Director: Lázaro Manhiça

DE VEZ EM QUANDO: Raul voltou de Palma apenas com uma concha ! (Alfredo Macaringue)

 

A CASA dele fica no fim da rua principal do Choupal, o bairro residencial, em direcção ao pôrdo sol. É lá onde deixou os irmãos rumando para a terra prometida, na esperança de dar algumsentido àvida. Queria trabalhar e ajudar os seus a pagarem os estudos, e para estudaremprecisam de se alimentar, e em Maputo as coisas estão difíceis, como em todo o lado. Então erapreciso procurar a sorte noutro lugar e esse outro lugar era Palma, em Cabo Delgado.

A princípio tudo corria a contento. Ao final do mês mandava sempre qualquer coisa para casa enão ficava dois dias sem falar ao telefone com os seus consanguíneos. A vida dos irmãos eraimportantepara ele, por isso em todas as contas que fazia, incluía-os na equação. Já planeavamelhorar ahabitação deixada pelos pais, falecidos quando ainda eram menores. E tudo o que elequeria era que aqueles que saíram do mesmo ventre de onde ele também saiu, fossem felizes.Então não havia outro caminho que não fosse trabalhar arduamente, nem que fosse num lugarlongínquo.

Mas o que Raul não sabia é que todo o sonho que ele ia construindo podia ser destruído poroutras pessoas que não olham a meios para atingir os seus objectivos. Pessoas sem remorsos queusam a faca para decapitar seres humanos e armas de guerra para matar os seus semelhantes.

Essa é a realidade que o jovem do Choupal nem sequer queria imaginar, mesmo sabendo quetoda essa atrocidade era possível. E aconteceu o inesperado, num momento em que todos diziamque Palma é um lugar seguro.

Raul foi surpreendido pelo troar das armas em pleno trabalho, de tal forma que nem teve tempode pensar. Dali mesmo empreendeu a fuga, cheio de medo, como todos os outros que fugiam emdirecção àpraia. Não teve ao menos tempo de ir buscar alguma peça de roupa, nem o cartão dobanco, apesar de saber que não tinha quase nada na conta, uma vez que investe quase tudo, todosos meses, na casa onde estão os irmãos. Mas isso pode-serecuperar um dia, o importante agora ésalvar a vida.

Não sabia exactamente para onde ia e isso nem era importante. O importante é que estava emgrupo, e estando em grupo fica uma sensação de segurança. Andaram na orla marítima durantedois dias, sem comer nada, em direcção ao sul e foi nesse trajecto que Raul apanhou uma conchabrilhante quenunca mais a largou até chegar a Maputo, onde neste momento se encontra semsaber o que fazer. Sem saber o que dar aos irmãos.

Mas há uma crença em Raul. A concha que ele apanhou na orla daquele imenso mar em plenafuga, é um sinal muito importante. Significa, segundo o seu pensamento, que ainda voltará àPalma. A concha, pequena no tamanho, agora passará a ser enfiada num fio e pendurada aopescoço. Funcionará como fortaleza para todos os perigos que vierem. E enquanto o dia deregresso não chega, Raul vai sonhando e vai fazendo qualquer coisa para pelo menos não morrera fome.

A Luta Continua !

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TIMBILANDO: Vencendo o AVC - Alfredo Dacala

O ANO de 2019 não terminou para mim da melhor maneira. Parecia o prenúncio de algo grave que estava a caminho da minha vida, o AVC, que depois me acometeu, e para o mundo, a pandemia, ou o pandemónio ou o pam-pam, daCovid 19, segundo o artista Roberto Chitsondzo.

No mês de Setembro desse ano, salvo erro, como a Redacção fazia sempre, tinha convidado o Dr. Damasceno, conhecido cardiologista do HCM, para nos falar dos cuidados a ter com o nosso coração e fugindo do que geralmente acontece com as pessoas, que é o sedentarismo. Este mundo, dizia o médico, está cheio de gente que está quase sempre sentada. Não faz exercícios físicos, não se mexe. A palestra correu lindamente e foi bastante concorrida.

