Director: Júlio Manjate

A província de Maputo registou este ano uma redução de morte de pessoas vítimas de malária, na ordem de 14%, em resultado do trabalho levado a cabo pelas autoridades sanitárias com vista ao combate e prevenção da doença.

Os dados sanitários indicam que durante os noves meses do presente ano, foram notificados 41.840 casos de malária, que resultaram em oito mortos, contra 48.907casos, com 19 mortos, do igual período de 2018.

 A informação foi tornada pública ontem, pelo governador da província, Raimundo Diomba, durante a cerimónia de lançamento da “Campanha de Pulverização Intra-domiciliária 2019-2020”.

O governador referiu na ocasião que a campanha de pulverização intra-domiciliária, constitui um dos programas do Governo e espelha o comprometimento em eliminar o mosquito, principal vector da malária, uma das doenças responsáveis pelo crescente internamento nas enfermarias de unidades sanitárias no país.

A fonte disse que apesar do decréscimo do número de casos diagnosticados com malária, a província de Maputo continua a apresentar-se numa situação preocupante, por isso exige-se o engajamento de todos para eliminação da doença.

Diomba explicou que a malária é a quarta causa de mortalidade, depois do HIV-SIDA, Malnutrição e Pneumonia, constituindo dessa forma, umentrave ao desenvolvimento, na medida em que contribui para elevadas perdas económicas, altas taxas de absentismo laboral e escolar, fraca produtividade agrícola, bem como em todos os esforços colectivos, de garantir o bem-estar da nossa população.

Apelou a todos para permitirem aos agentes de saúde a efectuarem a pulverização nas residências para o bem dos próprios residentes e garantiu que o insecticida usado é eficaz e foi comprovado em laboratórios.

Perante a época chuvosa que se avizinha, Diomba pediu a observância por parte da população, sobre os cuidados transmitidos pelos agentes de saúde, porque segundo alega, é só com uma articulação perfeita que se atinge aos resultados desejados.

FAMÍLIAS RECUSAM PULVERIZAÇÃO INTRADOMICILIÁRIA

Algumas famílias dos municípios da Matola e Boane, na província de Maputo, têm estado a recusarem a pulverização intra-domiciliária, o que inquieta as autoridades sanitárias desta região do sul de Moçambique.

Falando ontem, na Matola, durante a cerimónia de lançamento da campanha de pulverização intra-domiciliária nos municípios da Matola e de Boane, a directora provincial da Saúde, Iolanda Santos, afirmou que o sector está perante um desafio.

“Temos um desafio muito grande, que são recusas. Matola tem tido problemas de recusa especialmente nesta área da Matola-A. Daí que nós viemos cá para Sua Excelência (governador da província de Maputo, Raimundo Diomba) estimular os moradores do bairro da Matola-A para aderirem a campanha de pulverização porque nós queremos eliminar a malária nesta província”, disse Iolanda Santos, citada ontem pela Rádio Moçambique, emissora pública nacional.

Perante a situação, o governador da província de Maputo apela aos cidadãos a colaborarem com as autoridades no combate ao mosquito causador da malária.

“Devemos todos nos engajar na eliminação da malária. É possível. E, o futuro depende de cada um de nós, e de como é que nós agimos em relação a malária. Pulverizar não custa nada. Faz-se em pouco tempo. Nem leva 30 minutos. Quando sair fica pouco tempo também a espera do efeito dos medicamentos para não prejudicar a ninguém. E para depois voltar a viver normalmente na sua residência, com mais segurança”, disse Diomba.

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