Director: Júlio Manjate

Uma pessoa morreu vítima de cólera, doença que afecta 349 pessoas nos distritos de Mogovolas, Memba, Nacala-à-Velha e Nampula, anunciou o médico-chefe provincial, Sulaimana Isidoro.
Falando ontem à imprensa, Isidoro disse que o morto ocorreu em Nametíl, no distrito de Mogovolas. Entretanto, registam-se casos de surto de diarreia nos distritos de Monapo, Larde, Meconta e Ribáuè.
O médico-chefe afirmou que 16 amostras recolhidas na cidade de Nampula e nas vilas-sede de Memba e Nacala-à-Velha confirmaram a existência de casos de cólera nesta província.
Sulaimana revelou ainda que nas últimas 24 horas, 13 pessoas deram entrada nos centros de atendimento para esta doença, onde 29 doentes estão internados.
“Confirmamos que há casos de cólera nos distritos de Nampula, Mogovolas, Memba e Nacala-à-Velha, e as amostras enviadas aos laboratórios deram positivo para um cumulativo de 16 nas últimas duas semanas. Entretanto, nas últimas 24 horas deram entrada nos centros de tratamento 13 doentes, enquanto em termos cumulativos outros 29 estão internados nos quatro distritos onde a doença eclodiu”, explicou.

O clínico referiu-se também aos números globais de doentes até ao momento registados. “Em termos cumulativos, registamos 349 casos de cólera nos quatro distritos já mencionados”.
“Temos mais quatros distritos cujas amostras enviamos ao laboratório para termos o diagnóstico, onde, entretanto, há um surto de diarreia. Estamos a fazer o seguimento e os afectados estão isolados. Nessas zonas existe o cumulativo de 128 doentes, sendo que 49 estão internados, nos centros que criámos”, acrescentou.
Nas últimas seis semanas, segundo Sulaimana Isidoro, a província de Nampula registou 10 160 casos de diarreia sem mortos, contra 11 373 de igual período de 2019.
“Registamos uma redução de 11 por cento dos casos que ocorreram nos distritos de Nampula, Memba, Mogovolas, Nacala-à-Velha, Larde, Ribáuè, Meconta, Nacarôa e Monapo”, disse.

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve três cidadãs indiciadas na venda de um menor de oito anos de idade, no valor de um milhão de meticais, no distrito de Gondola, na província central de Manica.
Trata-se de Antónia Lourenço, de 50 anos de idade, Dionísia da Conceição (30) e Carlota Domingos (29), todas da mesma família.
Antónia Lourenço é mãe da Dionísia da Conceição e tia da Carlota Domingos,e juntas tentaram vender um menor, seu vizinho.
O facto foi revelado ontem, em Gondola, pelo porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Manica, Mateus Mindú, em declaraçõesà imprensa, referindo que a neutralização das três indiciadas foi possível graça a uma denúncia feita pelo suposto comprador.
”As vendedoras tentaram contactar um comprador, por sinal namorado de uma delas. Este comprador accionou a Polícia e foi ao encontro delas. Quando estava prestes a efectuar o pagamento, a Polícia chegou ao local”, explicou Mindú, citado pela AIM.
Afirmou que a corporação está a trabalhar no sentido de perceber os contornos do negócio e levar todos os envolvidos à barra da justiça.
'”Temos conhecimento sobre outras pessoas envolvidas nesse negócio. Investigações estão em curso e acreditamos que nos próximos dias teremos mais pessoas detidas em conexão com este caso”, disse.
Falando a jornalistas, Carlota Domingos, uma das detidas, disse ter ligado para o namorado a quem lhe apresentou a proposta de compra do menor porque sabia que o mesmo estava envolvido no tráfico de seres humanos.
"Liguei para ele porque, sendo meu namorado, sabia que faz esse negócio. Por isso não duvidei que ele fosse a pessoa interessada em levar a criança”, afirmou a indiciada.
Ainda durante a semana, a PRM deteve um cidadão indiciado no crime de burla, que se fazia passar por governadora da província de Manica, enviando mensagens via telefone a exigir valores monetários aos administradores distritais, deputados e outras figuras influentes.
”Ainda estamos a fazer o levantamento para aferirmos quanto dinheiro ele conseguiu através desse esquema de burla. Mas o cidadão é confesso. Neste momento foi lavrado um expediente e o mesmo será levado à barra do tribunal.
Ainda no mesmo período, a corporação recuperou uma viatura que havia sido roubada na cidade da Beira, na província de Sofala.
”Para além da viatura recuperamos motorizadas e cadeiras plásticas roubadas em vários bairros da cidade de Chimoio. Em relação a estes casos estão detidas cinco pessoas", explicou Mindú.