Foram levantadas várias questões, às quais o Dr. Damasceno foi dando respostas. Recomendava o médico que os que não faziam exercícios físicos tinham que pensar no assunto. Tinham que pensar, seriamente, no problema do consumo de comida com muito sal e outras recomendações deixadas pelo médico à plateia constituída, geralmente, por jornalistas do “Noticias” e outros seus convidados.

Pensando em mim recordava que, geralmente, fazia exercícios físicos, pelo menos três vezes por semana, sobretudo, nos tempos em que estava a frequentar o meu mestrado em Ciências de Educação, vertente do Desenvolvimento Curricular e Instrucional,  na UEM, em 2005/2007 que corria nas manhãs às 2 as, 4 as e 6as feiras  das 4.30 às 6-30 horas, partindo do prédio Invicta,  zona do Hospital Central, onde vivia, até à zona da Praia da Costa do Sol.

Esse hábito bom foi-se perdendo quando regressei ao meu antigo emprego de jornalista, no “Noticias” e à minha casa, no bairro Zona Verde, no ano de 2008. Com as funções que tinha, só passei a fazer exercícios físicos quando calhava e sempre dizia aos que me rodeavam, “que agora ando sem tempo”.

Uma das coisas que o Dr, Damasceno alertou às pessoas de famílias com histórico de AVC, (Acidente Vascular Cerebral) é que elas também corriam o risco de apanhar a doença. Além de eu não conhecer o meu estado de ser um hipertenso, tinha desleixado o facto de que a minha mãe tinha morrido de AVC no próprio dia dos seus anos, a 3 de Julho, em 1997, quando completava exactamente 60 anos de idade.

O facto de não mais fazer exercícios físicos, ser hipertenso e não fazer qualquer controle de coração na Cardiologia, veio a ser fatal nos finais de 2019. Apanhei um AVC nos princípios de Dezembro de 2019. Era um domingo, recordo-me, e eu trabalhava nesse domingo. Fui habitualmente ao jornal naquele domingo. Era um dia quente, como são quentes os dias em Dezembro.

Recordo-me que antes do AVC, ai em Novembro de 2019, em pleno dia de trabalho, eu tinha vivido uma situação de ver a minha perna esquerda inchar-se de repente. Sai do serviço e me dirigi a custo à clínica Cruz Azul, uma vez que tinha estacionado ali perto o meu carro. Fui pedir ali às enfermeiras para que medissem a minha pressão arterial. Elas ficaram assustadas com o nível da pressão arterial e aconselharam a procurar um médico.

Consegui arrastar-me para chegar à casa. Dia seguinte, marquei uma consulta de Cardiologia no HCM. Duas semanas depois de me tratar, parecia estar já  a  estabilizar-me. Já fazia controle da pressão arterial e ao princípio da noite, quando saia do serviço tinha decidido fazer caminhadas de 30 a 45 minutos.

Afinal já era tarde demais. No referido domingo dos princípios de Dezembro de 2019, acabei o meu dia de trabalho e fui-me despedir do director Júlio Manjate que estava a fechar o jornal. Sentia o meu corpo pesado, facto que o atribuía ao intenso calor. Meti-me no carro e fui dirigindo para casa. Eram por ai, 16,30 horas. Chegado à paragem de autocarro na zona do Benfica, actual George Dimitrov, estacionei a viatura, pois, queria comprar algo numa loja que estava aberta.

Dirigi-me à loja, mas sentia as minhas pernas a tropeçar e eu tinha movimentos que pareciam duma pessoa embriagada. Comprei as coisas que queria e voltei aos tropeços, caminhando para o veículo. Felizmente consegui conduzir até chegar à casa.

Disse à minha esposa que me sentia algo cansado e desejava ir descansar. Fui dormir. E quando acordei na manhã seguinte sentia que o lado direito do corpo, a mão e o pé já não mexiam como dantes e tinha umas dores atrozes desse lado. Tinha apanhado durante a noite um AVC.

