Director: Júlio Manjate

A Biblioteca Nacional de Moçambique (BNM), na cidade de Maputo, recebeu, de 2015 a esta parte, 700 títulos de livros moçambicanos com a entrada em vigor do Decreto do Regime do Depósito Legal.
Os títulos correspondem a 10.500 livros, que, se tivessem sido comprados, teriam custado 7.350.000 meticais ao Estado moçambicano, segundo escreve  o “domingo”.
Desde então, a biblioteca está a actualizar-se, sob o ponto de vista de bibliografia de autores moçambicanos ou livros chancelados por editoras nacionais.
A BNM completou em Agosto último 58 anos de existência.

 

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Recém regressada de uma série de concertos acústicos na Europa, Assa Matusse esteve no palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, com um vigor, um a vontade que, dela, desconhecíamos.

A Sala Grande já estava com os bancos preenchidos, quando a guitarra de Valter Mabas, o piano Nicolau Cauneque, a bateria de Stélio Mondlane e Nelton Miranda silenciaram as vozes ansiosas da audiência.

Preenchendo o espaço, a longa introdução, sem que nos apercebêssemos, era um prenúncio do que estava por vir. “Vem sorria”, ouvimos da intérprete a quebrar a nossa ansiedade. Foi a cantar “não adianta só sentar, resmungar”, de “Sorria”, quinta faixa do álbum, que Assa Matusse foi ao centro do palco.

De vestido preto, que de tempos-em-tempos prendia-lhe a atenção, a sua voz impôs-se. Em pé, entre assobios e ovações, a “A Menina do bairro” – tema que interpretou quase no fim -, foi recebida.

Sem coro, suportada por uma banda entusiasmada, o espectáculo foi se desenrolando. Exibindo domínio dos temas, o conjunto, ainda em “Nyinyeni”, segunda interpretação, tinha, literalmente, o “Franco” a dançar a sua música.

Se quando, em Novembro, do ano passado lançou o seu álbum de estreia “+eu” vimos naquele mesmo palco uma cantora, nalguns momentos pouco solta, neste evidenciava-se maturidade e segurança. O palco e o público eram sua pertença.

Depois de “Challenge”, em constante interacção com a plateia, cumprimentando gente conhecida, fomos então dados a conhecer os temas, que vão para o próximo disco. “Som Beco”, foi o título através do qual percebe-se, que não fugirá muito da linha afro-jazz, que a marcou o trabalho anterior.

Uma voz cada vez mais consolidada vai, notavelmente, a destacando na nova geração da música feminina nacional e a manter este ritmo, em poucos anos assumiremos, que ela é, de facto, uma diva – não como essas construídas por mensagens publicitárias, que desconhecem ou ignoram a verdadeira acepção do termo.

Pelo, que permitiu-nos ouvir o seu próximo trabalho terá ainda um toque de reggae soft, uma proposta leve.

“Sempre afinada, desinibida e envolvente”, como descreveu o José dos Remédios, jornalista do diário “O País”, Assa Matusse mais uma vez comprovou, como cá já escrevemos, que o estúdio consome algumas propriedades da sua vocalidade. Ao vivo é mais envolvente, é arrebatador.

Quando interpretou “For the moment” já tinha liberto vários “scat singings”, uma marca do jazz.

“Estranho” foi o tema com o qual fez duelo com a cantora sul-africana, Duduzile Makhoba. Duas vozes sublimes, mas Assa não permitia equívocos, a noite era sua. A convidada prosseguiu sozinha com uma faixa.

Numa brincadeira, que poucas podem, de volta ao palco, foi musicando a sua fala. Na verdade, há uma musicalidade, que lhe parece natural, tal evidencia-se nas entrevistas, que já nos concedeu. E foi com “Vuma-duduzile”, “Nitxintxile”, “Crazy e Fenomenal woman”, “Xihono”.

Sempre elegante lá ouve Mingas, aplaudida em pé, pela audiência. Nela aplica-se a máxima do vinho. Um duelo a cruzar gerações. Uma referência e uma estrela ascendente, entretanto, quando o assunto era cantar, tudo o que fomos escrevendo até este ponto do parágrafo cai por terra, pois, era apenas música.

