Director: Lázaro Manhiça

VINTE e umacidadãs, algumas com bebés ao colo,que haviam sido raptadas por terroristas que operam na província de Cabo Delgado,regressaram, quarta-feira última, ao convívio familiar depois de terem sido resgatadas pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS).
O comandantegeral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, disse na ocasião que o resgate é resultado de um trabalho desenvolvido pelas FDSe garantiu que,neste momento,as famílias estão livres de regressar àilha de Matemo, no distrito doIbo, de onde foram sequestradas pelos terroristas.
Segundo Bernardino Rafael, o resgate resultou de uma operação inteligente conduzidapelas FDSque, usandomeios aéreos, foram seguindo o percurso dos terroristas e seus reféns até uma distância de cerca de cinco quilómetros do distrito de Macomia, onde se efectuou oataqueque culminou com a libertação dos reféns.
“Agora, terão de regressar àsua comunidade emMatemo que, neste momento, está livre de qualquer ataque terrorista”, disse Bernardino Rafael, assegurando que as Forças de Defesa e Segurança estão no terreno para garantir a ordem e tranquilidade nas comunidades.
O governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, apelou aos residentes para que continuem a depositar total confiança nas FDS, que tudo têm feito para devolver a tranquilidade em toda a província.
As pessoas resgatadas não escondem a sua alegria de regressaramao convívio familiar e afirmaram que,durante mais de quatro meses no cativeiro,viveram momentos de muita insegurança e terror.
As vítimas eram usadas como transportadoras de produtos saqueados,viviam em situação de nómadase serviam de escudo para os terroristas, o que lhes colocava numa situação de medo constante.
A província de Cabo Delgado enfrenta ataques terroristas desde Outubro de 2017, perpetrados por grupos radicais,alguns dos quais entram no território moçambicano a partir da vizinha Tanzânia.
Os ataques terroristas já resultaram no assassinato de mais de dois mil cidadãos e forçaram outros 550 mil a procuraremrefúgio em zonas mais seguras, desencadeando uma verdadeira crise humanitária.
Por isso, o Programa Mundial para a Alimentação das Nações Unidas (PMA) precisa actualmente de 10,5 milhões de dólares por mês para fornecer assistência alimentar a 750milpessoas (500mildeslocados internos e 250mildas comunidades anfitriãs) afectadas pelo conflito.
(AIM).

Comments

A COMISSÃO parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas aprovou, terça-feira última, na especialidade, uma resolução que coloca a crise humanitária e de segurança em Moçambique,entre as prioridades naagenda da presidência portuguesa da União Europeia (UE).

“A Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomenda ao Governo que, no absoluto respeito da soberania do Estado moçambicano,coloque a crise humanitária e o problema doterrorismo vivido em Moçambique nas prioridades da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia”,refere o texto aprovado.

O texto, que éuma junção da parte resolutiva das propostas de resolução do PAN e do CDS-PP, que tinham sido aprovadas na generalidade, foi agora aprovado por unanimidade, disseram, terça-feira, à Lusa os deputados da comissão.

A resolução recomenda ainda ao Governo português que,através dos diversos canais diplomáticos, “interceda junto da comunidade internacional no sentido de serem promovidos todos os esforços necessários para ajudar a travar os crimes contra a humanidade que estão a ocorrer em Moçambique e socorrer as populações afectadas”.

Os deputados consideram também a necessidade de o executivo promover a participação de Portugal nas acções de cariz humanitário que sejam desenvolvidas no sentido do restabelecimento da paz e do apoio às populações, incluindo aos deslocados a Norte de Moçambique, “mobilizando todos os esforços junto da comunidade internacional e da embaixada moçambicana em Portugal para o efeito”.

Em 5 de Janeiro, a Comissão de Negócios Estrangeiros deveria ter discutido e aprovado também, na especialidade, dois projectos de resolução para colocar a crise humanitária e de segurança em Moçambique na agenda internacional durante a presidência portuguesa da União Europeia, que começou em 1 de Janeirocorrente.

O debate que antecedeu a votação dos projectos, agendado pelo CDS-PP, reuniu o consenso sobre a necessidade de uma acção urgente para colocar a questão moçambicana na agenda internacional e da União Europeia, três anos após o início dos ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado, que já causaram pelo menos duas mil mortes e cerca de meio milhão de deslocados.

Desde Outubro de 2017, alguns distritos do Norte e Centro da província Cabo Delegado, são alvos de ataques terroristas, que já resultaram em milhares de mortes e centenas de milhares de deslocados, bem como a destruição de infra-estruturas públicas e privadas.(AIM)

Comments

O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, enviou uma mensagem de condolências ao homólogo do Malawi, pela morte de dois membros do Governo daquele país. 

