Director: Júlio Manjate

MORREU na madrugada de hoje em Paris, na França, aos 86 anos de idade, o saxofonista camaronês Manu Dibango, vítima do covid-19.

Emmanuel N’Joké Dibango, seu nome de registo, foi hospitalizado, no dia 18 de Março, na França, depois de ter sido infectado pelo vírus, onde viria a perder a vida durante a madrugada de ontem, disse Thierry Durepaire, representante do artista em declarações a AFP.

Afirmou de acordo com a família do malogrado o funeral será numa cerimónia em privado e a sua homenagem será feita o mais breve possível.

Compositor de “Soul Makossa”, música que se popularizou na década de 1970, incluindo no país, Manu Dibango é o primeiro artista famoso que perde a vida vítima desta pandemia.

O Saxofonista actuou em várias palcos do mundo e em Moçambique, onde esteve por diversas vezes, a última das quais a convite do saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, actuando em concertos, masterclass e workshops na capital do país.

Em 2018 Moreira Chonguiça e Manu Dibango lançaram um álbum conjunto, intitulado  “M & M”, que chegou a ser nomeado para o South African Music Award (SAMA), na categoria de “Best African Artist Album”.

Nascido em Douala, Camarões, Manu Dibango foi membro do grupo de rumba congolês African Jazz e colaborou com muitos outros músicos, entre os quais Fania All Stars, Fela Kuti, Herbie Hancock, Bill Laswell, Bernie Worrell, Ladysmith Black Mambazo, Don Cherry e Sly e Robbie.

Manu Dibango influenciou várias músicas e artistas no mundo, incluindo “I wanna be startin ‘somethin", de Michael Jackson. Posteriormente, Manu Dibango acusou Michael Jackson de plágio no álbum “Thriller”. Os dois artistas chegaram a um acordo financeiro.

Em 2004, Manu Dibango foi nomeado artista pela paz pela  Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO).

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A BDQ - Concertos, organizadora do “Moments of Jazz”, anuncia que foi suspenso para uma data a anunciar o primeiro, de dois concertos, que tinham sido marcados para este semestre.

A suspensão, de acordo com uma nota desta produtora, vem responder a medida das autoridades governamentais de evitar realizar eventos públicos que juntem um número igual ou superior a 300 pessoas.

“Em Moçambique, embora não se tenha detectado nenhum caso positivo, determinou-se, entre outras medidas, que eventos públicos não podem extravasar o universo de 300 pessoas”, reitera a nota.

A esta razão junta-se, segundo a BDQ-Concertos, o facto de o impacto do novo Coronavírus estar a acentuar-se pelo mundo, forçando que vários eventos sejam adiados pois não se permite a aglomeração de pessoas.

“É no quadro dessas medidas preventivas que se informa a todos amantes do ‘Moments of Jazz’, plataforma de música que junta milhares de espectadores, que os seus concertos ficam adiados até que haja novas recomendações”, reitera a nota.

A organização destes concertos refere que as marcações das novas datas do “Moments of Jazz” vão obedecer a disponibilidade dos artistas internacionais que também foram obrigados a cancelar suas digressões mundiais.

Entretanto, a BDQ-Concertos está atenta ao desenvolvimento da pandemia com efeitos nefastos para a economia cultural e criativa e, ao mesmo tempo, aguarda com uma breve solução para o problema.

Mas ainda, esta entidade solidariza-se com os países cujos casos de infecção foram detectados, afectando mais de 186 mil pessoas em todo o mundo, alguns dos quais são originários os músicos que já participaram no “Moments of Jazz”.

Esta plataforma já trouxe ao país nomes sonantes da música internacional, entre os quais Norman Brown, George Benson, Judith Sephuma, The Whispers, Kirk Whalum, Lira, Jimmy Dludlu, Richard Bona, Billy Ocean, entre vários outros. 

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Morreu ontem o músico moçambicano, Gabar Mabote. São poucas as informações sobre o infortúnio, mas sabe-se que o artista andava doente já há algum tempo.

Dono de “Unganipoile”, disco lançado em 2018, Gabar Mabote era compositor e intérprete de temas populares como “Helenane”, “Dana Ndzole”, “Djokotane”, “Sala Mamane”, “Ndjungua”, entre outros.

O disco é composto por 14 músicas, das quais dez antigas (umas gravadas, outras longe disso) e quatro inéditas.

Gravou as primeiras músicas nos estúdios da Rádio Moçambique em 1986, mas só conseguiu produzir o seu primeiro disco em 2018.

“Unganipoile”, de Gabar Mabote, é um título muito intimista, com o qual o autor pretendia passar uma clara mensagem. “Unganipoile”, traduzido do ronga, significa não goze comigo, em alusão à sua condição.

O título também é um alerta, para que as pessoas não gozem consigo, pois as coisas podem mudar, mesmo não se tendo nada. E mudaram, de facto. O autor de “Dana Ndzole” mostrou que com perseverança pode se chegar a algum lugar.

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A Escola Secundária de Laulane acolhe este sábado (14), pelas10 horas, no seu salão a cerimónia do lançamento do XI Festival da Cultura edição 2020, a nível da Cidade de Maputo.

O evento será dirigido pela Secretária de Estado na cidade de Maputo, Sheila Santana Afonso.

A cidade de Maputo concorrerá em todas as expressões culturais elegíveis, nomeadamente, nas artes cénicas com teatro, humor e poesia, música tradicional e ligeira, canto coral e dança tradicional moçambicana.

Um comunicado de imprensa que “Notícias” teve acesso indica que no evento haverá feiras e exposições de artes plásticas, artesanato, fotografia, livro e disco, vestuário nacional, audiovisuais e cinema, gastronomia, bebidas tradicionais e medicina tradicional.

De referir que para além das áreas acima descritas, o Festival na Cidade de Maputo incluirá palestras, seminários e oficinas de trabalho, refere anota.

O documento aponta que a capital observará de 28 de Março a 11 de Junho a fase distrital, a ter lugar em todos os distritos municipais. Enquanto, de 18 de Junho a 20 de Julho a fase da cidade deverá apurar os seus representantes ao XI Festival Nacional da Cultura, Maputo 2020.

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As escolas Nacionais de Arte (ENA) abrem, amanhã, em todo o país, o ano lectivo 2020, numa cerimónia oficial  a ser dirigida pelo Vice-Ministro da Cultura e Turismo, Fredson Bacar, na Casa da Cultura, localizada na Cidade de Maputo.

Segundo um comunicado do Ministério da Cultura, enviado, à nossa Redacção, farão parte do evento os directores das escolas públicas das Artes Visuais, Dança e Música, estudantes, encarregados de educação e demais cidadãos.

A nota refere ainda que o ensino artístico, em Moçambique, é uma das grandes prioridades na acção governativa no sector da Cultura e Turismo, pelo reconhecimento, através do segmento da formação que se assegura a perenidade das tradições culturais e outras conquistas neste domínio.

“O desafio é de introduzir o novo currículo de ensino assente em padrões de competência, orientado ao saber-fazer, ao formato vigente do sistema do ensino Técnico-Profissional, ainda no presente ano”, lê-se no comunicado.

O Ministério do Turismo acredita que as instituições do ensino artístico e vocacional têm por finalidade garantir o acesso a uma formação científico aos cidadãos-artística altamente qualificada para responder as necessidades desenvolvimento sócio- cultural e económico do País, sendo essa essência do PQG, na componente cultural e da formação do capital humano, um desiderato que teve maior impulso com a aprovação pelo Governo da Política das Indústrias Culturais e Criativas.

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