Próximo do fim, outras músicas novas, “Mutxangane” e “Memória do bairro”. Entretanto, ficamos com a impressão, que poderia ter preenchido melhor o palco e não limitar-se apenas à zona central, sobretudo, porque não havia coristas – e nem demos falta.

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Alunos de escolas primárias da cidade de Maputo visitaram a Reserva Especial de Maputo e a Ponta Mamole, no distrito de Matutuíne, na capital do país.

O périplo foi organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo, através do Instituto Nacional do Turismo (INATUR) e a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), no âmbito da celebração do Dia Mundial do Turismo, assinalado no dia 27 de Setembro.

Coube à Direcção Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano “recrutar”, nas escolas, os seus melhores alunos, de modo a, igualmente, estimulá-los a manter o desempenho e o gosto pela natureza, turismo e viagens. LEIA MAIS

 

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A COMPANHIA de Teatro Mahamba apresenta a peça “O Envelope”, que conta a história de Jorge Fernando, um jovem de 28 anos, licenciado pela Academia de CiênciasPoliciaisde Moçambique (ACIPOL), ocupandoa posição de comandante distrital da Polícia.

O agente, criado por uma tia materna, é órfão de pai e mãe. Herdou do pai o gosto pela justiça.Em vida, o progenitor  foi agente da Polícia de reconhecidos méritose perdeu a vida em 1994 tentando acalmar um confronto entre duas caravanas de partidos políticos rivais.

Toda a trama está em torno dum envelope, que é uma metáfora na qual cabem as possibilidades de uma carta, documentos oficiais, dízimo, salário, objectos de valor, por exemplo.

“O envelope pode ser muito grande, grande, pequeno e ou muito pequeno, mas o tamanho deste somente as personagens Jerónimo, Jorge e Mirna poderão responder”, lê-se no comunicado de imprensa.

Na peça, toda a capacidade de resistência aos esquemas de corrupção é posta à prova no dia em que Jorge Fernando, honesto, é colocado na situação de decidir se aceita ou não o suborno em troca do seu silêncio, no caso de um tiroteio que culmina com a morte da tia que o criou.

“A pergunta fica no ar: temos condições para fugir aos esquemas de corrupção? Donde vêm os envelopes? A quem é que beneficiam? Quem será capaz de negar o envelope?”, pergunta-se na peça.

O texto foi escrito por Dadivo José, também responsável pela direcção musical.Os actores, que vestem os personagens de Jerónimo, Jorge e Mirna, são Horácio Guiamba, Dadivo José e Sabina Tembe.Amúsica está a cargo de  Mole e Gigliola Zacara na produção.

 

Mahamba - Criações e Produções Artísticas é uma companhia de teatro formada em 1995, envolvida em actividades de educação comunitária, teatro, dança, música, literatura, estudo, análise e elaboração de projectos e consultoria em várias áreas ligadas ao desenvolvimento comunitário e institucional.

O projecto surge de jovens ávidos pordesenvolver actividades artísticas como forma de preservação do património sócio-cultural e consequente sublevação do espírito de tolerância mútua e respeito pelas diferenças entre indivíduos.

Com efeito, a companhia foi ao longo destes vinte e quatro anos se tornando numa referência quase que obrigatória no panorama teatral moçambicano, em actividades de cariz artístico-profissional e educacional.

Apeça “O Envelope”será apresentada em várias instituições de ensino básico e superior da cidade de Maputo e Maputo província, de 7 a14 de Outubro, sendo que aantestreia foi ontem no Centro Cultural Brasil-Moçambique. A estreia será amanhã e dia 6, no Teatro Avenida,às 18:00 horas.

 

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FAMILIARES, amigos e admiradores despediram-se ontem do saxofonista Chico da Conceição, durante o velório havido na capela do Hospital Central de Maputo (HCM). Depois do último adeus, feito em mensagens lidas na ocasião, a urna rumou para a cidade de Inhambane onde os seus restos mortais vão hoje a enterrar, no Cemitério Municipal.  Leia mais

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