Três activistas moçambicanos intervêm hoje no parlamento britânico contra o papel dos bancos britânicos no escândalo da dívida oculta de Moçambique, anunciou ontem o Comité para o Jubileu da Dívida (CJD).

“Os bancos sedeados em Londres têm de ser responsabilizados pelo seu papel neste escândalo; os empréstimos causaram uma crise económica em Moçambique, aumentando os preços dos produtos básicos, e uma descida na despesa pública”, disse Denise Namburete, do Fórum de Monitorização do Orçamento, numa nota do CJD enviada à Lusa.

“Estamos apavorados pelo facto de as autoridades britânicas não terem tomado qualquer acção contra o Credit Suisse ou o banco VTB, e estamos a ir para o Reino Unido para exigir que o façam”, acrescentou a activista.

Denise Namburete e mais dois elementos do Fórum chegaram ontem a Londres, estando prevista uma intervenção no Parlamento britânico, hoje, juntamente com a deputada conservadora Caroline Spelman e o deputado e porta-voz Trabalhista para as Questões da Cooperação Internacional, Dan Carden, o ministro sombra do Desenvolvimento Internacional, além da presidente do CJD, Sarah-Jayne Clifton.

“O povo de Moçambique não teve nada a dizer sobre estes empréstimos e não beneficiou deles; nós não devíamos pagar um cêntimo, são os indivíduos e as empresas dentro e fora de Moçambique que beneficiaram, que deviam ser obrigadas a pagar”, defendeu.

O ex-ministro das Finanças moçambicano, Manuel Chang, três ex-banqueiros do Credit Suisse e um mediador da Privinvest foram detidos em Dezembro, a pedido da justiça norte-americana.

A investigação alega que a operação de financiamento de 2,2 mil milhões de dólares para criar as empresas públicas moçambicanas EMATUM, ProIndicus e MAM durante o mandato do presidente Armando Guebuza, é um vasto caso de corrupção e branqueamento de capitais.

Em Fevereiro, foram detidas várias figuras públicas pela justiça moçambicana - entre as quais pessoas próximas do ex-chefe de Estado moçambicano - que tinha o caso aberto desde 2015, mas sem nenhuma detenção.

O país viu cortada a ajuda externa em 2016, depois de reveladas as dívidas.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país está à beira de crescer, com o início da exploração de gás natural ao largo da costa Norte (bacia do Rovuma), em 2022, e essas receitas têm sido apontadas como uma solução para pagar parte dos credores.

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