Director: Júlio Manjate

António Muchanga e José Manteigas, quadros seniores da Renamo e deputados da Assembleia da República, distanciaram-se ontem das acusações que pesam sobre si de serem os principais financiadores e logísticos dos ataques militares na região Centro do país, protagonizados pela auto-proclamada Junta Militar, liderada por Mariano Nhongo.

Estas declarações foram feitas à saída de audições separadas na Procuradoria-Geral da República (PGR), em Maputo, onde compareceu também a deputada e chefe da bancada da Renamo na Assembleia da República, Ivone Soares, que, no final, não prestou qualquer declaração à imprensa. 

Já Manuel Bissopo, outro quadro sénior do principal partido da oposição que também foi notificado a comparecer na PGR para audição pelas mesmas razões, não se fez presente, alegando falta de meios financeiros para se deslocar a Maputo para responder ao chamamento.

Na sua declaração momentos depois de ser ouvido na PGR, António Muchanga disse não existirem motivos para se juntar ao grupo que ameaça tirar a vida de Ossufo Momade, actual presidente eleito em Janeiro do ano passado em substituição de Afonso Dhlakama, falecido em Maio de 2018.

Muchanga disse a jornalistas que ele é actualmente assessor de Ossufo Momade, nomeado depois do congresso e, nas últimas eleições gerais e das assembleias provinciais, foi candidato a governador da província de Maputo por aceitação do presidente, não havendo razões para conspirar contra a liderança do partido.

Na sua defesa, António Muchanga considera que o facto de ter desempenhado a função de relator no debate sobre a lei de descentralização aumenta a responsabilidade de defender a manutenção da tranquilidade no país.

Porém, Muchanga disse lamentar o facto de no documento emitido pelo Parlamento ser tratado por funcionário quando ele é deputado, criticou a maneira como foi tramitado o expediente, alegando violação do artigo 24 do estatuto da Assembleia da República.

Por seu turno, o advogado de José Manteigas, Alberto Sabe, disse que a Renamo sempre se distanciou e nunca se envolveu em ataques e, sobretudo, o seu constituinte sempre apareceu como porta-voz do partido a se distanciar destes actos.

Explicou que José Manteigas foi solicitado para prestar esclarecimentos como um simples declarante em matérias de justiça que não quis revelar e disse que a PGR fez perguntas equívocas que são segredo da justiça, mas que não têm nada a ver com ataques na região Centro.

Um grupo de seis elementos pertencente à Junta Militar detidos em finais do ano passado, na província da Zambézia, quando procediam ao recrutamento de jovens para engrossar as suas fileiras, acusaram os quatro membros seniores da Renamo de financiarem os ataques e garantem a logística do grupo liderado por Mariano Nhongo.

As audições surgem na sequência da instrução preparatória do processo em investigação para aprofundar o grau de envolvimento e responsabilidade de cada um dos deputados citados pelos elementos da Junta Militar, ora detidos.

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