Limpopo: Inimigos da paz   (César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

OS princípios do mês de Agosto foram caracterizados por uma enorme alegria na maioria do povo moçambicano, com a assinatura dos acordos de cessação das hostilidades militares e definitivo de paz, entre o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi e o presidente da Renamo, Ossufo Momade.

Não quis arriscar-me dizendo que todo o povo moçambicano ficou feliz, porque o que acontece nos dias que correm leva-me a concluir que, afinal de contas, não são todos os moçambicanos que ficaram felizes por estes dois momentos de entendimento entre o Governo e a Renamo, que vinham gerindo uma espécie de paz episódica.

Contra as expectativas de muitos que ostentam o gentílico deste pedaço do Índico, uma auto-intitulada junta militar da Renamo aparece, por diversas vias, incluindo redes sociais, a manifestar o seu não reconhecimento do acordo rubricado pelo seu presidente, Ossufo Momade, por uma série de alegações, que começam da sua eleição para a liderança deste maior partido da oposição, até ao espírito e letra dos documentos assinados, que deverão culminar com o Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração (DDR) dos homens deste partido armado.

Numa altura em que o país caminha para a consolidação da democracia, alegadamente introduzidapor esta Renamo, agora é a mesma formação política que aparece com um cenário que contraria este discurso, trazendo à tona um suposto fraudulento processo eleitoral, que colocou Ossufo Momade na liderança do partido, no qual contou com a concorrência de Elias Dhlakhama.   

Aparentemente conformado com a nova liderança, a avaliar pelo silêncio do irmão de Afonso Dlhakhama, agora é a vez do general Nhongo a liderar estes focos de agitação, procurando criar frentes para contactos com o Governo, quando estamos à porta do arranque da campanha eleitoral. Será que a maioria do povo moçambicano não merece momentos de paz efectiva, depois de muito sangue derramado, desde a luta de libertação nacional até à guerra dos 16 anos?

Os inimigos da paz usam a guerra para conseguirem algum protagonismo, mas acredito que o poderiam atingir usando outras vias, porque no mundo actual, seguramente que já não há condições para o recurso às armas, em busca que qualquer solução.

 

Tal como disse o secretário-geral da Frelimo, Roque Silva, a Renamo devia procurar soluções internas para seus problemas internos, deixado os moçambicanos saborearem a paz que há muito lhes fazia falta. Até porque neste jogo democrático é preciso paz para se jogar limpo(po).

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