Director: Júlio Manjate

O Malawi elege hoje um novo Presidente da República, numa disputa sem favoritos, mas na qual Peter Mutharika espera que as suas realizações para melhorar as infra-estruturas o ajudem a superar os seus adversários e conseguir um segundo mandato de cinco anos.

O país, largamente agrícola e que assistiu nos últimos anos a um rápido desenvolvimento, ainda depende muito da ajuda externa e Mutharika, de 78 anos, tem sido acusado de corrupção e má administração.

Sete outros concorrentes disputam a presidência, mas os principais rivais de Mutharika e do Partido Democrático Progressista (DPP) no poder, são o líder da oposição Lázaro Chakwera, do Partido do Congresso do Malawi (MCP), há muito estabelecido, e Saulos Chilima, do novo Movimento Unido de Transformação (UTM).

Chilima, um ex-executivo de 46 anos, era o aliado mais próximo de Mutharika e seu vice-Presidente. Mas ele desentendeu-se com o Presidente e no ano passado separou-se para criar o UTM.

Este será o primeiro teste eleitoral do UTM, que espera aproveitar o voto da juventude. Mais da metade dos 6,8 milhões de eleitores registados tem menos de 35 anos.

O outro principal rival do Presidente é o líder da oposição, Chakwera que nas eleições de 2014 ficou em segundo lugar, logo atrás de Mutharika, com cerca de 450 mil votos a menos.

Desta vez, ele tem um aliado de destaque, a antiga Presidente Joyce Banda, que se retirou na corrida para apoiar Chakwera.

O Presidente Mutharika chegou ao poder prometendo combater a corrupção.

Mas ele próprio foi apanhado num grande escândalo, quando a agência anti-corrupção do país denunciou o seu suposto envolvimento em “propinas” num contrato multimilionário para fornecer alimentos à Polícia.

Ele rejeita as acusações de um suborno de 200 mil dólares (12,7 milhoes de meticais), dizendo que "estava convencido de que era uma doação honesta" ao seu partido.

"Os malawianos perderam a confiança nesta administração", disse à AFP Gift Trapence, do Centro para o Desenvolvimento de Pessoas (CEDEP), que denunciando “muitos casos de impunidade”, diz que “muitas pessoas estão revoltadas e querem lançar (nestas eleições) um voto de censura ao governo".

Mas há eleitores prontos a dar outra chance a Mutharika, que disputa o seu segundo e último mandato.

Jane Morley, da consultoria londrina de risco Fitch Solutions, considera que triunfo de Mutharika dever-se-á, em grande parte, ao "fracasso da oposição em se unir em torno de um único candidato, combinado ao sistema eleitoral sob o qual o Presidente é eleito numa única volta"..

Com sistema eleitoral baseado na de maioria simples, Mutharika foi eleito em 2014 com apenas 36% dos votos. O vencedor deste ano pode assegurar a presidência com menos ainda.

A correr por fora está Atupele Muluzi, da Frente Democrática Unida (UDF). Na actual legislatura o seu partido é aliado do DPP e ele integra o governo como ministro da Saúde.

Hoje, os malawianos votam também para a Assembleia Nacional e nos representantes dos governos locais.

O Malawi conquistou a independência do Reino Unido em 1964, e foi então governado por Hastings Kamuzu Banda, como primeiro-ministro até 1966 e depois como Presidente até as primeiras eleições multipartidárias em 1994. -(TIMESLIVE)

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