Director: Júlio Manjate

Os passageiros provenientes da região afectada pelo coronavírus, na província chinesa de Hubei, devem permanecer em quarentena domiciliar nos 14 dias após o regresso e procurar cuidados de saúde em caso de sintomatologia.

O apelo do Ministério da Saúde (MISAU) surge na sequência da ocorrência de um número crescente de casos da doença, que já fez mais de 130 óbitos na China, com mais de seis mil doentes confirmados em todo mundo.

Até agora o coronavírus está circunscrito à província de Hubei e não existe evidência de transmissão de uma pessoa para outra fora da China. Os casos notificados na Tailândia, Japão, Nepal, Coreia, Estados Unidos da América, Austrália, Singapura, Canadá, Alemanha e outros países apresentaram histórico de viagem para China.

“O tratamento dos casos é sintomático, uma vez que não existe um mecanismo de cura específico. O MISAU está a criar condições para diagnóstico laboratorial, bem como isolamento dos casos”, lê-se numa nota do sector.

Na última terça-feira, o Governo decidiu suspender a emissão de vistos da República Popular da China, de modo a evitar a exposição e alastramento do coronavírus. Informação do Conselho de Ministros revela que ainda não há registo de nenhum infectado pelo vírus entre os moçambicanos a residir na China.

O Governo refere que as medidas restritivas no movimento migratório seguem às que já estão a ser implementadas em várias partes do mundo.

“Entre os grupos de risco estão pessoas que tenham cuidado de paciente/óbito, incluindo profissionais de saúde ou familiares que tiveram contacto físico com o paciente ou permanecido no mesmo local, bem como os portadores de outra patologia de base”, acrescenta o MISAU.

O coronavírus (CoV) pertence a uma família de vírus que causa doenças que variam entre as gripes comuns e enfermidades mais graves, como a síndrome respiratória do oriente médio e aguda grave.

A 31 de Dezembro de 2019 a China reportou à OMS a existência de casos de pneumonia de etiologia desconhecida detectados na cidade de Wuhan e a 7 de Janeiro de 2020 foi identificado um novo coronavírus como causador da doença.

O Comité de Emergência da OMS decidiu que, com base nas avaliações de risco actuais, o 2019n-CoV é um problema de saúde pública na China, não tendo critério para declaração de uma emergência de carácter internacional.

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As Forças de Defesa e Segurança (FDS) continuam em prontidão combativa permanente de modo a garantir a manutenção da ordem e tranquilidade públicas em todo o território nacional.

A prontidão combativa permanente deve-se em parte das acções criminosas perpetradas por malfeitores, tendo como alvos civis e FDS, nalguns dos distritos do norte da província de Cabo Delgado”, refere um comunicado do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) enviado ontem à AIM.

As acções incluem patrulha ostensiva, visando combater e neutralizar os malfeitores.

As FDS também continuam a perseguir os homens armados da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, que têm protagonizado ataques a civis, em alguns troços das Estradas, nacional número (EN1) e (EN6), no centro do país, para a sua neutralização e responsabilização criminal.

Por isso, a PRM reitera o seu engajamento incondicional na garantia da ordem pública em todo o território nacional, apelando, deste modo, a participação activa de todas as forças vivas da sociedade na prevenção e combate a criminalidade, acidentes de viação e suas consequências, e outros actos que possam perigar a ordem e tranquilidade públicas.

Fazendo um balanço das principais ocorrências da semana passada, a PRM registou um total de 14 acidentes de viação, contra 23 do igual período do ano passado, incluindo nove atropelamentos, dois despistes e capotamento e dois choques entre carros.

Os sinistros rodoviários resultaram em 12 mortos, 14 feridos graves contra e 23 feridos ligeiros e danos materiais.

A PRM aponta como principais causas o excesso de velocidade, má travessia do peão e condução sob efeito do álcool.

