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Director: Júlio Manjate

Os sul-africanos podem voltar a fazer compras e participar em cultos religiosos a partir de segunda-feira, de acordo com medidas anunciadas pelo Governo como parte do abrandamento das restrições impostas para prevenir a Covid-19 no país africano mais afectado pela pandemia.

No âmbito do abrandamento faseado das restrições, a venda de bebidas alcoólicas, que estava proibida desde 27 de Março, será permitida quatro dias por semana.

Por outro lado, as igrejas podem reabrir, mas devem limitar a frequência a 50 pessoas. Fiéis e funcionários devem usar máscaras e manter o distanciamento social, sendo obrigatória a higienização das mãos e o rastreio antes de entrar na igreja.

A ministra da Governação Cooperativa e dos Assuntos Tradicionais sul-africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, afirmou também que a venda de cigarros continua proibida, mas que será levantado o recolher obrigatório nacional nocturno.

Além disso, será permitido o exercício ao ar livre em qualquer altura do dia.

A África do Sul é o país do Continente Africano a registar mais casos da Covid-19 (25.937) e o terceiro com mais mortos (552), com a Cidade do Cabo a contabilizar uma em cada 10 pessoas infectadas de África.

 

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O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, realçou a sua solidariedade ao continente africano diante das “circunstâncias extremamente difíceis” das celebrações em tempo da pandemia do novo coronavírus.

Para ele, a situação “ameaça atrapalhar o progresso dos países africanos” para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e as metas definidas na Agenda 2063 da União Africana.

Guterres destaca medidas adoptadas pela organização regional contra a pandemia, incluindo a força - tarefa para conceber um plano continental, a nomeação de enviados especiais para mobilizar apoio internacional, a acção do Conselho de Paz e Segurança da UA contra o impacto negativo do coronavírus em acordos e esforços de reconciliação.

O chefe da ONU citou os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África que criaram um fundo de resposta, ao mesmo tempo que países adoptavam medidas robustas para conter a propagação do vírus e mitigar os impactos socioeconómicos.

A UA apoiou o apelo do secretário-geral em prol de um cessar-fogo global para combater a Covid-19. Para Guterres, a medida reflecte o tema da UA em 2020 que prevê silenciar as armas e criar condições favoráveis ao desenvolvimento da África.

A mensagem cita a reposta de grupos armados em países como Camarões, Sudão e Sudão do Sul e pede que movimentos armados e governos façam o mesmo. Ainda em tempos de pandemia, o chefe da ONU elogiou as autoridades por apoiarem o apelo à paz nos lares e ao fim da violência, inclusive contra mulheres e meninas.

Em momentos de pandemia, o secretário-geral disse que governos africanos, assim como os  de todo o mundo, podem  moldar novas políticas. As áreas incluem o reforço de sistemas de saúde, melhora da protecção social e busca de soluções climáticas favoráveis.

Para Guterres, orientar medidas para trabalhadores informais, a maioria mulheres, será um passo importante para a recuperação porque alavancará a participação e a liderança plena desse grupo. A mensagem destaca também que a inclusão e liderança dos jovens também serão cruciais em cada etapa desse percurso.

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) associou-se ontem com a União Africana da Radiodifusão e a organização Most Beautiful African Dream Academy For Youth (MOBADAY) para celebrar, segunda-feira, o Dia de África, colocado este ano sob o slogan “Juntos Unidos, Juntos Somos WAN”.

O evento, que vai se articular em redor de vários debates sobre temas como a inclusão financeira em período de abrandamento económico ou da aceleração da transformação digital de África, salientará o WAN SHOW. Wan (rede afro mundial) é uma iniciativa que visa mobilizar a sociedade civil africana e a sua diáspora para lutar contra as consequências sanitárias e sociais da pandemia do coronavírus.

"A cultura é essencial no futuro de África. Os artistas, os criadores são portadores duma visão de futuro neste jovem continente;  desempenham um papel central para a retoma da economia informal e a resiliência das comunidades. A UNESCO mobiliza-se ao seu lado durante a pandemia e além”, declarou a directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, num comunicado transmitido à PANA, em Paris.

A jornada vai terminar com um "concerto 2.0", das 19:00 às 21:00 horas TMG, divulgado gratuitamente a uma hora de grande audiência nas cadeias nacionais africanas e nalgumas cadeias privadas com a participação de Jimmy Cliff, Oumou Sangaré, Youssou N'dour, Angélique Kidjo, Chris Martin Coldplay, Femi Kuti, Djimon Hounsou, Baaba Maal, Tiken Jah Fakoly, Khadja Nin, Lénine, Calypso Rose, Aït Menguelet, Hiro, Kassav, Salif Keita, Aston Barret Wailers, Cheick Tidiane Seck.

