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Director: Lázaro Manhiça

O MÚSICO e produtor Joni Schwalbach lança hoje o seu álbum a solo intitulado “Timeless”(Intemporal/Eterno).

Este é um trabalho totalmente composto durante a pandemia em 2020/2021. É o primeiro álbum do artista a ser distribuído em plataformas digitais.

Trata-se de um álbum com uma sonoridade orquestral e que nos remete constantemente a uma linguagem cinematográfica com trilhas sonoras épicas, como descreve Joni.

A mistura de uma orquestração sinfónica e instrumentos acústicos aliados a elementos locais moçambicanos/africanos dão a esta obra uma sonoridade nova/única, que mistura culturas e cruza/baralha horizontes.

Este novo trabalho de Joni Schwalbach é composto por 12 temas,incluindo “African Trip”, “Marracuene”, “Kanimambo Bhava”, “Timeless”e “Madoda”.

O tema “Kanimambo Bhava”tem a participação especial de Roberto Chitsonzo, Cheny wa Gune, Lucas Macuácua e Paíto Tcheco.

Entretanto, o disco “Timeless”estará disponível a partir de hoje em mais de 150 plataformas digitais, entre as quais Spotify, Deezer, Apple Music, iTunes, Amazon,entre outras.

Joni Schwalbach é compositor, pianista/tecladista, designer de som, produtor, arranjista, etnomusicólogo, cinegrafista e empresário.

Estudou músicapopular na Universidade Estadual de Campinas em São Paulo - Brasil. É igualmente formado em Etnomusicologia pela Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres - Reino Unido.

Integrou e foi director dos Ghorwane de 1993 a 2014. Actualmente participa em vários projectos nacionais e internacionais como pianista, tecladista, produtore arranjista.

É fundador da Ekaya Productions,Lda., empresa com actuação em diferentes áreas, com destaque para gravação, produção e pós-produção de áudio e vídeoemúsica para cinema. Produz ainda trilhassonoras,sound design, jingles,bem como intervém na produção de concertos e distribuição musical.

Ao lado do seu sócio Luís Moreira, lançouo MMM - Mozambique Music Meeting, um festival e mercado de música com sede na cidade de Maputo e que visa expor artistas moçambicanos e internacionais a um público global.

Joni Schwalbach está também envolvido em vários projectos de investigação em várias áreas, incluindo património cultural moçambicano e questões económicas e sociais.

Dirige e produz filmes/documentários há mais de uma década para várias entidadese também actua, por outro lado, como consultor para assuntos culturais e artísticos.

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A PROIBIÇÃO do uso de uniforme de polícias nas artes está a dividir opiniões entre os artistas. Se por um defende-seque a medida é oportuna e necessária para salvaguardar o bom nome dos agentes da lei e ordem, por outro há quem considere a instrução um verdadeiro atentado ao desenvolvimento artístico no país. 

Este posicionamento resulta da instrução recentemente emitida pelo comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, que proíbe “o uso do uniforme policial do espólio da PRM e de indumentária similar que se confunda com o fardamento dos agentes da lei ordem por civis em qualquer circunstância”.

A Instrução nº 14/CGPRM/GCG/027.14/2021,emitida a 14 de Julho corrente,refere ainda que a medida está em conformidade com o nº 2 do artigo 1 do Regulamento do Uniforme da Polícia da República de Moçambique, aprovado pelo Decreto 72/2016 de 30 de Dezembro. O mesmo estabelece que os modelos de uniforme, suas cores, distintivos e outros sinais identificativos da PRM são do uso exclusivo de quem cumpre com as funções policiais.

Para ouvir os prós e contras sobre esta medida, o “Notícias” falou com Tiago Langa, músico e professor da Escola Nacional de Música, que é igualmente assessor do Ministério da Cultura e Turismo (MICULTUR), e o actor e encenador Alvim Cossa, presidente da Associação Moçambicana de Teatro (AMOTE) e coordenador do Centro de Teatro do Oprimido (CTO).

Segundo Tiago Langa, o traje da polícia não condiciona a produção artística, pois os artistas devem saber adaptar-seà situação e definir o destinatário das suas obras. “Não faço arte só para agradar os meus filhos, mas a mim próprio, e se eu for a fazer música que encanta os meus ouvidos, significa que isso é uma garantia de agradar o público”, disse.

O grande problema, refere o artista, é que o Regulamento do Uniforme, apesar de ter sido aprovado há cinco anos, não foi publicado de imediato, o que abriu espaço para que durante algum tempo o fardamento da polícia fosse usado como ferramenta de artística.