No mesmo período a PRM fiscalizou 46.028 viaturas, das quais 103 foram apreendidas por várias irregularidades. Também apreendeu 441 cartas de condução e 75 livretes, tendo aplicado 3.745 multas. Oito indivíduos foram detidos por condução ilegal e igual número por corrupção activa.

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O Comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica, Francisco Simões, desafia aos membros da corporação a se distanciarem de actos de corrupção por ser um mal que compromete todas acções tendentes a combater a criminalidade e os acidentes de viação, colocando em causa a manutenção da ordem e tranquilidade nas comunidades.

O desafio foi lançado ontem em Chimoio, capital provincial, na cerimónia de patenteamento de 72 agentes da corporação, promovidos a inspector principal, inspectores e sargentos, segundo a AIM.

Na ocasião, Simões recordou que as insígnias que os membros passam a ostentar desde ontem acrescem a responsabilidade a cada um dos patenteados para que se entregue e dedique ao combate a todos os males que atentam contra a ordem e tranquilidade públicas.

'A melhoria do vosso desempenho foi determinante para a vossa promoção. Devem valorizar as insígnias que passam a ostentar, através do trabalho abnegado, focados no bem-estar da população', disse Simões na sua comunicação.

Segundo o comandante, o comportamento digno de cada um dos membros, como distanciar-se da corrupção, bom relacionamento com o cidadão a quem juramos servir, é uma das formas de valorizar o reconhecimento feito pelo Estado aos seus funcionários que passam a outras categorias.

"Um polícia quando é patenteado implica a mudança da sua maneira de ser e estar na sociedade porque as insígnias renovam a capacidade de pensar do homem-polícia, a dar mais de si para desenvolvimento da província e do país, em geral", acrescentou Francisco Simões.

Entretanto, os patenteados, através duma mensagem, comprometeram-se em tudo fazer para manutenção da ordem e segurança públicas.

A cerimónia de patenteamento dos 72 agentes da Polícia da República de Moçambique foi testemunhada por membros do governo provincial de Manica, familiares, amigos e outros convidados.

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O número de vítimas mortais associado a época chuvosa continua a subir a cada dia, situando-se actualmente em 45, contra o anterior balanço oficial de 37 casos contabilizados em diversos pontos do país.

A província da Zambézia lidera a lista dos locais mais mortíferos, com 31mortos, seguida de Maputo (6), Sofala (4) e Manica e Niassa, com dois casos cada, de acordo com a última actualização do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

No que tange as causas, aponta-se as descargas atmosféricas como a principal, sendo o elemento que já ceifou 35 das 45 vidas.

Embora sem precisar, fonte competente assegura que grande parte dos óbitos por descargas ocorre na Zambézia, não havendo ainda meios de contenção do fenómeno.

O desabamento de residências nas quais as vítimas se abrigavam e o arrastamento pela corrente dos rios geraram as outras 10 mortes.

As chuvas, ventos fortes, desabamento de edifícios e outros males causaram ainda ferimentos em 66 pessoas, do universo de 65.852 afectados desde o início da época, em Outubro do ano passado.

Zambézia, Cabo Delgado e Niassa figuram entre as províncias mais afectadas, sendo Inhambane o ponto do país sem nenhuma vítima, segundo o registo oficial actualizado ontem.

Paulo Tomás, porta-voz do INGC, veio recentemente a público lamentar que não se está a conter a perda de vidas humanas, apesar da melhoria de comunicação com as comunidades e disseminação de riscos de travessia de rios com caudais elevados.

A agravar a situação, está a dificuldade de prever este fenómeno, o que permitiria retirar as pessoas antes destas ocorrerem.

Indicou que, outro fenómeno de difícil solução, tem a ver com as vítimas de desabamento de infra-estruturas, na medida em que as comunidades são recomendadas a estar dentro de edifícios durante o mau tempo.  

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A Policia a nível do distrito de Maganja da Costa, província da Zambézia, frustrou, há dias, o trânsito de um grupo de seis jovens recrutados ilegalmente no distrito de Mocubela, tendo como destino a província de Sofala.

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