Director: Júlio Manjate

O SAXOFONISTA tenor norte-americano Joshua Redman vem à cidade de Maputo para “soprar” na segunda edição do Standard Bank Acácia Jazz Festival, a realizar-se no dia 28 de Novembro. Trata-se de um espectáculo que se insere igualmente nas celebrações dos 125 anos de implantação desta instituição financeira em Moçambique. Jimmy Dludlu, artista residente do festival, e Walter Mabas, guitarrista e compositor, são os músicos moçambicanos que estarão em palco. Leia mais

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O escritor moçambicano Mia Couto afirmou, ontem, que vai contactar outros vencedores do Prémio Camões para tomarem uma posição conjunta contra a indicação do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de que poderá não assinar o diploma do prémio a Chico Buarque.

Em entrevista à Lusa, o escritor moçambicano, vencedor do Prémio Camões em 2013, disse que mal tomou conhecimento das declarações de Jair Bolsonaro, foi, imediatamente, assaltado pela vontade de tomar uma atitude.

Na quarta-feira, o presidente brasileiro deu a entender que não assinará o diploma do Prémio Camões concedido ao compositor e escritor Chico Buarque, afirmando a jornalistas que assinaria “até 31 de Dezembro de 2026”, data que remete para o final de um segundo mandato presidencial, caso fosse reeleito, em 2022.

Em resposta, Chico Buarque afirmou que uma eventual não assinatura de Bolsonaro do diploma era para ele “um segundo Prémio Camões”.

Comentando o sucedido, Mia Couto começou por “saudar” a resposta do músico e escritor, considerando-a “genial”, afirmando de seguida a sua intenção de contactar os “colegas que foram Prémio Camões” para fazerem uma “declaração conjunta contra a imbecilidade desse tipo de atitude”.

“Soube hoje (desse episódio) e a minha ideia é - como eu não posso fazer isso sozinho - pedir ao secretariado do Prémio Camões que me dê os contactos das pessoas, de maneira que a gente tenha uma postura conjunta”.

A justificação do escritor é não só a “ligação muito particular” que tem com Chico Buarque, mas, sobretudo, o sentir que “é o Prémio Camões que está a ser agredido, a liberdade de criar”.

“Ficarmos calados seria uma coisa inaceitável, por isso vou telefonar a saber se o secretariado do Prémio Camões me pode ajudar a contactar e fazermos um manifesto conjunto contra isso”, reiterou.

A este propósito, Mia Couto lamentou a situação política e cultural vivida, actualmente no Brasil, país de onde regressou, recentemente, e onde foi distinguido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília.

“Eu venho do Brasil e venho muito preocupado com essa subida de tom do lado autoritário da censura, a maneira como os livros estão a ser retirados das escolas, uma coisa completamente anti-ética. Não é só o Bolsonaro, estava ali um Brasil fabricado pela igrejas evangélicas de que não dávamos conta”, afirmou à Lusa.

Como exemplo, contou a história de uma escola que visitou, em que “os pais mandaram retirar um livro infantil do Jorge Amado, porque tinha uma ilustração em que aparecia uma vaca e se viam as tetas da vaca”.

“A gente pode pensar que é o Jorge Amado que querem agredir, mas não. É uma coisa tão idiota que não tem limite”, considerou, acrescentando: “É assustador, porque apela a coisas tão primárias, tão fora daquilo que a gente pensa, que já passámos essa página”.

 

 

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Grupos ligados a congregações religiosas realizam rituais nas praias da marginal de Maputo para atrair sorte para a vida, retrata o pequeno filme, ontem apresentado na capital do país, vencedor do projecto Smartfilms.

“Banho da Purificação”, de Daniel Tinga, é o resultado do projecto que incluiu um atelier sobre jornalismo móvel, promovido nos últimos seis meses pelo festival Maputo Fast Forward (MFF) e a Lusa, na Universidade Pedagógica, com o intuito de dinamizar a área e procurar novos talentos.

“Era importante dar o primeiro passo, no sentido de ajudarmos a construir um sistema de informação que seja mais robusto, que tenha mais ligação com o que, realmente, acontece no terreno e que haja autonomia das pessoas que estejam capacitadas para o fazer", referiu Rui Trindade, director de programação do MFF.

Um total de 20 participantes integraram ‘workshops’ sobre ‘storytelling' e produção de vídeo, exclusivamente com dispositivos móveis - da filmagem à edição - que resultaram na produção de seis filmes, cada um com dois a quatro minutos de duração, relacionados com questões identitárias e de mobilidade.

"O MFF pretende desenvolver projectos com maior duração, de longo prazo, não apenas para o festival, que acontece só uma vez por ano e, nesse sentido, temos vindo a desenvolver iniciativas" com parceiros, que visam “juntar jovens criativos de várias áreas e permitir-lhes ter capacidade e formação para que possam desenvolver autonomamente o seu trabalho”, acrescentou.

O resultado do projecto Smartfilms esteve, ontem, em debate no segundo dia do festival MFF 2019, subordinado ao tema "Life Design - Identidade & Mobilidade no século XXI", que inclui um programa de actividades culturais que se prolonga até 10 de Novembro.

Além do festival anual, o Maputo Fast Forward apresenta-se como uma plataforma - no endereço maputofastforward.com - dedicada à criatividade e à inovação em Moçambique.

O certame pretende ser "um espaço de referência dedicado à reflexão, apresentação de projectos e ideias, análise de tendências e troca de experiências", levando à constituição de redes no âmbito da “nova economia do conhecimento”, referem os promotores.

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O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, deu a entender que não assinará o diploma do Prémio Camões concedido ao compositor e escritor Chico Buarque, cuja entrega formal está prevista para Abril do próximo ano, em Portugal. A informação é avançada pelo jornal Folha de São Paulo, que conta que, ao ser questionado sobre a assinatura do documento, o estadista respondeu que a decisão era “segredo”. Leia mais

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Os prémios Nobel da Literatura de 2018 e 2019 foram atribuídos a dois escritores, nomeadamente, Olga Tokarczuk e Peter Handke, segundo o anúncio feito na manhã de hoje, em Estocolmo, na Suécia.

A escolha para 2018 recaiu sobre a polaca de 57 anos, vencedora do Man Booker Prize International, no ano passado, pela sua “imaginação narrativa, que com uma paixão enciclopédica representa o cruzamento de fronteiras como forma de vida”.

Já a atribuição do Nobel da Literatura de 2019 ao austríaco Peter Handke, de 76 anos, foi justificada pelo seu “trabalho influente de engenharia literária” e pela sua capacidade de “explorar a periferia e a especificidade da experiência humana”.

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