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A DEFESA dos co-arguidos José Viegas, Paulo Zucula e Mateus Zimba, argumentou que o Estado moçambicano não foi lesado no negócio da compra das duas aeronaves Embraer, para a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), uma vez que não houve sobre-facturação. Leia mais

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A Federação Moçambicana de Empreiteiro (FME) ofereceu um lote constituído por 1.066 carteiras, 775 cadeiras, 30 quadros, 47 colchões, 36 almofadas e seis cobertores para apoiar os alunos das escolas vítima dos ciclones Idai e Kenneth.

A oferta foi canalizada, ontem, em Maputo, através do Gabinete da Esposa do Presidente da República, Isaura Ferrão Nyusi, que prometeu fazer chegar aos necessitados.

Isaura Nyusi disse na ocasião que o gesto da FME vai ter impacto inestimável no desenvolvimento cognitivo e psicomotor, no domínio da vida social e académica dos alunos, depois da perturbação causada pelos ciclones Idai e Kenneth.

A Primeira-dama referiu que o equipamento doado vai devolver conforto e sorriso aos alunos, professores, técnicos e à comunidade.

Por seu turno, o presidente da FME, Manuel Pereira, disse que a iniciativa aparece no âmbito da responsabilidade social e solidariedade para com os outros, quando em Março do ano passado, as províncias das regiões Centro e Norte do país foram fustigadas pela passagem dos ciclones.

Informou ainda que, a FME encabeçou um movimento de solidariedade interno e internacional para mitigar o sofrimento dos afectados.

“Abrimos uma conta bancária para a criação e gestão de fundo de solidariedade através da angariação de meios financeiros para apoiar as vítimas”- disse.

Explicou que a FME mobilizou as empresas de construção, através das associações provinciais de empreiteiros e Clube dos Grandes Empreiteiros, para a intervenção em moldes organizados nos empreendimentos de construção, reparação e reabilitação das infra-estruturas destruídas.

Garantiu, por outro lado que neste momento já foram concluídas as obras de reconstrução de duas unidades sanitárias, na província de Sofala, nomeadamente, Centro de saúde de Marocanha e Mutindire.

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A Secretária de Estado da província da Zambézia, Judite Faria, manifestou preocupação com a escassez de sangue  que se regista no Hospital Central de Quelimane.
Judite Faria teve conhecimento da escassez de sangue durante a visita que efectuou ontem, quarta-feira, àquela unidade sanitária para manifestar a sua solidariedade para com as vítimas de um acidente de viação ocorrido cerca das 23h00 de terça-feira, na zona de Lua-Lua, ao longo da Estrada Nacional (EN1), no distrito de Mopeia, e que resultou em 12 feridos
“Tivemos conhecimento de um acidente ocorrido no posto administrativo de Lua-Lua e esta manhã viemos aferir o estado clínico das vítimas e manifestarmos o nosso amparo, enquanto recebem o devido acompanhamento médico, disse a governante, citada pela AIM.
Durante a interacção com o pessoal médico, Faria instruiu a direcção daquela unidade sanitária a procurar apoio imediato no banco de sangue do Hospital Geral de Quelimane para salvar a vida de um prisioneiro internado com nível de hemoglobina muito abaixo do recomendável.
“Nesta visita saímos com alguma satisfação, relativamente ao quadro clínico das vítimas do acidente, pelo nível de assistência médica, mas ficamos preocupados com um doente que, por sinal, é prisioneiro, e que precisa de transfusão de sangue”, disse. Mas, pelo trabalho que fizemos, a equipa médica disse já ter accionado mecanismos para que o precioso líquido esteja disponível ainda na manhã de hoje, disse a fonte.
O director do Hospital Central de Quelimane, Ladino Suado, falando à imprensa, anunciou que parte dos pacientes já teve alta.
“Temos ainda oito doentes já com definições das lesões graves, porém, não correm risco de vida e continuam internados para cuidados médicos especializados e quatro tiveram alta”, garantiu.
Sobre a escassez de sangue, Suado disse que é algo que se regista em muitos hospitais. “É algo que não se recebe de nenhum armazém, pois é colectado nas comunidades”.
Explicou que a escassez que se regista actualmente é referente a apenas um grupo específico, mas já foram estabelecidos contactos com outros hospitais e o ferido será atendido, garantiu o médico.
Actualmente, segundo a fonte, o banco de sangue daquele estabelecimento hospitalar dispõe de 32 unidades de sangue.
Fazendo um relato do acidente, António Feliciano, uma das vítimas, disse que o min-bus, de marca Toyota Hiace, partira de Chimuarra, entre Sofala e Zambézia, com destino a Quelimane, com 22 passageiros.
Entretanto, o motorista, circulando a uma velocidade excessiva, viria a perder controlo da viatura no troço Lua-Lua /Monhonha, para de seguida capotar num riacho.
“O motorista devia estar a andar entre 100 e 130 quilómetros e só descobrimos que estava sob efeito de álcool após o sinistro. Ele pôs-se em fuga, mas graças às pessoas de boa vontade os 12 feridos foram evacuados para este hospital ’’, disse Feliciano.

 

   

 

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