Director: Júlio Manjate

O MONUMENTO construído em memória às mais de três mil pessoas massacradas pela tropa colonial portuguesa entre Agosto de 1973 e Abril de 1974 na vila de Inhaminga deve servir como um lugar de revisitação da memória colectiva dos moçambicanos. Imponente, a infra-estrutura, inaugurada segunda-feira pelo Chefe do Estado, Filipe Nyusi, foi concebida pelo Ministério da Cultura e Turismo e tem uma elevação em formato de montanha com trinta metros de diâmetro. Leia mais

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O escritor Mia Couto recebe, na próxima sexta-feira, o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília (UnB), na capital do Brasil, revelou, ontem, à agência Lusa a assessoria de comunicação daquela instituição de ensino superior.

Antes de ser agraciado com aquela distinção, Mia Couto dará uma palestra aos alunos, encerrando a semana universitária da UnB, que terá como tema “Encontros que transformam”.

A Universidade de Brasília já concedeu o título de Doutor Honoris Causa a 56 personalidades, entre as quais o antigo primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, em 2014, e o Nobel da Literatura português, José Saramago, em 1997.

Amanhã, quarta-feira, antes de ser reconhecido pela UnB, Mia Couto vai estar no auditório Camões, na Embaixada de Portugal, em Brasília, para uma conversa com o actor Guilherme Reis.

Na semana passada, na sua passagem pelo Brasil, Mia Couto participou num encontro com alunos e professores no Estado de São Paulo, onde falou sobre a sua trajectória como escritor e também sobre as suas obras.

O autor foi o convidado da edição especial do Programa Educativo Escola, Museu e Território, do Museu da Língua Portuguesa, e do Programa Prazer em Ler, do Instituto Itaú Social.

Autor de mais de 30 livros, Mia Couto vai publicar um novo título, em Outubro, “O Universo num Grão de Areia”, colectânea de "textos de intervenção cívica", publicados em diversos meios de comunicação social e escritos para diferentes audiências e situações, abordando "temas, que vão da política à literatura e da cultura à antropologia e biologia", anunciou a editorial Caminho, do Grupo Leya, na semana passada.

A publicação de “O Universo num Grão de Areia” acontece cerca de um mês após o aparecimento de “O Terrorista Elegante”, na Quetzal Editores, do grupo Bertrand, que reúne o escritor moçambicano ao angolano José Eduardo Agualusa, em três novelas curtas, “cheias de humor e suspense”.

Mia Couto, nascido em Moçambique, em 1955, tem obras em poesia, conto, crónica e romance.

Prémio Camões em 2013, é autor, entre outros, de "Jerusalém", "O Último Voo do Flamingo", "Vozes Anoitecidas", "Estórias Abensonhadas", "A Varanda de Frangipani", "A Confissão da Leoa" e "Terra Sonâmbula", que marcou a sua estreia no romance, em 1992, tendo sido eleito "um dos 12 melhores livros africanos do século XX" pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe.

Para os mais novos escreveu títulos como "A Chuva Pasmada", "O Outro Pé da Sereia" e "A Água e a Águia".

O mais recente romance de Mia Couto é “O Bebedor de Horizontes”, de 2017, terceiro volume da trilogia “As Areias do Imperador”, que sucedeu a “Mulheres de Cinza” (2015) e “A Espada e a Azagaia” (2016).

No final do ano passado, estreou a peça de teatro “Netos de Gungunhana”, com a companhia portuguesa O Bando.

Além do Prémio Camões, Mia Couto recebeu, entre outros, o Prémio Eduardo Lourenço, em 2011, o Prémio União Latina de Literaturas Românicas, em 2007, e o Prémio Vergílio Ferreira, em 1999, atribuídos pelo conjunto da sua obra.

 

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A NOTA de imprensa posta a circular pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane e a Embaixada da Argentina prometia uma ópera, intitulada “Grito de Mueda”. O que se viu, entretanto, está mais próximo do musical. Leia mais

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Obras de nove artistas plásticos lusófonos, incluindo o moçambicano Samuel Djive,  estarão patentes no Clube Militar de Macau, a partir de quinta-feira, “um tributo à vitalidade das artes do mundo de língua portuguesa como um todo”, segundo a organização.

Armanda Alves (Angola), Marcelo Jorge (Brasil), Omar Camilo (Cabo Verde), Lemos Djata (Guiné-Bissau), Carlos Marreiros (Macau), Samuel Djive (Moçambique), Damião Porto (Portugal), Guilherme Carvalho (São Tomé e Príncipe) e Inu Berre (Timor-Leste) são os artistas plásticos contemporâneos cujas obras estarão patentes na mostra.

A exposição, que conta com três obras de cada um dos artistas, é patrocinada pelo Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, “visando contribuir para o aprofundamento das relações culturais entre a China e o os países de expressão lusófona”, sublinhou a organização.

A exposição de pintura lusófona estará patente na Galeria Comendador Ho Yin, de 26 de Setembro e 26 de Outubro, e faz parte do ciclo “Pontes de Encontro-2019”, organizado pelo Clube Militar de Macau, que se estreou este ano com uma mostra do artista plástico português Vítor Pomar, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

A Fundação Macau, a Sociedade de Jogos de Macau, o Grupo Sam Lei e o Comandante Ng Fok apoiam, igualmente, este programa de eventos.

A curadoria e a produção executiva são da responsabilidade da APAC - Associação para a Promoção de Actividades Culturais.

A organização explicou, em comunicado, o que se pode esperar da mostra: “Os assuntos, cores e técnicas são, naturalmente, diversos. Eles reflectem diferentes abordagens, sensibilidades e contextos. Isso é o que se podia esperar. O objectivo não é apresentar um tema ou uma abordagem unificada. Em vez disso, é fornecer um vislumbre da variedade de temas e modos de expressão encontrados nesses países”.

 

 

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O Presidente da República, Filipe Nyusi inaugurou a momentos o Monumento construído em homenagem aos mártires de Inhaminga. Depois de descerrar a lápide e depositar uma conferência coroa de flores, Filipe Nyusi recebeu explicação sobre o monumento, composto por dois murais interpretativos, com desenhos artísticos que contam a história do avanço da guerrilha da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o que culminou com a abertura da Frente de Manica e Sofala, em 1972. E como consequência, a tropa colonial portuguesa retaliou sobre a população civil fazendo matanças em massa. O Presidente Nyusi ficou a saber, na explicação dada por Samaria Júlio Samson, aluna do Instituto de Formação de Professores, que, de Agosto de 1973 a Abril de 1974, a tropa colonial portuguesa massacrou três mil moçambicanos, alguns dos quais foram enterrados vivos nas valas comuns abertas a cinco quilómetros da Vila de Inhaminga.

O Presidente da República visitou o monumento e foi render homenagem às vítimas desta barbárie numa das valas ali abertas viu os três pilares, com cinco metros cada um, pintados a vermelho, cor de sangue, que simbolizam as três valas comuns.

Depois, o Chefe do Estado foi visitar a cadeia subterrânea construída pela tropa colonial portuguesa na zona da estação ferroviária, onde eram aprisionados e torturados muitos moçambicanos, alguns apanhados à saída do comboio. Dentro de momentos, o Presidente da República vai assistir, no campo do Ferroviário fé Inhaminga, a actividades culturais integradas na passagem dos 45 anos destes massacres.

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