rede social Twitter.

Outra senadora republicana, Lisa Murkowski, do Alasca, afirmou que  “não há desculpa para os comentários rancorosos do presidente. São, absolutamente, inaceitáveis e isto precisa de parar”.

Mas estas críticas são provenientes de congressistas, não dos líderes do Partido Republicano, o mesmo de Trump.

O líder da minoria republicana da Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, e da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, ainda não fizeram qualquer comentário.

Já são várias as vezes que os republicanos no Congresso se recusaram a confrontar Trump, mais receosos de uma disputa com o presidente norte-americano do que dispostos a defenderem o que são consideradas normas da retórica política.

“Devemos preocuparmo-nos algo mais com a marca republicana”, afirmou Jeff Flake, um ex-senador eleito pelo Arizona e frequente crítico de Trump, durante uma entrevista com a AP.

John Kasich, um ex-governador do Estado do Ohio e que disputou a nomeação presidencial pelos republicanos com Trump, disse: “Todos nós, republicanos incluídos, precisamos de nos expressar contra este género de comentários, que só nos dividem e criam uma animosidade profunda – talvez até ódio”.

Três das congressistas nasceram nos Estados Unidos da América e uma quarta, Omar, é uma refugiada da Somália.

Na segunda-feira, enquanto a Casa Branca procurava relativizar os textos de Trump, este insistiu na sua posição e que deveriam ser as quatro congressistas a pedir desculpa pelas suas “acções horríveis e chocantes!”. 

O congressista Will Hurd, eleito pelo Texas e um dos poucos republicanos afro-americanos, considerou as mensagens de Trump como “racistas e xenófobas”.

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