Director: Júlio Manjate

A Banda RM parte hoje, quarta-feira, para Macau, onde vai representar Moçambique num festival inserido na Semana Cultural da China e dos países de língua portuguesa.

 Durante o encontro de despedida da banda, havido segunda-feira, em Maputo, a directora-adjunta das Indústrias Culturais e Criativas no Ministério da Cultura e Turismo, Elisabeth Alfredo, disse esperar que a banda RM represente o país da melhor forma.

A Banda RM diz estar preparada para representar Moçambique no festival de Macau, a decorrer de 12 a 18 deste mês, através da exibição de diversos ritmos musicais, em que a Marrabenta será destaque.

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Os vencedores dos prémios Nobel, os mais prestigiados do mundo atribuídos nas áreas de Medicina, Física, Química, Literatura, Economia e Paz começam hoje a ser anunciados, cumprindo um desejo que o inventor da dinamite deixou em testamento, em 1895.

Os prémios Nobel nasceram da vontade do cientista e industrial sueco Alfred Nobel (1833-1896), em legar grande parte de sua fortuna a pessoas que trabalhem por “um mundo melhor”.

O prestígio internacional dos prémios Nobel deve-se, em grande parte, às quantias atribuídas que, actualmente, chegam aos nove milhões de coroas suecas.

Alfred Nobel determinou a sua vontade num testamento feito em Paris, em 1895, um ano antes de sua morte.

Segundo os termos do testamento, cerca de 31,5 milhões de coroas suecas, o equivalente a 2,2 mil milhões de coroas na atualidade, foram alocados a uma espécie de fundo, cujos juros deviam ser redistribuídos, anualmente, “àqueles que durante o ano tenham prestado os maiores serviços à humanidade”.

O testamento previa que os juros do capital investido fossem distribuídos ao autor da descoberta ou invenção mais importante do ano no campo da Física, da Química, da Fisiologia ou Medicina, e da obra de Literatura de inspiração idealista, que mais se tenha destacado.

Uma última parte seria atribuída à personalidade que mais ou melhor contribuísse para “a aproximação dos povos”.

O primeiro anúncio deste ano vai acontecer hoje, com a atribuição do Nobel da Medicina, ao que se segue, no dia seguinte, o da Física e, na quarta-feira, o da Química.

Na quinta-feira, dia 10, serão atribuídos os Nobel da Literatura de 2018 e 2019 e na sexta-feira será conhecido o nome do novo Nobel da Paz.

O último anúncio será feito no dia 14 de Outubro e determinará o vencedor do Nobel da Economia.

Este ano, serão atribuídos dois Nobel da Literatura (relativos a 2018 e 2019), depois de, no ano passado, ter sido suspenso devido a um escândalo de abusos sexuais e crimes financeiros que afectou a Academia de Estocolmo.

A cerimónia de atribuição acontece, anualmente, a 10 de Dezembro, data de aniversário da morte do seu mentor.

 

 

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A Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM),  passará, a partir do ano lectivo de 2020, a funcionar em instalações próprias.
Para o efeito, serão inauguradas, em Novembro próximo, no Campus universitário, as novas instalações daquela escola, cujas obras estão em curso desde 2017, onde,igualmente,irá funcionar o Instituto Confúcio. Neste momento, decorrem acabamentos, mormente,o melhoramento do chão, colocação de janelas, portas e iluminação.
Segundo o domingo, a ECA, de entre várias divisões, terá nove salas de aula com capacidade para 60 lugares, biblioteca, gabinetes de trabalho, laboratórios e um anfiteatro com 180 lugares. O Instituto Confúcio terá 12 salas com capacidadepara30 lugares, cada, gabinetes de trabalho e um anfiteatro de 180 lugares.
A partir do próximo mês inicia a transferência de equipamentos e mobiliário,que vêm sendo usados nas actuais instalações, em regime de aluguer, na baixa da cidade de Maputo, um processo,que poderá decorrer até princípios do próximo ano.