“Foi com sentimento de profundo choque que tomei conhecimento da partida inesperada de Ministros do seu Governo, nomeadamente Sedik Mia, Vice-Presidente do Malawi Congress Party e Ministro dos Transportes e Obras Públicas, e do senhor Lingson Belekanyama, Ministro dos Governos Locais e Desenvolvimento Rural”, refere a mensagem do Chefe do Estado moçambicano. Acrescenta que o desaparecimento físico “destes irmãos” representa uma perda enorme, não só para o povo malawiano, “mas também para todos nós”.

O estadista moçambicano termina a mensagem, manifestando a confiança de que apesar desta tragédia, os malawianos encontrarão forças para superar todos os obstáculos e transformar a dor e a perda em energias renovadas para responder com mais eficácia os desafios decorrentes da Covid-19.

…e nomeia dirigentes do INGD

O CHEFE do Estado, Filipe Nyusi, no uso das competências que lhe são conferidas pelo número 1 do artigo 8 do Decreto Presidencial número 41/2020 de 28 de Dezembro, nomeou, através do despacho presidencial, Luísa Celma Caetano Meque, para o cargo de Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Num outro dispositivo legal, o Chefe do Estado moçambicano nomeou igualmente através do despacho presidencial, Gabriel Belém Monteiro, para o cargo de vice-presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

 

Comments

MOÇAMBIQUE está em condições de viver uma paz efectiva em todas as regiões, sendo necessária a participação activa de todos os cidadãos, dando o melhor de si para o efeito.

A ideia foi defendida pela deputada da Assembleia da República pela bancada da Renamo, Ivone Soares, numa entrevista concedida à Rádio Moçambique, no âmbito do balanço do ano político 2020, na qual disse acreditar que todos os moçambicanos estão interessados em viver num ambiente de paz, onde possam desenvolver as suas actividades e salvaguardar o bem-estar das futuras gerações.

“Acredito numa paz efectiva e geral para todo o país, do Norte a Sul. Estou satisfeita por saber que há caminhos para uma paz efectiva e há moçambicanos que sempre encontram uma solução para todos os problemas. Vamos trabalhar para a paz”, disse Ivone Soares.

Referiu quena situação do terrorismo em Cabo Delgado, um dos problemas que periga a paz, o país falhou no princípio quando foram registados os primeiros sinais de insurgência, pois se acreditava que a situação era controlável.

Apesar desta falha, a deputada avançou quese não houver condições internas para lidar com o fenómeno, o Governo deve, com muita humildade, pedir apoios concretos à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), bem como aos outros países do continente, para que o problema seja resolvido de forma permanente, sem deixar sequelas.

Para além do continente, Ivone Soares sugere que se peça apoio àsNações Unidas, por forma a ter uma paz efectiva em todo o território moçambicano, pois não interessa resolver somente o problema de Cabo Delgado.

“É preciso analisarmos qual é o problema de fundo para que nós, como país, estejamos ciclicamente em conflitos, se são eleições ou são cenários de insurgência. Temos que pensar no que está a falhar, se é um problema de gestão do país, pobreza ou falta de oportunidade para todos. É perceber qual é o problema de fundo”, disse Ivone Soares, acrescentando quese for identificado o problemaserá possível avançar seriamente para resolvê-lo.

Falou das assimetrias entre as regiões Sul, Centro e Norte, onde as oportunidades são visíveis, mas a tendência das desigualdades entre os que têm e os que não têm tendem atornar-se graves. Questiona se tal situação estará ou não associada às duas guerras que o país está a enfrentar, salientando que é preciso garantir o equilíbrio.

Acrescentou que existem muitos jovens que constituem a mão-de-obra activa e poderosa, mas não têm nenhum horizonte sobre o que vão comer no dia seguinte.

Essa situação, segundo disse, cria espaço para que as pessoas embrenhem em esquemas que nem elas entendem o alcance dos problemas que criam quando se faz um conflito, tal como aconteceu com os cerca de 50 jovens que foram mortos por terem-se recusado a juntar-se aos insurgentes.

“Apelo para que todo o cenário de confrontação cesse e se procure no diálogo a melhor forma para colocar na mesa o que lhes preocupa ou o que gostariam de atingir com tudo isso”, apontou Ivone Soares.

Vemos Filipe Nyusi empenhado no diálogo

IVONE Soares disse que tem visto o Presidente da República, Filipe Nyusi, empenhado no diálogo com a Renamo, em particular, mas também de ponto a ponto nas províncias a fazer o seu trabalho na governação.

Outras acções de destaque são as iniciativas como “um hospital um distrito”, “um banco um distrito” e o projecto SUSTENTA. No entanto, Ivone Soares apela ao Chefe do Estado para instruir todos os dirigentes da Frelimo a não excluirem as pessoas da oposição no momento em que devem beneficiar de causas sociais.

