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Categoria: Nacional
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As inundações urbanas e a erosão de solos que se assistem a cada época chuvosa um pouco por todo o país podem ser minimizadas através da recolha de águas pluviais e sua acumulação em cisternas.

A medida vai ainda permitir que as famílias e instituições poupem água facturada, pois parte do recurso usada nas residências resultaria das chuvas.

Neste contexto, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) está a trabalhar com os municípios e governos locais no sentido de incentivar a população e toda a sociedade a apostar na construção de cisternas e mecanismos de recolha da água.

Agostinho Vilanculos, da DNGRH, defende que as autoridades locais já deviam exigir a inclusão de um sistema de captação, recolha e armazenamento de águas pluviais como condição para a aprovação de projectos de construção de edifícios públicos e privados, incluindo residências.

Segundo argumenta, os sistemas permitiriam que as famílias e não só, por exemplo, regassem jardins, desenvolvessem hortas e outras actividades aproveitando água da chuva, contrariamente ao que se verifica neste momento.

No seu ponto de vista, haveria cada vez menos água da chuva a correr pelas ruas, dificultando a circulação e a causar erosão de solos, fenómenos que se verificam um pouco por todo o país, mesmo nos grandes centros urbanos.

Falando há dias ao “Notícias”, a fonte disse tratar-se de um pequeno gesto, mas que se acatado e replicado pelo país faria diferença significativa e ajudaria a minimizar problemas de escassez de água e poupar dinheiro.

Os municípios de Maputo, Matola, Beira, Quelimane e Pemba são os que enfrentam ciclicamente inundações urbanas, geradas em parte pela deficiente gestão das águas pluviais.

Xai-Xai, Chibuto, Nacala Porto e Nacala-à-Velha entram no rol das cidades com níveis elevados de erosão devido ao mesmo problema.