Director: Júlio Manjate

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, demitiu, ontem, o Governo liderado pelo Primeiro-Ministro Aristides Gomes, segundo um decreto presidencial enviado à imprensa, na sequência de uma reunião do Conselho de Estado.

“É demitido o Governo chefiado pelo senhor Aristides Gomes”, pode ler-se no decreto.

No decreto, o Presidente guineense justifica a decisão sublinhando que a situação prevalecente se “enquadra numa grave crise política e que está em causa o normal funcionamento das instituições da República, em conformidade com o estatuído no número 2 do artigo 104 da Constituição da República”.

José Mário Vaz convocou, ainda ontem, os partidos com assento parlamentar e o Conselho de Estado, depois de, no sábado, ter responsabilizado o Governo por agravar a discórdia e desconfiança no processo de preparação das eleições presidenciais, marcadas para 24 de Novembro, com a repressão de um protesto não autorizado pelo Ministério do Interior, em Bissau, que provocou um morto.

 

 

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo a morte de al-Baghdadi, numa operação militar norte-americana no noroeste da Síria.

“Abu Bakr al-Baghdadi está morto”, disse Trump numa comunicação ao país, a partir da Casa Branca.

O corpo de Abu Bakr al-Baghdadi foi sepultado no mar, ontem, depois da operação militar dos EUA contra o refúgio do chefe do grupo 'jihadista' Estado Islâmico na Síria, confirmou ontem à AFP um dirigente do Pentágono.

Este responsável, que falou sob anonimato, não avançou mais detalhes sobre esta sepultura, que recorda a de Osama bin Laden, em 2011, depois da morte do dirigente da Al-Qaeda durante uma operação militar contra o seu esconderijo no Paquistão.

O “tratamento” do corpo tinha sido feito “de forma apropriada”, afirmara antes à comunicação social, em Washington, o chefe do Estado-Maior das forças armadas norte-americanas, general Mark Milley.

Ontem, em declarações a jornalistas, o Presidente dos EUA disse que está a considerar a divulgação de imagens de vídeo que mostram os minutos finais do líder do EI e o sucesso da operação militar que o Presidente acompanhou em directo a partir da Casa Branca.

“Ele não morreu como um herói. Morreu como um cobarde”, disse Donald Trump, relatando o momento em que al-Baghdadi se refugiou num túnel sem saída “gemendo, chorando e gritando”, na versão do Presidente norte-americano.

Abu Bakr al-Baghdadi era um dos homens mais procurados do planeta e tinha a cabeça a prémio por 25 milhões de dólares.

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O I Fórum Económico Rússia-Africa ontem terminado, integrou uma ampla área de exposição de armamento russo, onde empresários de mais de 40 países africanos experimentaram e encomendaram ‘kalashnikovs’, sistemas de defesa anti-aérea ou programas de reconhecimento facial.

O presidente russo, Vladimir Putin, reuniu quarta-feira e ontem em Sochi (sudoeste) chefes de Estado e de Governo de 43 dos 54 países africanos e aproveitou a ocasião para assinar novos acordos de cooperação nuclear e para expor as novidades da indústria militar aos convidados de um continente que representa 40% das vendas de armas e equipamentos militares.

Em matéria nuclear, Sochi foi palco da assinatura de acordos de cooperação entre a agência nuclear russa Rosatom e os governos da Etiópia, para a construção de “uma central nuclear de grande capacidade”, e do Ruanda, para a construção de um centro de investigação.

Segundo o director executivo da Rosatom, Alexei Likhachev, estes acordos juntam-se a protocolos já assinados com outros 18 países africanos, entre os quais Egito, Gana, Nigéria, Quénia, Sudão, Uganda e Zâmbia, o que demonstra o interesse russo num continente onde existe uma única central nuclear, na África do Sul.

Outra vertente do interesse russo em África envolve a venda de armamento.

“África representa 40% do volume do portefólio de encomendas atuais, tanto em termos de valor como de entrega de diferentes tipos de armas e de equipamentos militares”, explicou à agência France-Presse Alexandre Mikheev, presidente da Rosoboronexport, a empresa pública russa de venda de armamento.