“Nos distraímos e permitimos o seu uso e agora que estamos a repor a ordem ficamos preocupados. É uma questão de consciência minha, há aí um bem maior”, explicou.

Ao contrário do que muitos artistas defendem, Tiago Langa opinou que a medida não visa inibir o desenvolvimento artístico no país e considera que asuaprodução não depende do traje da polícia.

“Quem disse que a arte está nos uniformes? Não está aí, mas na pessoa. Se sou artista, não preciso do traje de ninguém”, continuou.

Segundo o músico, a reposição da ordem através desta instrução é uma questão de soberania devido à necessidade de evitar situações em que não se consegue distinguir um agente da lei e ordem e um civil.

A fonte considera ainda que esta decisão é correcta, principalmente por se basear no Regulamento dos Uniformes da PRM. “Não se pode usar o fardamento policial de qualquer maneira”, rematou, acreditando que antes de fazer circular a instrução, o Ministério do Interior e o Comando Geral devem ter feito uma avaliação da situação.

“O Comandante permitiu o seu uso ao povo e à nação, porque a lei é para todos e se existe um Regulamento que diz que isso é para o uso exclusivo da polícia significa que houve um estudo e foi em reposição da ordem”, acrescentou.

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O CONCEITUADO escritor Ungulani Ba Khosa é figura central da Feira do Livro de Maputo, edição 2021, cujo evento vai decorrer de 21 a 23 de Outubro próximo.

A decisão de prestar tributo a um dos mais importantes escritores moçambicanos e da língua portuguesa foi tomada há dias, de forma unânime, pela organização desta feira, que também decidiu ter Cabo Verde como país convidado de honra.

Ao homenagear Ungulani Ba Khosa, os organizadores vincam, mais uma vez, a importância da obra deste escritor moçambicano, autor de emblemáticos romances como “Ualalapi”, “Choriro” ou “Os Sobreviventes da Noite”, ao mesmo tempo que reconhece a sua influência literária e de pensamento para gerações de autores.

Premiado e distinguido dentro e fora do país, Ungulani Ba Khosa é daqueles escritores cujo trabalho literário e em prol das artes e cultura moçambicanas há muito ultrapassou a esfera doméstica para se situar no contexto da língua portuguesa e na esfera da produção literária mundial. Daí ser dos escritores mais estudados nos circuitos universitários e em pesquisas que conduzem à compreensão dos processos criativos da literatura moçambicana e, igualmente, da nossa história, tendo em conta que a sua lavra se situa entre a ficção e a realidade da nossa historiografia.

Nome tsonga (grupo étnico do Sul de Moçambique) de Francisco EsaúCossa, Ungulani Ba Ka Khosa nasceu a 1.º de Agosto de 1957, em Inhaminga, distrito de Cheringoma, província de Sofala, Moçambique.

Professor de carreira, exerceu funções importantes em Moçambique como as de director do Instituto Nacional do Livro e do Disco e director adjunto do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual de Moçambique. Durante a década de 90, foi cronista assíduo de vários jornais. Foi secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e director do Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD).

Publicou “Ualalapi”, “Orgia dos Loucos”, “Histórias de Amor e Espanto”, “No Reino dos Abutres”, “Os Sobreviventes da Noite”, “Choriro”, “O Rei Mocho”, “Entre as Memórias Silenciadas” e “Gungunhana”.

Arrecadou Grande Prémio de Ficção Narrativa, com “Ualalapi”;Prémio Nacional de Ficção, com “Ualalapi”; Grande Prémio de LiteraturaJosé Craveirinha, com “Os Sobreviventes da Noite” e Prémio BCI de Literatura, com “Entre as Memórias Silenciadas”.

Foi concedido a Ordem de Rio Branco, Grau de Comendador (2018) pelo governo Brasileiro, pelos 30 anos de carreira literária, iniciada com a publicação de “Ualalapi”, em 1987.

O seu livro “Ualalapi” foi considerado um dos 100 melhores romances africanos do século XX, em 2002.

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OLHAR para a arte como uma ferramenta terapêutica é o que sugere a exposição colectiva “O Poder Curativo da Arte” a ser inaugurada hoje na cidade de Maputo.

A mostra, que estará patente até Agosto na galeria do Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), é composta por peças da artista plástica Nália Agostinho e outras obras que resultam duma oficina.

O “workshop” de pintura intuitiva e terapêutica, realizado em Março deste ano, está integrado no programa “Algo Mais, para Nós Mulheres”, organizado pelo CCMA. Esta é a razão pela qual a exibição é composta por peças de mais 20 artistas no feminino, guiadas pela artista visual Aline Nobre e por Giselle Daiana Genna, que lidera a plataforma.

