AS mudanças operadas a nível das infra-estruturas turísticas, segurança e facilidades na obtenção do visto fazem de Moçambique um dos mais atractivos destinos da região, razões bastante para atrair turistas chineses a visitarem o país. Os dados foram partilhados ontem, em Beijing, pelo Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, depois de ter sido recebido em audiência pelo seu homólogo Zhang Xu, no seu gabinete de trabalho. Leia mais

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A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) acaba de adoptar Kiswahili como língua de trabalho nas sessões desta organização regional.
A adopção do Kiswahili, ou simplesmente Swahili, aconteceu durante a 39ª cimeira ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, que terminou domingo, em Dar-es-Salaam, Tanzania, por sinal país falante do Swahili.
“Quero informar que foi formalizada, nesta cimeira, o Swahili como língua de trabalho da nossa organização”, afirmou o Presidente tanzaniano, John Magufuli, que durante a cimeira de dois dias assumiu a presidência rotativa da SADC.
Magufuli fez uma radiografia da contribuição do seu país nas lutas de libertação nalguns dos países da região, incluindo Moçambique, vincando que os combatentes destes países comunicavam-se em Swahili.
“Posso, desde já, afirmar que é uma língua de libertação. Por isso, a proposta da sua adopção como língua de trabalho da SADC foi consensual”, afirmou o chefe do Estado tanzaniano que, no encerramento da cimeira, discursou nesta língua, depois de no primeiro dia ter apenas a usado nas notas introdutórias da sua intervenção.
Sublinhou que Swahili “é uma língua africana e a sua transformação como a quarta língua de trabalho na SADC vai estimular, com certeza, o processo de integração regional”.
Aliás, Swahili é considerada “língua franca” nos países da região dos Grandes Lagos.
Magufuli encorajou outras regiões do continente para que sigam o exemplo da SADC, pois esta língua é falada em grande parte dos países africanos, como Quénia, Burundi, Uganda, entre outros.
“A Tanzania está disposta a prestar o apoio necessário para que esta língua seja ensinada nas escolas da região e divulgada”, garantiu.
Em Moçambique, esta língua é falada em algumas zonas das províncias nortenhas de Cabo Delgado e Niassa, que fazem limite com a Tanzania.

 

 

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Quando a plateia se levantou e, estrondosamente, ovacionou, era sinal de que o espectáculo realizado, sábado pelo grupo de artistas moçambicanos em Beijing, num dos vários palácios governamentais (foi casa de um imperador) tinha sido muito bom. (FRANCISCO MANJATE, EM BEIJING). LEIA MAIS

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UMA verdadeira celebração da cultura é como se pode traduzir a inauguração, ontem em Beijing, da exposição internacional de artes plásticas de Moçambique, China e Coreia do Sul.

Com cerca de trezentas obras, cinquenta das quais moçambicanas, a exposição juntou artistas dos três países no Palácio Cultural das Nacionalidades, convidados a propósito da celebração dos 70 anos da fundação da República Popular da China, cujo ponto mais alto desta efeméride será assinalado em Outubro próximo.

Depois das intervenções de ocasião, realizadas com as habituais praxes chinesas, no átrio do nobre e majestoso “Palácio Cultural”, os convidados foram chamados a contemplar cerca de 200 obras de artistas, expostas em várias dimensões, chineses que se dedicam à pintura caligráfica e aos desenhos tradicionais.

Ao longo dos “labirintos” que compõem a sala de exposições o público ia interagindo com os artistas que trabalham esta escrita milenar, cujo propósito é manter o orgulho da caligrafia chinesa, mas hoje olhando também para os padrões estéticos e de consagração da história e cultura desta nação.

Percorridos os corredores destas pinturas e desenhos tradicionais, os guias levaram os convidados à sala de exposições, que preserva obras da tradição budista.

Este modelo de produção de obras de arte sobre a história do budismo teve o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a par da pintura caligráfica, por se considerar que eles preservam  pensamentos e conhecimentos seculares e únicos da história da humanidade.

A perspectiva de ensino das artes tradicionais é de grande relevo na China. Tanto é que os caligrafistas e budistas continuam a deixar legado aos mais novos, mostrando-lhes as linhas e os traços artísticos usados na produção deste tipo de obras, algumas das quais guardam profundos segredos desta história. E para ver isso é preciso usar lupas, que os artistas fazem questão de tê-las e emprestar os convidados.

