Director: Lázaro Manhiça

O INSTITUTO de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) recebeu recentemente o primeiro lote de plântulas de bananeiras para multiplicação,  financiado pela Associação de Produtores de Banana de Moçambique (Bananamoz).

A parceria entre a Bananamoz e o IIAM surge no âmbito do programa de erradicação do vírus do topo em leque da bananeira, cientificamente conhecido por BBTV, que visa reduzir o impacto da doença no país, com principal enfoque no sector familiar.

Segundo a fonte da Direcção Nacional de Sanidade Agropecuária e Biossegurança do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, a colaboração entre as duas entidades irá assegurar a multiplicação de mudas de bananeiras de variedades locais, através do seu laboratório de cultura de tecidos vegetais.

A medida surge também como forma de compensar os mais de mil produtores desta cultura pelas suas perdas, garantindo, deste modo, a continuidade da produção de banana pelo sector familiar, assim como da manutenção de fontes de renda dos pequenos produtores que vivem nas zonas rurais.

A expectativa é que as plântulas multiplicadas estejam disponíveis ainda neste semestre, permitindo, assim, que mais produtores tenham acesso a elas.

Segundo a directora do IIAM, Olga Faftine, as pesquisas levadas a cabo em colaboração com a Bananamoz poderão trazer ganhos para a instituição que dirige, assim como para a reduzir o impacto da doença.

Por sua vez, Celso Rufasse, coordenador da Bananamoz, referiu que, numa primeira fase tinha sido solicitado um lote de mil plântulas, tendo sido assinado, a posterior,  um acordo para a produção de 40 mil unidades desta variedade.

Para Rufasse, a parceria entre as duas entidades é uma aposta acertada, na medida em que valoriza o produto nacional, mas também porque demonstrou que existe capacidade interna para produzir plântulas de bananeira resistentes à BBTV. 

A eclosão da doença no país, em 2016, levou as autoridades da agricultura a abater milhares de bananeiras em vários campos de produção nos distritos de Chókwè e  Guijá, província de Gaza, para evitar a propagação desta praga letal, que ameaça a produção desta cultura na região Sul do país.

Na fase jovem, a planta tende a atrofiar-se e não produz o cacho, sendo que quando o BBTV a efecta na fase adulta, o fruto fica sem qualidade para ser colocado no mercado. Contudo, o vírus não representa perigo para a saúde humana, uma vez que ataca essencialmente a planta e não a banana.

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A ACTIVISTA dos direitos humanos Graça Machel foi esta semana anunciada vencedora da edição de 2020 do prémio dedicado ao clima, promovido pela revista African Leadership Magazine, numa disputa com mais outras 10 personalidades do continente. 

Na mesma votação e na categoria de Jovem do Ano, destacou-se também o moçambicano Eder Pale, fundador e director-geral da empresa Mozhandlings, que ocupou o segundo lugar.

Os vencedores serão condecorados a 26 de Fevereiro, durante a cerimónia anual do galardão que destaca os feitos de personalidades africanas, que este ano decorrerá em formato virtual.

Como tem sido a tradição, os vencedores foram revelados pelo editor da revista, Ken Giami, na sede do grupo, no Reino Unido.

Segundo Giami, citado nosite africanews.com, 2020 foi um ano turbulento devido à pandemia da Covid-19, que tornou ainda mais frágeis os sistemas de saúde do continente.

No entanto, sublinhou que alguns africanos contribuíram para minimizar o impacto da pandemia e ajudaram a inspirar esperança para o futuro, indivíduos estes que, na sua opinião, merecem um elogio especial.

O editor da revista, que criou o galardão, afirmou que os nomeados ajudaram a mudar as narrativas negativas sobre África, contribuindo com determinação para fazer do  continente e do mundo um lugar melhor para todos.

Salientou que este ano, o comité de selecção expandiu as categorias para cobrir outros temas-chavee críticos para as ambições futuras de África, entre os quais, a aposta na juventude, criação de emprego, promoção da paz, democracia, desenvolvimento sustentável e divulgação da imagem do continente a nível global.

A revista African Leadership Magazine, que vai na sua nona edição, é um prémio anual reservado a personalidades africanas que contribuíram para influenciar políticas durante o ano.

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O PAÍS está a monitorar a formação de um sistema de baixas pressões que pode criar uma nova tempestade tropical, na bacia do sudoeste do Índico, a leste do Madagáscar.

Uma nota emitida esta quarta-feira (13) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) indica que o fenómeno poderá atingir a costa leste de Madagáscar, no dia 19, com possibilidade de entrar no canal de Moçambique nos dias 20 ou 21.

O INAM apela à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades competentes sobre este fenómeno natural.