A ideia da mostra, segundo o CCMA, é usar a arte para retratar o quotidiano dos moçambicanos e através dele tirar lições de vida, um elemento reforçado pela necessidade de criar intercâmbios entre os artistas e a humanidade em geral, ignorando distâncias.

Neste sentido, a mostra expressa sentimentos universais como, entre outros, o amor, tristeza, alegria e vergonha, para ilustrar os aspectos comuns de todos os homens, independentemente da naturalidade, idade, sexo e religião.

“Cada um de nós recebe estímulos diferentes e é fruto de ambientes e histórias distintas. E todos esses sentimentos e emoções podemos recebê-los através de pintura ouexperiência artística”, considera o curador, rematando que “a arte sempre foi o bálsamo da alma e o refúgio de muitas pessoas em muitos momentos em que pensamos que somos inúteis e cheios de imperfeições”.

É desta ideia de arte enquanto um remédio para vários problemas da vida que o colectivo convida o apreciador a refugiar-se na arte que se pode encontrar em, entre outros lugares, museus e galerias.

Há que “contemplar as obras que nos fazem sentir melhor, quem têm um efeito calmante e curativo para a nossa situação. Todos nós gostaríamos de ter habilidades artísticas de poder nos expressar com uma pintura ou escultura, porque é uma sensação maravilhosa e única”, considera.

Nália Agostinho,cujas atenções estão voltadas para ela nesta mostra, é uma artista contemporânea nascida em 1990, em Maputo. Teve uma infância enraizada nos bairros periféricos da capital do país, Polana e Chamanculo. Formou-se em Ciências Políticas em Trento, Itália, onde também trabalhou por quase oito anos.

O seu amor pela arte começou na infância incentivada pelo seu falecido pai, que era um amante das artes e da música. Frequentou a Escola Nacional de Música até 2006 e, em 2018, começou a pintar profissionalmente.

A partir de exposições colectivas e individuais, já viu as suas obras a serem apreciadas em locais como 16Neto, Casa da Cultura, Open Gallery, Mold'Arte, em Maputo, Dathonga Gallery, em Inhambane, e Xavier Gallery, em Joanesburgo, África do Sul.

A cerimónia de abertura de “O Poder Curativo da Arte”será transmitida no Facebook do CCMA e contará com sessões de música com a cantora Stefânia Leonel.

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A ASSOCIAÇÃO dos Escritores Moçambicanos (AEMO) foi quinta-feira outorgada com Escudo de Prata pela Unión Hispano Mundial de Escritores (UHE - Portugal), em reconhecimento ao seu papel na produção, promoção e divulgação da literatura moçambicana no mundo.

O prémio surge principalmente por a instituição literária dar continuidade às suas actividades,apesar da situação crítica causada pela pandemia do novo coronavírus,que assola o mundo e cujas medidas de prevenção que afectam negativamente o sector das artes.

O escritor e secretário-geral da AEMO, Carlos Paradona, recorda que a entidade foi das primeiras a apostar nas plataformas virtuais para não paralisar os eventos que dinamiza.

“Foi graças à grande capacidade de nos adaptarmos aos condicionalismos da Covid-19, pois foi pioneira no uso de plataformas informáticas para incentivar a criação e gosto pela leitura”, disse, afirmando que nos últimos anos a agremiação tem organizado palestras, saraus poéticos e ofertado livros em diferentes escolas do país.

Segundo Carlos Paradona, a UHE - Portugal também reconhece os esforços da associação dos escritores na atribuição de prémios literários,como aconteceu com consagração ao poeta Armando Artur com o prémio de carreira José Craveirinha.

Incluem-se homenagens a autores como Kalungano, como era conhecido o político e poeta Marcelino dos Santos, que por ocasião do seu primeiro aniversário de morte viu reeditado o seu único livro de poemas “Canto do Amor Natural”, publicado pela primeira vez em 1986 por esta entidade. 

O Escudo de Prata, de acordo com o secretário-geral, mostra ainda que muitos autores moçambicanos podem ombrear com autores de outros cantos do planeta. “A literatura moçambicana está num bom caminho e no mesmo patamar que a dos outros países. Como moçambicanos devemos nos orgulhar pela posição actual que ocupamos”, acrescentou.

Com o objectivo de dar a conhecer obras e autores de literatura moçambicana, a AEMO foi fundada a 31 de Agosto de 1982 e desenvolve as suas actividades através da edição de obras, a atribuição de prémios literários e organização de conferências, jornadas e debates.

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