A empresa trabalha actualmente com “vinte países” africanos, tendo “cerca de 12 mil milhões de dólares em contratos assinados e pagos”, precisou.

Este ano, disse ainda, a Rosoboronexport fez entregas a nove países de África, entre os quais Angola, Moçambique, Ruanda e Uganda.

Segundo uma reportagem da agência em Sochi, os ‘stands’ de armamento e equipamento militar ocupam “a parte de leão” do espaço do complexo que acolhe o fórum.

O grupo empresarial estatal Rostec, que agrupa a quase totalidade do parque industrial militar russo, está nomeadamente representado em Sochi pelas empresas Kalashnikov (metralhadora ligeira), Almaz-Antey (sistemas anti-aéreos e blindados) e Pribor (munições).

A AFP descreve como empresários russos e africanos enchem os ‘stands’ para ter a oportunidade de manipular armas, tirar fotografias ou folhear catálogos traduzidos para português e francês.

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Um atentado com um camião armadilhado matou, hoje, três pessoas, entre as quais dois polícias, e feriu cerca de 20 crianças de uma escola religiosa, no leste do Afeganistão, indicaram responsáveis.

O ataque, ocorrido na província de Laghman, visava o quartel-general da Polícia do distrito de Alishing, disse o porta-voz do governador provincial, Asadullah Daulatzai.

“Três pessoas, incluindo dois membros das forças de segurança, foram mortas e 27 ficaram feridas”, indicou o porta-voz do Ministério do Interior, Nasrat Rahimi.

A explosão foi tão forte que destruiu, parcialmente, uma madrassa (escola religiosa) vizinha. Cerca de 20 jovens estudantes foram “feridos com pedaços de vidro”, referiu Daulatzai, adiantando que seis polícias também ficaram feridos.

Os talibãs reivindicaram o ataque, que disseram ter matado dezenas de membros das forças de segurança.

Mais de 450 civis foram vítimas de ataques, 85 dos quais morreram na campanha eleitoral e na primeira volta das presidenciais, ocorrida a 28 de Setembro, sobretudo, devido aos talibãs, anunciou a ONU, na terça-feira.

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Os 300 mil funcionários públicos do Zimbabweanunciaram,ontem,que não conseguem continuar a trabalhar, depois de os seus salários terem perdido todo o valor,devido à inflação galopante, de acordo com o seu sindicato.

A decisão dos funcionários surge,quando os médicos dos hospitais públicos estão em greve,há 44 dias,para exigir uma revalorização do seu salário, cujo valor caiu a pique num ano, desafiando uma ordem judicial da semana passada,para que regressassem ao trabalho.

“Os nossos salários deterioraram-se, passando de uma média de 500 dólares norte-americanos,em 2018,para apenas 40 dólares”, um valor que “diminui todos os dias”, disse Cecilia Alexander, presidente da confederação sindical,que representa a maioria dos trabalhadores do sector público, à excepção dos militares e polícias.

O sindicato notificou o Governo,de que os funcionários estão impossibilitados de ir trabalhar, precisou a responsável.

“Pedimos ao Governo,que se abstenha de intimidar qualquer trabalhador,que não compareça ao trabalho,até que seja encontrada uma solução para remediar essa incapacidade”, acrescentou.

A confederação instou os trabalhadores a parar de pedir dinheiro emprestado ou a ir a pé para o trabalho se não puderem pagar a deslocação.

"Vocês não precisam de se substituírem ao empregador", afirmou a organização sindical.

Esta posição dos funcionários faz aumentar a pressão sobre o Presidente zimbabueano, Emmerson Mnangagwa, após a recusa dos médicos de colocarem um fim ao seu protesto, desafiando a decisão judicial.

O Zimbabué está mergulhado,há mais de 20 anos,numa forte crise económica.

Este país da África Austral tem estado confrontado com a escassez, a queda da moeda local e uma elevada inflação - taxa anual superior a 300% em Agosto, segundo o Banco Mundial, mais do dobro, segundo estimativas de economistas.

Na segunda-feira, o sindicato dos professores nas zonas rurais também apelou aos seus membros,para não comparecerem ao trabalho, a fim de reivindicar uma revalorização dos seus ordenados.

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