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Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
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A Presidente do Conselho de Administração do Absa Bank Moçambique, Luísa Diogo, insta à sociedade moçambicana, para a união de esforços na preservação do meio-ambiente, de forma a minimizar o impacto das alterações climáticas.

Luísa Diogo lançou o apelo na passada sexta-feira, em Maputo, durante um debate sobre alterações climáticas no mundo, particularmente em Moçambique, promovido pelo Absa em parceria com a Revista Exame, visando a antecipação, prevenção e mitigação do fenómeno.

“A nossa intenção é transformar este tema num tema comum, que não seja um dogma centralizado somente em determinadas instituições, entidades e em determinadas pessoas. Sejamos precavidos nos nossos negócios e em tudo o que fizermos, mantendo um firme compromisso com a preservação do meio-ambiente. Coloquemos, também, a semente da esperança e do saber para que possamos desfrutar no futuro os frutos da árvore da sustentabilidade”, disse Luísa Diogo.

Segundo a PCA do Absa, as alterações climáticas são um fenómeno de grande importância a ter em conta nos dias de hoje e é, por essa razão, que se deve dedicar especial atenção na mitigação dos seus efeitos.

“Importa referir que este é um factor que de forma directa ou indirecta atinge e interfere com toda a sociedade, quer seja de forma social ou financeira, todos serão afectados, e em maior escala, a própria natureza. Quero, por isso, relembrar o apelo feito por Sua Excelência o Presidente da República, para esta época chuvosa. Com efeito, esse apelo leva-nos a ter consciência sobre a responsabilidade de cada um e de podermos avançar, de forma estruturada, com as lideranças nesta área”, disse.

O debate sobre alterações climáticas baseou-se numa visão académica sobre o fenómeno, apresentada pelo Director da Faculdade de Ciências Naturais e Agrárias, da Universidade de Pretória, Professor Barand Erasmus.

Na ocasião, a Cornelder Moçambique, concessionária dos terminais de contentores e de carga no Porto da Beira, através do seu Administrador Delegado, Jan de Vries, apresentou o seu plano de acção face à aproximação do ciclone IDAI, tendo destacado a importância de as empresas estarem preparadas para fazer face a eventos desta natureza.

“Para nós, a parte chave é a preparação. O ciclone IDAI foi um desafio maior. O porto está exposto ao vento e por ser essencial à economia regional, salvaguardar o terminal era importantíssimo. A maior preocupação era a protecção dos nossos guindastes de 60 metros de altura e com um peso de mil toneladas cada. Fizemos um esforço enorme, soldando as estruturas e no parque dos contentores diminuímos o formato de pirâmide para o vento passar, porque sabíamos que havia possibilidade de o mar entrar e, por isso, tomámos todas as precauções, tendo inclusive removido as redes de comunicação”, explicou, citado pelo  “O Pais”

Também o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades apresentou algumas iniciativas para mitigar os efeitos das Mudanças Climáticas, tendo destacado o Programa de Resiliência Climática, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, cujo objectivo principal é fortalecer a capacidade das comunidades rurais para enfrentar os desafios interligados de mudanças climáticas, pobreza rural, insegurança alimentar e degradação dos solos.

Segundo o Administrador Delegado do Absa Bank Moçambique, Rui Barros, o Grupo Absa tem estado a acompanhar a problemática das Alterações Climáticas e a defender uma atitude mais proactiva para fazer mudar o rumo dos acontecimentos.

“Nesta medida, temos vindo a trabalhar com o professor Erasmus e outros académicos de renome para ajudar o Conselho de Administração e os Executivos séniores do Grupo a entender melhor as dimensões necessárias para definir uma estratégia de negócio que proteja o nosso continente em particular, e o globo como um todo” disse.