Logo ao acordar, liguei ao director a informar do meu estado e dirigi-me ao HCM onde fiquei de baixa cerca de cinco dias.   

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NUM’VAL PENA: Socialmente excluídos e feridos na dignidade! - Leonel Abranches

 

A GRATIFICANTE tarefa de lidar com estudantes não é mais do que isso: gratificante. Você ensina, mas também aprende. E muito. A capacidade criativa e de crescente procura do saber por parte dos estudantes faz com que te dediques mais à investigação de modo a não deixar cair por terra a expectativa do aluno, sobretudo a não decepcioná-lo, ele que tem o professor como ídolo e primária fonte do saber.

Todo este arrazoado vem a propósito de ter constatado que, muitas vezes, os alunos e todos nós, quase sempre, usamos termos que ou não os sabemos aplicar como deve ser, ou nem sequer sabemos o seu significado, ou, se o sabemos, não passará de um conhecimento efémero, não tendo, seguramente, o seu fundamento. Há dias constatei isso e, para tirar a “prova dos nove”, fiz uma experiência: pus os estudantes a produzirem frases que indicassem claramente a diferença entre os seguintes termos, de entre outros: “sub, sob, sobre, sobretudo, sobre tudo. Perfeito/prefeito. Lazer/laser”. Termos a que recorrem todos os dias. Quase sempre. O resultado foi o que temia: 98% dos estudantes não sabia como aplicá-los correctamente. De repente percebi que esse não era um problema específico dos aprendentes. Todos nós temos as mesmas dificuldades. A outros níveis é verdade, mas as temos. Por exemplo, do ponto de vista de conceito, o que é pobreza? É não ter dinheiro? Comida? Aquele que não estudou é pobre? O camponês é pobre? Aquele que tem muito dinheiro mas é estúpido é rico? Há muitas variantes em causa.

Pois bem, quando ia começar a escrever sobre o que me traz hoje, percebi que afinal nem sabia o que era pobreza, tinha uma ideia, mas não concisa e precisa. Precisava ter em conta muitas variantes que nem sequer as dominava. Tive que recorrer a outras fontes do saber para perceber que pobreza basicamente pode-se considerar como sendo uma condição na qual falta acesso a serviços de saúde, educação, segurança e de mínimos recursos financeiros por parte de indivíduos de determinados grupos sociais, o que prejudica ou impossibilita a subsistência dos mesmos. Pois, é especificamente sobre esse grupo social que quero hoje falar. Dos pobres que vagueiam a cidade esmolandoe hipotecando a suadignidade.

Gente que às sextas-feiras calcorreia a cidade toda à busca de esmolas e de pedaços de comida. Rigorosamente todas as sextas-feiras uma horda de gente, crianças de tenra idade, adultos e velhos. Principalmente senhoras que se arrastam pelas ruas rivalizando as artérias com automobilistas sem tempo nem pachorra, correndo por isso todo o tipo de riscos. Até de serem mortalmente atropelados e acabarem numa vala comum. Quase todos se acotovelam à porta de lojas de cidadãos de origem árabe. Afinal, estes às sextas-feiras  não fazem mais do que cumprir com um ritual ligado à sua religião: é dia de “Suallat” (reza semanal e obrigatória), em que se pratica o “Jumma” (ajudar irmãos carentes e  pobres). E parece-me que o fazem de coração aberto e sincero, mas meus senhores, o cenário é humilhante.

Os nossos pais e avós mendigando pedaços de pão e alguns trocados e alguns vindos de zonas longínquas. É dramático e frustrante. Pior ainda quando percebemos que desse grupo de gente nem todos são pobres na verdadeira acepção da palavra. Aproveitam-se da boa fé dos lojistas para ganharem mais alguns tostões e, como ainda têm algum poderio atlético, adiantam-se aos infelizes e de facto pobres. Quando aqueles chegam arfando por todos os poros  já não há mais nada para ninguém. Desfeitos e cansados arrastam-se para outras paragens e ao fim do dia retomam à sua proveniência, lá onde “Judas perdeu as botas”! O saldo, muitas vezes, é mais triste ainda: pés gretados, feridos, cansados de morte e, sobretudo, feridos na sua dignidade e vexados.  É um cenário desolador. É verdade que a pobreza não é uma desgraça, mas, convenhamos, é muitíssimo inconveniente.

