Director: Júlio Manjate

A China expressou hoje "profunda indignação",depois de a Câmara dos Representantes norte-americana ter aprovado projectos de lei,que preveem sanções caso Pequim não respeite as liberdades civis em Hong Kong, e já prometeu retaliar.

"Hong Kong pertence à China e os assuntos do território são assuntos internos da China,que não tolera interferência externa", declarou o porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang, citado pela agência de notícias estatal Xinhua.

Shuang assegurou,que Pequim irá tomar medidas contra "as más decisões" de Washington, a fim de salvaguardar,firmemente,os interesses de soberania, segurança e desenvolvimento".

Um dos projectos de lei aprovados,na terça-feira,pela Câmara dos Representantes condena a ingerência de Pequim nos assuntos de Hong Kong e apoia o direito à liberdade de manifestação.

O segundo, intitulado de ‘Hong Kong Human Rights and Democracy Act”, implica uma reavaliação anual do estatuto particular,que os Estados Unidos concedem a Hong Kong,em termos comerciais e que prevê sanções contra os responsáveis chineses.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, enfatizou que os projetos de lei, que ainda terão de ser aprovados no Senado, reforçam o apoio dos EUA em relação aos direitos humanos face aos interesses comerciais chineses.

Mas, para Pequim, "o actual desafio de Hong Kong,nada tem que ver com direitos humanos ou democracia. A questão,fundamental,é pôr fim à violência, restabelecer a ordem e garantir o Estado de direito".

"Caso a lei venha a entrar em vigor, não só prejudicará os interesses da China e das relações China-EUA, mas também prejudicará,gravemente,os interesses dos Estados Unidos", advertiu o porta-voz chinês.

Por último, o projeto de lei dos Estados Unidos proíbe,que armas norte-americanas sejam usadas contra os manifestantes,por parte da polícia de Hong Kong.

Os Estados Unidos "negarem as agressões violentas" cometidas pelos manifestantes de Hong Kong, sublinhou porta-voz chinês, é algo que "expõe a extrema hipocrisia de alguns norte-americanos (...) e a intenção de prejudicar a prosperidade e estabilidade de Hong Kong e conter o desenvolvimento da China".

Na mesma linha de Pequim, o Governo de Hong Kong já "lamentou" a recente aprovação e assegurou que, "desde o seu regresso à pátria, a região exerceu (...) um alto nível de autonomia",que serviu para garantir direitos e liberdades impensáveis na China.

Hong Kong vive há quatro meses a pior crise política desde a transferência de soberania do Reino Unido para a China, em 01 de Julho de 1997, com manifestações quase diárias,para denunciar a erosão das liberdades, a crescente influência do Governo chinês nos assuntos da região semiautónoma e para exigir reformas democráticas.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction