Director: Júlio Manjate

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) está a trabalhar no levantamento de danos humanos e materiais até aqui registados em diversas partes do território moçambicano, na sequência da época chuvosa em curso.
Após o levantamento, o organismo do governo para questões de acção humanitária estará melhor esclarecido para determinar, com a devida precisão, a verdadeira margem de danos registados, sendo que o sector da educação constitui o mais afectado, com diversas escolas ora sem tecto.
O facto foi revelado ontem, em Maputo, pela directora-geral do INGC, Augusta Maíta, à margem da cerimónia de abertura do seminário de preparação logística para a resposta humanitária, inserido num memorando de entendimento assinado em Maio último entre o órgão e o PMA (Programa Mundial para Alimentação), visando implementar acções nas áreas de emergência, em particular na planificação, gestão e monitoria de operações logísticas.
Maíta disse que o seminário constitui um momento de consolidação dos laços de cooperação entre o INGC e o PMA, um dos principais parceiros na componente da assistência humanitária às vítimas dos eventos extremos que ciclicamente tem afectado o país.
“Esta sessão de treinamento em matéria de logística para as operações de emergência constitui a operacionalização do recente memorando assinado entre as nossas instituições, visando transferir conhecimentos do PMA”, disse Maíta, citada pela AIM.

A transferência será feita através da disponibilização de várias ferramentas para assegurar a autonomia do INGC em aspectos de planificação logística, gestão e manuseamento de “stocks”, contratos e sistemas de rastreio de bens como alimentos, medicamentos e outros com vista a fortalecer o sistema de gestão de informação logística nacional.
A logística constitui, segundo Maíta, uma das áreas mais complexas em momentos de emergência e o seu domínio é crucial para uma melhor resposta na assistência às pessoas afectadas pelos desastres naturais.
Aliás, a complexidade da área da logística foi notória aquando dos ciclones “Idai” e “Kenneth”, em particular na coordenação entre os vários intervenientes, daí que, segundo a fonte, o seminário se reveste de muita importância, porquanto responderá aos desafios do INGC no aprimoramento dos mecanismos de coordenação.
“Falar da logística humanitária é olhar como objectivo primordial a minimização do sofrimento dos afectados. Um dos principais pontos críticos na logística humanitária tem a ver com a gestão das doações, que acaba tendo impacto em toda a cadeia”, disse Maíta.
Por seu turno, a representante do PMA em Moçambique, Karin Manente, disse que o seminário deve identificar e analisar as oportunidades, as lacunas, os constrangimentos e os riscos, assim como a definição das acções adequadas para formar uma abordagem comum para melhor preparar as operações logísticas.
Manente disse que o seminário culminará com um plano de acção resultante de uma simulação até porque a expectativa é oferecer a comunidade humanitária uma plataforma de discussão, onde os desafios são analisados abertamente e os passos a seguir.
O seminário de Maputo acontece uma semana antes do encontro de Roma, Itália, onde o “cluster” da logística global vai fortalecer as capacidades de resposta dos 24 países membros.

 

 

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Centenas de cidadãos do povoado de Magueba, no posto administrativo de Dombe, em Sussundenga, província de Manica, destruíram uma residência de um idoso suspeito de prática de feitiçaria com recurso a crocodilos, no rio Lucite.

As comunidades de Magueba contam que de Janeiro a esta parte duas crianças foram atacadas mortalmente por crocodilos e outras três pessoas ficaram gravemente feridas no rio Lucite, após promessas de morte pelo idoso.

Além da destruição total da residência, as cerca de mil quinhentas pessoas expulsaram o idoso da região de Magueba, encontrando-se actualmente sob protecção da Polícia da República de Moçambique, em Dombe.

O último registo de morte por ataque por crocodilo foi na semana finda.

A Rádio Moçambique ouviu o idoso suspeito de feitiçaria que nega as acusações considerando-as de boato da comunidade.

Por temer actos que possam perigar a vida do indiciado, o chefe do posto administrativo de Dombe, Tomás Razão, procurou protecção para o idoso e desencoraja as comunidades a praticarem justiça pelas próprias mãos.

 

Neste momento, as autoridades administrativas procuram novo lugar para a fixação da residência do idoso, temendo pela fúria da população de Magueba, em Sussundenga.

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A Escola Primária e Secundária Paraíso do Céu desenvolve, desde Abril passado, uma iniciativa designada por aulas de reabilitação, com a qual presta apoio, na componente de escrita e leitura, aos alunos das classes iniciais provenientes das escolas privadas e públicas circunvizinhas daquele estabelecimento de ensino.

Durante as aulas de reabilitação, realizadas aos sábados, inicialmente, os alunos provenientes de outros estabelecimentos de ensino apresentavam sérios problemas de escrita e leitura.

“Tentamos enquadrar estes alunos e com muita prática vão melhorando a sua capacidade. Tivemos casos em que um aluno da terceira classe não sabia escrever o seu próprio nome, nem sequer identificar algumas vogais…”, disse fonte daquela escola.

No ano lectivo de 2019, foram matriculados naquele estabelecimento de ensino 180 alunos no Ensino Primário e 80 no Ensino Secundário.

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A Delegação do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC),  em Nampula,  garante que já identificou locais seguros para acomodar as pessoas, que poderão ser atingidas em caso de emergência resultante de eventual ocorrência de uma calamidade natural na presente época chuvosa, nomeadamente, estabelecimentos de ensino construídos com material consistente, casas de culto e armazéns.

O delegado daquele instituto na província de Nampula, Alberto Armando, afirmou que a outra actividade, que está em curso,  diz respeito à persuasão dos governos distritais, para que proíbam a população a não construir as suas habitações em locais propensos a calamidades naturais.

A fonte explicou, que este tipo de trabalho tem sido feito em cada época chuvosa, seguindo os planos de contingência, para se evitar que maior número de pessoas seja afectado em caso de ocorrência de uma intempérie, só que tem encontrado resistência por parte da população, que não quer abandonar as áreas vulneráveis a catástrofes naturais.

“Estima-se que cerca de 30 mil pessoas poderão ser afectadas em caso da ocorrência de calamidades naturais, na província de Nampula. Temos um segundo cenário, que engloba uma projecção de maior número de pessoas, que poderão ser afectadas, por exemplo, pelas cheias, nas principais bacias hidrográficas, e ciclones, cifradas em mais de 190 mil pessoas”, explicou.

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As obras dos 75 quilómetros de estrada N104, ligando a cidade de Nampula e a vila de Nametil, em Mogovolas, estão a um nível de execução de cerca de 90 por cento, havendo garantias do empreiteiro de entregar a empreitada antes do prazo, inicialmente estabelecido de 30 meses. Com efeito, cerca de 50 quilómetros da via já estão a ser usados para a circulação de viaturas, pessoas e bens. LEIA MAIS

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