Não haja dúvidas que está a falhar alguma coisa do ponto de vista de políticas de incentivo e de combate a cenários de exclusão social no país. Haverá, necessariamente, que estabelecer prioridades entre as necessidades de austeridade económica e a urgência de políticas sociais. Entendo que deve haver também reflexões que levem a grandes mudanças de perspectiva. O que assistimos às sextas-feiras não pode ser normal. Recuso-me a aceitar isso. Aliás, nem sequer tenho dúvidas que aquilo roça a um gravíssimo caso de atropelo aos direitos humanos.

E se todos concordam comigo, onde fica então a nossa consciência moral?

Aliás, o Papa João Paulo II já vaticinava um cenário de pobreza  e a consequente exclusão social quando disse com inteligência santificada e beatificada: “Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias  mudanças sociais.”

Palavra de Santo.

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LIMPOPO: Maivene do romântico Chitlhango(Conclusão) - César Langa(Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

AO contrário do que, eventualmente, poderia ter deixado transparecer, Maivene não é apenas pertença da dinastia Chitlhango. Há muitas outras famílias nativas cujos membros, à semelhança de Sérgio Chitlhango, podiam muito bem tornar esta localidade pertencente ao posto administrativo de Malehice mais próxima, tanto da vista, quanto de corações. Digo isto porque há outras aldeias circunvizinhas de Maivene que mantêm alguma chama, devido ao contacto frequente com os seus “filhos”, ainda que residam noutras paragens, por força dos compromissos profissionais, ou outras razões ligadas à sobrevivência.

Para o caso de Maivene, quero acreditar que Salomão Muiambo, chefe da Redacção deste prestigiado diário, podia dar o seu contributo, tal como “morre de amores” por Infulene, ou mesmo por outras latitudes, como um dia me revelou ser fã de Moscovo, mas neste caso, como destino turístico. Peço-lhe, desde já, as minhas sinceras desculpas, por invasão à sua privacidade, mas o facto é que, acho que podia falar um pouco mais de Maivene do que o faz, por exemplo, em relação a Malehice. Uma vez mais, chefe Muia, peço perdão por invadir a “sua parte”.

Registei, com muita alegria, como é que a aldeia 4º Congresso (Mabunganine), vizinha de Maivene, ficou electrificada. Tudo começou por iniciativa de alguns naturais (românticos) desta aldeia, residentes noutras cidades moçambicanas, com particular realce para a cidade de Maputo, que, contrariados com o convívio com a escuridão, decidiram derivar uma linha, a partir da estrada que vai até à vila de Mandlakazi, para o interior da aldeia e montaram um posto de transformação, que leva energia eléctrica da rede nacional para vários consumidores.

Através da mesma iniciativa, o bairro Getsêmane (os locais pronunciam Guetsemani), que é também conhecido por 6º bairro de Mabunganine, igualmente ganhou energia eléctrica da rede nacional, o que facilita o provimento de outros serviços, como o fornecimento do precioso líquido, com a construção de sistemas de abastecimento de água. O mesmo acontece com Mabandlane, o 5º bairro de Mabunganine, que, pela sua localização (perto da estrada de Mandlakazi), também já beneficia de água e energia eléctrica da rede nacional, graças, em grande medida, ao romantismo de alguns dos seus nativos, como Sérgio Chitlhango, em Maivene.

Ficaria feliz se um dia, Moisés Mabunda e outros nativos de Chipadja, localidade também vizinha de Maivene, brindassem a sua zona de origem com convívio e implantação de algumas infra-estruturas vitais, como o fez Renato Matusse, em Muzingane, no distrito de Limpopo. Alguém me perguntaria, por exemplo, o que temos feito do “nosso” Chilumbele, no distrito de Chongoene, no posto administrativo de Madzucane e responderia que o falecido Eugénio Chambule e o músico Mr. Bow já deram o pontapé de saída. Jeremias Langa patrocinou o plantio de árvores em algumas escolas primárias locais. Actualmente, já é possível produzir hortícolas nesta zona antes considerada de terra árida. A população local já bebe água potável, graças a esta parceria público-privado, com alguma filantropia de permeio.