Nesta mostra ficou patente que a China quis mostrar aos seus convidados a forma como as artes tradicionais, sobretudo, as que se dedicam a contar, em diversas formas, a história do país, continuam a ser valorizadas e têm enquadramento no mesmo espaço, onde, ficam patentes obras de artistas mais modernistas.

É como disse ao “Notícias” Wang Hongliang, representante dos pintores caligráficos, que levar esta arte às galerias de grande prestígio e valorizar o seu ensino, sobretudo, para os mais novos, integrando-os nas escolas de arte e de história chinesa, é a forma encontrada pelo Governo do seu país para não “matá-la”.

“É o nosso orgulho, é a nossa história, é a nossa sabedoria, que estamos a preservar”, comentou Wang Hongliang, que é igualmente vice-presidente da Comissão de Pintura e Caligrafia do Centro Internacional de Cultura e Comunicações da China (CICCC).

Nesta “caminhada”, os convidados faziam pausas para registos fotográficos, eternizando momentos únicos de uma festa, que todos querem que se repita. Outros se deixavam fotografar com os artistas ou ainda com os demais presentes no local, em “clicks” que faziam despontar sorrisos, principalmente, dos artistas que sempre faziam questão de serem fotografados ao lado das suas obras.

A performance artística de Moçambique

O forte rufar do tambor despertou a atenção de todos que iam em direcção à sala, onde, está patente a exposição de Moçambique, intitulada “Mulheres Guerreiras”, da autoria do artista plástico Silva Dunduro, actual Ministro da Cultura e Turismo, cujo convite para exposição foi, especialmente, a ele dirigido pelo governo da China.

E todos acorreram ao chamamento para serem testemunhas de um momento, que a "plateia" considerou ter sido único e mágico, tal como reconheceu Wu Changde, quando, como disse, sentiu o corpo estremecer e o sangue em turbilhão, pois forte era o bater daquele tambor (tocado por Lindo Cuna), ao mesmo tempo que passos de dança tradicional moçambicana, com significâncias distintas, eram magistralmente, executados por Lulu Sala.

Nas paredes da sala, as cinquenta obras de arte, que celebram a mulher moçambicana, chinesa, e de todo o mundo, exibiam cores quentes e frias, fortes, num perfeito jogo de luz, movimentos e traços característicos da cultura moçambicana.

O domínio expressivo do figurativismo e da abstracção, em tons de tintas e outros materiais adicionais, como tecidos, por exemplo, aplicados nas telas criam obras, cujo resultado traduz a linguagem discursiva do artista plástico Silva Dunduro.

Não obstante estarmos ladeados, na sala de exposição, com a Coreia do Sul, quem entra nesse espaço sente-se, rapidamente, atraído pelo interessante jogo de cores quentes e de luz, puxando-o à fruição das obras moçambicanas, caminhando, fascinado, ao longo do corredor até ir dar ao espaço, onde, começa a exposição coreana.

Mais do que a abertura da exposição, nesta sala, celebrou-se as artes do “Índico”, afinal a mostra foi acompanhada por uma intervenção musical, cuja performance foi criada pelo músico e coreógrafo Casimiro Nhussi.

Os cânticos e passos de dança de Xixel Langa, os sons ritmados de bateria tocada por Dionísio da Silva, com Dodó na guitarra, Amone no baixo, e Rolando na mbira, bem como, a consagração do bailado feito por Alexandra Memi, deixaram bem patentes a imagem artística de Moçambique. Compreende-se, por isso, que todos depois tenham corrido para se juntar aos artistas e, com eles, dançado. Uns há que ainda ensaiaram cânticos, numa clara demonstração de que a cultura está acima de qualquer fronteira. E, por isso, todos os laços de amizade e de cooperação, que se fundem nela, serão sempre perenes.

O entusiasmo dos chineses, ao verem a performance criativa, está no facto de esta ser a primeira exposição de artes plásticas que o Centro Internacional da Cultura e Comunicações da China acolhe, ainda mais juntando música.

Animados, os gestores do centro foram dizendo que têm interesse em ver mais do que Moçambique pode oferecer no campo das artes, principalmente, a nível das performativas.

