Director: Júlio Manjate

As inundações urbanas e a erosão de solos que se assistem a cada época chuvosa um pouco por todo o país podem ser minimizadas através da recolha de águas pluviais e sua acumulação em cisternas.

A medida vai ainda permitir que as famílias e instituições poupem água facturada, pois parte do recurso usada nas residências resultaria das chuvas.

Neste contexto, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) está a trabalhar com os municípios e governos locais no sentido de incentivar a população e toda a sociedade a apostar na construção de cisternas e mecanismos de recolha da água.

Agostinho Vilanculos, da DNGRH, defende que as autoridades locais já deviam exigir a inclusão de um sistema de captação, recolha e armazenamento de águas pluviais como condição para a aprovação de projectos de construção de edifícios públicos e privados, incluindo residências.

Segundo argumenta, os sistemas permitiriam que as famílias e não só, por exemplo, regassem jardins, desenvolvessem hortas e outras actividades aproveitando água da chuva, contrariamente ao que se verifica neste momento.

No seu ponto de vista, haveria cada vez menos água da chuva a correr pelas ruas, dificultando a circulação e a causar erosão de solos, fenómenos que se verificam um pouco por todo o país, mesmo nos grandes centros urbanos.

Falando há dias ao “Notícias”, a fonte disse tratar-se de um pequeno gesto, mas que se acatado e replicado pelo país faria diferença significativa e ajudaria a minimizar problemas de escassez de água e poupar dinheiro.

Os municípios de Maputo, Matola, Beira, Quelimane e Pemba são os que enfrentam ciclicamente inundações urbanas, geradas em parte pela deficiente gestão das águas pluviais.

Xai-Xai, Chibuto, Nacala Porto e Nacala-à-Velha entram no rol das cidades com níveis elevados de erosão devido ao mesmo problema.

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O INSTITUTO Nacional de Meteorologia (INAM) prevê para hoje chuvas moderadas a fortes na cidade da Beira e nos distritos de Búzi, Machanga e Cheringoma, na província de Sofala, segundo o boletim meteorológico recebido ontem na Redacção da Delegação do Notícias.

A fonte refere que a precipitação poderá atingir entre 30 e 50 milímetros em 24 horas nas regiões indicadas, acompanhada por trovoadas e ventos fortes com rajadas. Assim, o INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança.

Entretanto, o delegado do Instituto Nacional de Meteorologia em Sofala, Achado Paiva, alertou sobre o risco de inundações nas zonas mais vulneráveis da urbe.

“Sabemos que existem casas de construção precária na cidade da Beira que sofreram com o ciclone tropical Idai e que podem voltar a ser severamente afectadas”, advertiu.     

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A DIRECÇÃO Nacional de Veterinária (DINAV) decidiu manter a interdição da importação de gado bovino e carne de vaca da vizinha África do Sul, devido à prevalência de focos activos de febre aftosa na província do Limpopo.

Dos produtos proibidos, excluem-se os que passaram portratamento que inactiva o vírus e a carne desossada, deganglionada, submetida aum processo de maturação por pelo menos 24 horas a uma temperatura superior a 4ºC.

Paralelamente, estão a ser implementadas medidas adicionais no país, queincluem intensificação da fiscalização do movimento e trânsito de animais, produtos, subprodutos e forragens ao longo das principais fronteiras e/ou outros pontos de entrada e rodovia.

A chefe do departamento de Epidemiologia no Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), Florência Massango, explicou que não houve evolução na situação sanitária na vizinha África do Sul, daí a necessidade de manter as medidas de controlo.

A nível nacional, as autoridades veterinárias estão apreparar a aquisição de 450 mil doses de vacina trivalente para administrar em animais das zonas em risco de ocorrência da febre aftosa nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica, Tete, Sofala e Zambézia.

Aimunização completa do gado carece de 900 mil doses de vacina, razão pela qual o sector deverá mobilizar mais recursos financeiros para a segunda fase, a ter lugar no último trimestre.

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Os resultados dos exames de admissão às Universidades Eduardo Mondlane (UEM), Zambeze (UniZambeze) e Lúrio (UniLúrio) serão divulgados no próximo dia 31 de Janeiro.

Ontem foi o último dia de avaliações, num processo em que concorreram 39.279 candidatos às três instituições do Ensino Superior. O número revela uma ligeira redução de candidatos em relação ao ano passado, em que 40.032 inscritos se submeteram às provas.

A chefe do departamento de Admissão à UEM explica que o decréscimo de candidatos se deveu, em parte, à consulta tardia das listas de distribuição das salas e os calendários das avaliações.

Isabel Guiamba também relaciona o fenómeno com o aparecimento de instituições do Ensino Superior privadas que, de certa forma, reduzem a pressão sobre as universidades públicas.

Contrariamente aos anos anteriores, houve menos episódios de fraude com recurso a telemóveis, atrasos e candidatos sem posse de documentos em dia. O número destes casos não foi especificado, no entanto, a representante da UEM faz um balanço positivo dos exames de admissão.

Para o ano académico 2020 estão disponíveis 122 cursos na UEM, 29 cursos na UniZambeze e 23 cursos na UniLúrio.

Na Universidade Eduardo Mondlane, os cinco cursos mais concorridos nestes exames foram os de Medicina, com 3.384 candidatos, Direito (1.842), Contabilidade e Finanças (1.266), Administração Pública (932s) e Engenharia Informática (891).

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A LIGAÇÃO rodoviária, interrompida em Dezembro, na sequência do desabamento da ponte sobre o rio Montepuez, isolando vários distritos de Cabo Delgado, deverá ser reposta dentro de cinco dias.

Com efeito, decorrem a bom ritmo as obras de colocação de pedras e manilhas ao lado da desabada ponte.

A infra-estrutura, com capacidade para suportar viatura de até 10 toneladas de carga, vai servir de alternativa, enquanto não se constrói ponte de raiz sobre este curso de água, de acordo com explicações de Edmundo Jorge, da Administração Nacional de Estradas (ANE).

Neste momento decorrem obras de arrumação de pedras a partir das duas margens do rio, devendo depois ser colocada no meio manilhas para permitir a passagem de água.

O governador de Cabo Delgado, Júlio Parruque, que ontem se deslocou ao local onde desabou a ponte, testemunhou o decurso dos trabalhos de arrumação de pedras por um empreiteiro contratado para executar as obras. De acordo com Parruque, se este ritmo dos trabalhos continuar, a transitabilidade nesta rodovia será retomada dentro de cinco dias.

“Esta é uma das soluções que encontrámos, de tantas outras apresentadas, para permitir que os distritos que estão isolados, neste momento, voltem a ser comunicáveis por estrada”, disse Júlio Parruque.

O governante anunciou que um navio com produtos da primeira necessidade e combustível partiu ontem do Porto de Pemba, com destino à Mocímboa da Praia para abastecer os mercados deste e de outros distritos isolados, na sequência do corte da Estrada Nacional número 380, a 28 de Dezembro último. Este carregamento é o segundo depois de uma primeira embarcação que deixou a capital provincial há dias.

“Esta é uma clara resposta do Governo para minimizar o sofrimento da população da região norte de Cabo Delgado, que já se ressentia da falta de quase tudo. Sabemos que, com o problema do desabamento da ponte, houve quem quis se aproveitar, agravando os preços de vários produtos, incluindo os da primeira necessidade”, referiu o governador.

Para além da infra-estrutura alternativa para garantir a travessia do rio Montepuez, o Governo está a abrir uma via alternativa que parte de Montepuez, passando por Meluco, num troço de cerca 280 quilómetros de Pemba.

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