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O INVENTÁRIO de fósseis mais recente realizado no Parque Nacional da Gorongosa (PNG) indica que o laboratório de paleontologia desta área de conservação contém mais de 730 espécimes, incluindo elefantes, porcos-do-mato, primatas, tubarões, tartarugas,crocodilos, caracóise mariscos.

A informação consta do relatório de 2020 do PNG, divulgado esta semana, que refere também que o espaço contém fósseis descobertos na regiãoe serve como um centro de ensino para o “Oxford-Gorongosa Field School”, um projecto de pesquisa que visa desvendar detalhes sobre a ancestralidade humana.

Esta é a única escola de campo no continente africano que oferece formação interdisciplinar em paleoantropologia, primatologia e ecologia.

O laboratório de paleontologia foi inaugurado em Agosto do ano passado pela Ministra da Terra e Ambiente , Ivete Maibaze.

Esta nova instalação contém uma sala de colecção de fósseis e outra para análise de fósseis, escritório, sala de aula e um espaço de armazenamento, para guardar todos os equipamentos de colecta.

O local constitui uma extensão do Laboratório de Biodiversidade Edward O. Wilson, inaugurado em 2014, e que está a apoiar a realização de inventários de biodiversidade e pesquisas ecológicas.

Com o novo laboratório, o PNG acredita que vai ser possível exibir a colecção de fósseis, bem como a criação de espaços para que investigadores trabalhem, permitindo também iniciativas como “workshops” de programas de mestrado.

Actualmente, está em implementação no parque o Projecto Paleo-Primata da Gorongosa (PPPG), liderado por Susana Carvalho, Professora Associada de Paleoantropologia na Escola de Antropologia e Museu de Etnografia de Oxford, onde coordena o Laboratório de Modelos de Primatas para Evolução Comportamental no Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva.

A Paleontologia é a especialidade da biologia que estuda a vida do passado da Terra e o seu desenvolvimento ao longo do tempo geológico, assim como a formação de fósseis.

Com pouco mais de quatro mil quilómetros quadrados, o PNG apresenta-se como o principal parque nacional de vida selvagem do país, localizado na extremidade sul do Vale do Rift do leste africano, na província de Sofala.

O local está a conhecer uma notável reposição de espécies nos últimos anos, após décadas de destruição, devido à caça furtiva e à guerra civil, que terminou em 1992.

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AS autoridades sanitárias manifestam a sua preocupação com o elevado consumo de álcool em Moçambique, particularmente nos dias de calor intenso, contrariando as recomendações do sector da saúde.

O Ministério da Saúde adverte que as bebidas alcoólicas não servem para hidratar o organismo humano, pelo contrário, produzemefeitos opostos.

A advertência surge dofacto de nos dias de calor intenso se verem muitas pessoas a consumirbebidas alcoólicas.

“Temos que evitar o consumo de bebidas alcoólicas. O álcool inibe a produção de uma hormona chamada antidiurética. Esta tem como função inibir a eliminação de líquidos. Se o álcool inibe esta hormona, o que vai acontecer é que vai aumentar as perdas. Então, daí também aumentar a desidratação que é o quadro principal em caso de aumento do calor”, disse o médico de clínica geral no Hospital Central de Maputo (HCM), Miqueias Namuaria, falando ontem a jornalistas.

Segundo Namuaria, o Banco de Socorros do HCM regista um aumento significativo no fluxo de pacientes por desidratação nos dias muito quentes, um fenómeno resultante do aumento da temperatura.
“Isso porque com o aumento da temperatura há também um aumento das perdas hídricas, perda de líquidos corporais. Isso leva a uma condição chamada desidratação. Esses pacientes têm dado entrada, cá, com quadros de hipotensão, que é tensão baixa. E também por causa da mesma desidratação, temos muitos pacientes crónicos que vêm com quadros de descompensação das suas doenças crónicas. Estamos a falar de doentes com hipertensão arterial, diabetes, entre outros”, disse.

Para os pacientes com sinais de desidratação e a sociedade em geral, o médico recomenda a ingestão de muitos líquidos.

“A ingestão de líquidos não deve ocorrer somente quando sentimos sede. Devemos fazer uma ingestão regular, principalmente neste período em que temos altas temperaturas. Também, temos que ter uma atenção especial a algumas faixas etárias vulneráveis: idosos e crianças.

Essas pessoas podem sentir sede e não se manifestarem. Com isso, temos que dar água regularmente e estarmos sempre atentos e vigilantes”, apelou.

Namuaria exortoutodasas pessoas a evitarem a exposição ao sol, principalmente no período compreendido entre às 11 e 17 horas”.

Frisou que também é frequente a entrada de pacientes com sintomas de intoxicação alimentar.
“Isto é devido ao calor e por causa da má conservação dos alimentos. Se não conservamos alimentos em lugares frescos, o que vai acontecer é que há um aumento da sua degradação e posterior apodrecimento”, explicou. (Noticias/AIM)

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