“Eu estive recentemente em Mocubela, onde foi-me dito que um membro do partido que teria concorrido para ter apoio a nível do projeto SUSTENTA foi aprovado, mas quando se soube que era da Renamo, o administrador mandou remover o seu nome da lista. Essas coisas minam o ambiente político e a reconciliação que se pretende. Portanto, eu ia apelar ao Presidente da República para que oriente, instrua, ordene ao seu mais alto nível para que nunca mais aconteçam em Moçambique cenários idênticos”, disse Ivone Soares.

Acrescentou que a Renamo colabora para a pacificação do país, dando a tranquilidade necessária para que Filipe Nyusi se preocupe com a governação. Destacou que a Renamo tem aprovado vários instrumentos na Assembleia da República, menos o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado, por motivos já avançados em sede do Parlamento.

“O facto de estarmos na Assembleia da República a funcionar é uma forma efectiva de criar condições de governação para Moçambique, porque sem o Parlamento o Governo não teria instrumentos aprovados”, disse.

Modelo da CNE pode ser melhorado

O MODELO de composição da Comissão Nacional de Eleições (CNE) pode ser melhorado, segundo afirmou Ivone Soares, para quem há espaço para se estudarem os melhores cenário de mudança, pois é altura de evoluir.

Para ela, é necessário que se faça um modelo com o qual quem ganha se sinta realmente vitorioso e com todo o apoio institucional das organizações que validam o processo, mas também quem perde possa ter a tranquilidade de que não houve nenhum tipo de manipulação e, realmente, aceitar os resultados tal como forem publicados.

“Não é uma conversa fácil para todas as forças políticas, principalmente porque todos estão no terreno pretendendo ser o Governo. Não é fácil convencer que a minha ideia de composição da CNE é melhor que a do outro, portanto é preciso estudar melhores soluções para evitarmos que Moçambique entre em conflitos pós-eleitorais”, disse Ivone Soares.

A deputada entende ainda que a composição da CNE foi um dos momentos marcantes do primeiro encontro da Assembleia da República na IX legislatura.

Deplorou o protesto feito pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), ao não participar na apresentação do informe anual do Chefe do Estado sobre o estado da nação e no encerramento da sessão, por não ter conseguido fazer passar nenhum elemento da sociedade civil.

É preciso repensar no modelo de descentralização

NO entender de Ivone Soares, há necessidade de se repensar no modelo de descentralização aprovado recentemente na Assembleia da República.

Lembrou que a Renamo foi contra este modelo, porque deixa os governadores completamente “vazios” em termos de competências e atribuições. Por outro lado, segundo ela, a figura de Secretária de Estado vem colocar um peso muito grande no Orçamento do Estado.

Assim, a deputada sugere que se comece a pensar num Estado mais leve, que permita melhores condições aos cidadãos. Neste momento, segundo Ivone Soares, a situação é muito apertada, os salários são muito magros e criam-se novas estruturas que poderiam ter sido dispensadas.

“Devemos pensar num modelo de governação que esteja orientado para o país e para o povo e não para perpetuarmos seja qual for o tipo de interesse. É claro que o Estado tem que ter representação ao nível da Presidência da República, do Governo Central, representações das províncias para uma maior interacção e para segmento dos programas, mas isso não pode significar encarecer o Estado”, disse.

Acrescentou que o país tem que ser viável, governável e, para isso, é necessário que haja projectos respeitados por toda a gente e cumpridos por qualquer um que vier a governar, na medida em que são políticas de interesse do povo.

Sublinhou que devem ser políticas nacionais que, na sua implementação, podem sofrer alguma inovação, mas que o fundo da acção governativa não seja tocado para o bem do povo.

“Eu olho, por exemplo, para um sector como a agricultura, onde podemos ter, de ciclo em ciclo, programas que dão uma reviravolta total naquilo que é o interesse do país e, no fim, continuemos na mesma situação de não ter uma agricultura mecanizada e com capacidade de escoar os produtos”, disse, acrescentando que é deplorável que sejam os comerciantes estrangeiros que vêm definir o preço do gergelim, feijão-bóer e outros produtos.

Conforme disse, Moçambicano deve sentir-se dono da casa e quem vem é muito bem-vindo, porque não somos um povo xenófobo, pelo contrário, somos um povo muito acolhedor, mas é preciso compreender que o preço tem que ser definido em função daquilo que são as estratégias que se pretendem atingir.

Comments

OS restos mortais do veterano da luta de libertação nacional Cadmiel Muthemba vão a enterrar hoje na sua terra natal, em Chicumbane, na província de Gaza.

O acto será testemunhado por destacadas figuras do partido Frelimo, no qual militou durante décadas; do Governo, onde exerceu vários cargos; familiares e amigos.

Muthemba faleceu sábado, em Maputo, vítima de doença. Fonte familiar informou ao “Notícias” estarem criadas as condições para a realização das exéquias.

Comments


CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction