Director: Lázaro Manhiça

HÁ um cada vez maior número de cidadãos que se refugiam no álcool e tabaco para diminuir o medo e a ansiedade ligados à Covid-19. Este facto preocupa o Ministério da Saúde, que afirma que para além de baixar a imunidade, facilita o agravamento da doença e aumenta os comportamentos de risco, incluindo o não cumprimento das principais medidas de prevenção.

“Assim, o Ministério da Saúde não aconselha o consumo de álcool ou tabaco, mas recomenda o seguimento escrupuloso das medidas de higiene individual e colectiva, como a lavagem das mãos, uso correcto da máscara sempre que sair de casa, cobrir a boca e o nariz, sempre que tossir ou espirrar e o distanciamento social de pelo menos 1,5 metros”, disse Rosa Marlene, directora nacional de Saúde Pública.

Apelou para que cada cidadão assuma o papel de verdadeiro educador comunitário.

A directora nacional da Saúde Pública falava sábado, no habitual briefing diário sobre a evolução do novo coronavirus no país, e o mundo em geral, num dia em que foram reportados mais seis casos de infecção, totalizando o cumulativo em 668 casos positivos, dos quais 605 de transmissão local e 63 casos importados.

Segundo Marlene, os casos reportados são todos de nacionalidade moçambicana e resultam do rastreio de contactos e vigilância nas unidades sanitárias, sendo que todos encontram-se em isolamento domiciliar.

A fonte revelou que, até agora, estão internados oito indivíduos devido à Covid-19, sendo quatro na província de Nampula, dois na cidade de Maputo, uma em Sofala e uma outra em Cabo Delgado.

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OS parceiros de cooperação para o desenvolvimento anunciaram que os vários países e agências representados em Moçambique planificaram várias iniciativas avaliadas em cerca de 667 milhões de dólares, para apoiar nas acções em curso de prevenção e combate à doença respiratória da Covid-19.

O valor inclui alguns desembolsos que poderão ser adicionados durante o ano corrente.

O facto foi anunciado durante o 2º Fórum de Cooperação para o Desenvolvimento, que teve lugar sexta-feira, em Maputo, e reuniu parceiros de cooperação e o Governo moçambicano.

Um comunicado de imprensa da delegação da União Europeia em Moçambique refere que o encontro tinha como objectivo discutir questões relacionadas com a pandemia, incluindo o impacto macroeconómico e social da doença no país, protecção social e medidas de mitigação.

Os parceiros de cooperação salientaram a necessidade de coordenação entre os diferentes poderes e instituições na gestão da pandemia.

“O Governo de Moçambique agradeceu o apoio que os parceiros de cooperação têm prestado ao país, no combate à pandemia, e expressou a sua intenção de utilizar os recursos recebidos de forma eficiente, responsável e transparente”, lê-se no comunicado.

No encontro, o Executivo reiterou a revisão em baixa da previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 4 por cento, para 2,2 por cento, antevendo que esta contracção venha a ter um efeito severo sobre as contas nacionais.

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CONFISSÕES religiosas, sociedade civil e a população, em geral, vão nos próximos 45 dias participar da auscultação pública sobre a proposta de lei de liberdade religiosa e de culto, na sequência da necessidade de estabelecer um quadro jurídico específico sobre a matéria, consagrada na Constituição da República de Moçambique. LEIA MAIS

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A INSPECÇÃO Geral das Obras Públicas (IGOP) é instada a intervir com rigor e isenção na licitação de empreiteiros, para garantir que as infra-estruturas do Estado estejam dentro dos padrões de qualidade. O desafio foi lançado pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, ao novo inspector geral das obras públicas, Carlos Bonete Martinho. Leia mais

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Jovens moçambicanos lançaram uma campanha para angariar apoios para a população deslocada por causa dos ataques terroristas em Cabo Delgado, disse ontem à Lusa um dos membros do Movimento Activista Moçambique (MAM).

“A situação tende a piorar e isto nos preocupa, por isso desenvolvemos a campanha e criámos uma central de apoio para colectar donativos”, disse Mauro Tsandzane, coordenador da ação.

As Nações Unidas estimam que haja 211 mil deslocados, num conflito classificado pelo Estado e parceiros internacionais como uma ameaça terrorista.

Em dois anos e meio de conflito estima-se que já tenham morrido, no mínimo, 600 pessoas.

Sob o lema “Cabo Delgado também é Moçambique”, a campanha, que decorre nas redes sociais, foi lançada na segunda-feira e vai ter a duração de três dias, nos quais se “apela à solidariedade nacional e internacional a favor dos deslocados”.

A campanha é feita através das plataformas Facebook, Instagram e Whatsapp, nas quais os jovens trocam as suas fotos de perfil pelo mapa da província, sobre o qual está escrito o lema.

É feita também a partilha de vídeos e fotos de panfletos com o lema da acção numa iniciativa que já abrange igualmente estudantes moçambicanos no estrangeiro.

“As pessoas estão a apoiar e, acima de tudo, a ganhar maior consciência sobre o que realmente se passa em Cabo Delgado”, referiu Tsandzane.

As doações em dinheiro são feitas através de transferências bancárias e os produtos alimentares e roupas são recolhidos nas províncias de Nampula e Cabo Delgado.

“Não tem sido fácil, porque alguns dos nossos activistas que são do Norte e vivem a situação de perto têm tido medo de entregar os donativos”, desabafou Mauro Tsandzane.

Apesar das dificuldades, o coordenador faz um balanço positivo dos dois dias da campanha e avançou que já se estão a desenvolver debates para que se redija um documento da juventude sobre a situação de Cabo Delgado, com vista a “apelar ao Governo a tomar uma posição mais interventiva para resolver o conflito naquela província”, concluiu.

A coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique pediu no dia 4 um total de 35 milhões de dólares à comunidade internacional para apoiar os deslocados pelos ataques armados em Cabo Delgado.

"A população está completamente exausta e em desesperada necessidade de humanidade e solidariedade”, referiu Myrta Kaulard.

O Plano de Resposta Rápida para Cabo Delgado para ser aplicado de maio a Dezembro "vai dar prioridade às necessidades urgentes daqueles que foram afectados pelo aumento da violência", segundo o comunicado nas Nações Unidas.

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