OS números são severos e indicam que Moçambique ocupa a segunda posição entre os países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) com maior número de novas infecções de HIV, estando abaixo da África do Sul. No país, estima-se que haja registo de 130 mil novas infecções por ano.

Deixando as estatísticas de lado, percebemos que a doença do século se instala em corpos, consome, transforma a vida dos hospedeiros. Quando o caos toma conta, remoer o passado, procurar culpados, não funciona.

Apesar das incertezas e desconfortos de ter uma doença, que pode levar à morte e para a qual ainda não existe cura, pacientes e profissionais de saúde concordam que o preconceito e o estigma da doença são também grandes obstáculos a serem vencidos por quem é portador do vírus.

O medo da reacção da sociedade ainda faz com que muitas pessoas não façam o teste, escondam sua condição e, pior, não façam o tratamento. Enfim, estes aspectos limitam o acesso aos serviços de saúde.

O estigma faz com que, mais de trinta anos depois do seu surgimento, muitas pessoas não saibam sequer diferenciar as siglas usadas para descrever o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA). Uma pessoa pode ter HIV, por exemplo, e não ter SIDA, que se manifesta quando as células do sistema imunológico ficam tão fragilizadas que deixam o corpo vulnerável a uma série de infecções oportunistas.

Além do estigma, outros dos obstáculos são as normas e práticas culturais prejudiciais, relacionadas com género e a exploração e condições inseguras de trabalho.

Para piorar a situação, no país ainda é limitada a mobilização de recursos domésticos, temos insuficiência de infra-estruturas e escassez de recursos humanos voltados para o combate à doença.

Apesar deste e outros factores, a Pérola do Índico tem registado progressos na luta contra a epidemia. Desde 2010, o número de pessoas em TARV quadruplicou, com o lançamento do Plano Nacional de Aceleração da Estratégia do HIV/SIDA 2013-2017, com a introdução massiva dos testes, estando actualmente em TARV cerca de 1.200.000 pessoas.

E mais:ainda há esperança, a prevenção combinada pode ser a alternativa segura para o combate ao HIV/SIDA em Moçambique. A estratégia faz uso simultâneo de diferentes abordagens de providência, entre as quais a biomédica, a comportamental e a estrutural, aplicadas em múltiplos níveis (individual, nas parcerias/relacionamentos, comunitário, social), para responder a necessidades específicas de determinados segmentos populacionais e de determinadas formas de transmissão do HIV.

Apesar das luzes, que a prevenção traz, estamos conscientes que, se combatermos o preconceito e o estigma, melhoramos a vida do doente, já vítima do vírus, que reduz os seus dias vida. É necessário criar condições, leis para limitar a manifestação do estigma e preconceito.

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