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O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, defendeu hoje a “imperiosa necessidade” de África quebrar a dependência do exterior, adiantando que a pandemia de covid-19 veio recordar de “forma ensurdecedora” essa urgência.

“A grande questão que esta pandemia da covid-19 nos recorda, com uma voz ensurdecedora, é a necessidade imperiosa de quebrar esta dependência do mundo exterior através do duplo imperativo de vivermos dos nossos recursos e de nos orientarmos rumo à industrialização”, disse Moussa Faki Mahamat.

Para o presidente da Comissão da União Africana, num mundo em que o multilateralismo está a ser “gravemente posto à prova”, África “deve deixar de esperar pela salvação vinda de outros".

“África não pode continuar a dar-se por satisfeita com este papel de reserva eterna para uns, de lixeira para outros”, acrescentou.

Numa mensagem, a propósito do Dia de África, que hoje se assinala, Moussa Faki Mahamat elogiou a resposta africana à pandemia de covid-19, onde o número de mortos atingiu hoje os 3.348 em mais de 111 mil casos de infeção em 54 países.

“África, para grande surpresa daqueles que sempre a consideraram pouco, mobilizou-se nas primeiras horas da pandemia. Foi desenvolvida e imediatamente implementada uma estratégia de resposta continental”, apontou.

Defendeu, no entanto, que esta mobilização não pode limitar-se à conjuntura actual, antes deve servir para preparar o continente para o pós-pandemia.

“África é instada a traçar o seu próprio rumo. A sua dependência e insegurança alimentar são inaceitáveis e intoleráveis, tal como o estado das suas infraestruturas rodoviárias, portuárias, de saúde e de ensino”, disse.

Para o presidente da comissão da UA, África têm “os recursos necessários para dar uma resposta suficiente às necessidades das suas populações”.

Por isso, sublinhou, a opção tem de ser “por uma abordagem inovadora, mais introvertida do que extrovertida”.

“Vivamos do que temos, pelo que temos, vivamos para as dimensões do que temos”, acrescentou.

Para Moussa Faki Mahamat, este “movimento de introversão e confiança” das forças africanas será central para o “renascimento” do continente.

“A única forma de conter a covid-19 e as suas consequências desastrosas, de garantir a nossa suficiência alimentar, de criar milhões de empregos, de salvar as centenas de milhões dos nossos cidadãos hoje gravemente expostos a pandemias e perigos de todos os tipos, é a de uma verdadeira onda de solidariedade para uma resiliência africana verdadeira, forte e duradoura”, reforçou.

África assinala hoje os 57 anos da criação da Organização da Unidade Africana (OUA).

Em Maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de Estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na luta pela independência total do continente.

Da reunião saiu a carta que criaria a primeira instituição continental pós-independência de África, a Organização de Unidade Africana (OUA), antecessora da actual União Africana.

A OUA, que preconizava uma África unida, livre e responsável pelo seu próprio destino, foi estabelecida a 25 de Maio de 1963, que seria também declarado o Dia de África.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, que reafirmou os objectivos de “uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial”.

(Lusa)

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, alertou ontem que as posições de “certas forças políticas norte-americanas”, sobre a origem do novo coronavírus, está a colocar os dois países “à beira de uma nova Guerra Fria”.

“Certas forças políticas norte-americanas estão a tornar reféns as relações entre a China e os Estados Unidos e conduzir os nossos dois países à beira de uma nova Guerra Fria”, disse Wang Yi, citado pela agência France Presse (AFP).

o chefe da diplomacia chinesa, que falava  a jornalistas à margem da sessão plenária da Assembleia Popular Nacional iniciada na sexta-feira, reagia às declarações proferidas, nas últimas semanas, por Donald Trump.

Nas últimas semanas, o Presidente dos Estados Unidos tem acusado as autoridades chinesas de atrasarem a comunicação de dados cruciais sobre a gravidade do novo coronavírus, que poderiam ter travado a propagação da doença.

“Além da devastação causada pelo novo coronavírus, um vírus político está a espalhar-se pelos Estados Unidos. Esse vírus político aproveita todas as oportunidades para atacar e difamar a China”, disse Wang.

A tensão entre Pequim e Washington tem aumentado nos últimos dois anos, com a guerra comercial iniciada pelo Governo Trump com as sobretaxas alfandegárias.

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