Os fundamentos da amizade

Estaacção assinala os 70 anos de fundação de um país, que encontra fundamentos do seu desenvolvimento harmonioso na sua milenar existência e na valorização das artes, história e cultura.

Porque a essência das suas acções está assente num bem supremo e comum, que é a sua cultura, Liong Yuxiang, Presidente Executivo do Centro Internacional da Cultura e Comunicações da China (CICCC), disse ser por isso que o povo chinês trabalha de forma unida, para garantir que esta nação continue firme nos seus objectivos de cristalizar, ainda mais, o desenvolvimento sociocultural e económico, rumo a um mundo mais harmonioso e levando consigo os seus amigos, como é o caso de Moçambique.

Aliás, é por isso mesmo que, explicando a forte coesão entre Moçambique e China, o Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, fez questão de vincar que isso resulta do facto de as relações entre as duas nações terem essência na cultura e na amizade, que se fortaleceu, quando o nosso país teve o abraço deste país, para combater o colonialismo português, apoiando a luta armada de libertação nacional.

Os frutos da diplomacia cultural

Visivelmentesatisfeito com toda a acção desencadeada no local, o ministro da Cultura e Turismo expressou a sua visão do evento, afirmando que, mais uma vez, a aposta de Moçambique na diplomacia cultural tem trazido inúmeras vantagens, ao mesmo tempo que serve para reiterar a amizade e cooperação com aqueles países e povos “irmãos”.

“Aqui juntaram-se três países que ficaram a celebrar a sua arte, história e cultura. E ficamos a discutir diversos assuntos dos nossos países, mas conectados pela cultura. E esse olhar é muito importante para o nosso país, porque, enquanto moçambicanos, temos uma gama de manifestações culturais, cujo valor é incalculável. E buscar a experiência da China, no âmbito das indústrias culturais e economia criativa, é muito importante”, explicou o ministro.

Com efeito, a abertura da China, nos últimos 40 anos, permitiu colocar a cultura no primeiro plano, para o seu desenvolvimento. E grande parte daquilo que era estatal passou para empresas criativas, o que está a trazer um desenvolvimento incalculável no campo das artes e cultura, dinamizando os demais sectores. Isso resulta, igualmente, da compreensão de que nenhuma nação se desenvolverá marginalizando a cultura.

É por isso que o ministro reafirma que o ciclo de governação que está prestes a findar, mais uma vez, mostrou que o Governo dá valor imenso à cultura, realizando uma série de acções, dentro e fora do país, ao mesmo tempo que criou condições jurídico-legais que facilitaram a actuação dos próprios artistas.

“É por isso também que nós vimos aqui com o sector privado, que actua nos âmbitos do turismo e da cultura, mas também viemos com artistas, que é para interagirem com os diversos sectores empresariais desses sectores e estabeleçam contactos para promoverem os seus produtos culturais”, anotou.

Silva Dunduro deu ainda a conhecer que o Centro Internacional da Cultura e Comunicações da China, que tem relações com mais de 160 países de todo o mundo, vai abrir uma representação em Moçambique, facto de que resulta de um acordo recentemente estabelecido nesse sentido.

Aliás, a ida da delegação moçambicana à China para a participar nas festividades dos 70 anos de fundação desta República foi feita através daquela instituição.

Sendo o Centro Internacional da Cultura e Comunicações da China uma instituição ligado a vários países, o governante moçambicano acredita que ela pode servir de ponte para artistas moçambicanos se afirmarem, por exemplo, nos mercados culturais de toda a Ásia, o mesmo acontecendo com a China, que a partir de Moçambique pode ter acesso a todo o Continente Africano.

“Em termos de impacto da internacionalização das artes moçambicanas estamos no bom caminho”, disse, dando a conhecer que nos últimos anos Moçambique “espalhou” a sua cultura pelo mundo.

FRANCISCO MANJATE, em Beijing

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O ESCRITOR moçambicano, Aldino Muianga,participa a partir de hoje até 26 do mês em curso, na XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no qual lançará o seu último livro “Asas Quebradas”. A versão brasileira do romance, que em Moçambique foi editado pela Cavalo do Mar, sai sob chancela da Kapulana, que tem estado a possibilitar o conhecimento da literatura moçambicana naquele país da América Latina. Leia mais

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