Afinal, pelas nossas origens, vale a pena sermos românticos e jogarmos limpo(po).

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Sigarowane: Cabritos - Djenguenyenye Ndlovu

 

FAZ tempo, já não são vistos cabritos idos de Macopene para apascentarem na rotunda, igualmente nosso supermercado, embora por enquanto se fique apenas pelos vegetais e legumes, comércio de recargas e outros serviços ligados àc omunicação, incluindo de transações financeiras. Tão de repente deixaram de ser vistos cabritos a trote subindo ou descendo na estrada que vai dar à prainha, onde até já se realizam eventos, não se sabendo, no entanto, se a estrutura local tem ganhos com a ocupação do espaço, tão somente para garantir a limpeza do local.

Os cabritos desapareceram da circulação, se o passaram a fazer pelos canos, daqui ou de acolá, também não é sabido, senão a determinado nível.

Vítimas covidais! os serviços veterinários nunca falaram em tal. De modo que fora de equação, pelo menos até lá.

A descer, da rotunda em direcção ao real Macopene, há coisas interessantes como, por exemplo, formas para arrumar um marido. Portanto,i nteressadas podem experimentar também esta via. Aliás, têm a vantagem de ali mesmo poder escolher o “look” do tal marido. Mesmo ao lado, uma barbearia e então o corte de barba à sua escolha menina. São serviços de recente instalação e de custos bastante suaves, mas que nada ficam a dever  aos dos grandes salões em lugares chiques.

Há gente de outra fina que a eles recorre, diz-se no bairro, onde há muitos que estão na estrada desde o nascer ao por do sol. São rapazes porreiros à espera de um bico qualquer. Tem se lá de pedreiros passando por canalizadores a electricistas e carpinteiros. São serviços de qualidade, pois não se ouvem reclamações dos que os solicitam e não são poucas as solicitações.

Então é um mercado, este, em Macopene.

Não precisam ir buscar lá longe. Aí perto pode se encontrar todo tipo de especialidade, embora lhes falte o registo/cadastro da edilidade.

Depois é o encanto daquelas amorosas crianças que logo pela manhã brincam na vala feita muro. As mais crescidinhas com outras às costas, no colo, naquele abraço de fazer deitar lágrimas de alegria, de sorrir, de libertar a alma. Enfim, os amores da estrada que vai dar à prainha.

Há por aqui, nesta estrada, outros encantos; o ar jovial dos últimos da Escola de Pesca. Houve um despertar. Das oficinas já se ouve o roncar das máquinas de serralharia e da carpintaria, julga-se. Da estrada já se vê o parque oficinal, aliás, há dias foi recolocada a placa de sinalização das oficinas há muito desaparecida. Algumas coisas ainda por fazer, por reparar e a limpeza dos solos que nalguns pontos já está muito acima do tornozelo, mas… bom, tinha que se começar de algum lado.

E está bom e a ficar bonito.

E depois, subindo pela estrada que vai dar à Segurança Social, é aquela música… música não é bem assim, mas aquelas mamanas cantando as suas couves, alfaces, cacanas nas suas descidas a Macopene com fardos na cabeça. E isto é o dia-a-dia daquelas filhas de mulheres e homens para a felicidade de outras filhas de mulheres e homens no seu dia-a-dia também. Ou então uma menina, de seus cinco anitos, crê-se, com um enorme plástico cheio de pães e umas bonecas com que se vai divertindo enquanto não chega comprador, ali por debaixo de uma sombra ao lado do portão da casa dela. Acontece serem mais do que duas, certamente amigas vizinhas. Depois uns rapazotes em toques de bola na estrada feita campo. Mas também raramente passa carro por ali. E depois será o que contar em adolescentes e mais e mais.

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