 

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A Biblioteca Nacional de Moçambique (BNM), na cidade de Maputo, recebeu, de 2015 a esta parte, 700 títulos de livros moçambicanos com a entrada em vigor do Decreto do Regime do Depósito Legal.
Os títulos correspondem a 10.500 livros, que, se tivessem sido comprados, teriam custado 7.350.000 meticais ao Estado moçambicano, segundo escreve  o “domingo”.
Desde então, a biblioteca está a actualizar-se, sob o ponto de vista de bibliografia de autores moçambicanos ou livros chancelados por editoras nacionais.
A BNM completou em Agosto último 58 anos de existência.

 

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Recém regressada de uma série de concertos acústicos na Europa, Assa Matusse esteve no palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, com um vigor, um a vontade que, dela, desconhecíamos.

A Sala Grande já estava com os bancos preenchidos, quando a guitarra de Valter Mabas, o piano Nicolau Cauneque, a bateria de Stélio Mondlane e Nelton Miranda silenciaram as vozes ansiosas da audiência.

Preenchendo o espaço, a longa introdução, sem que nos apercebêssemos, era um prenúncio do que estava por vir. “Vem sorria”, ouvimos da intérprete a quebrar a nossa ansiedade. Foi a cantar “não adianta só sentar, resmungar”, de “Sorria”, quinta faixa do álbum, que Assa Matusse foi ao centro do palco.

De vestido preto, que de tempos-em-tempos prendia-lhe a atenção, a sua voz impôs-se. Em pé, entre assobios e ovações, a “A Menina do bairro” – tema que interpretou quase no fim -, foi recebida.

Sem coro, suportada por uma banda entusiasmada, o espectáculo foi se desenrolando. Exibindo domínio dos temas, o conjunto, ainda em “Nyinyeni”, segunda interpretação, tinha, literalmente, o “Franco” a dançar a sua música.

Se quando, em Novembro, do ano passado lançou o seu álbum de estreia “+eu” vimos naquele mesmo palco uma cantora, nalguns momentos pouco solta, neste evidenciava-se maturidade e segurança. O palco e o público eram sua pertença.

Depois de “Challenge”, em constante interacção com a plateia, cumprimentando gente conhecida, fomos então dados a conhecer os temas, que vão para o próximo disco. “Som Beco”, foi o título através do qual percebe-se, que não fugirá muito da linha afro-jazz, que a marcou o trabalho anterior.

Uma voz cada vez mais consolidada vai, notavelmente, a destacando na nova geração da música feminina nacional e a manter este ritmo, em poucos anos assumiremos, que ela é, de facto, uma diva – não como essas construídas por mensagens publicitárias, que desconhecem ou ignoram a verdadeira acepção do termo.

Pelo, que permitiu-nos ouvir o seu próximo trabalho terá ainda um toque de reggae soft, uma proposta leve.

“Sempre afinada, desinibida e envolvente”, como descreveu o José dos Remédios, jornalista do diário “O País”, Assa Matusse mais uma vez comprovou, como cá já escrevemos, que o estúdio consome algumas propriedades da sua vocalidade. Ao vivo é mais envolvente, é arrebatador.

Quando interpretou “For the moment” já tinha liberto vários “scat singings”, uma marca do jazz.

“Estranho” foi o tema com o qual fez duelo com a cantora sul-africana, Duduzile Makhoba. Duas vozes sublimes, mas Assa não permitia equívocos, a noite era sua. A convidada prosseguiu sozinha com uma faixa.

Numa brincadeira, que poucas podem, de volta ao palco, foi musicando a sua fala. Na verdade, há uma musicalidade, que lhe parece natural, tal evidencia-se nas entrevistas, que já nos concedeu. E foi com “Vuma-duduzile”, “Nitxintxile”, “Crazy e Fenomenal woman”, “Xihono”.

Sempre elegante lá ouve Mingas, aplaudida em pé, pela audiência. Nela aplica-se a máxima do vinho. Um duelo a cruzar gerações. Uma referência e uma estrela ascendente, entretanto, quando o assunto era cantar, tudo o que fomos escrevendo até este ponto do parágrafo cai por terra, pois, era apenas música.

Próximo do fim, outras músicas novas, “Mutxangane” e “Memória do bairro”. Entretanto, ficamos com a impressão, que poderia ter preenchido melhor o palco e não limitar-se apenas à zona central, sobretudo, porque não havia coristas – e nem demos falta.

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